E antes desses últimos 20 anos, como é que se gastavam os nossos impostos?

«Encaro estas coisas como uma tomada de posição pública; explicar que a corrupção fazia muito mal ao país. Agora as pessoas já percebem. Na altura achavam que era alguma "justicialite" minha. Infelizmente, a vida até me deu razão. Foi à custa do resgate, da pobreza, e de repente toda a gente descobriu como é que os nossos impostos foram gastos nos últimos 20 anos.»

Maria José Morgado

23 thoughts on “E antes desses últimos 20 anos, como é que se gastavam os nossos impostos?”

  1. Deve ser parte de uma entrevista da procuradora Mizé, onde se procura justificar
    alguns dos atropelos praticados no dito “combate” à corrupção mas, peca por não
    ser verdadeiro ou então todos os economistas, fiscalistas e os demais que mexem
    nas massas andaram de olhos fechados ou a enganar o bom povo que, é sempre
    chamado a pagar todas as despesas e não só o resgate!
    Além do mais, a pequena e grande “delicadeza” sempre fez parte da “cultura” nacio-
    nal não será um fenómeno que se possa atribuir aos últimos 20 anos, não esquecer
    que pelo meio houve uma crise internacional que, dizem os entendidos excedeu a
    grande depressão dos finais dos anos vinte do século passado logo, este tipo de
    afirmações fazem parte daquelas que alguns maus políticos usam que, é dizer que
    aqui há tempos atrás já haviam dito e previsto o que agora aconteceu como o tal
    ermita do convento … tudo converseta de candidata a quê???

  2. A afirmação implica, apenas, que uma maior eficacia, recentemente, na luta contra a corrupção permite-nos hoje saber como foram (mal) gastos os nossos impostos (ou parte deles) nos ultimos 20 anos. Provavelmente, se a tomada de consciência da importância da luta contra a corrupção tivesse ocorrido antes, saberiamos mais sobre a o que acontecia nos anos anteriores a esses 20 anos…

    Mas, com o teu post inteligente, ficamos pelo menos a saber uma coisa sobre a questão : apesar dos nossos impostos pagos ha 40 anos, em teoria dedicados em parte ao ensino, continuas sem saber ler um texto simples…

    Boas

  3. «A afirmação implica, apenas, que uma maior eficacia, recentemente, na luta contra a corrupção permite-nos hoje saber como foram (mal) gastos os nossos impostos (ou parte deles) nos ultimos 20 anos. »

    Seja, Viegas ! Mas onde andam as condenações correspondentes, ao que é que elas reportam, e qual a diferença nessa matéria com o periodo anterior, também conhecido com AM , i.é, “Antes de Morgado” ? Já sei : antes ninguém era condenado por receber ofertas de robalos. É isso ?

  4. Que disparate, caro MRocha, a afirmação não sugere, nem explicita nem implicitamente, que não havia condenações por corrupção no periodo anterior, nem visa branquear seja quem for. De resto, ela fala dos ultimos 20 anos e, que eu saiba, a corrupção e o desvio de dinheiros publicos também existem no poder local. Portanto não ha uma critica dirigida a um alvo especifico, mas antes a todos os partidos que tiveram responsabilidades, nacionais e locais, nos passados 20 anos, os mesmos que tiveram responsabilidades nos 20 anos anteriores…

    A entrevista é interessante, tal como a entrevistada, alias.

    Boas

  5. Tresleu, Viegas ! O meu ponto é que nos ultimos vinte anos não se nota que tenha havido mais condenações por corrupção que nos anteriores. Fala-se muito mais disso, pois é, mas quando toca a concretizar a diferença dilui-se. Dirá Morgado que a culpa é da falta de meios ou do fundamentalismo dos tribunais. Pois! Dai o recurso aos média, para fazer na praça publica o que os tribunais não conseguem. Grande “Zorra”, esta senhora !

  6. Ah, era isso ? Tem numeros ? O que v. defende é que dar prioridade (logo visibilidade) ao combate contra a corrupção não muda nada na pratica. Uma opinião… que merecia ser fundamentada.

    Boas

  7. Queriamos saber é quanto dos nossos impostos foi gasto pela Justiça em foguetório anti-corrupção com enviesamento político, nos últimos 20 anos.

