Denial – Not a river in Egypt

Tenho mantido, ao longo do meu mandato, uma rigorosa imparcialidade perante as diversas forças políticas. Como afirmei na minha tomada de posse, sou e serei o Presidente de Portugal inteiro. Enquanto Presidente da República, sou um observador atento da realidade e tenho, perante todos os Portugueses, o dever de dizer o que penso nos momentos que considerar oportunos.

Não me movo por cálculos políticos. É a consciência que me interpela todos os dias no exercício das minhas funções. Os cargos públicos são efémeros, mas o carácter dos homens é duradouro. Não são os cargos que definem a nossa personalidade, mas aquilo que somos em tudo aquilo que fazemos.

Discurso do Presidente da República na Tomada de Posse do XVIII Governo Constitucional

*

Cavaco voltou às justificações, à lamúria ressabiada. Ele repete e repete e repete que é um homem de carácter, de palavra, de inatacável e impoluto sentido de Estado. Logo, se algo corre mal no País, a culpa não é dele. A culpa é dos que se movem por cálculos políticos. Desses, os políticos. Aqueles cuja consciência fica adormecida, preguiçosa, não os interpelando diariamente. Talvez nem sequer mensalmente.

E, ó Povo, não são os cargos que definem a personalidade. Por isso, aconteça o que acontecer em Belém, o carácter de Cavaco passará por essas efemeridades como cão por vinha vindimada. Aliás, nem adianta tentar pedir-lhe explicações pelo que se conspira na Presidência, o seu carácter não dá qualquer importância às vicissitudes do exercício de cargos públicos. Interessa-lhe é estar rodeado por pessoas de carácter igual ao seu. E, quanto a isso, já não restam dúvidas.

11 thoughts on “Denial – Not a river in Egypt”

  1. Tomada de posse
    Assisti hoje através da SICN à tomada de posse do XVIII governo de Portugal. Na assinatura e juramento de honra feita por todos os ministros e quando se viravam para o PR, inclinando a cabeça, num modesto cumprimento, nunca se dignou responder com igual acto. O que me levou a pensar que o que estava sentado no assento da cadeira, ocupada por Cavaco Silva, não era o cu, mas sim a cara dele e no lugar da cara estava o cu, tal a desfaçatez.
    Depois no seu discurso por várias vezes se referiu que era um homem de palavra e que governava para todos portugueses, quanto a mim queria lavar a sua face, dado aos problemas que criou e são do conhecimento público. O seu discurso parecia-me a leitura a título póstumo de um qualquer ser humano, não fosse a voz de fundo do megafone dos inimputáveis homens da luta, que ali prestavam um favor a quem não sei. Dizem que não há liberdade de expressão, se isto não é liberdade de expressão, não sei e nunca saberei o que isso é, mesmo nas barbas da PSP e ninguém interveio o que acho bem. Ou seria uma manipulação criada pelo 1º. Ministro para não se aperceberem das escutas que nesse momento estavam ali instaladas? Podia ser. Com tudo isto, quem no estrangeiro veja a tomada de posse do governo e repare na postura do PR, dizem que somos um povo com falta de estímulo. Como podem as hostes terem confiança se o seu mor (PR) parece um abatido, um condenado ao insucesso, foi das tomadas de posse mais tristes a que assisti e já assisti a bastantes.
    Ao menos temos um 1º. Ministro que nos puxa para a frente e não vira a cara à luta, fazendo ver aos seus detractores que têm de conspirar muito mais, que a sua pele é dura e que resiste mais que a casca de tartaruga. Espero que continue e não esmoreça para que alguns opositores que não sabem fazer outra coisa, que não seja dizer mal de tudo, caso Ricardo Costa que disse que os discursos estavam trocados, este senhor só sabe criticar o 1º. Ministro, não sei o que Sócrates lhe fez mas que deve ser coisa grave isso deve ser.
    Os meus desejos são para que inicie este mandato com força e determinação para todos podermos beneficiar e que tenha toda a sorte do Mundo.

  2. Ele bem tem que o repetir…
    penso q corresponde ao sentimento intimo
    de nem ele mesmo acreditar no que diz

    daí essa postura de repetição que adopta

    mas não creio que seja essa justificação que se deve reter

    Ouviu-se um excelente discurso do PM
    virado para a frente
    para o país
    para o desnvolvimento economico e social

    Abraço MP e VAl

  3. A boliqueimada criatura não é ingénua, como disse á jornalista. Por azar dele, nós também não somos ingénuos.

    Gorada a tentativa de meter a mulher-a-dias em S. Bento, o marido da D. Maria tenta aliciar-nos para o apoio à sua recandidatura ao 2º mandato. Nem pó!

    Ainda o havemos de ver na S. Caetano à Lapa…

  4. neste aspecto do venerando quase só ter falado na 1ª pessoa

    e sempre de modo auto justificativo

    impressionou-me, sem saber bem q significado lhe atribuir

    a sua autocritica relativa ao “sei bem como um PR pode obstruir a acção do governo”…

    será o inicio de um acto de contrição sentido, serio?

    abraço

  5. aires burstoff,

    tendo em conta que estamos a falar de alguém com um perfil moral tão elevado, que não se engana e que tem sido vítima de várias forças de bloqueio e difamação, penso que ele se está a referir ao período em que era 1º ministro, coitadinho, e teve de levar com o Soares…

  6. Edie…

    Sei, foi ironia minha…

    gaju é de força de factu…

    depois tudo q andou fazer

    conspirar, intervir, dividir

    contra Governo, AR, o próprio PSD

    no tempo Menezes…

    ainda quiz vir terçar armas

    contra ex-PR de há quase 14 anos…

    o bichu é de força…!!!

    abraço

  7. Se ele for o homem honesto e de carácter que diz ser, não se recanditará, nunca antes, pelo menos, de esclarecer tudo o que ficou por esclarecer sobre o caso das escutas. Não acredito que o faça, mas se tal milagre acontecesse, e eu não acredito em milagres, e ele se recandidatasse, nem mesmo assim votaria nele. Alíás, nunca votei nele nem nunca votarei. Nem mesmo que Cristo viesse à terra. (Eu sei que não vem!)

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