6 thoughts on “Exactissimamente”

  1. PPP’s? É só mais um sounbyte que permitiu o golpe patrocinado pelo sr. silva. Entre muitos outros. Portugal é a republica dos soundbytes.

    Exemplo: ainda ontem ouvi um n.º sobre as IVG realizadas no ano passado numa reportagem da rtp. Seguido de outro n.º: o custo que acarreta para o estado a sua realização. Lançam-se n.ºs, aparentemente elevados se escutarmos as explicações do médico que foi entrevistado e assim se cria mais um soundbyte: os ‘abortos’ são muitos e custam uma fortuna, num país em crise. E aprofundar os números agora lançados, compará-los com os números anteriores à lei da despenalização do aborto, p. e.? E estudar os efeitos desta medida não só nas finanças como na saúde publica? E correlacionar as questões sociais associadas?, etc, etc… Com o fim de se chegar a uma conclusão sustentada? Tá quieto.. Nada disso foi feito. Isso é coisa que dá trabalho e não dá audiências…

  2. Para além de sound bytes as PPP são o exemplo acabado da pilhagem ao Estado, que depois alguém tem de pagar, não é?

  3. Com tanta raiva ás PPPs que anda por ai, só posso concluir que, bom bom, era mesmo o tempo em que se gastavam 16 horas de carroça, para ir visitar a familia á terrinha.
    Ahhhhh, bons tempos…

  4. Sem dúvida! Nesse tempo ia-se à santa terrinha no “carrão do Leste”, que levava dez horas de Santa Apolónia à Torre das Vargens, mas os senhores menistros construíam uma belíssima auto-estrada em pavimento rígido (que aliás durou até aos anos noventa!), verdadeiramente faraónica para os padrões da época (nem havia ainda muitas estradas dignas desse nome em Portugal!), entre o Marquês de Pombal e o Estádio Nacional, só para, uma vez por ano, irem celebrar o fascismo em grande estilo!

    O Povaréu, esse, ia contudo de comboio (pois só os menistros e os lavradores abastados – mas esses não moravam em Lisboa… – é que tinham carros, nesse tempo), já que a Linha de Cascais até tinha um ramal feito de propósito e uma estação só para funcionar no dia 10 de Junho…

    A vantagem é que, nesse tempo, ninguém discutia as obras faraónicas – nem, de um modo geral, como se gastava o dinheirinho dos Impostos. Era tudo decidido só pela “gente séria” da altura, que “sabia do assunto”. E assim ficámos com o País de merda que herdámos e que, infelizmente, não conseguimos libertar desse modo de pensar totalitário. O maior malogro de todos os do pós-25 de Abril, em minha opinião…

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