Hipócritas e velhacos

Os ranhosos continuam a repetir que Sócrates era o responsável pelo clima de hostilidade que progressivamente foi tomando conta da política nacional a partir de meados de 2007. Mas dizer isto é continuar no registo da filha-de-putice, porque esse ambiente resultou exclusivamente de Belmiro, Cavaco, Ferreira Leite e Pacheco terem apostado tudo em sucessivas tentativas de assassinato de carácter – as quais chegaram a envolver polícias, magistrados, escutas e ameaças de criminalização do anterior primeiro-ministro – a que se somava uma comunicação social a lançar difamações e calúnias. Os principais responsáveis políticos do PSD e CDS, secundados pelos imbecis do BE e PCP, diziam obsessivamente que Sócrates era mentiroso, indigno, canalha. O paroxismo desta violência verbal aconteceu quando vimos Sócrates ser comparado a Hitler, Saddam e Drácula na última campanha eleitoral. E o cúmulo do ódio veio pela boca suja do Miguel Relvas, ao bolçar que a família de Sócrates devia ter vergonha dele.

Da pesporrência raivosa de Louçã e PCP, cultores de um racismo ideológico imune a qualquer autocrítica, nem vale a pena falar. Mas, vai na volta, a culpa da sua fúria contra a burguesia, o capitalismo e a democracia também é de Sócrates.

11 thoughts on “Hipócritas e velhacos”

  1. Socrates Nosso, que estais no Céu
    Santificado seja o Vosso Nome
    Venha a nós o Vosso Reino
    Seja feita a Vossa Vontade,
    Assim na Terra como no Céu
    O Pão-Nosso de cada dia nos daí hoje
    Perdoai-nos as nossas ofensas
    Assim como nós perdoamos a
    Quem nos tem ofendido
    E não nos deixeis cair em tentação
    Mas livrai-nos do Mal.

    Amém

  2. Em tempos, na minha terra havia um sujeito – morreu há anos – quando havia um roubo era logo o autor. Forças policiais e judiciais não se davam ao trabalho de averiguar. O desgraçado pela limpidez das averiguações – cacetadas e afins – lá assumia a autoria dos roubos. Acontece que num furto de maiores proporções em que também assumiu a autoria foi preso por um certo tempo. Os roubos continuaram durante o tempo de cativeiro e aqui as forças policiais, judiciais e população em geral é que se aperceberam que havia outro ou outros a viver à custa da fama do tal sujeito.
    Acontece que Sócrates ainda está com a fama de ser o culpado de tudo, arca com tudo de mau que acontece mas, vão-se preparando que o cativeiro dele vai ser longo, portanto, preparem-se para fazer averiguações justas ou arranjar outro bode expiatório.

  3. Olhe que está enganado. José Viegas, a admiração por José Sócrates não tem nada a ver com a adoração a um deus!
    É o reconhecimento das qualidades de um homem, interpares, que mesmo na mesquinha e lastimosa “cabala” que lhe montaram, manteve a dignidade que é – e será, espero – a sua marca de ser.
    José Sócrates será sempre o Melhor Primeiro Ministro que Portugal teve até à data, desde a Revolução de 25 de Abril de 1974! Porque conseguiu com a sua capacidade de trabalho e de dinamização das capacidades dos outros, incentivar uma série de reformas estruturais em sectores fundamentais das sociedades actuais, e reduzindo o défice deixado por Manuela Ferreira Leite…
    Não tivesse acontecido o grande terramoto financeiro internacional de 2008 …
    Mas, mesmo assim, os resultados – conferir as estatisticas de 2009 e 2010 – começavam a demonstrar que o caminho estva certo, que as politicas seguidas podiam transformar a visão triste e “apagadinha” do nosso país!
    Por isso foi atacado por PSDs e CDSs, mas também – paradoxo da nossa realidade mesquinha – por BEs e PCPs, rasteiros e burros “até dizer chega” !!!

  4. …os portugueses em geral são tipos mesquinhos…assim o sucesso de quem quer seja e que seja português (vindo de um forasteiro é o máximo) é abominado intra-muros…assim temos os casos mais recentes…mourinho, cristiano ronaldo sócrates e saramago…cultivam-se ódios de estimação à volta destas figuras…é o instinto de besta primária que se lhes agarra à garganta os sufoca e os deixa sem objectividade…a cultura do mesquinho..o exemplo histórico mais flagrante esta tipo de mentalidade arreigada e muito explorada pelas “elites” mediáticas…jornas e blablazeiros aos serviço do popularucho…esteve patente na crise dos conhecidos como “retornados” das ex-colónias…ainda hoje um ódio subterrâneo e larvar continua a medrar na geração da portugalândia que os recebeu e que passou rapidamente a invejá-los por terem iniciativa por prosperarem por no fundo não serem tipicamente portugas e atados…infelizmente hoje também eles estão absorvidos e agora também eles destilam a mesma invidia esverdeada…sócrates foi de facto o expoente máximo deste fenómeno…

  5. M.G.P.Mendes
    A sua análise está excelente até ao último parágrafo.
    Mas chamar rasteiros e burros ao BE e PCP é que não.
    Isso faria sentido se o objetivo desses grupos fosse a defesa dos “trabalhadores, das pequenas e médias empresas, etc., etc., etc.”.
    Aí poder-se-ia admitir que no seu esforço para atingir esses objetivos tinham sido burros e rasteiros ao não anteciparem o que iria suceder aos seus entes queridos.
    Mas não, esses grupos há muito que estão constituídos em empresas cujo único objetivo é dar dividendos aos seus acionistas, poder, publicidade, lugares no Parlamento, etc., tudo à nossa custa e com um valor acrescentado altamente negativo para o País.
    Arranjaram um nicho de mercado e exploram-no.
    Mas rasteiros e burros é que não, rasteiros e burros somos nós.