  8. O que me chamou mais a atenção na entrevista foi a referência ao quadro de Magritte e a referencia ao equilibrio entre a luz e a sombra que pode ser interpretado a sua necessidade de sublimação pela arte de uma obsessão, a prisão ( quase por definiçao simbolo do desequilibrio sombra/luz), nick name do nosso sistema de Justiça. A luz é uma ilusão, o lado sombrio é a maior parte da desgraça de um sistema injusto, cheio de presos inocentes e que se pretende redimir não com reformas internas mas com perseguições a alvos obvios para gaudio da populaça.

    É esta uma das referencia de Costa na Justiça, note-se.

  9. “Ah, era isso ? Tem numeros ? O que v. defende é que dar prioridade (logo visibilidade) ao combate contra a corrupção não muda nada na pratica. Uma opinião… que merecia ser fundamentada.”

    a conversa não é comigo, mas por acaso até tenho números que demonstram o contrário daquilo que a dos canaviais quer impingir à malta, mas só os linco quando puseres aí os que fundamentam a tua opinião e dou-te 1/2 hora para isso se não quiseres passar por aldrabão brochista do ministério público. dass… não há paciência para aturar aveques.

  10. «O que v. defende é que dar prioridade (logo visibilidade) ao combate contra a corrupção não muda nada na pratica.»

    Não defendo nada disso nem o seu contrário, ò Viegas. Limito-me a convocar a memória e a não recordar que nos ultimos 40 anos tenha havido variações significativas no que a condenações de corrupção diz respeito. Admito que possa estar a ser “atraiçoado” pela memória, mas para isso iremos ter aí os números do nosso amigo das 22:23. Mas a percepção que tenho é que a tal “visibilidade” tem servido muito mais para efeitos politico-mediáticos do que para resolver o problema. Nesse dominio, os avanços que se tenham registado parece-me deverem mais à informatização da máquina fiscal e coisas assim do que aos trabalhos das Morgados que pululam por aí.

  11. “Não defendo nada disso nem o seu contrário,”

    Optimo, eu também não defendi nada, a não ser que a frase citada não tem o significado que o autor do post lhe da, ponto sobre o qual julgo que concordamos. Quanto ao resto, não sei se houve, ou se não houve, mais condenações por corrupção nos passados 20 anos (como parece de facto estar implicito nas declarações de MJM), época durante a qual a questão teve maior visibilidade (não apenas em Portugal). Convinha saber. No relatorio de 2013 da OCDE sobre a aplicação por Portugal da convenção de 1997 contra a corrupção de funcionarios estrangeiros, havia criticas, mas que partiam de uma analise qualitativa, não quantitativa. E o dominio de aplicação da convenção apenas apanha uma parte do problema. Tanto quanto me lembro, Portugal era criticado por arquivar processos apesar de haver indicios fortes, e também por solicitar muito pouco a ajuda internacional. Não tenho seguido a questão de perto, mas julgo que não é dificil arranjar dados. Ha por ai associações aos montes que se dedicam ao assunto, e varias organizações internacionais têm programas na matéria que, como no caso da OCDE, implicam estudos das realidades nacionais, entre as quais a portuguesa. E ha de haver também dados nacionais. Se o Inacio tem numeros, ou fontes, que diga…

    Boas

  12. “E ha de haver também dados nacionais. Se o Inacio tem numeros, ou fontes, que diga…”

    confirma-se o brochismo ao ministério público. tu é que falaste nisso e eu rebato aquilo que publicares com números oficiais. querias opera de borla e bonés de prova, isso são contos de fodas para crianças dos incompetentes do ministério público. já não há pachorra para a k7 que faz rwd da outra senhora.

  13. “Portanto afinal de contas não sabes patavina e era so garganta. Bem me estava a parecer…”

  14. nem aquela vaca do cêdêéssepipi dava uma resposta dessas, no mínimo inventava uma estatística dum organismo inexistente atirava-lhe com as culpas.

