Debaixo do tapete de Joana Marques Vidal e Cavaco

A forma como o final de mandato de Joana Marques Vidal foi politizado ofuscou, por desvio e saturação, a politização com que foi cumprido e a politização que lhe deu origem. No fim e no princípio, inclusive na sua pré-história, encontramos Cavaco. E encontrar Cavaco é olhar para o chefe da decadente direita portuguesa desde 1985 até ao presente.

Em 2007, a direita entra na sua mais profunda crise após o 25 de Novembro. O PS leva dois anos de maioria absoluta com um líder carismático e um projecto de modernização da economia e da sociedade que obtém aplausos quase unânimes e resultados aquém e além fronteiras. Não existe ninguém na direita que sequer chegue aos calcanhares de Sócrates no apelo eleitoral, o que leva à queda do cavaquista Marques Mendes como presidente do PSD e à entrada em cena de Luís Filipe Menezes, uma anedota ambulante. Ao mesmo tempo, no BCP rebenta uma guerra intestina entre Jardim Gonçalves e o seu delfim, Paulo Teixeira Pinto, a qual levaria no ano seguinte à saída de ambos da instituição e a uma radical alteração accionista, entre outras consequências graves no plano judicial. O BCP não se limitava a ser o maior banco privado português, era igualmente um monumento piramidal da supremacia ideológica e financeira do conservadorismo de fachada belicamente católica. A sua desgraça, juntamente com a do BPN e do BPP em 2008 e 2009, deixou a direita oligárquica portuguesa num estado de pânico e horror. A vingança pela perda dos bastiões financeiros e simbólicos queria-se imediata e servida a ferver. Cavaco, até então um Presidente da República que tinha optado por cooperar com o Governo socialista maioritário na intenção de ir conseguindo fazer negócios para os seus, era a única réstia de esperança da estrutura do poder laranja que via crescer uma crise económica mundial inaudita sem ter ninguém nos seus quadros para sequer conseguir beliscar o PS nas eleições de 2009. Neste ambiente de desespero, antes de se conseguir dar um chuto nos cueiros do doutor choramingas e sua ciência de Gaia, até se ensaiou começar a falar num Governo presidencial, com ou sem alteração constitucional respectiva. Um bloqueio dos camionistas, em Junho de 2008, provocou alarme social cuja finalidade era o desgaste abrupto do Governo e a entrada no ano eleitoral num ambiente de ameaças à ordem pública. Foi folclórico, foi obra de uns jarretas, mas foi também a primeira resposta de Cavaco aos pedidos de socorro dos seus amigos, seguindo um manual clássico de desestabilização e guerrilha política.

Com a colocação de Manuela Ferreira Leite na presidência do PSD, em meados de 2008, Belém voltou a controlar a Lapa. Podia dar-se início a uma estratégia concertada que iria ter como bandeira o tema da “verdade” – “Falar verdade aos portugueses”, lema de Cavaco; “Política de Verdade”, lema do PSD – escolhido precisamente para apontar ao carácter e conduta de Sócrates, doravante obsessivamente atacado como “mentiroso”. Não passava da arma mais antiga e mais baixa do catálogo das pulhices políticas, mas que no caso iria introduzir em Portugal uma operação de judicialização da política sem precedentes. O “Freeport” foi recuperado nos finais de 2008 e foi explorado de todas as maneiras e feitios até às eleições legislativas de 2009 sem interrupções. Não sei quantos outros casos, da licenciatura às casas na Guarda, do Magalhães à eventual compra da TVI pela PT, foram lançados para gerar um clima de perseguição ininterrupta e impiedosa. Em Aveiro, iniciou-se uma operação ilegal de espionagem de um primeiro-ministro através de um seu amigo que é metido à força num caso pindérico de um sucateiro. Daqui, parte-se para a tentativa de perverter as eleições de 2009 com a criação de um caso judicial falso. Finalmente, e de modo análogo, lança-se a inventona de que o Governo estaria a espiar Cavaco e leva-se essa suspeita até às eleições de 2009. Nunca tal perseguição se tinha visto na Grei, a direita portuguesa estava a lutar pela sobrevivência com pavor e ódio, raiando o toque a rebate para pegarem em armas. Ao seu lado, comunistas e bloquistas enchiam as ruas e os ecrãs com homéricas declarações de ódio ao Governo e ao PS, de que as manifestações de professores foram o fenómeno sociológica e mediaticamente mais impressionante nessa legislatura. Fechando o cerco, não existia então, como não existe agora, sequer um órgão de comunicação social que defendesse editorialmente, ou que no mínimo fizesse spin a seu favor, o Governo socialista e o PS. Era exacta, precisa e completamente ao contrário.

