23 thoughts on “Discurso de Seguro”

  1. Não ouvi. Mas gostei de ver o Mário Soares a apoiar, assim, pela primeira vez, um lider do PS. Esperou que aparecesse um que não lhe pudesse fazer sombra. Mais apagadinho que Seguro é dificil. “Como, se nem o ouviste?” E é preciso ouvir e ver mais?

  2. fui a correr aos jornais e não gostei das gordas : mas esse gajo quer que eu abone 2.5 euros por mês a uma cena que eu não vejo nunca , nunca , mas nunca , porque? já pago o que quero ver e não percebo pq a coisa do utilizador pagador das scuts do socras não se aplica à miséria da rtp. quem a quer ver que a pague. eu pago o axn e a fox , na boa. e 23% da conta vai pró estado.
    quanto ás águas ? estou refletindo. é que a história das autarquias estarem a usar o preço da água para pagar vencimentos..não nos deixam poupar , os cabrões , assim que conseguimos diminuir o consumo de algo , sobem logo o preço /iva : isso ocorreria sendo a coisa privada ? complicado o assunto.

  3. Não vi, estava entretida a ler esta passagem do livro “Os Portugueses”, escrito pelo inglês Barry Hatton:”Portugal está mais próximo de Àfrica do que de Bruxelas e os portugueses transportam no sangue o legado de 700 anos de ocupação árabe, bem como a rebeldia desse pré-português, Viriato. Adoptam,ou pelo menos admitem aquilo que, no Norte da Europa, seria visto como uma forma desordenada de vida. O poeta português do século XX, Jorge de Sena, achava que os seus compatriotas eram “o povo mais anárquico do mundo”.

    (desculpem, isto não tem nada a ver com o Seguro, aliás este tipo de fala deve parecer algo esquizofrénica ao Seguro…)

  4. Pelo pouco que ouvi/li deu-me uma sensação estranha de que o discurso não foi escrito por ele, o que significa que gostei e ainda mais gostarei se estiver enganado.
    A devolução do cheque em branco a Passos Coelho e o recado a Cavaco de que não aceita as medidas que põe sempre os mesmos a pagar a crise são de mestre: “A posição do PS é muito clara: só responderemos pelas medidas que tiverem a nossa assinatura. Não passamos cheques em branco“.

    Referia-se ao corte no subsídio de Natal, ao fim das deduções, ao aumento de impostos sobre electricidade e gás e às privatizações de algumas empresas, medidas que não constam do memorando da ‘troika'”.

    Também ouvi que não aceitará uma revisão constitucional que altere as funções sociais do Estado: SNS, escola pública e segurança social.

    E mais, muito mais, enfim gostei.

    Falta saber como pretende ele bloquear as acções suicidas do actual governo.

  5. ai , Edie , eu não sei quem é esse inglês , mas lá que eu acho que de aveiro – coimbra , talvez- para baixo ( salvo a raridade alentejo ) são assim pró anormais , acho. sangue árabe , sem dúvida. acostumados ao deserto nem reparam como o solo é fértil..
    é que no norte têm/tinham uma perfeita e organizada forma de vida em torno da terra. até em torno da modernice sector secundário indústria transformadora tinham , não fossem os distritos do norte os maiores a produzir antes da crise : yazakis , danone , salvador caetano , amorim , efacec , sapatos anónimos , texteis e tal de montes de fábricas. no resto do país ? salvava-se leiria e marinha com plásticos e moldes que o norte precisava , que o resto vivia do artificio árabe serviços e construção de quem não tem terra oásis com fartura. coitados dos tipos do norte de portugal , sério , sofrem uma crise que não mereciam.

  6. Não foi mau discurso. Mas já estou com a pulga atrás da orelha: se o homem acha que entramos num retrocesso civilizacional, porque razão quer esperar por eleições daqui a 4 anos? É até o retrocesso estar completo? Eu aviso já que o meu período de avaliação a Seguro expira no dia 15 de Outubro, e condicionado ao que eu vir o PS a fazer até a essa data e na manif que vai acontecer nesse dia. Aí já saberei se vale a pena, ou não, levar Seguro a sério. Se, como fiquei a temer, vai ser para continuar na estratégia de um PS “menos mau” que PSD e CDS então vai levar tareia à esquerda e à direita. Convençam-se que o PS tem de ser, pelo menos, bom!

