7 thoughts on “Coisas que podem acontecer”

  1. Caro Valupi e colegas do Aspirina.
    Ainda compreendendo que estão muito ocupados com Troikas, Passos,Marcelos e Rebelos, Eleicões à vista e tudo isso gostaria de que por parte de quem quisser, fosse-lhe dado um alinho à vontade na lingua portuguesa, da que não tenho à capacidade de exprimer como deve ser, o texto titulado “festa do boi”.

    Na Vila de allariz, celebrase uma festa chamada “ a festa do boi”, que é relata-da a continuação. Na Secretaria da organização da festa há cartazes, camisetas, panos e fatos varios à venda e também folhas explicativas da festa em varios idiomas. Embora não ha em portugués. A festa e muita comcorrida e ainda que os portugueses que venhem não tenhem problema para lerem , seja em inglês, francés, italiano, español e galego, acho que repararão que porque não há em portugués. Eu reparei e pôs a questão en conhecemento da organização. Reconheceram o erro e fizeram-me a encomenda de apresentar-lhes um texto em Português.
    Pos-to ò trilho, ê-lo ahí.
    Agradeço a quem quisser remendâ-lo.

    Aproveito para invitar-vos tanmto a festa, como sob de tudo a visitar a Vila de Allariz . E muito fermosa pela sua paisajem, hestoria, gastronomía, a sua conservação em pedra de datas medievais misturada e restaurada à modernidade. Fica de Chaves a sesenta kilómetros por auto-estrada, de momento libre de pagamento.
    Olho, isto não é nenhuma técnica publicitaria turística.
    Saudações galegas.

    A FESTA DO BOI

    No ano 1316 , ós católicos de Allariz celebraram pela primeira vez a procisão de Corpus Christi, uma festa religiosa muito solemne. Na procisão partilhavam as autoridades da vila, as autoridades eclesiásticas.Tudos os vicinhos organizaram-se por cofrarias – sapateiros, curtidores, labregos, tablaxeiros, ferreiros- cos seus danzantes e um grande monstro chamado Coca.

    Os vicinhos judeus, amolados pela grandiosidades da celebração, esperaram a procisão ocultos no bairro de Socastelo e, quando os católicos passaram por alí, comenzaram a insultâ-los e a mofarem-se dos seus símbolos.

    No ano seguinte , 1317, os católicos disporam de novo a sua procisão, a quinta feira de Corpus. Os judeus estavam outra vez preparados para acometê-los , embora….. um católico recalcitrante alcunhado Xan de Arzúa decidiu dar-lhes um escarmento. Pôs-se na cabeceira da procisão, vestido com formosos fatos e a cavalo dum boi , que era controlado pelos seus criados cuma corda grossa atada pelos cornos. Outros levavam sacos cheos de farinha, cinza e formigas. Quando chegaram onde estavam os judeus, o boi arremeteu comtra eles e os criados deitaram-lhes á farinha, á cinza e as formigas. O resultado foi que os judeus fugiram e numca mais voltaram a procisão do Corpus Christi.

    Satisfeito da sua façanha, Xan de Arzúa decidiu deixar no seu testamento uma cantidade de dinheiro para que uma institução rememora-se a sua gesta de afastar os judeus. Os herdeiros desta institução são quem se encarregam atualmente de organizarem a festa do boi, correndo pelas históricas ruas de Allariz um boi sujeito pelos cornos – e a gente fugindo como no 1317 fizeram os judeus- e levando um boneco com a figura de Xan de Arzúa, a cavalo dum boi. Tambem como no 1317.

    Esta hestoria, emtre a lenda e a realidade, é a origem da atual Festa do Boi, da que há notícia documental dende o século XIV e que se perdeu varias décadas perante o franquismo. Os vicinhos de Allariz recobrâ-la-ão no 1983 e caminha ja para o seu 700 aniversario berrando com força: ARRIBA O BOI.

  2. amigo Reis, está tão engraçado assim, se insistires muito podemos corrigir coisas para português corrente de cá, como vicinhos para vizinhos, mas eu deixava estar assim, aprendemos todos um pouco bem mais das raízes comuns da nossa língua (se te picarem safas-te dizendo que é português arcaico e empinas o nariz como fazia o puto no Asterix na Hispania). Que delícia, votos de rija festa à brava!

    PS: noutro dia estava a ler o leal conselheiro de D. Duarte: parece que lhe deu um destrabesamento com um ladisse à mistura de guisa que andava muito menencorico mas sempre com grandes louvores ao senhor, e mais não digo que são inconfidências.

  3. 26 De Abril de 2011:
    Esta data para mim tem três significados. Faz quarenta anos que nesta manhã desembarquei em Luanda a bordo do Barco Vera Cruz em cumprimento do serviço militar. Trinta e três anos que nasceu a minha filha e o primeiro dia de aulas no Centro Escolar de Freamunde.
    Fui ver esse primeiro dia. Gosto de o fazer para contar e ficar na minha memória estes acontecimentos. Filmei parte da chegada dos alunos, todos contentes por este primeiro dia. Ao contrário os pais, principalmente as mães, custou-lhes a despedida. Não percebo porquê? Foram para o seu mundo que é a escola. Estes dias de férias da Páscoa trouxe-lhes saudades dos colegas, professores e funcionários, por isso era de alegria este dia de escola, além das novas instalações. Que luxo!
    Ao ver e sentir este dia lembro-me do meu tempo de escola. Que diferença. A nossa mãe só nos acompanhava no primeiro dia. Depois disso tínhamo-nos de desenrascar. Morava a uns setecentos metros da escola e num lugar ermo com caminhos péssimos e por entre bouças não fosse por isso o nome do meu lugar: Bouça.
    Sei que não havia os perigos que há hoje: trânsito e mais insegurança. Mas também há mais disponibilidade. Hoje os casais não tem tantos filhos tem melhores condições sociais e laborais.

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