A Manela perdeu, o PSD foi para eleições internas preparar o brevíssimo ciclo político posto que o Governo minoritário de Sócrates iria cair assim que o Aníbal iniciasse o seu segundo mandato. Até lá, com a pressurosa e entusiasmada colaboração do BE e do PCP, os socialistas iriam ser assados em lume raras vezes brando. Na disputa laranja, o cavaquista Paulo Rangel, dado como favorito, revelou-se não só ingénuo como inepto no páreo com Passos – já então um especialista em “fake news avant la lettre“, como mais tarde Fernando Moreira de Sá viria a explicar numa tese de mestrado de fazer corar as paredes da Assembleia da República. O Pedro foi a escolha estética de um eleitorado social-democrata que sonhava ter o seu Sócrates, visto e sentido como o tipo de líder ideal para a direita. Havia que afastar o bafio do Cavaquistão que Ferreira Leite, Paulo Rangel e Aguiar-Branco exalavam. O Pedro dava muito melhores tempos de antena, tinha um cabelo à beto e uma voz de barítono. Ideias? Qualquer coisa empapada com cuspo servia, era indiferente. Ganhou, mesmo depois de se ter colado a Sócrates quando fazia oposição interna a Ferreira Leite. Acontece que este garboso rapaz era também um ser político sem qualquer escrúpulo, tendo feito a rodagem no complexo de empresas do laranjal e vivendo à pala do tio Ângelo Correia e de um parceiro de altos e baixíssimos voos, Miguel Relvas. Estava prontíssimo para despachar uns milhões de piegas para fora da sua zona de conforto. Cavaco, que teria preferido lidar com um dos seus pretorianos, rapidamente se concertou com Passos em relação ao essencial: afundar o País ao boicotarem o acordo com a Europa que teria evitado o resgate de emergência e ter um comissário político na Procuradoria-Geral da República capaz de, nas imortais palavras do Manuel Carvalho, acabar com os “resquícios de uma Justiça burocrática”.

Acima a pré-história do que em 2012 foi conseguido, a colocação na Procuradoria-Geral da República de alguém que permitisse abusos de poder e crimes já tentados em 2009, mas abortados pela integridade de quem defendeu a Lei. Havendo indícios judicialmente legítimos para meter Sócrates na condição de arguido, e havia, o processo poderia ter seguido dois caminhos, e apenas dois: (i) blindagem absoluta a qualquer forma de ilegalidade e aproveitamento político dada a gravidade histórica e partidária de se suspeitar que um ex-primeiro-ministro pudesse ser acusado de corrupção; (ii) aproveitamento político de uma extraordinária ocasião para atingir o PS e provocar um desequilíbrio partidário a favor do PSD e CDS que durasse algumas legislaturas ou que conseguisse mesmo destruir o Partido Socialista, doravante e para todo o sempre associado à corrupção – de caminho, e como primeira motivação, executar uma das maiores vinganças na História de Portugal. Soubemos meses antes da espectacular detenção de Sócrates para português ver qual dos caminhos iria ser o da PGR. Quando em Julho de 2014, sem ainda existir publicamente a “Operação Marquês” e sem qualquer cidadão ter ainda sido constituído arguido, foi publicado pela Cofina o núcleo central das teses acusatórias dos procuradores que viriam com base nelas a conseguir prender Sócrates – calendário que só se explica pela ocorrência de eleições no PS onde Seguro agitava a bandeira justiceira e persecutória contra os “socráticos corruptos” alegadamente representados por Costa – ficámos todos a saber que Sócrates iria ser usado como arma política pela própria Justiça em conluio criminoso com impérios da comunicação e jornalistas.

