Imprensa e borregos

Não existir imprensa em Portugal é suspeita que acompanha a minha maturidade intelectual e cívica. Existem jornais e jornalistas, existe comunicação social profissional, existem até excelentes profissionais do jornalismo que nele fizeram e fazem uma carreira de vida ao serviço de um ideal admirável. Mas a existência de uma imprensa que assuma o estatuto de “quarto poder”, e seja qual for a sua configuração conceptual, isso não encontro.

A memória do Cavaquistão, mas já antes as histórias de abusos de poder que corriam a propósito do IX Governo Constitucional de Soares, expunham uma imprensa incapaz de servir como contra-poder sem agenda ideológica, partidária ou comercial. O projecto Independente e o subsequente destino político de Paulo Portas fica como lapidar ironia e monumento à tese. Com os Governos de Sócrates, e o paroxismo da violência com que foram (e ainda são!) combatidos pela oligarquia, tal percepção cristalizou-se numa certeza todos os dias comprovada. O branqueamento das mentiras e promessas impossíveis de realizar de Passos no chumbo do PEC IV e na campanha de 2011 ficam igualmente como uma vertiginosa tomada de consciência da miséria da imprensa portuguesa. Pura e simplesmente, os jornalistas portugueses enquanto classe são cúmplices, por actos e omissões, da decadência política que se alimenta de uma cultura da calúnia moldada pela indústria da mesma.

Exemplo paradigmático, o que recentemente envolveu Campos e Cunha, Vara, Sócrates, Teixeira dos Santos e Vítor Martins. Cunha foi repetir numa comissão de inquérito parlamentar, onde mentir é crime, o que anda a dizer pelas vielas desde 2008, pelo menos. Que Sócrates queria que ele metesse Santos Ferreira e Vara a mandar na CGD. Provas? Népias, é só a palavra dele e um facto: Santos Ferreira e Vara foram mesmo para a administração da CGD no 1ª Governo de Sócrates.

Esta questão não se limita a ser uma bulha cortesã entre egos hipertrofiados. Para a direita partidária e mediática, a gestão política da CGD por Sócrates e Teixeira dos Santos é uma das fontes preferidas para fazerem contínua baixa política e explorarem teorias da conspiração e calúnias. Na sua versão mais divulgada, Sócrates teria um plano para substituir a oligarquia, aquela que manda no país desde 1928, por si próprio e um grupo de facínoras. Começavam precisamente pela CGD, onde iriam buscar o dinheiro para se abarbatarem com o BCP e a TVI, metendo também a PT no bolso. A teoria não chega a precisar o que faria Sócrates com o BES e o BPI, mas é provável que o Ricardo aceitasse ser compincha na roubalheira. Depois, com isso tudo na mão, os diabólicos socráticos conseguiriam ficar no poder por mil anos graças à adquirida capacidade para silenciar a Moura Guedes e o Crespo. Este o sumário executivo do discurso que tem sido espalhado por tudo o que é comunicação social vai para 10 anos, ou até já os passou. Grande cachola a destes bacanos, portanto, ao terem montado uma super operação para espiarem um primeiro-ministro em funções e depois não o terem apanhado a dar ordens a Vara para fazer isto e aquilo na CGD, apenas registaram conversa de merda, e de merdas, entre dois amigos.

Campos e Cunha, ao tocar esta cassete, está a falar de algo da maior importância. Ele sugere, dado contexto e o subtexto e o pretexto, que Sócrates e Teixeira dos Santos, mais Santos Ferreira e Vara, cometeram ou deixaram que se cometessem crimes gigantescos. Os dirigentes e deputados do PSD e CDS, desde os tempos de Ferreira Leite e Portas, idem idem, aspas aspas. A sugestão-afirmação de que o PS foi usado por bandidos a partir de 2005 para se concretizar um plano de completa subversão das funções do Estado é um tópico recorrente não só em período eleitoral mas inclusive fora dele. Pode-se mesmo reconhecer que terão sido poucos os dias nestes 10 anos sem que tenha aparecido alguém ligado à direita portuguesa (e até Junho de 2011, também ligado à esquerda) a declarar que havia crimes colossais ocorridos à vista de todos e que, pelos vistos, ninguém queria investigar. A detenção e prisão de Sócrates veio dar algum sossego a este mar de gente. Realmente, é isso exactamente que se tem investigado, todas as alíneas da teoria da conspiração que a direita criou e divulga; ou seja, pela primeira vez em Portugal há ex-governantes que estão a ser investigados judicialmente por terem tomado certas decisões estritamente políticas – como ter uma certa política económica e financeira, uma certa concepção do papel do Estado e dos seus veículos, uma certa intenção na escolha de certas figuras para certos cargos. Gargalhada lateral, se Campos e Cunha chegou a ministro foi porque um dos bandidos o escolheu, o mesmo que meteu no Banco de Portugal Carlos Costa, entre outras curiosidades.

