Contexto, pretexto e subtexto

CONTEXTO

Ela está a fazer uma hipérbole, e não uma ironia, quando projecta a imagem de um período sem democracia e outras afirmações congéneres. Por isso alguns constataram que o registo de voz não transmitia duplicidade de sentido, inerente à ironia. Tratou-se, isso sim, de uma declaração sincera através de um recurso retórico que só por má-fé, ou preguiça intelectual, é ocasião de vitupério.

PRETEXTO

O PS perdeu uma excelente ocasião para ficar calado. Essa – e por várias razões, até para aproveitar inteligentemente o letal embaraço – teria sido a melhor opção. Ao invés, saiu uma declaração emocional disparatada que só criou ruído e desviou o foco do alvo.

O PSD continua refém da imbecilidade, vindo falar no Sócrates e seu autoritarismo. É preciso ser-se muito estúpido, adiante e etc.

Os blogues que debocharam estão certos: os blogues estão ao serviço das palhaçadas. Pelo menos, é isso que eu faço.

Menezes veio, mais uma vez, pedir ajuda. Está louco. A sério. Mas teve supina graça ao falar em golpe de Estado a propósito da sua demissão da presidência do PSD. Raia, ou ultrapassa, a genialidade.

SUBTEXTO

O mais interessante, e o verdadeiramente interessante, está no subtexto das declarações. E há duas dimensões:

– Por um lado, ela revela-se incapaz de lidar com a complexidade, e aparece perigosamente adepta de um voluntarismo que tresanda a impaciência ou ignorância. Esta hipótese é consistente com o seu percurso político e respectivos resultados. A escolha da solução City Bank, por exemplo, não teria sido, afinal, a vitória do que parecia mais fácil? Inclusive, esta hipótese permite consolidar uma explicação retrospectiva para Barroso a ter preterido em favor de Santana.

– Por outro lado, ela está a expressar um pensamento comum na direita mais comum, o de que não vale a pena fazer reformas. Isso está à vista com o conflito na educação, o qual nunca teria acontecido com Governos PSD ou CDS. Então, o que as declarações também transmitem é um fundo elogio a Sócrates, juntamente com a assunção de impotência própria.

CONCLUSÃO

A Manela é uma menina mimada, indicada para segundas linhas e, ainda mais agora, para papéis simbólicos. Prestará um superior serviço ao PSD, e ao País, se encontrar rapidamente um sucessor que consiga distinguir entre o mau e o pior, o bom e o melhor. Atacar um Governo reformista é sempre o pior, mesmo quando pareça mau não ter alternativas, pois se está a atacar Portugal. Não, esse ser não se chama Passos Coelho.

29 thoughts on “Contexto, pretexto e subtexto”

  1. flecha certeira meu caro, tríplice

    não creio que haja esse ser à vista, e coitado nem sei como daria a volta a tantos tubarolas, só iludiria. Olha os loureiros e os filhotes do paulson do GS a lamber as beiçolas,

  2. Desta vez não concordo consigo, no que concerne ao subtexto. A minha leitura, em que MFL ainda fica pior na fotografia, é a de que ela própria se enredou numa contradição criada à custa de agradar simultaneamente às corporações e ao seu eleitorado natural, representado localmente pelos outros particpantes do repasto. A Sra. tem que se mostrar à sua audiência como reformista, que é o discurso que naturalmente agrada à direita e aos agentes económicos, sempre com queixas das heranças dos devaneios do Prec. Mas ao mesmo tempo tem que se demarcar de Sócrates, que já ninguém rejeita que este tem tentado efectuar essas mesmas reformas. Como é que o faz ? Insinuando que Sócrates faz as reformas de uma forma trapalhona, atropelando os pobres membros das corporações afectadas. Um golpe duplo, piscando o olho às corporações e dando a entender que se fosse ela a governar, o milagre de reformar contentando tudo e todos seria conseguido. Mas é aqui que entra a gaffe, com o infeliz reconhecimento de que só em ditadura, isto é, sem ter que aturar os protestos dos labregos das corporações, é que se conseguiriam efectuar as ditas reformas. Concluindo que em democracia, isso é na prática impossível. Conseguiu assim frustar simultaneamente a sua audiência, ao dar a entender que é impossível fazer reformas, e as corporações, ao sugerir que a única forma de lidar com eles é reduzindo-lhes as liberdades. Não foi um tiro nos pés, foi um golpe fatal na sua pretensão de algum dia governar o país. Pior era impossível.

