Foodismo

Sabe tão bem ser foodista. Especialmente por alturas do Natal, com frio, numa cabana, em frente à lareira, hummm… (com frio e frente à lareira?! enfim, talvez se tenha acabado a lenha). Ou de manhã, depois de um sono tranquilo e revigorante, começar o dia a celebrar o foodismo na cama. Ou em cima da mesa da cozinha, a manteiga e a margarina ali mesmo à mão (questão de gosto, resultados cada vez mais parecidos). Ou de pé, encostado à janela ou debruçado na varanda, acenando para os vizinhos. São coisas do caraças, capazes de deixar um gajo (pelo menos, o gajo) satisfeito durante 24 horas. O foodismo nunca falha, prazer que se repete vezes sem conta como se fosse a primeira vez, nalguns casos aumentando de intensidade e refinamento com a idade. Aliás, quão menor a vergonha, maior o proveito que os foodistas obtêm do exercício desta ancestral arte dos sentidos. Já para não falar naquelas ocasiões festivas em que se juntam os familiares, os amigos, até estranhos (sim, pode ser belo ir para o foodismo com uma pessoa estranha – ou mais do que uma, assim duas ou três, vá lá, quatro, prontos – dessa forma estabelecendo laços de súbita e mágica intimidade). São momentos inesquecíveis; esses em que grupos inteiros se entregam à pulsão foodista entre risos e algazarra geral.

Desfruta o melhor que puderes do foodista que há em ti.

15 thoughts on “Foodismo”

  1. Eu sou mais de bolos! E as filhós! De um dia para o outro ainda ficam mais apuradinhas! Depois ir para a cama outra vez, passar o resto da manhã! Na boa!

  2. valupi, seu malandreco!, entreténs-te a titilar, dedicas-te a debicar, chasquear sem dó, motejando como poucos… corres o risco de ser foodido, já pensaste?
    :)))

  3. Valupi,

    Pra mim tem de ser kosher com selo de garantia, para o Nik, que é mais exigente, e um ou outro melro que não festeje o nascimento de Jesus, pode ser fodder da última colheita. Quanto ao abrigo com lareira, contento-me com A Cabana do Pai Tomates.

  4. Bem não sei se já foi referido aqui mas no outro dia vi, numa daquelas belas notícias de um canal nacional (Portugal), e falando de foodismo, algo acerca do movimento que deu origem a isso, o Gastrosexualismo, para saber tudo é só ir a http://www.gastrosexual.com.

  5. Para Z
    Pensando bem até que era muito bem feito! Talvez implicasse que, para o futuro, houvesse mais atenção às actividades desenvolvidas pelos bancos e afins! Uma facadinha ao fundo das costas que poderá, muito bem, ser considerada um abre olhos! Resta-nos a fraca consolação de que não é só cá neste burgo que há malandros e ladrões de alto gabarito. EUA, a nação portentosa, ícone da vaidade, também deu ao mundo uns bons mestres na matéria, temos o exemplo de Madoff que até já me fez rir, porque as suas principais vítimas são os que se acham muito espertos! Gananciosos são de certeza e foi a ganância que os cegou! Estou convencida que, qualquer pessoa com a quarta classe não se deixava convencer com tantos e proveitosos ganhos! A dureza da vida é a grande escola e para estes “quando a esmola é muita o pobre desconfia”

  6. sim Milu, mas todos os mecanismos para ir buscar ao Estado erário público para financiar ricos banqueiros e advogados, acaba por ser coisa de espertos, uma vez mais. O risco foi assumido por quem executou as operações financeiras, banqueiros incluídos.

    Reconheço a escola da dureza da vida mas não a elogio, lamento que assim seja, tanta gente destroçada, não sabemos sair disto, o sapiens sapiens não sabe.

    Claro que o Estado podia depois accionar o direito de regresso sobre os supervisores que não funcionaram, mas é mais do mesmo, diabólico, milhares de anos em tribunal e o erário público é que é chamado, a partir da base da pirâmide, se a base é exuarida além do ponto crítico a pirâmide desmorona.

    nesse está tudo no nome: mad&off

    vou passear

  7. Este senhor Paulo Teixeira Pinto cheguei eu a ver numa capa de revista semanal, apresentado como alguém que atingiu o topo de carreira devido às suas invulgares aptidões para os negócios da banca. Na altura era o maior! Todos falavam dele! Um prodígio, por assim dizer! Dizia ele que, o segredo para vencer está na adaptabilidade! Pois é! É o que ele está a fazer! Está a tentar adaptar-se o melhor que puder às presentes circunstâncias! Explora as falhas dos outros!

  8. Deus não dorme Milu, é cruel o que vou dizer mas é verdade: o banqueiro do xeque-mate viu morrer o filhote aos 22 anos fruto de uma vida que só um rico pode ter. Tramado. Podes não chamar Deus, chama-lhe karma, causa -> efeito.

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