16 thoughts on “Encavacar”

  1. O “mal-estar difuso” diagnosticado pela tertúlia fadista que dá pelo nome de SEDES e a sua previsão de “uma crise social de contornos difíceis de prever” (maravilha, prognósticos destes também eu!) são mais duas pérolas dos socialistas invejosos e ressentidos com o Sócrates, que os não convidou para o governo nem os promoveu a nada. Bem, o Luís Campos & Cunha, esse convidou, mas o gajo ao fim de meia hora de governação fez xixi pelas pernas abaixo, cedendo felizmente o lugar a quem tem estofo de vencedor, namely Fernando Teixeira dos Santos. O Henrique Neto há mais de 10 anos que queria ser ministro da Economia. O João Ferreira do Amaral é um académico sem estofo para a política – como consultor da nulidade do Jorge Sampaio, ainda passava por génio.

  2. Mal estar difuso (ou confuso?), crise de contornos difíceis de prever… Qualquer bruxa de bola de cristal consegue ser mais assertiva e concreta do que esta brigada da meningite.

  3. bom , tendo em conta que ele aconselhou foi os portugueses a não se resignarem e a trabalharem para remover as dificuldades , dificuldades que o tal comunicado da Sedes identificou como tendo origem principalmente na bandalheira dos profissionais da política , eu entendi que ele nos estava a dizer para os mandarmos a eles para esse tal de sítio…Para pegarmos numas vassouras e tal.

  4. Valupi,

    Parece-me que tu é que estás com vontade de ir para o caralho. Vontade aliás legítima, pelo que não deves ter vergonha de a assumir.

    Ora lê outra vez a notícia para que lincas e diz lá de onde é que resulta que o Cavaco discorda do que diz o comunicado da SEDES:

    “O Presidente da República, Cavaco Silva, admitiu que há dificuldades a ultrapassar em Portugal a nível social, conforme alerta uma relatório da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES) divulgado hoje pelo PÚBLICO, mas defendeu que os portugueses não se devem “resignar” perante os problemas.

    “Não nos podemos resignar perante as dificuldades. É preciso mobilizar os portugueses para as vencer”, afirmou Cavaco Silva à margem da inauguração do Instituto CUF, do grupo José de Mello Saúde, em Matosinhos. Aos dados avançados pela SEDES, o chefe de Estado convida os portugueses a “trabalhar para vencer as dificuldades”.

    Considerando a SEDES uma “instituição respeitável”, que levanta questões para as quais o próprio já alertou, o Presidente da República não quis fazer mais comentários ao documento elaborado pela associação e dirigido ao país, por não o conhecer ainda.

    De acordo com o documento, revelado hoje pelo PÚBLICO, sente-se em Portugal “um mal-estar difuso”, que “alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional”. Este mal-estar e a “degradação da confiança, a espiral descendente em que o regime parece ter mergulhado, têm como consequência inevitável o seu bloqueamento”, acrescenta o relatório, considerando que se essa espiral descendente continuar, “emergirá, mais cedo ou mais tarde, uma crise social de contornos difíceis de prever”.

  5. Já tu,não és capaz sequer de ler. Prova de que há quem não aprenda. Mesmo que queira.

    Mas mesmo assim, insisto: Cavaco nada disse contra a SEDES. Bien au contraire.

    E sim, escrevi em francês.

  6. jdias, à superfície, literalmente, não disse. Concordo. Mas, como também nada disse a favor – nem poderia dizer, posto que a posição da SEDES é uma cagada em três actos – eu concluo que Cavaco lhes disse: “Vão mas é trabalhar e deixem-nos (a mim e ao engenheiro) trabalhar, foda-se mais ó caralho…”

  7. Valupi,

    vejo que te sentiste forçado a concordar comigo, o que é simpático. Ou seja, é mesmo impressão tua,como dizes no post. Uma má impressão, por acaso.

  8. Diz o Povo “quem te avisa…”.

    O Presilhas bem pode mandar os outros trabalhar, ou ir chuchar para o caralho, que os “outros” já não têm os olhinhos vendados como ele pensa: aquela sua postura muito paternalista, muito consensual, muito prudente e sabichona não passa de uma valente camada de cartão pintado por cima de uma estrutura amarrada de cordas podres e com a consistência da merda.

    A SEDES, melhor ou pior, faz o seu papel e a mais não é obrigada. Os outros que façam o seu – que já tarda! Se continuarem a não o fazer, qualquer dia acordam e têm as consequências no tapete da entrada. O tempo nunca se cansa.

    Só que esses “outros”, ao contrário do que faz crer o Presilhas, não são os portugueses. São alguns deles. E todos sabem os seus nomes. O do Presilhas está lá também, em lugar de destaque. Ele sabe isso bem e é por isso que reage como reagiu…

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