14 thoughts on “CR7, põe os olhos no que uma mentalidade pequena é capaz de fazer”

  1. Completamente de acordo. Fartinho de gente que gosta mais de ganhar seja como for (melhorar as suas próprias carreiras) que de futebol.
    José Fonte e Fernando Santos “assinam por baixo” coisas que me desgostam.

  2. Gandas Hagars! Leicesland!

    Se pensarmos o futebol como o alter ego da vida em sociedade, o léxico futebolês diz-nos muito sobre o pais onde vivemos.

    quando se ouve que atacar e correr riscos =não te estiques, se manso, não arrisques, ta quieto q um dia seras recompensado.

  3. Islândia ?
    Pá, esses gajos não jogam nada, estiveram 90 minutos a fazer anti-jogo, toda a gente viu … Upps!

  4. a saudação no final do jogo de jogadores e adeptos, celebração da sua identidade, algo que, ostensivamente, falta aos jogadores ingleses. falta de identidade e mentalidade pequena, pois, faz sentido.

  5. Ganhávamos moralmente…agora ganhamos imoralmente? ai a porra!
    Se a inveja matasse o Fernando Santos já estava nos quintos do inferno.

  6. Há malta para quem tanto faz ver um jogo de futebol, como um torneio de bilhar às três tabelas. São os admiradores do jogo. Mas para qualquer adepto de um clube ou de uma selecção, a alegria do futebol não é ver jogar bem. É ganhar.

  7. Ramiro, ganhar nem sempre é fonte de alegria . Por exemplo, uma equipa que ganhe muitas vezes, como um candidato crónico a qualquer título, não consegue alegrar os seus adeptos quando ganha contra adversários considerados inferiores. Porque se considera que aconteceu o que era previsível e normal ter acontecido. Já quando se joga bem – ou seja, quando se dá espectáculo de fúria vencedora, que pode ser apenas por haver uma goleada – toda a gente fica alegre. Às vezes, até quem perdeu.

  8. Valupi, se calhar nem sempre, mas a maior parte das vezes é como digo. A Espanha foi a selecção mais chata a vender um mundial de futebol e no entanto ainda agora é festejada por isso pelos seus adeptos. E o Brasil do Sócrates, do Zico e do Falcão, a melhor equipa de futebol que já vi jogar, perdeu o mundial de 82, e não me consta que por lá os adeptos tivessem comemorado. Nunca vi ninguém saltar de alegria no fim de um jogo a dizer “é pá, jogámos bem pra caraças”.

  9. valupi, estou de acordo. uma prova com um crónico vencedor,pode ser bom para 50 mil almas,mas é mau para o prestigio dessa prova, e da propria modalidade.não vale a pena investir quando sabemos que o vencedor já está encontrado.aguardemos pelo fim do reinado. a espanha cedeu o trono.bascos ,ricos e cheios de titulos,em fim de carreira,regressaram à sua verdadeira pátria!

  10. enquanto for desporto competitivo o que se pede a uma equipa é que ganhe dentro das regras do jogo, com a estratégia e tática adequadas a esse fim. sem alterar as regras da competição e pedindo-se, como se pede veementemente, conquistas concretas, é um pouco irreal pedir-lhes a jogadores e treinadores que sacrifiquem a tática em função do entertainment . aliás no elevadíssimo nível competitivo em que se encontram todas as equipas, nenhuma se consegue destacar tanto de uma outra que consiga ganhar e dar espetáculo, ou seja, vulgarizar essa outra equipa. isto não são as olimpíadas de basquete em que aparece lá a dream team da nba para dar show, sendo que até nessa competição e modalidade já há equipas que não se deixam passar por palhaças e tornam o jogo muito mais equilibrado. no futebol são oportunidades raras que definem o jogo, tal como, aliás, em qualquer outra modalidade em que o nível competitivo é elevado e o desfecho se define no detalhe/ao milisegundo, ou seja, não dá para encher o olho pouco subtil, pouco atento ou simplesmente alarve.

  11. Vamos lá a saber:
    Porque é que depois de morto o Perestrelo, já não temos nenhum locutor português a enlouquecer assim em direto como um islandês (um islandês!)?
    http://www.elmundo.es/deportes/2016/06/28/577231f7e5fdeae1798b456f.html
    Chegou-se ao cúmulo de um analista, locutor, ou lá o que era, português, dizer em direto no fim do jogo, muito profissional, que a Hungria jogou melhor. Por isso é que eu digo que muitos estariam melhor a comentar um torneio de bilhar, entre um coreano e um sueco. Eu acho que mentalidade pequena é isto e dá-se muito por cá.

  12. Ha varios níveis de fruição do jogo e várias formas de o ganhar. Tomando o exemplo do Mundial de 82, hoje verificamos que a única seleção vencedora foi o Brasil, aquela equipa alcançou o mito e ha até quem pense que na realidade ganhou o Mundial. Dos perdedores italianos ninguém se lembra, a não ser do Rossi, mas isso é tinto. O que é ganhar? E marcar mais um golo do que o adversário. Mas isso basta? Bah…

  13. Joe, depende do ponto de vista. Os brasileiros sabem que o Brasil não ganhou o mundial de 82 e os italianos sabem que quem ganhou foram eles. Ninguém se lembra? Itália e Brasil lembram-se bem. A Grécia também ainda se lembra bem que ganhou o Europeu de 2004.

  14. Ramiro, claro, por isso disse que existem várias formas de “ganhar” e nem sempre coincidem. Não podemos deixar q a analise de um desporto, jogo ou mesmo do pib se faça por critérios meramente contabilisticos, não se pode reduzir o jogo (a vida) a mera formulação dos seus princípios, isso é só onde começa.

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