Dúvidas metódicas

Que devemos concluir de terem sido aqueles cujo projecto de vida se resume a conseguirem viver muito acima das possibilidades dos restantes os que inventaram que os portugueses pobretanas tinham andado a viver acima das suas possibilidades?

E que devemos inferir de esta tanga, que tem tanto de imbecil como de ignóbil, ter colhido a cumplicidade calada da esquerda pura e verdadeira, a tal esquerda que verdadeira e puramente defende os interesses dos portugueses pobretanas e na miséria, ou assim o berra há décadas?

3 thoughts on “Dúvidas metódicas”

  1. Quer dizer que a direita conservadora (e até mesmo a liberal) e “a esquerda pura e verdadeira” não existem sem “os pobretanas”.

  2. Quer dizer que o pobretanas és Tu e demais rebanho de pategos, como se depreende há muitíssimo: é a sempre na moda, por estes lados, pobreza de espírito e inteligência básica: continuas agarrado que nem uma lapa obtusa a maniqueísmos ideológicos primários, trauliteiros e, no pós Sócrates, verdadeiramente esquizóides. Alucinantes. Tipo mistura de Marocas com Marinho Pinto. Depois não te queixes do hemorroidal na cavidade oral e aftas frequentes no olho do cú …

    Coça, coça … e deixa o Tintol martelado que te ensandece ! Pobretanas.

  3. De facto, a esquerda “pura e dura” tem sido uma completa fraude enquanto esquerda mais à esquerda. Mas, a verdade seja dita, a outra esquerda, aquela que quis e pôde aceder à governação, juntamente com os partidos da social democracia e da democracia cristã, foram cedendo, passo-a-passo, ao liberalismo selvagem que acabou vencedor em toda a linha. Aqui e por essa Europa. Os homens do liberalismo selvagem estão prestes a pôr um fim no chamado “modelo social europeu”. Se os extremistas liberais não refrearem o ímpeto, ou se já não houver vontade para lhes consiga fazer frente, não sei o que pode acontecer. Será que há mesmo uma alternativa humanista, que ainda ninguém descortinou ou inventou, ao “modelo social europeu” que conhecemos até hoje, ou a indiferença dos cidadãos vai permitir o modelo do “salve-se quem puder”, “quem tem unhas toca guitarra?”, “quem não pode arreia”, “dos fracos não reza a história”, a “sorte protege os audazes”? Sinais inquietantes dos novos tempos, que são cada vez mais sinal de uma nova era: todos conhecemos a terrivel hecatombe que está neste momento a acontecer no chamado “terceiro mundo”e a nossa indiferença não nos assusta? Quando a hecatombe chegar ao “primeiro mundo” -e já faltou mais-alguém vais estranhar a indiferença dos que ficarem “bem na vida”? E teremos armas para lutar, num época em que os “drones” poderão fazer todo o trabalho sujo necessário para preservar os fortes, os espertos, os mais aptos, os mais capazes, os mais empreendedores (seja lá o que isso for)? Não é preciso abrir muitos os olhos para já ter percebido que a economia que se está a impor não tem nada a ver com solidariedade e inclusão social, e faz questão de deixar isso bem claro. Curiosamente, quem prega o contrário, como o catolicismo, tem feito frente comum com este liberalismo selvagem. Basta ouvir os economistas “catedráticos”da nossa Universidade Católica. Estes senhores, enquanto crentes, saltaram, naturalmente, da treta de “não misturar fé com política” para a novel verdade: não misturar economia com solidariedade. E, assim, todos os jardins gonçalves podem continuar a ir à missinha dominical com a bênção do patriarca.

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