E esta, hein?…

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No dia 23 do mês passado, Pacheco Pereira revelou ser um apaixonado por jogos de computador. Nenhum dos seus abruptos leitores comentou a nova, ou, se o chegou a fazer, não mereceu ser publicado em relação. E eu estranho, porque o facto é notável. Primeiro, porque Pacheco Pereira será um dos publicistas mais atarefados, desmultiplicando-se pelas regulares prestações mediáticas (jornal, revista e TV), mais as da investigação, mais as das leituras correntes, mais a manutenção do melhor blogue português, mais o resto, o tanto. Depois, porque de um usual vituperador do futebol, o qual recusa com desdém, não se esperam adesões a divertimentos (aparentemente) ainda mais alienantes. Por fim, porque seria fácil usar a informação para piadas imbecis e argumentos ad hominem.

Donde, a conclusão que retiro é a seguinte: mal estão os que ainda não jogam.

3 thoughts on “E esta, hein?…”

  1. Valupi,

    Eu tenho pela personagem (já somos dois) uma vasta consideração. Aí cabem essa e mais outras possíveis, e prováveis, razões de estima.

    Agora, repara. Pode bem dar-se o caso de JPP ter essa invejável propriedade de alguns intelectuais de lhes chegarem três, quatro horas de sono. Sobra muita coisa para preencher, não é? (De resto, a ti, vejo-te a postar e a comentar a horas em que o mais comuníssimo mortal está de espírito ausente… Saberás, pois, talvez, de que invejável instinto eu falo aqui).

    E pode, também, ser que a paixão de JPP pelos jogos de computador seja uma paixão – e pouco mais do que isso, tendo ele que aproveitar para ela cinco minutinhos a correr entre um ousado artigo na Sábado e um sereno débito na Quadratura.

    Ele lá saberá… Ou sabes tu próprio?

  2. Grunho

    Concordo contigo. Mas a culpa continua a ser da blogosfera.
    __

    Fernando,

    Eu até ousaria a seguinte explicação: os jogos de computador (e, no caso, a mui bem humorada e melhor programada série Command&Conquer) promovem o labor intelectual de alta produtividade. Serão estimulantes, capazes de prolongar o esforço.

    Só que há um outro lado, como em tudo de tudo. É aquele em que o jogo obriga a automatismos redutores da actividade intelectual. É este fio da navalha que assinalo, pelo inusitado da declaração (e pela sua embirração com o futebol, experiência até muito mais complexa e bondosa, psico-socialmente, do que a dos joguinhos electrónicos).

    Finalmente, terás razão. Há quem durma pouco. E quem bem domine a tentação. Pode ser.

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