Guerra ao Nobel da Paz III

Uma antiga questão académica, subitamente actual, desafiava a que se escolhesse o mais filantropo destes dois homens: Albert Schweitzer ou Louis Pasteur. O primeiro largou uma vida de conforto e prestígio, tendo ido para África tratar dos absolutamente miseráveis. As condições em que começou a exercer medicina e a educar foram heróicas, ele nem sequer a língua nativa dominava. E o destino reservava-lhe outros martírios. Ficou como um dos maiores testemunhos de entrega ao próximo, aos mais necessitados. Foi Nobel da Paz em 1952. O segundo passou a vida fechado numa sala a olhar para um microscópio.

Que pensas, qual deles fez mais para acabar com a miséria, as guerras, o sofrimento da Humanidade?

28 thoughts on “Guerra ao Nobel da Paz III”

  1. Nobel da santidade para Schweitzer, embora ele também fosse duro de roer e mandasse uma bocas que seriam hoje consideradas como extremamente racistas.

  2. Sinhã, de facto, essa opinião “nobel da saúde e bem estar o segundo e nobel do amor o primeiro. (nobel da paz não há).:-)” é das, senão a, mais acertada que por aqui tenho lido. Obrigado

  3. tendo em conta que pasteur conseguiu evitar que o vinho se transformasse rapidamente em vinagre…acho que foi ele o maior filantropo da humanidade , e nem falo das vacinas.

  4. Penso que a melhor arma para acabar com as várias maleitas que nos afligem, incluindo as guerras, é o conhecimento.
    Não é possível a paz se se ignoram os inimigos, e foi isso que fez Pasteur: dedicou a vida ao conhecimento de poderosos inimigos. Iniciou uma guerra sem tréguas contra essas microscópicas criaturas que teimam em fazer-nos a vida num inferno.
    Embora a obra e o exemplo de Schweitzer sejam muito meritórios, Pasteur, fechado no seu laboratório, fez mais pela Humanidade.

  5. Não percebi, Sinhã. Onde é que contrariei o que dizes? :)

    Que queres dizer com “só a humanidade combate a enfermidade”?

  6. quis dizer isso mesmo, guidinha.:-)

    (a palavra humanidade deve ter aí umas cinco saias:

    humanidade
    (latim humanitas, -atis)
    s. f.
    1. O conjunto dos homens.
    2. Natureza humana.
    3. Género humano.
    4. Bondade.
    5. Benevolência, compaixão.)

    :-)

  7. Agora que já sabemos o que significa “humanidade”, diz-me lá por que motivo discordas do meu primeiro comentário. Não vês bondade nos que dedicam a vida ao conhecimento científico, é isso? Já sei, fui muito desumana na forma como falei dos micróbios, coitadinhos. :)

  8. Só inventam coisas do piorio e totalmente desnecessárias à Humanidade, os malvados.:)

    E é só quando crescem ou é logo desde bebés, Sinhã? :)

  9. Fiquei na dúvida, mas, afinal, tornarem-se impuros quando crescem não tem nada a ver com o facto de serem provetas, vá lá.:)

    Acho curioso que te tenhas lembrado dos bebés proveta e não do que a ciência tem feito pela sobrevivência dos outros. :)

  10. Um ponto de interrogação?! Ainda que o tenhas posto, timidamente, entre parênteses não parece teu, Sinhã. :)

    Não me digas que agora te deu para ter dúvidas. :)

  11. por isso está entre (), guidinha. a frase termina com.

    (e, neste caso – como em tantos outros -, os ? não requerem respostas. são, assim, uma espécie de oralidade).:-)

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