Epifania eleitoral

Finalmente compreendi. Fez-se luz. Andava perdido, confuso, perplexo, estupefacto. Com a dimensão e poder tentacular da campanha negra. Até que desceu sobre mim a serenidade contemplativa de quem volta a saber-se adentro de um cosmo regido pelas leis da causalidade.

A origem da peçonha é só uma: o PSD imagina que Portugal é um imenso BPN.

11 thoughts on “Epifania eleitoral”

  1. Entretanto:

    «O centrista António Lobo Xavier apontou hoje o episódio das “escutas” como o “pior problema da campanha”, num jantar-debate da coligação autárquica PSD/CDS que contou com a presença de Pacheco Pereira e do director do jornal Público.

    José Manuel Fernandes partilhou o jantar-debate com Pacheco Pereira (cabeça-de-lista do PSD por Santarém), António Lobo Xavier, Vasco Cunha, (líder distrital do PSD) e ainda com Isaura Morais, candidata da coligação que confessou no final do jantar a surpresa pela presença na mesa principal do director do Público, que não fez qualquer intervenção, limitando-se a seguir a discussão.

    Questionado pelos jornalistas, à saída do jantar, José Manuel Fernandes justificou a sua presença, que causou grande curiosidade nos participantes, com a vontade de “ver um bocado da campanha”, destacando ainda o facto de Lobo Xavier ser vogal do conselho geral do Público e, tal como Pacheco Pereira, colunista do jornal.»

    http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/10154561.html

  2. Z, tens toda razão no termo que utilizas há muito tempo: ferrugenta.

    ferrugenta! ferrugenta!

    ferrugenta.
    o grande problema dela e dos que a apoiam é mesmo esse: oxidação.
    e não oxigenação como têm reclamado

    (também já só quero o domingo à noite…
    puta de depressão :)

  3. pois aqui está mais um elemento da epifania,

    entretanto esta noite a juntar à epifania do Valupi tive um apocalypse, que é uma forma de revelação com um relampago pelo meio: um dos eixos do ppd cavaco&ferrugenta é o bpn e tudo o que nada por lá escondido, o outro é o dos casamentos gay! Aquilo é só opus dei e lá o que eles fazem uns com os outros não sei, mas imagino. Só que tem que ser secreto. Tirem-lhe o ‘secreto’, só conhecido de quem de ‘direito’, para efeitos de chantagens e manipulações, e cai aquela treta toda.

    Não é o gay que lhes faz mossa, desde que devidamente enquadrado, é a honestidade pública da coisa aberta do casamento que lhes é insuportável.

    O cavaco nunca promulgará essa lei, deixou o sinal disso com a das uniões de facto, e resignará se for caso disso. Porque tem medo de ir para o Inferno.

    Traquinas, amigo, está quase, eu também ando todos os dias com dor de cabeça e chapéu, embora a Natureza, sempre muito minha amiga, veio aquecer-me o parênquima e os traqueídos.

  4. è preciso que isto dê a ideia de que veio da Madeira – e realmente em conversas de café muita gente diz perante o «forrobodó» a frase «Já chegámos à Madeira». Há muito anos lembro-me de ter alugado casa em Montechoro e de à noite ir beber a bica com o dono da casa («Este senhor é residente»?) e ver umas metralhadoras a guardarem as toalhas de praia da vivenda cavacal…

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