Da falta de juízo

A ideia de que os cursos de Direito formam licenciados com um mínimo de interesse em levar vidas ética e deontologicamente exemplares só é comparável à ideia de que os cursos de Arquitectura formam licenciados com o máximo de interesse em passar o resto da vida a carregar com sacas de cimento no lombo.

32 thoughts on “Da falta de juízo”

  1. Uma vez interpelei num restaurante de Santarém um recém-licenciado em Direito que se mostrava concordante com o célebre presidente do SLB que afirmava serem os contratos para rasgar. «Se o meu presidente o diz é porque é assim» – foi a sua resposta parva perante o olhar atónito do pai. Isto dá uma ideia do que anda por aí.

  2. o célebre poeta dos cagalhões avalia licenciados em direito num restaurante de santarém, faça já a sua inscrição. brevemente num snack-tasca perto de si.

  3. Não concordo, vais desculpar, e eu não posso ser acusado de gostar muito da justiça. Uma coisa é a advocacia, onde seres um sacana é uma condição básica e desejável para exercer a profissão, porque és contratado e pago para defender interesses particulares necessariamente parciais (ou seja, para tramar os outros), outra completamente diferente é a magistratura, que está livre desses condicionalismos financeiros, logo podes dar-te ao luxo de seres “ética e deontologicamente exemplar”, e isso é esperado.

  4. Post lamentável, indigno de ti. Sinto-me pessoalmente ofendido, para que saibas. Não faço ideia do que faças, mas não devias medir os outros pelo que te ensinaram.

  5. E mais uma opinião discordante mas, neste caso, só em relação ao exemplo – os licenciados em Direito podem saber tanto de direito como um médico sabe de medicina mas isso não implica que um licenciado em Direito seja um exemplo ética e deontologicamente tal como não implica que um médico seja saudável.
    Confundes ser com saber?

  6. Ó anónimo não te bastava seres reles, cabrão e miserável para com os meus textos mas agora procuras até enxovalhar os meus comentários aos textos de outras pessoas. És um bandido que não merece as três refeições diárias. Vai morrer longe, bandalho!

  7. Vega9000, mas eu não falei da advocacia, da magistratura ou da jurisprudência. Em qualquer área de actividade encontraremos exemplos de perfeição ética e deontológica, estou certo. Falei das licenciaturas e da sua dimensão formativa. E fiz uma caricatura, não uma avaliação.
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    RCP, sentes-te pessoalmente ofendido com o quê e porquê? Acaso respondas, gostava que distinguisses a parte da ofensa da parte pessoal, para ver se percebo alguma coisa do que agora escreveste.
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    Teresa, eu é que confundo ser com saber? Pensava que estava a fazer a operação exactamente oposta: diferenciar ser e saber.

  8. Não faças de ti parvo, Val. Já de mim dirás o que quiseres. Registo que o meu curso de Direito fez de mim um gajo sem um mínimo de interesse em levar uma vida ética e deontologicamente exemplar. Sou Advogado, como ainda saberás, e a ética e a deontologia já me eram familiares antes de tirar Direito. Passaram a sê-lo mais depois da agregação à Ordem. E ainda mais depois dos 16 anos que levo de exercício de advocacia. Que tomes a parte pelo todo, é lá contigo, afinal só fazes o mesmo que o CEJ fez aos auditores. Tens bom mestre.

  9. Já me esquecia: não distingui a parte da ofensa da parte pessoal. É que não percebi a pergunta. Deve ser por ser um gajo licenciado sem um mínimo de interesse em levar uma vidas ética e deontologicamente exemplar. Dominarás as palavras e as vírgulas, mas não te devias meter em assuntos dos quais não percebes um boi.

  10. acho que é comparável mas é com a ideia de que os licenciados em psicologia são todos mentalmente bué saudáveis.
    e tens razão , não fossem mais de 50% dos deputados juristas , nem a advogados conseguiram chegar.

  11. Não te armes em parvo comigo, pá; foram demasiados anos de realidades para poucos, mas eficazes, meses de solos de violino.
    Este teu post é um absurdo. Uma generalização bacoca e demagógica. Coisa que, fosses tu político, que não és, daria votos. E sim, esta conversa nem devia ter começado. Afinal, sem intervenção minha, terminou naturalmente há uns meses. Darias um bom Advogado, mas um péssimo juiz.
    Não é suposto (tipo: não fica bem) eu estar a dizer estas coisas. É fácil pensar que os motivos nada têm a ver com o que escreveste. Mas, caso ainda sejas o mesmo gajo com quem partilhei este blogue (era o afixe ali do lado, lembras-te?), saberás que não é esse o caso. Tenho seguido este blogue com a atenção de sempre, não o comento por uma questão de ética (a tal que não tenho), mas este post fez-me demasiada comichão. Descansa, não repetirei a ignomínia. Vou carregar uns sacos de cimento, mas é.

  12. Ficou a ideia a meio: que não consigas mais, perante o óbvio de cimento nas trombas, do que recorrer ao teu lugarzito-comum. Fraquito…
    Fui.

  13. Fica desfeita é a ilusão inocente que eu tinha que estes tipos da blogosfera política portuguesa, apesar de tudo, se davam todos bem. Mais estes dois, que eu gosto tanto de ler.

    Sempre temos o mito urbano do Jacinto Lucas Pires…

    On the side: a comparação é um bocado fatela e, além disso, eu tive, tenho e continuarei a ter a expectativa que quaisquer profissionais, de qualquer área, tenham “um mínimo de interesse em levar vidas ética e deontologicamente exemplares”. Se o conseguem ou não, é outra conversa.

    Não me destruas também esta ilusão, ok? Uma ilusão destruída por semana basta… ;)

  14. No fundo (mas muito lá no fundo), sou um idealista. Toda a gente tem um lado positivo (o que implica que tenha também um lado negativo – esta é a minha faceta Schopenhauer a vir ao de cima).

  15. há cursos, que pela responsabilidade acrescida que acarretam, deveriam estar acessíveis a muito poucos. de qualquer forma, é mais que sabido que os Direitos são do mais torto que pode haver e nem sei bem onde guardam o pacote do carácter visto que estudam para estarem aptos a vender a alma ao pénis de deus e à vagina do diabo. e em simultâneo. são umas criaturas de carácter plasticinoso, concluo, onde o saber ser se mistura com o saber fazer. (está em falta o saber estar, onde o encaixo? já sei, encaixo-o por debaixo do saber fazer. mas não quero ser injusta: também há Direito direitinhos.) :-)

  16. eia que agora, vista como platona, fiquei vaidosa.:-) mas quê, existe plágio quando se diz algo que se desconhece estar a ser plagiado? se sim, aristofanes, diz-me, conta-me, o que foi que eu platinei – estou curiosinhã. :-)

  17. não conheces “o banquete” de platão ? é giro , trata de eros…lá , aristófanes explica a hetero e a homosexualidade com essa imagem . os heteros vimos de um corpo como o que descreves , às tantas fomos partidos ao meio e andamos aqui numa luta à procura da outra metade :))

  18. a seguir lês o ars amandi do ovidio. e depois praticas o kama sutra. ok? não há nada como os clássicos. enchem-te o espirito e o corpo.
    vês ? nada de hoje em dia contribui verdadeiramente para a tua felicidade…o essencial há buerere que está descoberto.

  19. o essencial para espíritos e corpos tipificados, talvez – não para os meus. :-) estás enganado: muito pode contribuir muito para a minha felicidade – o que é em processo contínuo de invenção. de e só para mim. :-)

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