  3. De acordo total com o Jeronimo. Pretendendo agradar a gregos e troianos, Manuela Leite reconhece a necessidade das reformas na educação, na justiça, na saúde, mas tenta simultaneamente capitalizar em seu proveito os descontentamentos corporativos e ataca o governo por fazer as reformas. Esquizofrenia ou oportunismo cínico?

    Agora é a cavaquista Manuela a defender as “forças de bloqueio” que Cavaco demonizou e a sustentar que não se podem fazer “reformas estruturais” contra a vontade dessas forças de bloqueio. O mundo ao contrário. Mas vê-se que a senhora está a lutar contra si própria: ela reconhece o valor das reformas que o governo tem tentado levar avante, mas hesita se há-de ser demagoga e cínica ou não. Porque a pulsãozinha autoritária da Manela está em luta com a necessidade de atacar o governo e angariar votos corporativistas.

    A gaffe aparece neste contexto, como um incontido desabafo, de tremendo mau gosto, contra a democracia (a maldita política em democracia) que a obriga a defender as forças de bloqueio que inviabilizam as reformas estruturais que ela acha essenciais. Uma piada fria que não é piada (ela não sabe ter graça) mas sim uma derrapagem do subconsciente para o discurso aberto, como alguém que está nu em casa e se expõe distraídamente à varanda, julgando estar vestido.

  4. A duplicidade de sentido, típica da ironia, não depende do registo da voz (senão não haveria ironia no registo escrito). Para haver ironia os sentidos dúplices têm de ser opostos. E é aí que falha a utilização do registo por parte da MFL. É nesse aspecto que o comentário do Jerónimo é particularmente pertinente: o que pensa a líder do PSD não é, de todo, oposto ao que ela disse. Essa frase funcionaria como ironia na boca de um Mário Soares ou mesmo de um Alegre. Na de MFL, é, de facto, como disse o primo, uma hipérbole.

  5. A juntar a tudo isto, ainda pede uma ajudinha para os empresários que forem à falência…

    Não sei que tipo de ajuda terá em mente a MFL!

    Perdão das dívidas fiscais; dos ordenados em atraso; do pagamento aos credores; dum subsídio de reintegração na vida do trabalho?!

    Fico á espera de mais informações.

  6. Z, dizes muito bem: o ser não está à vista.
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    Jeronimo, acompanho-te na análise dos pressupostos do episódio. E a tua conclusão é a minha: golpe fatal nas suas pretensões. Apenas acrescento o seguinte: este é apenas mais um numa série de golpes fatais, a qual começou em Setembro com o fim do período de silêncio.
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    Nik, assino por baixo a tua análise. Mas também faço uma ressalva: ela não atacou a democracia, fez uma caricatura ou redução ao absurdo (outra forma de explicar a intencionalidade da oradora).
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    Primo, obviamente, mas não é isso que se defende. O recurso à voz serve como tira-teimas, e este é muito útil visto nos faltar todo o contexto das elocuções destacadas. Claro que, por “contexto”, me refiro ao todo da experiência discursiva, incluindo a dimensão presencial. É por isso que a tese da ironia nasceu da pressa e do mal-estar, mas não se sustém, dado que os fragmentos publicados indicam outra intencionalidade. Dito isto, é também óbvio que qualquer interpretação se arrisca a errar.

  7. Nem mais: e, na ironia, a interpretação é inequívoca. O que se pretende dizer é exactamente o oposto do que se disse.

    Quem fala de ironia neste episódio (ver o Director do Público) não sabe, de facto, o que é a ironia. O que não deixa de ser particularmente irónico quando esse alguém é Director de um jornal diário nacional.