Joana Marques Vidal nunca apareceu em público com uma camisola onde se lesse “Sócrates, é desta que vais dentro” ou “Fodi-te bem, Pinóquio”, pelo que o seu método poderá ter passado despercebido a crianças de 9 anos (mas não todas). Ele é, no entanto, estupidamente simples: usar o incomensurável poder do Ministério Público para devassar e coagir cidadãos. Esse poder não precisa de ser usado de forma ilegal para ser uma violação do Estado de direito e das mais básicas noções constitucionais a respeito da democracia e dos direitos individuais. Aliás, nada justifica que se faça uso indevido dessa capacidade para exercer violência em nome do Estado em casos onde não haja nenhum prémio político (ou de outro tipo) que o justifique. Quem fosse por esse caminho acabaria rapidamente, ou fatalmente, denunciado e castigado, expulso pelo sistema. Porém, contudo, todavia, havendo um prémio político colossal em jogo, oportunidade historicamente imperdível e com clientes facticamente poderosíssimos dispostos a apoiar a execução do plano, então algo como a “Operação Marquês” pode avançar sem que os mandantes e executantes se sintam ameaçados seja por quem for.

Joana Marques Vidal notabilizou-se por aparecer em público a desvalorizar, abafar e mesmo ridicularizar as violações do segredo de justiça que foram parte material da estratégia de assassinato de carácter, ataque político e condicionamento judicial. Nunca teve de justificar por que razão foi conivente com a detenção e prisão de Sócrates sem provas para tal, nunca teve de justificar por que razão se fez da “Operação Marquês” um megaprocesso, nunca parou de usar a sua palavra, e especialmente o seu silêncio, para apoiar e exponenciar a fétida e alucinada campanha para a renovação do seu mandato. A sua maior perversidade consistiu em dominar a duplicidade discursiva que lhe permitia manter uma pose institucionalmente imaculada ao mesmo tempo que alimentava as explorações mediáticas dos que usaram o seu nome com hipocrisia e deboche para perseguirem adversários políticos. Assistiu calada e deleitada, de braço dado com Carlos Alexandre, ao lançamento no espaço público de mensagens que apelam ao regresso a um Estado policial como forma de disputa política onde se consegue prender os adversários. A lógica imanente a este contexto foi levada às ultimas consequências e gerou a inacreditável experiência de termos visto um ex-primeiro-ministro e um ex-Presidente da República a acusarem os actuais primeiro-ministro e Presidente da República de serem criminosos por estarem a substituir quem tinha servido tão bem as agendas políticas de um sector do País.

Cavaco e Joana Marques Vidal. Joana Marques Vidal e Cavaco. Pelo que representam, pelo poder que lhes foi dado em nome do Estado, e pelo que fizeram nessas funções onde ficam associados à utilização dos cargos para perverter a democracia, são a manifestação e consubstanciação de outras forças. Eles são a prova de que o regime concede à direita o uso do Estado para exercer violência política, abusos esses nunca sindicados sequer pela imprensa posto que esta, no máximo e excepcionalmente, só consegue ser neutral e pela rama quando se trata de expor a agenda da oligarquia. Não por acaso, o cavaquismo, essa mistela de propalada santidade à moda de Boliqueime com cinismo rapace e prepotente, foi o herdeiro directo do salazarismo antropológico que o 25 de Abril não varreu – apenas conseguiu meter debaixo do tapete.

29 thoughts on “Debaixo do tapete de Joana Marques Vidal e Cavaco”

  1. Um Compendio da História Recente.
    Espero que seja publicado em todos os grupos socialistas da rede dando inicio ao lavar de Honra de José Sócrates o Melhor Primeiro Ministro de Portugal.
    Louvor a Mário Soares que soube ver claríssimo desde o início.
    Embaraço para muitos penetras que se albergam no Partido Socialista.

  2. “Debaixo do tapete de Joana Marques Vidal e Cavaco” esconderam-se as maiores vilanias, assassinatos de caracter, ataques ao Estado de direito e à Constituição em estado larvar à espera da melhor oportunidade, para eclodirem e dar forma aos futuros Sérgios Moro e Bolsonaros, que irão surgir nas próximas eleições….

