Discursos do 25 de Abril

O paupérrimo e falacioso discurso do Presidente da República confirmou o pior dos cenários: está em campanha pelo PSD. É a primeira vez que se assiste a tal na democracia portuguesa, ter o Chefe de Estado a interferir institucionalmente na política partidária em período eleitoral, as consequências são imprevisíveis. Para uma arguta análise da situação, escutar Marina Costa Lobo ao realçar a necessidade da bipolarização para salvar o PSD da catástrofe. Cavaco teria entrado nesta aventura por causa do crescimento dos eleitorados à esquerda do PS, o qual esvaziou o PSD.

Paulo Rangel fez uma peixeirada verrinosa. Estava ali para obter um tempo de antena, não para celebrar fosse o que fosse para além dos seus interesses partidários. Conspurcou o espírito da sessão. É por causa deste tipo de políticos que a política profissional se tornou num espectáculo insuportável. No cavaquismo teria ido muito longe, muito longe.

Jaime Gama escreveu um belo e sapiente discurso, que leu com alma. Que pena Cavaco não falar aquela língua, nada tendo percebido.

15 thoughts on “Discursos do 25 de Abril”

  1. (consegui aguentar até ver a primeira intervenção da Marina, a única que se aproveita de facto, e foi por ti Valupi já que tinha posto off logo que o Júdice confunde resiliência com resistência: iliteracia bacoca, continuamos nisto)

  2. O Rangel emporcalhou a festa da democracia e da liberdade com um ataque suíno ao governo, como se de um vulgar debate parlamentar se tratasse.

    Acusou o “diktat socialista” (ele nem sabe o que quer dizer diktat) de ser uma ameaça à liberdade e ao futuro de Portugal. Reles morcão chicaneiro!

    Ao que o partido da Manela chegou! Já nem gente educada tem.

    Ainda bem que, depois do discurso javardo, ninguém desceu ao seu nível.

    Gama, ao que dizem, fez um excelente discurso, apagando Cavaco da pintura.

    Ora aí está um nome credível para suceder a um Cavaco sem estofo nem grandeza: Jaime Gama. Até a defesa da «democracia» madeirense se lhe pode perdoar (ele só quis emendar a mão de quando em tempos chamou Bokassa ao Jardim).

  3. O candidato social-democrata à CML aplaudiu Rangel de pé.

    Santana, se não tem mais nada que se invoque em seu abono, ao menos sempre pareceu uma pessoa polida e civilizada – julgava eu. Mas como pôde aplaudir um berdamerdas daqueles, que acabava de vomitar sobre os cravos vermelhos da tribuna?

  4. Jerónimo à saída acusou Cavaco de não ter atacado mais “esta política” do governo. Ouvi bem? Belisquei-me, estava mesmo acordado.

    O líder da ferrugem proletária não tem os modos suínos do Rangel, não vomitou na festa dos cravos. Mas, para ele, festa, festa só a do Avante!

  5. Parece-me que há por aqui muita gente que começa a ficar nervosa? Será que já há uns poleiritos em perigo?

  6. então e o flopes não é arguido em não-sei-quê e ainda nem tinha as contas aprovadas do mandato, sem falar naquilo da Gebalis, psd ao fundo,

  7. Grande discurso, o de Jaime Gama. Discurso de um futuro candidato à Presidência da República, esperemos que já nas próximas eleições.

  8. Do Paulinho só podemos esperar coerência. Depois de ter levado nas ventas com o caos do inicio dos anos lectivos dos governos do PSD ,no último debate quinzenal e quando se referiu à violência doméstica que reina na educação e ao cadastro do actual governo nesta matéria, não lhe restava outra alternativa senão vir para as comemorações refilar com o preço da fruta e queixar-se que os tomates estão pisados.

    Este homem é um amor. Será que tem filhos na escola pública ou isso é privado?

    Foi bonito ver o Santana Lopes aplaudir. Agora só falta o Santana ganhar a câmara de Lisboa para serem os portugueses, finalmente, a descobrir os segredos do santo graal que transforma a má moeda em ouro.

  9. O discurso do Presidente foi insonso como sempre. Seguindo a melhor regra, foi uma no cravo e outra na ferradura. Ou é o apelo à participação eleitoral, ou vai de ponderação das opções para sair da crise. Pensei que o mérito da disponibilidade à causa pública dos políticos tivesse a ver, também, com essa profunda e permanente avaliação do interesse colectivo em todas as decisões que tomam e independentemente de conjunturas.

    O Presidente, se a uns mal amua, aos outros, nem chega a fazer cócegas.
    Será que só eu fico sempre com a ideia que o Cavaco Silva só sabe falar à sociedade portuguesa de uma forma, digamos que, envergonhada. Eu percebo que é uma questão de feitio mas, caraças, o homem anda na política há tanto tempo…

    Começa a ser lícito pensar que a ideia do “yes, you can” tem muito de “sim, vocês são capazes. Já eu, não consigo”.

  10. a piada é o Valupi ver no discurso do presidente o q gostava q tivesse acontecido, e n o q realmente aconteceu..

    até dá a ideia q tinha este post escrito, e já n foi a tempo de o mudar..

    a realidade á la Valupi..é giro, pra sairmos por instantes do real, passando para outra dimensão..Eu gosto..continue assim!

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