    A propósito: custou-me imenso, mas há quase um mês que troquei o Público pelo DN. Deus meu, que diferença!

  8. Tenho o prazer de vos convidar para a apresentação do livro “O peso da Nuvem” de Ana Marta Fortuna da editora Alma Azul no dia 03 de Dezembro 2008 pelas 21 horas no espaço de intervenção cultural – Maus Hábitos (Rua Passos Manuel 178, 4º andar
    4000-382).
    A apresentação está a cargo do escritor e fotógrafo Pedro Ferreira.
    Conta com as leituras de Pedro Saavedra e dos alunos da ESMAE Inês Neves, Sara Reis e Teresa Vieira.

  9. Val, não foi a Manuela Ferreira Leite que atacou a democracia, foi a pulsãozinha autoritária da Manela. A MLF é democrata porque tem que o ser. É-o mais que o Jardim, em todo o caso. O pior é que a Manelinha autoritária de vez em quando vem à janela sem vestir o roupão. A ocasião é propícia: a MLF está distraída, torturada pelas suas hesitações entre defender e atacar as reformas estruturais.

    O que a MLF disse, distraída e, em parte, tentada pela Manelinha, foi isto: «Eu COMPREENDO muito bem a tentação de suprimir a democracia durante seis meses. É o que apetece, para se poderem fazer as reformas estruturais necessárias. Se o Sócrates não conseguir fazê-las, lá vão elas sobrar para mim, o que é uma chatice das grandes. O ideal era que ele as fizesse e perdesse as eleições por causa disso! Seis meses depois voltava eu, vestida de Democracia, e fazia umas concessões magnânimas aos intereses corporativos.»

    É isto o que significa, no discurso da MLF, o regresso da «democracia» passados os tais seis meses. O seu regresso (dela MLF) ao poder.

    Os «seis meses», atente-se bem, não são arbitrários nem caíram aqui por acaso, pois correspondem aproximadamente ao lapso de tempo que MLF imagina que a separa do poder. De preferência com as reformas feitas. Estas são «anti-democráticas» (a MLF tem que dizer isso, apesar da Manelinha), mas são necessárias. E urgentes, por causa do calendário eleitoral.

  10. teofilo m, bem visto. Deveria estar a pensar numas ajudinhas assim à maneira do BPN, por onde passaram tantos colegas e amigos seus.
    __

    Primo, o director do Público é muito fraquinho. Nunca lá devia ter chegado, mas é assim a puta da vida.
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    Nik, não acredito que a Manela, ou alguém!, conceba que o PSD venha a ser poder no final de 2009. E não é por causa dela, é mesmo por causa dele, PSD. É um partido moribundo, frequentando por imbecis. Assim, os seis meses não se referem a qualquer expectativa, antes dão cor ao discurso, remetendo para uma imagem de resolução célere dos maiores problemas nacionais, apenas em 6 meses, desde que…

  11. Se a MLF não acreditasse, não estaria à frente do partido. Ninguém se oferece para liderar uma luta cujo fim é perder e continuar segundo. Vai por mim, ela aposta mais do que nunca no agudizar da crise e no desgaste final do governo Sócrates.

    Quanto às reformas, a Manela aposta na táctica da tesoura, aplicação prática do preso por ter cão e preso por não ter. Se o Socras acabar as reformas, melhor para a MLF, mas ela vai atacá-las à mesma, porque não são dela e porque geram muitos votos potenciais no PSD. Se o Socras não acabar as reformas, ela vai denunciar as promessas não cumpridas e acusar o governo de anti-reformista, esperando mais votos daí e da crise grave que se avizinha. Seis meses é perfeitamente realista, Val.

  12. Não vás por aí, Nik, porque o voto de protesto está à esquerda. O PSD não tem qualquer hipótese de ser poder, dadas as actuais circunstâncias. Claro que tudo pode acontecer, mas o que tem acontecido está patente nas sondagens. Resta também saber se o PCP e BE recolhem significativos apoios, como esperam dos conflitos que alimentam, ou se o grosso do protesto vai para a abstenção. Enfim, muitos cenários, nenhum que faça sonhar a direita.