Ora, a nossa magnífica direita poderá ter toda a razão, sei lá eu. Temos é de esperar mais um bocadinho, ou quiçá mais um bocadão, para a poeira assentar e descobrirmos o que afinal foi descoberto. Até lá, um pulha continuará a ser um pulha. No caso do Campos e Cunha, aconteceu-lhe ver-se desmentido de imediato por Sócrates, Vara, Teixeira dos Santos e Vítor Martins, pelo menos. E essa é uma situação onde a haver imprensa em Portugal poderíamos estar agora a usufruir dos seus serviços. Porque uma imprensa que se respeitasse a si própria defenderia as instituições da República e o Estado de direito, reservando ainda uns minutos para respeitar a inteligência colectiva e o mero bom senso. Numa CGD cheia de quadros superiores ligados umbilicalmente aos principais partidos, seria possível um qualquer Governo influenciar o banco para servir planos criminosos de ataque aos pilares da oligarquia? Poder talvez pudesse porque tudo é imaginável, mas sem rasto seria impossível. E com rasto, tal seria fatalmente suicidário. Explicar isto a crianças a partir dos 12 anos é fácil, não o fazer com os adultos expõe método.

Quando a comunicação social não só não denuncia a desonestidade de uma direita decadente como é, na sua maior e principal parte, cúmplice activa da sua estratégia de degradação do debate político para o substituir por um moralismo maniqueísta e persecutório, então, no mínimo, podemos dizer que o que passa por imprensa em Portugal alimenta o esvaziamento de inteligência que afasta tantos da política e, consequentemente, da tomada de consciência e defesa dos seus direitos. É que não somos nós, arraia-miúda, que estamos a forçar PSD, CDS e suas máquinas opinativas a lançarem o caudal de suspeições contra Sócrates, PS e genericamente quem esteve no Governo, ou pelo Governo foi nomeado, entre 2005 e 2011, o qual é uma constante dos discursos e destaques mediáticos. É porque se retiram vantagens, à direita e à esquerda, dessa estratégia.

Num país onde não existe imprensa, o número de borregos aproxima-se muito do número de habitantes.

15 thoughts on “Imprensa e borregos”

  1. Valupi, confesso que li na diagonal.
    «No caso do Campos e Cunha, aconteceu-lhe ver-se desmentido de imediato por Sócrates, Vara, Teixeira dos Santos e Vítor Martins, pelo menos.», hum. Ora, do que li disseram coisas diferentes e em lugares diferentes do que pretendes fazer crer na tua paranóia artística que consiste em edificares um monólito de mármore (ou de ouro?) sobre o que foi o governo de José Sócrates. Pareceu-me atabalhoado, porém.

    Nota, aqui. Sobre o teu “pelo menos” (?) noto que ele esconde objectivamente o nome de Santos Ferreira que também desmentiu Campos e Cunha e que teve uma contribuição hilariante para os senhores e senhoras que estão nos hospitais, e sei lá onde, ávidos por lerem os posts do Aspirina B para compreenderem as coisas importantes sobre o mundo dos sôtores lá fora (que até é cá dentro, no caso vertente). Ponto importante: é este pormenor que confere algum do colorido que tem a Operação Marquês e outras cenas extravagantes, ouvi dizer.

    «O deputado João Almeida, do CDS-PP, questionou Santos Ferreira sobre o porquê da escolha de Vara como o administrador responsável pelas participações financeiras do banco estatal, em que se veio a incluir a posição no empreendimento de Vale de Lobo.

    A resposta? “Porque foi assim. Não consigo dar um racional para isso. Os administradores que saem são das áreas comerciais e os que entram vão para as áreas comerciais e é preciso redistribuir”.»

    Que tal, Valupi, não achas que este excerto é quase tão bom como a escolha de Carlos Costa para o BdP… entre outras curiosidades?

