É só fumaça

Eduardo Cintra Torres fez o favor de reunir num texto alucinado algumas das principais razões para se votar PS nestas eleições. Até citou a crespopatia de ontem. É também contra esta campanha que emporcalha toda a democracia que se luta neste momento. A liberdade não vai ficar refém dos Torres, Crespos, Medinas, Zé Manéis, Mouras Guedes, freeport-dependentes, bpnizados e artistas do gesso que servem o actual PSD.

O fumo pode ser denso, mas as águas estão cada vez mais cristalinas.

14 thoughts on “É só fumaça”

  1. O texto do Sr. Cintra Torres é hilario !
    Como hilariante é o nosso 1º Ministro que fala ao país como se fossemos todos tótós…para ajudar á festa o inenarrável Santos Silva sempre boçal nas suas apreciações…
    Portanto…
    não vislumbro diferenças na pandilha…

  2. Retirei estas pérolas da entrevista da MMG:

    A partir do momento em que José Sócrates disse que o seu jornal era um espaço “travestido de jornalismo”, ficou com mais vontade de procurar supostos escândalos da governação socialista?

    Eu não. Fiquei lá agora. Achei foi surpreendente aquela palavra travestido. Ninguém usa aquela palavra. Travestido… travestido… travestido. Achei tão estranho, não achou? Travestido…

    O que é que quer dizer com isso?

    Nada, achei a palavra esquisita. Travestido. Travestido… Ninguém diz essa palavra. Só em certos contextos. Usam-se outras palavras, agora, travestido. É estranho.

    Já repetiu a palavra uma dúzia de vezes. Qual é a sua intenção? Onde quer chegar?

    Nada, não sei. Palavra de honra. Mas fiquei a pensar sobre isso. Travestido… travestido é um termo que só se utiliza em alguns meios.

    Que meios?

    Sei lá…

  3. Sobre o debate de ontem, nada…ninguém ouviu nada…ninguém viu nada..nada há para dizer…
    Eles nem existem sem Sócrates…
    É uma política de parasitas…

  4. Jerónimo, obrigada pela entrevista. Não sei se a colocou sem link por incapacidade ou má-fé, mas aqui fica. Esse excerto que apresenta, como foi óbvio para mim assim que li, mostrava uma entrevistada já farta de estar a ser “tomada de ponta” pelo colega que a entrevistava e já a levar a coisa para a parvoeira. Acrescento mais dois que me parecem importantes, curioso como não lhe chamaram mais a atenção.

    Sente-se honrada por tanta atenção do primeiro-ministro?

    Eu? Por amor de Deus! Eu sinto-me honrada pela preferência que me dão tantos portugueses. Agora, pelo que disse o primeiro-ministro, não, sinto-me triste.

    Ficou desiludida?

    Fiquei, acima de tudo, surpreendida. Atónita, mesmo. Ando cá há alguns anos e nunca tinha visto um político, ainda por cima com as suas responsabilidades, a pronunciar-se assim sobre o trabalho dos jornalistas.

    Acha que não gostam de si?

    [Pausa] Não sei. Que incomodo, sei que incomodo. Ao longo da minha carreira tenho tido provas disso. Sejam de direita, sejam de esquerda. Acho engraçado que só se fale do Sócrates, mas o Jornal Nacional tem sido o único a dar dados relevantes de investigação do caso Portucale. São processos escondidos, coisas vergonhosas. Eu já apanhei Bloco Central, Cavacos, Guterres, Durões, Santanas. Ninguém gosta de ser alvo deste tipo de notícias. Mas quando estão no poder têm mais responsabilidades. E há uma coisa importante: eu percebia a contestação se tivéssemos cometido erros. Mas não cometemos um único erro. Não há um único desmentido das notícias que fizemos.

    Está a falar na substância.

    Sim, estou.

    http://dn.sapo.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=1353086&seccao=Media

  5. Peço desculpa, deveria ter colocado aspas a separar os excertos, pois o texto não é seguido. Assim, deve ler-se as duas primeiras perguntas separadas das duas últimas.

  6. Reformada,
    as únicas justificações possíveis para não ter posto olink são ou incapacidadeou má fé? Então errou nas duas. O resto da entrevista é perfeitamente desinteressante já que a entrevistada é uma pessoa com uma formação moral e profissional discutível, como o denota o excerto que retirei e um outro igualmente abjecto em que ela classifica os seus colega de profissão como pobres vindos do Diário. Não retirei também este nem coloquei o link porque a entrevista é facilmente acedível numa pesquisa no Google. Aliás penso que não teve dificuldade em encontrar. Penso também que não se apecebeu da gravidade do que a referida Sra insinua no excerto que retirei.

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