Crespologia – V

Assistir ao Jornal das 9 com o Crespo é testemunhar a prestação profissional de alguém que devia estar de baixa ou a trabalhar na TVI, sendo que estas duas alternativas poderiam até ocorrer em simultâneo que ninguém iria perceber a diferença. Hoje abriu as hostilidades com a leitura de uma notícia vaga sobre aquilo que parecia ser a saída de Lopes da Mota do Eurojust. A satisfação no seu rosto era exuberante, estava pimpolho e justiceiro. No frente-a-frente, com Helena Roseta e Miguel Relvas, era disso que ele queria falar, da saída do Lopes da Mota, pois é só disso que ele quer falar com quem lá vai alimentar o ogre. E eles falaram, dizendo as banalidades possíveis. Passado um bocado, surgiu uma clarificação da notícia anterior, e Lopes da Mota voltava a ser admitido no Eurojust pela simples razão de nunca de lá ter saído. Crespo desrespeitou toda e qualquer metodologia de aferição e esclarecimento da informação que serviu aos convidados, os quais acreditaram ser factual. Trata-se de um erro profissional grave e de uma falha deontológica muito grave, pois levou terceiros a prestarem declarações sobre falsidades. Isso poderia, ou poderá, ter consequências de vária ordem, escusa-se de explicar.

Crespo é uma pessoa doente, paranóica; ou, a não ser, é um debochado, um raivoso. O espaço que apresenta não é informativo, é o palanque opinativo onde se serve da ambiguidade do seu estatuto profissional para deformar o serviço noticioso. Atitude especialmente cobarde, pois, se é apenas opinião o que deseja fazer no espaço público, não devia apresentar aquele formato mediático.

Agora já sabes: se fores convidado do Crespo, leva o telemóvel para o estúdio. Vais precisar de ligar a alguém de confiança antes de comentar seja o que for que ele diga que aconteceu.

9 thoughts on “Crespologia – V”

  1. Debochado e raivoso são elogios a esse pulha analfabeto. Ele é um zero, resultado da soma de zero mais zero.

    Não tem nada na pinha.

    Debochado? Tomara ele ser debochado, não tem categoria para isso. É um ejaculador precoce, como aqui o Confúcio Costa. Tomara ele ser raivoso, não tem tomates para isso. É um baboso sem personalidade nem carácter. É um lambedor de botas.

  2. O que dizer de quem dá guarida a esta gente? Que credibilidade nos merece? Nenhuma.

    Toda a gente naquela casa, por acomodação, interesse ou omissão, acaba por desvalorizar, ofender e espezinhar o interesse público que a comunicação social devia privilegiar.

    Deixemos o mercado funcionar até à sua implosão.

  3. Mário Crespo divulgou, com as devidas referências e créditos, uma notícia da Agência Lusa. Partiu do princípio que o trabalho dos seus colegas é sério. Mal a notícia foi desmentida e declarada nula pela referida Agência, Crespo não hesitou em desfazer o equívoco.
    Posto isto, só resta dizer que o texto do Valupi não passa de uma sucessão de impropérios e falácias.

  4. A notícia da saída de Lopes da Mota do Eurojust foi avançada pela LUSA e anulada cerca das 21h30 com a justificação de que a agência EFE corrigira, por sua vez, um primeiro despacho onde dava conta da substituição de Lopes da Mota por uma senhora espanhola. A EFE estava errada. A LUSA foi atrás da EFE sem confirmar. E as TVs e rádios portuguesas foram atrás da LUSA (um serviço pelo qual pagam a cerca de 20mil euros por trimestre) também sem confirmar. O Crespo foi apanhado em directo. Enfim… Entre todos, venha o diabo e escolha.

    Não defendo o Mário Crespo. Essa foi apenas a face vísível (como foi audível nas rádios e legível nalguns jornais online) de um jornalismo pouco cuidado: o que as agências dizem também carece de confirmação. E as noites de sexta-feira são tramadas…

  5. Eu mantenho de igual forma o meu comentário anterior.
    Há muito que prescindo da sic notícias, no jornal das 9 com o crespo e noutras gracinhas, e já tinha decidido cancelar as minhas assinaturas do grupo Impresa. Quem quiser peixe que molhe o cu.

  6. Nik, é mesmo essa a ideia que dá: não ter nada na pinha.
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    tra.quinas, pois é, há uma cumplicidade com o Crespo que ofende toda a SIC.
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    licantropo e JP, a 1ª notícia não permitia concluir com exactidão, sequer com clareza, a que se referia a aludida saída de Lopes da Mota. O próprio Crespo chegou a dizer que poderia ser apenas devido ao normal final de mandato. O problema, pois, não está na notícia ter sido por ele transmitida em directo. O problema está no frente-a-frente, onde os convidados foram levados a pronunciarem-se como se o Lopes da Mota se tivesse demitido ou tivesse sido afastado. Crespo queria sangue, ver a cabeça do Lopes da Mota a rolar, pelo que não podia esperar para que o assunto se esclarecesse. Por isso induziu terceiros em erro, foram levados a fazer declarações que não teriam feito.

    Isto é simples. E isto é de um irresponsável.

  7. “Crespo queria sangue, ver a cabeça do Lopes da Mota a rolar, pelo que não podia esperar para que o assunto se esclarecesse.” Isso é um juizo de intenção e quem os faz ou é burro ou mal intencionado ou ambas. Tu és o que valupi?

    Vê bem a tu desonestidade, o problema não reside no facto da Lusa ter difundido uma noticia mas sim de alguém a ter retransmitido por ter origem numa fonte supostamente supostamente fidedigna.

    Tu trata-te

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