  2. a conclusão é correcta , que não há imprensa :) agora uma andorinha não faz a primavera e o facto de um jornal , o CM , cascar no zézito por si não diz nada sobre existência ou não de imprensa ( a não ser que fales do expresso) . por exemplo , o Público é todo BE e Costa , e lendo-o parece que estamos no país das maravilhas quando na verdade nos estamos a aproximar do iceberg. o I também é todo geringonça . o DN está a virar. mas pronto , eu já sei com o que é que conto e leio aquilo como se fosse um conto :) não que goste do Passos , mas esse foi masssacrado por merdas que este governo faz. uma questão de justiça , não de preferências , que eu nisso sou populista : são todos a mesma trampa.

  3. ou de todos os jornais cascarem no zézito também não diz nada. dirá talvez que ele tem um problema de comunicação? de imagem ?

  4. Os Lambe-um-só-Cu do costume, o do sr presidente da Junta de Bois que lavra esta merda toda para cima e para baixo de noite e dia sem terem direito a ruminar uma erva, doninha de tão fedorenta e tão puta que previamente lhe cagou em cima, como restos de natal cuspidos por engripadas donas coisinhas e dados aos pobres. Ah pois não, o axial maligno da unha preta do costume, o butsher mãozinhas, Cabeça de Porco; O sarnoso Diabo da Tasmânia, o Piaçaba de Porco Espinho e a Galinha Velha Engelhada (dá boa canja! O zé cacete, FDX!) como sempre não dizem nada de jeito e querem uma solução final que não existe a não ser naquelas hediondas bífidas cabeças de iogurte.

  5. “Quando a comunicação social não só não denuncia a desonestidade de uma direita decadente como é, na sua maior e principal parte, cúmplice activa da sua estratégia de degradação do debate político para o substituir por um moralismo maniqueísta e persecutório, então, no mínimo, podemos dizer que o que passa por imprensa em Portugal alimenta o esvaziamento de inteligência que afasta tantos da política e, consequentemente, da tomada de consciência e defesa dos seus direitos.”

    Nem mais Valupi. É cúmplice com inteiro e perfeito juízo moral e intelectual do que fazem como fazem e para quem fazem e ropagandiam. E trata-se de uma cumplicidade por corrupção servilista face ao patrão.
    A estratégia das desigualdades brutais entre os “ddt” e os “snd” (sem nada disto) promovida pelos ddt atinge hoje brutalmente os trabalhadores da mesma área e em todas as áreas há sempre aquela espécie de pombinhos de esplanada que se deixam corromper a troco de migalhas as quais sorvem chafurdando no chão como porcos.
    O sistema, hoje em dia, já funciona em movimento-perpétuo automaticamente alimentado pela mão-invisível do obscuro sistema da plutocracia dos ddt.
    O bruta-montes do trump que já começou a atirar pedras ao charco total e também ao charco do jornalismo, ainda que atire com pedras de esterco pior que o do charco, pode calhar que faça ondas no charco da comunicação corrupta de modo a mudá-lo e, para pior, será difícil.

  6. Há que fazer justiça aos jornalistas portugueses : Uma vez comprados, o Governo pode mudar que permanecem comprados.

  7. a corrupção começa mesmo aí na esquina do jogo de interesses que impede que a vida na Cidade flua mediante o justo e o verdadeiro. o que vem depois é frequência acumulada de corrupção.

    gostei especialmente do uso de borrego, tão mais acessível, em vez de cabrito.

  8. Brotam em mim mixed feelings sobre este artigo que o António Guerreiro fez publicar no último Ípsilon, se calhar porque fui alertado para ele com alguma ou muita surpresa por um ilustre amigo que o considerava «muito estranho». Respondi que o tinha lido na diagonal, o que era verdade, que era corajoso o tipo fazê-lo in situ mas que ele é um um corredor de longa distância (!) e que o iria reler. E que depois diria algo, está claro. Ora, Valupi, seres pensantes (e viandantes!) e, ainda, alguém que sobressaia por mérito próprio das profundezas onde vive a troupe Valupiana e que seja capaz de pensar para lá das cenas sem ponta por onde se lhe pegue desta espécie de proselitismo religioso em que está transformado o Aspirina B… o que vos apraz dizer sobre tão elevada prosa?