  13. Durão Barroso ganhou as eleições de 2002 depois de quase dez anos ininterruptos de sondagens favoráveis ao PS, primeiro na oposição, ainda sob Cavaco, depois no governo, com Guterres. As sondagens inflectiram repentinamente a favor de Durão dois meses antes das eleições de 2002, para o que foi ajudado pela deserção de Guterres e pela ameaça de recessão que se veio a confirmar.

    Pouco tempo depois da vitória de Durão, as sondagens retomaram o sentido favorável ao PS, até hoje. Mas isso não significa nada de seguro e garantido para Sócrates ou para os socialistas. Nas circunstâncias da crise anunciada, basta um facto com suficiente repercussão que provoque idêntica inflecção do eleitorado oscilante do centro, que é quem decide o essencial das mudanças. A esquerda BE-PCP não é alternativa ao poder e, na hora de votar, as pessoas prestam culto aos partidos da alternância. Não estou a ver nenhuma possibilidade de hemorragia de votos decisiva do PS para Louçã ou Jerónimo.

    MLF tem seis meses (se lá chegar) para tentar arrebanhar os eleitores descontentes com as reformas estruturais (que ela intimamente acha necessárias).

  14. In http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php/topic,62915.0.html

    A demissão da ministra da Educação é inevitável. Sócrates usou-a para concentrar nela a contestação. Os professores, embalados no canto sindical e na sua própria escolha eleitoral prévia, evitaram atingir o primeiro-ministro. Agora, o trabalho de reforma está feito e a ministra tem de ser despedida para Sócrates, após autoria, confessar… inocência. A ministra será demitida por Sócrates após o acordo possível com os professores e bem antes das eleições europeias.

    Aliás, a demissão da ministra não é apenas uma convicção política minha, baseada no interesse eleitoral de Sócrates: é a própria ministra que se expõe, por deslumbramento e incapacidade de consumo diferido, de quem teve origem muito humilde, na compra de um apartamento, conforme referido pelo 24Horas de 3-11-2008, ecoando notícias que circulavam já pelos blogues.

    Segundo o 24 Horas de 3-11-2008 (a fonte neste caso), a ministra vive num apartamento da Azinhaga das Carmelitas em Carnide, e na sua idade (52 anos, nasceu em 1956) terá, há pouco tempo, alegadamente comprado um apartamento de cobertura com 160 m2 por 500 mil euros na luxuosa Avenida de Roma em Lisboa, através de uma hipoteca de 883.690 euros que se presumem também para as obras em curso no apartamento (“uma remodelação arquitectónica profunda”) a cargo da empresa Tanagra.

    Faça o leitor a simulação do encargo e verifique se, sem rendimentos extraordinários, lhe parecem suportáveis as prestações mensais do alegado empréstimo de 883 mil euros (aos 52 anos…) com o salário de ministra (temporário…) ou de professora universitária, mais do companheiro também professor universitário e com idade próxima.

    Pode a ministra prever a sua contratação por instituição do sector (por exemplo, um grupo económico, como o GPS), mas não se me afigura razoável no período após a função de ministra.

    Não… a hipótese mais provável é a seguinte: Sócrates já explicou à ministra que ela tem de sair, mas ofereceu-lhe um lugar manifestamente elegível na lista do PS ao Parlamento Europeu, o qual lhe garante, pelo menos, cinco anos de receita principesca, com eventual renovação do mandato (e depois pensão) e pode até levar o companheiro para assistente.

    Como as eleições para o Parlamento Europeu são em Junho, e entretanto terá de participar na campanha, Maria de Lurdes Rodrigues será demitida de ministra da Educação até Abril de 2009-faltam-lhe 5 meses, no máximo, pois pode sair a qualquer momento… Tem, portanto, a ministra a demissão anunciada.

    Logo, é desnecessário bater em cadáveres políticos: Sócrates deve ser o alvo da luta dos professores.