  7. Edie, temo que esse inglês esteja proximo da realidade. A celebrada rebeldia de Viriato diluiu-se no sangue cigano, morno, indolente e fanáticamente mesquinho e traçoeiro de não sei quem.
    Só quem nâo quiser abrir os olhos é que não percebe como vieram ao de cima, nesta última década, a secular mesquinhez invejosa e a consequente traição aos fundamentos da democracia. Basta ver que não temos nem um homem do aparelho da magistratura com coragem para denunciar a total politização da justiça. Basta olhar para o total descrédito das policias, até as secretas!, encharcadas de oportunistas e facínoras.
    Ver, há dias, o deputado-policia-magistrado Fernando Negrão com o envelope das denuncias anónimas endereçadas ao Sérgio Pinto, foi como ver entregar à raposa a guarda da capoeira.
    Aceitamos, por ignorancia ou pelo simples espirito do deixa andar, que um PR fosse eleito sem explicações cabais sobre os seus negócios como cidadão, ex PM e ex-candidato presidencial.
    O congresso do PS está a realizar-se como se as bases da nossa democracia não tivessem sido totalmente torpedeadas, esmagadas, trucidadas Não ficou pedra sobre pedra. Não funciona a justiça, a informação, a segurança do Estado, a Assembleia da República! Já se esqueceram as comissões parlamentares para vasculhar a vida privada de um cidadâo, no caso PM de Portugal, com recurso a escutas ilegais? Alguma figura, como por exemplo algum ex-PR, ou o PGR ou o PSTJ , rasgou as vestes ou deu um munrro na mesa?
    Alguém pensa que tudo isto se fez impunemente para a nossa democracia?
    O congresso do PS pensa! Vão longe, estes socialistas, dispostos a caminhar, displicentemente, durante quatro anos sobre o cadáver da democracia lusa. Sim, porque já somos um cadáver a precisar de ser ressuscitado.
    A nossa politica está morta e ainda não se deu conta.

  8. Mário,

    acabas de dar o mote para todo um tratado sociológico. “A secular mesquinhez invejosa” tem-se manifestado especialmente brutal em vários momentos da nossa historia colectiva. Quando sai do mini-círculo de vizinhança laboral, etc, e dá a cara ao mais alto nível das instituições, torna-se assustador.

    Mas agora vem o outro lado (a malta deve ser um bocadinho bipolar, só pode): também quantas vezes se tem manifestado a solidariedade, a mobilização criadora, o sentido (intuitivo?) do equilíbrio? Isto é aquele bocadinho de esperança que nos resta.

    Uma pequena nota histórica: quando os militares fizeram o 25 de Abril, não previram que iam ter mlhões de pessoas na rua em festa, a aplaudir, que iam fazer um golpe com as pessoas montadas em cima dos tanques…
    Alguém tem de dar um empurrão. Será o Seguro, o PS, um movimento de cidadãos, liderado por “desconhecidos”? Blank. Não sei. Mas não queria que morrêssemos já.

  9. a propósito da eleição de constâncio para secretário geral do ps, soares comentou na altura: as galinhas não voam, desta vez abraçou o frango, esperemos que asse depressa.

  10. Edie

    “700 anos de ocupação árabe”

    Que um inglês o escreva, já é mau; que uma portuguesa o reproduza é inqualificável!

  11. Não ouvi/vi todo o discurso, mas do que ouvi tenho a dizer que gostei. e aguardo ver todo o desenrolar dos trabalhos até domingo para formar uma opinião mais “sólida”.
    Para já, parece-me, no entanto, que há uma vontade DE TODOS de “cerrar fileiras” para fazer uma FRENTE FORTE CONTRA O DESCALABRO DA ACTUAL GOVERNAÇÃO DA DIREITA CONJUGADA COM O APOIO ACTIVO DE CAVACO SILVA!

  12. mas gostei ainda mais do discurso de Francisco Assis que expõe o presidente de alguns Portugueses, Cavaco, como um líder de um partido em vez de líder de um País. No intervalo do congresso do PS uma Jornalista tentava arrancar a Manuel Alegre algumas posições diferentes das que teria em relação a Cavaco, e este diz que até concorda com algumas ideias do presidentezinho tais como aquele em que ele crítica o elevado número de estrangeiros em equipas portuguesas. Bonito.

  13. MI,

    Tens razão, não doram 700 anos de ocupação, foram 600 anos de presença. Já está mais qualificável?

    Se tens mais contributos de fundo e úteis para o tema em discussão, não hesites.

  14. Edie

    Tendo em conta que o tema era o discurso de A.J. Seguro, não percebo de que te queixas!

    Não sei o que aprendeste, mas lembro-me bem de me terem ensinado que Portugal (e a Península) não foi reconquistado de uma assentada…

    1249: D. Afonso III reconquista definitivamente o Algarve (1249 – 711= 538 anos)
    1147: D. Afonso Henriques reconquista Lisboa e a linha do Tejo (1147 – 711 = 436 anos)
    1165: Geraldo reconquista Évora (1165 – 711 = 454)
    1064: Fernando Magno reconquista definitivamente Coimbra (1064 – 411 = 353 anos)
    +- 1000: Reconquista da linha do Douro (1000 – 711 = 289 anos)

    Perante isto, onde diabo é que foste buscar os 600 anos? Trocaste domínio por presença… se falamos de presença, nesse caso vem até hoje: entre nós e em nós

  15. MI.

    mais me ajudas…também te ensinaram quando é que eles se coemçaram a instalaram por cá? E sabes contar pelos dedos? Então força, mãos à obra.

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