    Estação Meteorológica
    É a política? Não, a cultura

    Se eu quisesse prosseguir a análise dos media e da crítica
    do jornalismo — e acho que vou querer —, encontraria
    abundante matéria de reflexão num certo tumulto e rumor
    hostil provocado pelo facto de a direcção deste jornal ter dispensado os serviços de três
    colaboradores prestigiados. Pondo de lado a questão
    mais importante, a financeira (mas recusando aceitar
    que ela explica tudo), essa dispensa faz parte de um
    processo de reforma, renovação e racionalização que
    todos os jornais têm prosseguido desde há vinte anos.
    A receita não tem dado bons resultados, mas já alguém
    foi capaz de pensar de maneira diferente? Já alguém
    foi encorajado ou teve sequer a permissão para o
    fazer? E para não se dizer que sou um puro diletante,
    retiro as consequências do que acabei de afirmar: uma
    transformação interessante deste jornal seria aquela
    em que, a par de muitas outras coisas porque uma só
    não basta, esta coluna chegaria ao seu fim — porque
    bem medíocre seria se me quisesse reformar com ela —
    e eu poderia fazer outras coisas mais úteis para o jornal
    e em que me sinto menos em contradição com os
    ataques que aqui tenho feito à oligarquia editorialista
    (analistas, colunistas, comentadores), essa elite
    consensual que intoxica o espaço público com a sua
    doxa crítica composta de clichés e de ideias mortas.
    Ao contrário do coro vindo do lado esquerdo do
    campo político, não acho que o problema da
    comunicação social seja o do monolitismo de direita da
    indústria da consciência e da informação. O problema
    é muito mais cultural do que político. Tanto à esquerda
    como à direita, a cultura é uma velha relíquia que foi
    lançada às urtigas. E a última coisa de que é capaz esta
    nova classe dominante, constituída pela tripla aliança
    — económica, política e mediática —, que passeia o seu
    filisteísmo e a sua vacuidade pelos jornais e pelos
    painéis televisivos, é o de criar a sua própria cultura. Ao
    contrário do que por vezes se pensa, esta gente não é da
    mesma estirpe daquela que, antes da Segunda Guerra,
    deu caução filosófica e cultural a uma “revolução
    conservadora”. Se descontarmos uns restos que nos
    vão entretendo, o pensamento, a literatura, a arte e a
    cultura em geral desertaram do espaço público. E a
    dimensão cultural do jornalismo foi completamente
    abandonada. Um filósofo francês fazia esta pergunta
    retórica, há algum tempo: “O pensamento é público,
    hoje, em França? Neste mundo do acesso generalizado,
    podemos ainda ter acesso ao que se pensa hoje em
    França e para além dela?”.
    Grande parte do coro que se ergue hoje contra os
    media e o jornalismo herdou a cultura da esquerda dos
    anos 70, que reduziu o poder dos meios de
    comunicação de massa a um único conceito: o de
    manipulação. Trata-se da ideia de que os media
    dissimulam a sua motivação mais profunda, escondem
    os seus cálculos estratégicos e mascaram as suas
    verdadeiras intenções. Que há muitas vezes truques e
    mentiras, sabemo-lo muito bem. Mas os que se
    presumem especialistas em desmistificação jornalística,
    com a missão de conduzir à verdade e à razão os
    leitores leigos e ignorantes, têm uma pretensão ridícula
    e uma consciência obsoleta dos media. Hoje, um jornal
    que julga que está a enganar os seus leitores está a
    enganar-se a si próprio de maneira patética. Jornais que
    têm um projecto político e ideológico não querem nem
    conseguiriam dissimulá-lo. É por ter fetichizado o
    conceito de manipulação, persistindo nele como
    categoria interpretativa, que a esquerda é incapaz de
    lidar com a paisagem mediática e, demonizando o
    adversário pelo lado errado, só reforça o seu poder.

  9. dado o crescente interesse do povo quirguistanês na aprendizagem do aeiou e o outro abecedário que por aqui asila tomo a liberdade de juntar a respectiva tradução para quem lê o aspirina em Bisqueque.
    AEIOU
    30 January 2017 18:48
    Bul makalada Antonio Guerreiro meni sargara aralaş sezimderdi akırkı Upsilon Men eseptelgen ataktuu dosu menen bir je köp kütülbögön jerden anı eskertken bolçu, balkim, antkeni, jarıyalangan bolçu «, abdan kızık.» Men çın ele kayçılaş, okup dep joop berdi, al er jürök türü bolgon ordunda munu, birok bul uzak aralık jöö külük bolot (!) Al okup turgan. Jana andan kiyin, albette, bir nerseni aytkım kelet. Azır Valupi, oy jaratıp, (jana sayakatçı!), Jana oşondoy ele tübündö öz ukugun, jöndömdüülüktörgö bay adam kayda Valupiana truppasına jana diniy prozelitizm bul türün alıp, anda-punktunda turup köşögönün arı oy jügürtö alışıbız üçün jaşayt al Aspirin B özgöröt jerde … emne uşunday jogorku prozası jönündö jagat?

