Contributos para o futuro Ministério da Saúde Mental

Devíamos ser obrigados a uma consulta psiquiátrica anual paga pelo Estado, nas instalações do futuro Ministério da Saúde Mental, onde nos seria feita esta pergunta:

Tem a noção de que o que você pense ou deixe de pensar, faça ou deixe de fazer, berre ou deixe de berrar, é absolutamente indiferente para o que vai acontecer nos próximos dias, semanas, meses e anos na Zona Euro, na União Europeia, nos EUA, na China, na Rússia, no Irão, no Paquistão, no Afeganistão, no Iraque, em Israel, na Palestina, na Síria, no Egipto, na Somália, no Congo, no Aquecimento Global, na OPEP, na Amazónia, nas galinhas, na Cintura de Kuiper, no PCP e na Madeira?

Aqueles que protestassem a sua capacidade para influenciar os acontecimentos nalguma dessas entidades, regiões ou problemas, seriam levados calmamente até à porta e mandados embora com umas palmadinhas carinhosas nas costas. Nos casos extremos em que eles reclamassem o poder de conseguir intervir em todos os assuntos, responsáveis das televisões nacionais ali de plantão tentariam de imediato fechar contratos para comentadores com esses malucos mais prolixos e confiantes.

Aos que assumissem a sua irrelevância, não hesitando na resposta, seria entregue um cartão, com a validade de 12 meses, a garantir que o indivíduo em causa possuía as condições mentais mínimas para poder ir acompanhado ao café, ao jardim ou a um restaurante e ficar a conversar sem necessidade de supervisão clínica.

8 thoughts on “Contributos para o futuro Ministério da Saúde Mental”

  1. o senhor Peixoto vive a dizer que é o Napoleão e chateia -se, amiúde, com a mulher – Josefina por lógica – porque ela insiste em dizer ter o apelido de Peixoto; por outro lado, ser Peixoto não lhe traz alegria alguma. ora vale mais um poder a fingir do que uma frustração de verdade? não. mas todos os médicos vivem da doença e todos nós vamos morrendo da cura. :-)

  2. Passos Coelho não vai estar nada de acordo com essa consulta psiquiátrica anual paga pelo Estado. É preciso dar liberdade de escolha aos pacientes, sobretudo aos tolos, e instaurar o saudável princípio do chanfrado pagador. Para já não falar da necessidade de aumentar a competitividade da nossa indústria de sanidade mental, que deveria olhar para os mercados de exportação. Com um empréstimo do BPN e isenções fiscais, poderia constituir-se uma empresa de análises psiquiátricas integrada numa holding sediada nas Ilhas Virgens. Se já não houver ilhas virgens, pode ser na Zona Franca da Madeira, onde a saúde mental está a precisar de alavancagem financeira.

  3. Sobretudo nada de novos ministérios!

    O Ministério da Economia e do Desemprego tem gente muito capaz para tratar dessas coisas. Basta olhar para a cara do ministro, que irradia tino e bom senso.

  4. O Sousa Tavares é tolo. O modelo social europeu é demasiado valioso (e igualmente demasiado complexo para as meninges de certos prosadores de escrita barata e “fácil”…) para se dissolver assim em tão magro solvente…

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