  6. Só ler o nome llhes dá calafrios na “espinha”!
    A vida selvagem é mestra em mostrar-nos que os lobos assim são bem sucedidos, pois é em alcateia que atacam as suas vítimas quando estas se mostram determinadas em vender cara a vida.
    Sócrates atreveu-se a tocar nos intocáveis, foi aos privilégios e tentou finá-los, atacou o monstro criado pelo cavaquismo, meteu-se com os sacrossantos e infalíveis juízes, fez calar os barões dentro do partido, não se importou que os inimigos fossem merceeiros, construtores civis, médicos, professores, presidentes de junta, presidentes de bancos, donos de jornais ou de televisões.
    Foi teimoso, insistiu no que pensava ser o caminho certo, era acintoso nos seus remoques, não se furtava ao combate mesmo com armas desiguais, sofreu calúnias, vitupérios, devassas da sua vida intíma e profissional como nunca ninguém sofreu nem virá talvez a sofrer.
    Descobriu a careca a muita gente que hoje volta de mansinho a sentar-se nas cadeiras cimeiras do poder.
    O próprio partido que o aclamou, vira-se agora para o seu opositor que sempre preferiu a sombra para operar longe dos holofotes, talvez por isso seja tão do agrado da governação.
    Dos partidos à esquerda, já o Contumaz e o M.G.P.Mendes falaram e tanto um como outro têm pontos de vista assaz certeiros.
    Sócrates, longe, ainda hoje os faz tremer.
    Não será por simpatia que o PPC veio já afirmar em comunicado que nada o envolve no caso do famigerado ex-chefe dos serviços de informação, e que o diminuto Marques Mendes, mente com quantos dentes tem na boca sobre as nomeações da Caixa, tentando ainda lançar lama para cima dele.
    Nem durante a dura provação familiar que atravessa lhe largam as canelas demonstrando quão amorais são os seus perseguidores e a falta de educação e civilidade de que padecem.
    Ter o adversário batido, deitado no chão e ferido nos seu mais profundo e continuar a bater-lhe, só demonstra a covardia de quem o faz.
    Talvez um dia…

  7. Os derrotados são os que ascenderam ao poder pela porta da iniquidade como nunca se vira em Portugal. A pulhice há-de assombrá-los para os resto das suas vidas. Ainda mentem, ainda atiram lama, ainda têm que ser desmentidos pelos factos. Não se importaram de avacalhar as instituções da república. Todas, santo deus! Por ódio, raiva e, sobretudo, por não conseguirem olhar de frente um homem empreendedor como o Portugal de Abril ainda não vira à frente de um governo.
    Esta têm que engolir, seus sacanas. As suas realizações de quatro anos carregados de iniciativas hão-de ser-vos enfiadas pelas goelas abaixo. Esperneiem à vontade.

  8. Deixemos passar Agosto, tempo de férias para alguns e de alheamento para outros, deixemos vir Setembro e os primeiros frios de Outubro que vão certamente aclarar-nos as mentes, oportunidade para que seja contada e bem entendida a história do golpe palaciano feito a Sócrates, pelo ‘Cardeal’ Cavaco, pela ‘Madre-Superiora’ Ferreira Leite, pelo sacristão Relvas e pelos fariseus de esquerda. Mas, parafraseando a Bíblia, ‘quem com ferro mata com ferro há-de morrer’.
    E eu quero cá estar para ver!

  9. Cavaco Silva é um personagem dúplice que está associado a um golpe politico-mediático contra um governo eleito. Em suma aguém indigno do cargo que ocupa. Nisto foi acompanhado pelos barões dum partido falsamente intitulado de “social democrata” (expressão máxima da mentira política) que transformou o confronto político num debate sobre a pretensa moralidade do primeiro ministro e do seu partido.
    Dito isto, Sócrates e os dirigentes do PS têm também a sua quota parte de responsabilidade. A instrumentalização do aparelho de Estado e das empresas sob a sua influência com episódios como o do Sr Rui Soares bem como um clientelismo larvar não podem ser esquecidos – até para não repetir os mesmos erros. Também a agressevidade protagonizada pelo PM e por alguns ministros funcionou muitas vezes como um elemento de retórica gratuito e sem sentido. A energia desviada por estes episódios em muito contribui para o acumular de erros e uma visão quase patológica da realidade.

  10. Se havia uma trama do bloco de direita para tramar o Sócrates não sei, mas o que eu não tenho dúvida é que o Sócrates andava envolvido em coisas escuras e que nunca ficaram cabalmente esclarecidas entre elas destaco o processo da licenciatura, o caso tvi e o freeport. A maioria das pessoas ficaram sempre com a ideia que aquilo foi tudo menos claro e podia ter muitas ideias do primeiro ministro, mas que de estadista e impoluto tinha pouco. A somar a isto tudo junta-se os corninhos do sr ministro, os gravadores do sr deputado, os problemas com a justiça com os boys do PS…… o que levou a denegrir a imagem do 1ºministro.

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