    aba beketi
    Anı sayasatı bolup sanalat? eç kanday madaniyat

    Eger men maalımat karajattarı jana sın taldoonu ulantuu üçün kelgen
    jurnalistika – Men kelet dep oyloym – taba
    kee bir ızı uşak oylonuu üçün mol tamak-aş
    Bul gezittin bagıtı üç kızmat boşotulgan jok ekendigi menen şarttalat duşman
    kadır-barktuu emgekteş. suroonu çetke taştap
    Andan da maanilüüsü, karjı (birok kabıl aluudan baş tartışı
    al baarın tüşündüröt), bul boşotuu bir bölügü bolup sanalat
    önüktürüü, kalıbına keltirüü jana berüügö jarayanı
    bardık gezitter, jıyırma jıldan beri ulanıp kelet.
    retsept jakşı natıyjalardı bergen jok elek, birok eç kimisi
    Al başkaça oy jügürtüügö jardam bergen? eç kim jok
    Al kayrattanıp, al turgay, uruksat aldı
    emne? Men taza diletanttarga ekenimdi dep emes,
    Men aga kanday kesepetterin çegine: biri
    Bul gezittin kızıktuu özgörüü bolo turgan bir
    jerde, başka dagı köptögön nerseler menen birge ulam bir
    jok, jetişerlik, bul kolonna akırı kelerin, – antkeni
    jana okugandar men aga pensiyaga kaalagan bolso, bolo turgan –
    Men gezittin başka köp paydaluu işterdi jasay algan
    Men karşı emes bolçumun
    kol saluular bul jerde oligarhiya jurnalist kılıp
    (Taldooçular, jurnalistter, kommentatorlor), bul elita
    menen koomduk meykindikti mas pikirge alardın
    Doxa sın klişelerdi jana ölgön ideyalardı kuralgan.
    sol taraptan hor ayırmalanıp,
    Sayasiy, men masele, menimçe, tuura emes bolgon
    media tegin ukugu bolup sanalat
    maalımat berüü jana maalımat aluu önör jayı. masele
    Bul sayasiy alda kança madaniy bolup sanalat. da, sol
    oşondoy ele ukuk madaniyat bolgon eski lektın
    şamalga ırgıtılat. Jana akırkı nerse kıla albayt, bul
    jaŋı başkaruuçu töböldördün, üç uyumdun tüzgön
    – Ekonomikalık, sayasiy jana media – kim jüröt anın
    philistinism gezitter menen anın boştuk
    telekörsötüü panelder, öz madaniyatın tüzüü. üçün
    Keede oylop karaşına karama-karşı, bul el emes,
    Oşol ele jaralanganda da, Ekinçi düynölük soguştun aldında,
    Al «aylanuu menen oy jana madaniy koopsuzduktu berdi
    eskiçil «. Biz kee bir urandılardı arzandatuu bolso,
    Alar oy, adabiyat, körköm önör, adil jana
    jalpı madaniyat, koomduk Ayubi kızmatınan ketkenin maalımdadı. jana
    jurnalistikanın madaniy ölçöm tolugu menen boldu
    taştap ketken. A ispan oyçul suroo
    bir neçe ubakıtka çeyin ritorika, «oy-pikirler açık-aykın bolup sanalat,
    Parijde bügün? jalpıga jetkiliktüülügün bul düynödö,
    Biz bügünkü küngö çeyin oylonup, emne menen taanışa alabız
    Albaniya jana çeginen? «.
    azır da küçündö karşı hor köp
    media jana jurnalistika madaniyatının kaltırgan muraska
    70 massalık maalımat karajattarının biylik kıskargan,
    bir tüşünük massalık baylanış:
    menen iştöö. Bul media ideya
    Sizdin tüpküründögü türtkü jaşıruu, jaşınıp
    anın strategiyalık eseptöölör jana maska alardın
    çınıgı niet menen iş. köp ıkmalar bar
    kalp, abdan jakşı bilişet. birok bul
    jurnalisttik demystification ekspertterdi özünö,
    missiyası menen çındık jana akıl menen kuup,
    jatıp, sabatsız okurmandar, bir külkülüü talap bar
    jana jalpıga maalımdoo karajattarının eskirgen kabardar. Bügün, gezit
    Men silerge okurmandarga aldap jatabız dep oyloym
    patetikalık özün özü aldoo. gezitter
    Alar da kelbeyt, sayasiy jana ideologiyalık dolboor bar
    al jaşına albay kalat. Al fetishized bolup sanalat
    başkaruu tüşünügü, al jerde saktalıp turgan
    İlimiy kategoriya, sol albay jatat
    media-çöyrögö menen alektengen, jana karaloogo
    karşı tuura emes jol menen gana biyligin küçötüp kelet.