  3. Valupi,
    Exatíssimamente.

    Cavavo é o padrinho, a mão atrás do arbusto, de toda a vilania política desde que assumiu cargos públicos neste país.
    E Passos o seguidor e seu melhor aluno no uso da mentira, avant Trump e Bolsonaro, para ascender ao poder feito com o imperial poder da justiça, avant Moro.
    E como foi possível os portugueses paparem a papa suja, toda, sem um pio?
    E não é que os mesmos ideólogos tipo Pacheco, Xavier, Pulido Valente e amigos que alimentaram o cavaquismo e agora também os novos e modernaços do “eixo” e do “governo sombra”, à pala de valores absolutos e exigências de perfeição, já andam novamente formulando simulacros de ideólogos dessa mesma direita que que, agora, esconde o seu salazarismo sob a capa do “trumpismo”

  4. Muito bom.

    Mas atenção. Está em formação numa franja da esquerda um movimento político de alguma maneira simétrico ao dessa direita proto-bolsonárica, na prática de incitamento ao ódio, escárnio, manifestação de superioridade moral e atropelo do Estado de Direito. Não dá para ignorar 125 mil seguidores fb de um bando de encapuçados. https://tvi24.iol.pt/sociedade/15-11-2018/ira-grupo-encapuzado-suspeito-de-terrorismo-envolve-dirigente-do-pan. São dois extremos do espectro político que se podem retroalimentar um ao outro e deixar um vazio no meio. Não seria inédito. É hora de abrir a pestana.

  5. “franja da esquerda” é essa merda que te tapa a vista e depois repetes as asneiras que ana leal & tvi te servem. essa cambada do ira existe há bués, é maioritariamente formada por operacionais da polícia, gnr, seguranças e figurantes de ginásio, a ideologia dominante é protofascista e têm conversa pnr, como nas claques de futebol. acho que funciona mais como organização de engate sexual que resgate do que resgate animal.

  6. “franja da esquerda” é essa merda que te tapa a vista e depois repetes as asneiras que ana leal & tvi te servem. essa cambada de fake comentadores existe há bués, é maioritariamente formada por operacionais da polícia, gnr, seguranças e figurantes de ginásio, a ideologia dominante é protofascista . Os tipos da TVI são isso tudo mais os figurões e figuronas apresentadas nas reportagens da Ana Leal. E lá está; o engate sexual tb mais que evidente. O tipo que fez a reportagem acerca do IRA, engatou um outro jornalista da TVI e …lá está mandou-o parar o hospital depois de uma boa surra. É só ir ao google, agora varreu-se-me o nome do menino…a Ana Leal, a execrável de serviço…
    topam como as coisas se fazem, a mistura acontece e a notícia é uma fake noticia

  7. Retroalimentador Calmo,

    É. Tudo indica que o crescimento eleitoral do PAN vai ocorrer à conta do eleitorado Passista-Observador!

    E claro que é uma notícia fake. Na verdade, a TVI contratou um grupo de teatro para filmar encapuzados praticando crimes de ameaça à integridade física!

  8. oh déluxe, o que escreveste acima foi “formação numa franja da esquerda um movimento político” e sugeriste ou insinuaste que o pan estaria por trás disso controlando e apoiando o ira, dá-se o caso que nem um nem outro serem de esquerda, o pan é originariamente um partido de direita que se geringonçou e o ira uma cena tipo claque de futebol que rouba animais, parte o focinho aos donos e com os lucros promove umas touradas com umas gajas que procuram emoções fortes. nada melhor que a ana leal para encenar uma estória que afronte um parceiro da geringonça e desacredite a defesa dos animais.

  9. “o pan é originariamente um partido de direita”
    Claro. É um grande defensor das tradições.
    PANeleiro, o PAN é um partido que faz parte da internacional dos filhotes de Singer, matamos os velhos e deixamos os cães. Trata-o com paninhos quentes e verás Bolsonaros a ganhar votos para lhes fazer frente.

  10. tá bem, tou farto de saber que és um gajo bué da culto e que tens acesso ao google, mas ainda não explicaste a cena “formação numa franja da esquerda um movimento político”. afinal quem é a franja de esquerda ?

  11. Ó ignatz marrafa,
    digo franja de esquerda porque acho que são os partidos tradicionais de esquerda que vão perder mais deputados com o seu crescimento eleitoral. Mete-a onde quiseres.

  12. “formação numa franja da esquerda um movimento político”

    “digo franja de esquerda porque acho que são os partidos tradicionais de esquerda que vão perder mais deputados com o seu crescimento eleitoral.”

    portanto os partidos tradicionais de esquerda estão a criar um movimento político para perder votos e deputados.