  15. Dar prioridade (logo visibilidade) ao combate contra a corrupção não muda nada na pratica?
    Mudar muda mas para pior especialmente na forma mediática de dar espectáculo como faz o MP. Por este meio inusual e inadequado à prática da Justiça o MP condena à priori sem julgamento e desse modo pode utilizar o poder da justiça para condenar selectivamente segundo o ressentimento ideológico. É o que vimos acontecer lá fora antes e agora chegou cá sob a capa do combate à “impunidade”. Impunidade do MP que selecciona os alvos a combater e condenar previamente o que o leva depois a ter, necessariamente, de condenar a martelo sem provas como aconteceu no caso Pedroso que o tribunal europeu considerou um erro grave. Contudo não foi erro grave nem ignorância mas uma premeditação estratégica de combate político de olho bem aberto mascarado de cego fingindo ser justiça.
    E não é com o espalhafatoso “caça às bruxas” dos corruptos por bilhetes de futebol e outras merdalhufas semelhantes que o MP promove, para tapar os olhos ao Zé, que a Morgado pode vir dizer que «de repente toda a gente descobriu como é que os nossos impostos foram gastos nos últimos 20 anos.». Nada disso, e ela sabe bem os que verdadeiramente roubam o dinheiro ao Estado que é dos portugueses. Ela tinha em casa um senhor (Ex- MRPP como ela) que de repente se fez fiscalista de escol para ensinar aos milionários como fugir aos impostos tal qual os lobos-xavieres e os núncios deste país que roubam aos cofres do Estado, esses sim, não um euritos mas milhares de milhões.
    No tempo de Salazar nem se quer havia ideia de corrupção para além daquela de “untar” o funcionário público para que o seu processo fosse para a primeira fila de espera. E dessa falava-se pela calada que da corrupção grossa e gorda, essa, era assunto de Estado. Precisamente, assunto de Estado porque a corrupção era a marca do próprio Estado salazarista, autocrático e único juíz de si próprio.
    E, hoje, a mudança em curso por uso indevido da mediatização-espectáculo da justiça altamente visibilizada permite a um pequeno grupo ou corporação de juízes actuarem como pequenos “salazares” ideológicos contra a Justiça da Lei.
    E iremos assistir, cada vez mais, aos recursos para os tribunais europeus perante as despudoradas sentenças dos nossos tribunais depois ridicularizadas nas instâncias honestas da Justiça democrática.

  16. Eh pá, por favor, respeitem as regras da ficção, não deixem os factos estragarem uma bela fantasia.
    Toda a entrevista se bem analisada é um manancial de obsessões, o inconsciente revela-se. Do contraste entre a luz e a sombra (a projecçao do abjecto sistema prisional que alimenta), ao gosto pela burocracia (afinal principal fautor da corrupçao no estado e do totalitarismo) e no desvelar de uma fileira na Justiça; pois se de um lado entra um porco do outro só podem sair chouriços, isto é, se de um lado entra um inocente, desde que haja acusação, do outro lado só pode sair um culpado. É a maquina, o processo, da Justiça portuguesa, dai assegurar que a corrupção subiu, só faltam encher uns tantos chouriços pelos habituais juizes, com as habituais sentenças e ta feito. E nem falta a ironia, ela aí está no fim da vida a replicar a injustiça que viu na casa de família quando era pequena de outra forma e noutro contexto. Cumpre-se o círculo, cada um é pro que nasce.

  17. Quem é que me manda comentar num blogue pago para fazer fretes. A corrupção nem é um facto, nem existe sequer, e ha muito menos agora do que antes, quando se combatia com uma eficacia total, em 1930. Alias, os programas eleitorais do vosso querido lider nem sequer mencionam o combate à corrupção, ou so de passagem, para ceder a uma moda estupida, inventada por uma duzia de activistas que ninguém sabe como puderam convencer praticamente todos os paises “desenvolvidos” a fazer do assunto uma prioridade.

    Mas não sei porque v. se preocupam tanto, no fundo a realidade também não existe, nem ha factos propriamente ditos. Não desanimem : ha de se arranjar um Trump também para Portugal. Alias, basta escolher entre os comentadores habituais deste blogue. Nem tem que saber ler nem nada…

    Boas

  18. Um habito antigo. Ja tive por aqui disputas homéricas nas quais aprendi muito, sobre a realidade e sobre mim. Infelizmente, muitos comentadores interessantes (entre os quais muitos com opiniões diametralmente opostas às minhas) desertaram, ou ja não têm paciência e os que têm aparecido são mais ao estilo dos comentarios acima, pavlovianos, sectarios e completamente determinados pela cruzada socratica, que a mim não me aquece nem me arrefece (votei uma vez no Socrates, na outra votei contra).

    Portanto para ser sincero, nos ultimos tempos, venho ca como quem não consegue abster-se de carregar com a lingua num dente cariado…

    Boas

  19. “votei uma vez no Socrates, na outra votei contra”

    ahahahahah… só vendo os boletins de voto. bota aí o linque da plingrafia se queres que o maralhal acredite.

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