  10. O “dutch” do emigrante é, por certo, fruto de um diletante da linguística para Ignaros como o ignatz, que concorda com tudo o que não entende.

    A “moi” já não me apetece explicar rien a quem vive preso a fantasmas e se encosta na batateca da catarina para o reanimar. E querem inocentar porque é comunista, o Sr. José Sócrates.

  11. Valupi, quando aventei uma remota possibilidade de alguém que sobressaia por mérito próprio das profundezas onde vive a troupe Valupiana e que seja capaz de pensar para lá das cenas sem ponta por onde se lhe pegue desta espécie de proselitismo religioso em que está transformado o Aspirina B… nunca esperei que as minhas preces fossem ouvidas na isolada estação da ETAR de Alcântara (vulgo, “o caneiro de Alcântara” recuperando o nome primitivo com mais propriedade). Mas é, seguramente, bom para o teu ego saberes como se fazia nos tempos das rádios piratas que o teu sinal hertziano se ouve assim tão distante.

    Ah,se houver algum outro mais capaz, o que vos apraz dizer sobre tão elevada prosa?

  12. … e interesse imediatamente manifestado pelos dois, que por acaso são o mesmo, últimos mongos, segue a tradução mongolóide.
    aeiou
    30 January 2017 18:48 TO
    Bi üüniig avch üzekh ni yalgaatai naiz esvel zarim ikh gaikhsan ni ene tukhai sanuulsan yum baij magadgüi, uchir ni nadad soyoolj ene züiliin Antonio Guerreiro deer kholimog medremj, öngörsön Upsilon niitelsen baisan “mash khachin.” Bi, diagonali ni ünen baisan ni deer unshsan gej khariulsan, ene ni zorigtoi töröl baisan gazar deer üüniig khiikh bolovch ene ni kholyn zain güigch yum (!) Ter dakhin unshaarai gej. Ter bol medeej yamar neg yum khelekh bolno. Odoo Valupi, amitnyg (bolon wayfarers!) Tegeed bodoj mön günees ööriin erkh ni amjilt khen negen khaana Valupiana Grupp bolon tsegt ta shashny proselytism ene törliin avbal yamar üzegdel tsaash bodokh chadvartai baikh amidardag ene Aspirin B khuvirch baigaa bol … Kherev ta iim öndör zokhiol tukhai yuu khelekh taalald?