  13. Ignatz, Os partidos tradicionais de esquerda vão perder votos se não forem capazes de desmontar o discurso cínico animalista de boas intenções mas efeitos perversos que abocanha o seu eleitorado. Perdem esses e perdem, do outro lado, o dos que se horrorizam com políticas de tratar cães como humanos e humanos como cães.

  14. és capaz de ter razão, mas para isso tens que considerar psd + cds como partidos tradicionais de esquerda ou seja inverter o sentido das coisas, a tal técnica fake em que és especialista.

    “PS continua a subir e o PSD a descer. O BE e o PCP aguentam-se sem oscilações dignas de nota. O partido de Assunção Cristas, que foi de férias em julho com 7,5% das intenções de voto e regressou em setembro com 7,7%, caiu agora para 7%.”
    https://leitor.expresso.pt/diario/sexta-5/html/caderno1/temas-principais/PSD-a-cair-PS-a-crescer.-Costa-embalado-Marcelo-superstar

  15. Ignatz, estamos ainda em período de farra, com juros baixos, petróleo em baixo e o país a funcionar como offshore fiscal dos reformados do Norte da Europa e de patos bravos brasileiros, chineses e outros. Deixa isto abanar um bocadinho e vais ver.

    O PCP percebeu que dali é mato que sai coelho
    http://www.pcp.pt/sobre-noticias-que-envolvem-dirigentes-do-pan-em-actividades-criminosas?fbclid=IwAR2Vk43T7BCgRA_sqSKH4V6m-cUO66vMDtut4C__tMB2YxrElFJ3r0ERYco

  16. “estamos ainda em período de farra, com juros baixos, petróleo em baixo e o país a funcionar como offshore fiscal dos reformados do Norte da Europa e de patos bravos brasileiros, chineses e outros. Deixa isto abanar um bocadinho e vais ver.”

    isso é a versão oficial da direita que a teodora e a cricas propagandeiam. qualquer aprendiz de borda d’água prevê que chove no futuro.

    “O PCP percebeu que dali é mato que sai coelho”

    o pcp antecipa-se aos votos que pode ganhar com o descrédito do pan, mais um vírgula qualquer coisa dava jeito. deve ser o tal partido de direita que dizes ser beneficiário da coisa.

    não desistas, tens olho para a coisa.

  17. “isso é a versão oficial da direita ”

    Não é versão nenhuma. É o que é. A conjuntura internacional derrubou Sócrates, a conjuntura internacional leva este Governo ao colo. Ou julgas que é pelos bonitos olhos de Antoínio Costa que o PS tem a intenção de voto que tem? Aguarda.

  18. “A conjuntura internacional derrubou Sócrates”

    portantes o psd+cds+pcp+be quando chumbaram o pecque4 obedeciam à conjuntura internacional e a merckla ficou fodida porque era desalinhada da conjuntura internacional.

    “…a conjuntura internacional leva este Governo ao colo.”
    prontus, desta vez foi a geringonça que obedeceu a ordens da conjuntura internacional e o desalinhado chamava-se cavaco.

    “Ou julgas que é pelos bonitos olhos de Antoínio Costa que o PS tem a intenção de voto que tem?”
    tamém deve ser da conjuntura internacional, o trumpalhadas e o bolcetas andam a pregar socialismo aos famélicos da internacional. o harmónio carlos até já passa o disco nas manifes.

  19. “portantes o psd+cds+pcp+be quando chumbaram o pecque4 obedeciam à conjuntura internacional e a merckla ficou fodida porque era desalinhada da conjuntura internacional.”

    Sem a maior crise financeira global dos últimos 80 anos não teria existido PEC 4, nem PEC 3 , nem PEC 2, nem PEC 1, seu idiota. Os irreponsáveis de turno nada mais poderiam fazer do que ladrar à caravana.

  20. Lucas Galuxo às 2:35
    Tal e qual.
    E já tínhamos aeroporto em andamento, tgv idem e tudo correria com em Espanha que aderiu ao programa definido por merckla.
    Só falta terminar o longo cativeiro do Ex. Primeiro Ministro de Portugal José Sócrates que, até se desvinculou do ps para não causar embaraços aos embaraçados do : já ninguém se entende.
    Manuel Alegre ainda vai mostrando que ter opinião pessoal é coisa que não embaraça ninguém.
    Os embaraçados esses procuram punir o povo por seu gostos e usam o posto de governação para os taxar e insultar de incivilizados.

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