  15. dino,
    Qualquer pessoa que leia o 24Horas é para mim um caso a merecer toda a compreensão cristã e alguma atenção clínica urgente. Quem o cite como fonte de qualquer tipo de informação, incluindo a data que traga no cabeçalho, e ainda espere ser levado a sério está para lá de qualquer possibilidade de recuperação, suspeito. Se eu fosse professor não queria ter amigos destes a zelar(?!) assim pelos meus interesses. Mas o meu prédio tem uma porteira que adoraria conversar consigo, aposto. Foi ela que me falou do silicone das mamas da Elsa Raposo (ou seria a Cinha Jardim?). E há mais. Sabia que a Nereida e o Ronaldo não se falam?

  16. jeronimo,
    magnífica exposição, na minha humilde.

    nik,
    isso é que é agoiro, hein?

    val,
    não sei se nelita é mimada ou não, mas estamos de acordo em que nasceu para ser uma segunda linha com grandes hipóteses de brilhantismo, até, à escala. Mas que tal como inúmeros exemplos antes dela, e muitos mais ainda por vir, presta um péssimo serviço na cabeça do pelotão. Ao partido sim, também, ao país por carambola, mas fundamentalmente a si própria.

  17. O Nick disse tudo

    ” … alguém que está nú em casa e se expõe distraídamente à varanda, julgando estar vestido.”

    Concordo em absoluto. Imagem brilhante!

  18. Já viram o link do z? Ferreira Leite (de 41 anos, talvez irmão cadete da Manela?) implicado num escândalo de grossa corrupção de compras da Marinha portuguesa. O advogado em questão é fatal na defesa dos mafiosos. Trabalho é trabalho, sobretudo bem pago, não é, José António Barreiros?

  19. mas Nik, será mesmo da família? Não me admiro nada, mas também pode ser coincidência de apelidos.

    os espertos com o cu à mostra:

    http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1350613&idCanal=57

    Nik: tu que também os topas bem, é preciso muito cuidado com aquele sarmento de barba cerrada, que os tugas, por causa de coisas de honra sofrida às vezes dá-lhe para esses números. A manela vai tentar fingir que é uma avó messiânica, e todo o cuidado é pouco, mas é impossível os tugas anuírem a pôr aquela cara de ratazana frente do país.

    Cavaco: convoco-te para te deixares de encantos pelo escalitre, que é uma exótica pá, e te convertas em carvalho lusitano com a idade, lembra-te da lógica do vinho do Porto; tens vários à escolha, o robur parece-me que não porque gosta muito de chuva, mas tens a espantosa presença do ilex, e o ritidoma do suber, etc. Lembra-te do carvalho de Dodona.

  20. (tem graça, eu prometi ao Socras o belo em si, se ele conseguisse deixar de fazer Portugal arder, e conseguiu, e eu é que ando a levar com o belo em si, que eu não consigo dizer destes dias outra coisa que não seja que são belos)

  21. Nik, a situação não tem paralelo com o período Guterres-Barroso. O centro está com Sócrates, e não só por demérito dos adversários, há também muito mérito próprio. Mas é como dizes, qualquer coisa poderá acontecer e alterar as contas, apenas não se está a ver o que possa ser.

    Quanto ao BE, tem sempre subido. É uma escolha natural para ex-PC’s e ex-PS’s. O próprio PCP pode também federar alas radicais do BE, já desgastadas da actual liderança. Etc. A única proto-certeza é a de que a Manela não tem nenhuma capacidade para ameaçar o PS. Podes apagar essa vela.
    __

    Z, queres acabar com o PSD? Já se fala disso há uns aninhos, não estás só. Por exemplo, foi popular a hipótese de um novo partido que reunisse Santana e Portas.
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    Dino, ok.
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    Rui, dizes bem.

  22. eu não é bem acabar com o psd que não sei se é bom para o país, mas quero é que uma certa oligarquia do embuste fique esmagada na sua própria essência e pela sua própria gesta,

    tu dizes que aquilo é uma hipérbole, qual quê, é mesmo o que a ferrugenta gostava e disse por baixo, que ela queria por períodos automaticamente renováveis indefinidamente; agora já não sei se sonhei ou se li algures que o avô dela foi ministro do Salazar…

    mas eu à noite fico bronco, amanhã venho ver

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