    tsag uuryn stants
    It bodlogo baina ve? Yamar ch soyol

    Bi khevlel medeelliin kheregsel, shüümjleliin shinjilgeeg ürgeljlüülen khüssen bol
    setgüülzüi – olj – bi khüsch baina gej bodoj baina
    zarim ni üimeen samuuntai, sul yariand ni üzel bodol ni elbeg khool khüns
    Ünendee ulmaas daisagnasan ene soniny chiglel gurvan üilchilgeeg gargasan gej
    ner khündtei khamtran ajillagsad. asuult khajuu tiish tavikh
    Khamgiin chukhal ni, sankhüügiin (gekhdee khüleen avakhaas tatgalzakhdaa
    Ene bükhniig tailbarlasan), ene chölöölökh ni neg kheseg yum
    shinechlel, shinechlekh bolon onovchtoi bolgokh üil yavts
    bükh sonin khorin jiliin tursh ürgeljilsen baina.
    jor ni sain ür dün ögsön chadakhgüi baina, gekhdee khen baina
    Ter ööröör bodoj chadakh baisan be? khen baina
    Ter demjij baisan, ter ch baitugai zövshööröl baisan
    baina ve? Mön bi tsever dilettante baina gej khelekh bish,
    Minii khelsen l yamar ür dagavryg ukharch: negiig ni
    Ene soniny sonirkholtoi öörchlölt neg ni baikh bolno
    End neg uchir Busad olon züilsiin khamt
    khangalttai bish, ene bagana ni tögsgöl irne – uchir ni
    bolon taaruu bi tüünd zodog khüssen bol baikh bolno –
    Bi sonind busad ilüü ashigtai züiliig khiij chadna
    Bi ni zörchildöj baga medrekh
    khaldlaguud end oligarkhiig editorialist khiisen
    (Shinjeechid, toimch, tailbarlagch), ene elit
    olon niitiin oron zaig intoxicates zövshiltsöld tednii
    clichés, ükhsen sanaa Doxa chukhal zokhioson.
    züün talaas nairal duu yalgaatai ni
    Uls töriin, bi asuudal gej bodokhgüi baina
    khevlel medeelliin bükhel ni zöv yum
    medleg, medeelliin salbar. asuudal
    Ene ni uls töriin ilüü ikh soyol yum. Ali ali ni züün
    baruun soyol baisan khuuchin RELIC baina
    salkhiny khayasan. Ter öngörsön züil ene bolomjtoi yum
    Shine erkh barigch angi, gurav dakhin kholbooton khürtel khiisen
    – Ediin zasag, uls tör, khevlel medeelliin kheregsel – khen yavdag tüünii
    philistinism bolon sonin, tüünii khoosrol
    tyelyeviziin khavtan, ööriin soyolyg bii bolgokh yavdal yum. ni
    zarimdaa bodoj baigaa züilee esregeer edgeer khümüüs bish yum
    Neg omog gej Delkhiin II dainy ömnö
    Ter ni “khuvisgal ni gün ukhaany bolon soyolyn ayuulgüi baidlyg ögöv
    konsyervativ “. Bid zarim neg khog khayagdlyg ni khöngölökh bol
    Ted bodol, uran zokhiol, urlag zugaatsuulakh bolno,
    Yerönkhii soyol olon niitiin zai dogoldoltoi. Tegeed
    setgüül züin soyolyn khemjee ni büren baisan
    orkhigdson. Frantsyn filosofich asuult asuuv
    kheseg khugatsaand devergesen, “Bodoltoi olon niitiin yum
    Frantsad Önöödör? niitiin khandaltyg ene delkhiid,
    Bid odoo ch gesen önöödör bodoj baigaa yuu khandalttai baij bolno
    Frants, tsaash? “.
    esreg önöödör zogsoj baina nairal duu mash ikh
    khevlel medeelel, setgüül züin soyol züün övlögdön üldekh
    70, khevlel medeelliin khüchiig buuruulna
    neg üzel barimtlald olon niitiin khariltsaa:
    öörchilsön. Ene ni tukhain khevlel medeelliin sanaa yum
    Tany khamgiin gün sedel nuukh nuukh
    tüünii stratyegiin tootsoo, bag tednii
    ünen sanaa. Tend ikhevchlen bolon zali mekh
    khudal ni mash sain medne. gekhdee ene ni
    , Setgüül züin demystification-d mergejilten gej tootsdog
    erkhem zorilgo ni ünen ba shaltgaanaar joloodokh,
    tavij, munkhag unshigch ni ineedtei erkhtei
    , khevlel medeelliin neg khuuchirsan oilgolt. Önöödör sonin
    Bi ta unshigchdad khuurch baigaa gej bodoj baina
    ööriigöö pathetically khuurch. sonin
    Ted ch khüsekhgüi baigaa ni uls tör, üzel surtlyn tösliig baina
    Üüniig nuukh bolomjtoi bolno. Ene ni fetishized baigaa yum
    gej tüünd togtvortoi orshikh udirdakh üzel barimtlal,
    Tailbar zereg züün bolomjgüi
    khevlel medeelliin gazar ajillaj, bolon demonizing
    örsöldögch buruu arga zam ni zövkhön öörsdiin erkh medliig bekhjüülj.

  13. O turd imigrante, habituado às águas da supra ETAR, continua a exportar melenas, que por aqui se curam com muito ferro. Ignocopázio, tome ferro, se faz favor, quem sabe ganha mais corzinha e vence essa anemia…

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