Exactissimamente

O que é feito do clamor cavaquista?

__

Adenda

Estava para escrever exactamente sobre o mesmo assunto, o silêncio da direita face ao que parecia ter tudo para provocar uma excitação incontrolada nesses infelizes, cartolas e bengalas lançadas ao ar: 600 páginas de inaudita e presidencial calhandrice sobre a sua paixão fatal, Sócrates. Era desta que os podres mais podres daquele que continua a apavorar a oligarquia ficariam gravados no mármore, pelo cinzel da figura mais importante e poderosa da direita portuguesa após o 25 de Abril. Só que não. E porque não?

Incrivelmente, o que Cavaco diz de Sócrates acaba por melhorar a sua imagem pública. Cavaco revela a sua versão de episódios privados e o que nós vemos para além do seu próprio rancor e completa decadência moral é algo que conhecemos de Sócrates fora desse contexto. É o tal Sócrates que não estava disposto a ser um títere de um Cavaco soberbo, pacóvio e tiranete. É o tal Sócrates que reagia inteiro perante as campanhas negras – negras mesmo que acabe condenado, com trânsito em julgado, de alguma ilegalidade ainda por provar, repita-se até que o Inferno gele – e reclamava pelo direito à decência e à protecção institucional do seu partido, do Governo e do seu nome. É o Sócrates bem preparado que tinha uma concepção muito diferente da de Cavaco quanto ao papel do Estado e ao modelo de sociedade a desenvolver. É, enfim, a imagem de um primeiro-ministro que se sabe atacado e atraiçoado pelo Presidente da República, pelo que tem não só de se defender como de contra-atacar sendo um dos representantes máximos do próprio eleitorado que legitimou a conjuntura de poder em causa.

Enquanto isso, Cavaco assina a sua declaração de abjecta cobardia e desorientação política. Ele que tudo viu e que tudo topou, nada fez para além de tentar influenciar o não influenciável, acabando invariavelmente por sair das reuniões de quinta-feira com o estômago a dar voltas no implacável ácido. Cavaco impotente perante um bandido rasteiro como Sócrates, eis a sinopse da obra para a legião de pulhas que está agora com a viola enfiada no saco.

 .

21 thoughts on “Exactissimamente”

  1. Valupi, nem pacheco pereira o babado, indefectível, intolerante, presumido, influente, insolente e reverente apoiante adepto do inculto, bacoco e ronceiro cavaquismo como do mais baixo e miserável cavaquismo do bpn e das inventonas-golpadas contra Sócrates e o Estado de Direito, digo, nem esse tal de pacheco, o que vê tudo antes e sabe primeiro que todos o vai acontecer vem agora tecer uma palavrinha que seja que mitigue a indiferênça geral do país perante a repetição da repetição da repetição de mentiras que o tempo já se encarregou de desmascarar e a maioria do povo já se apercebeu que não são mais que a reza desesperada de cavaco face à História para que esta lhe conceda umas notas de roda-pé.
    Anda pacheco, vem pacheco e bate-te por cavaco com denodo como antes fazias na AR em defesa das vacas loucas.

  2. Ninguém à altura nos mírdia para a desmontagem da indignidade.
    Até o Saraiva tão vilipendiado e órfão de lançamento digno e patrocínio retirado pelo cobardolas pedrinho das distrações, fez figura menos pornográfica.
    Que repugnância. Que baixeza analfabeta.
    Que horror termos tido este cavaco durante décadas a usar o país como feudo seu mais seus rasteiros amigalhaços.

    Só o Ex. Primeiro Ministro José Sócrates para certeiro confirmar em tempo a desonestidade viscosa que enfrentou e aturou.

    Tomara que venha o fim do pesadelo da perseguição ao Homem a quem devemos saber avaliar e topar este pântano de psd e cds movendo-se em matilha a ladrar, ladrar, ladrar com som ampliado pela claque da mírdia.

    A mão atrás do arbusto como avisou José Sócrates quando chegou de Paris mostrou-se descarnada, invejosa ressabiada e fedorenta.
    Primeira confirmação pública do derrube planeado dum Governo que, como o espanhol, nos teria livrado da maldição da troika.

    À política o que é da política está à vista.
    À justiça o que é da justiça a última esperança dos indignos.

  3. Com este livro Cavaco comete uma indisrição terrível contra si próprio: confessa que foi ele quem planeou e mandou executar a prisão de Sócrates.
    É o que eu vejo no livro.

  4. Jasmin
    22 DE FEVEREIRO DE 2017 ÀS 0:34
    Com este livro Cavaco comete uma indisrição terrível contra si próprio: confessa que foi ele quem planeou e mandou executar a prisão de Sócrates.
    É o que eu vejo no livro.

    ehheheheheheh. É por estas conclusões e pela apetência para estas conclusões que a investigação em Portugal é o que é. Ineficiente, arrastada, batoteira, distorcida, por isso, inimiga da justiça, ainda que, aparentemente, obediente a preceitos processuais que na prática, diga-se, esvaziam de conteúdo o direito do legalmente inocente – qualquer um.
    Os mediotas e os bloguiotas discutem entretanto o que NÃO INTERESSA no começo, E entusiasmam-se com as conferências de imprensa de arguidos e advogados. Ah! Ignorantes!

    Pimpampum, salve….

  5. Ó sóbêbado,
    eu cá axo que quem escreveu o livro ó morto-vivo do cavaco foi o Ant.º Costa Peixoto, esse vil mercenário, que deve ter empochado mais por cada uma das seiscentas páginas daquela estucha paranóica, do que por cada quarteirão de artigos no Câmara Corporativa.

    Mas deixa lá, o Rosárinho Teixeira já deve estar de olho na marosca, podes descansar a figadeira…

  6. Sóbêbado,
    tens medo de ser ferrado, nota-se bem…

    Mas não te borres por antecipação. Ainda vais cheirar pior, animal.

    Tem paciência, o teu DIA também há-de chegar, cagalhoto…

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.