Asfixia social-democrática

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O Correio da Manhã era, até há bem pouco tempo, o rei da manipulação da informação jornalística a favor do PSD, especialmente em período eleitoral. Tal distinção cabe agora ao Público, e nem se imagina como poderá ser destronado. Nesta campanha, todavia, o CM está em muito bom ritmo, tendo sido escolhido para a continuação da inventona ao publicar a falsa notícia da ida das secretas militares a Belém, mais as respectivas declarações do fontanário palaciano a preparar uma fuga, dizendo que nada tinha sido encontrado, mas a manter a campanha negra, sugerindo que algo poderia ter sido descoberto. Quanto à calúnia na imagem supra, é o deboche completo.

As pessoas que ousam atacar e denegrir as instituições supremas da República, que chegaram ao ponto de conspurcar a Presidência e difamar o Governo e os Tribunais, querem a derrota do PS e a vitória do PSD. Para estas pessoas, a política é um jogo sujo, só a conquista do poder importa. E essa, realmente, é uma cultura que cresce desaustinada no PSD e CDS, enquanto no PS encontra muitos anticorpos. O PSD é partido onde a imoralidade é virtude, o PS é um partido onde a justiça é compromisso. Só não vê diferenças entre as duas entidades quem imita o PSD para se fingir melhor do que o PS.

Não é de hoje esta batalha, é dos primórdios da democracia. E não tem fim à vista. Mas devemos provar aos pulhas que a casa não está a saque.

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Ler:

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De intriga se faz a campanha laranjaMiguel Abrantes

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4 thoughts on “Asfixia social-democrática”

  1. as televisões passaram dois dias a divulgar esta notícia até terem esclarecido que a suspensão da avaliação tinha sido proposta por Laborinho Lúcio e aprovada por esmagadora maioria.

    as estratégias de campanha do PSD, claustrofobia, condicionamento da comunicação social e medos instalados, são o espelho da sua intrínseca forma de actuar

  2. Concordo que pode ser uma vergonha mas quem fez esss «noticias» não tem nem pode ter vergonha. Um bocado como a Leonor Pinhão que em A BOLA sublinha a frase de Paulo Bento sobre a grande penalidade «que não foi» esquecendo a grande penalidade que foi e na qual o Miguel Garcia podia e devia ter visto o cartão vermelho. Eu estava atrás dessa baliza na fila 31 lugar 11. Eu vi.

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