Cineterapia


Angèle et Tony_Alix Delaporte

Quando se começa um filme com uma francesa a prostituir-se com um chinês, encostada a uma parede exterior num arrabalde qualquer da Normandia, e recebendo como pagamento um boneco Action Man falsificado, para onde se pode ir a seguir? The only way is up, baby.

Estamos frente à primeira longa-metragem de Alix Dalaport, conhecida em França pelos seus trabalhos televisivos. Ela quis filmar na terra onde nasceu, quis filmar as pessoas com quem cresceu. E quis filmar um rosto.

Citando de cor Agustina Bessa-Luís, para alguns homens, o rosto de uma mulher é o seu destino. Assim com esta obra, cujo destino é a viagem ao rosto da protagonista. Rosto esse que vemos a dilatar-se, numa espiral de silêncios e iluminações, até ao ponto em que refulge em êxtase.

É, mais uma vez, a história da Bela Adormecida. Com cheiro a peixe, sabor a sal e batida pelo vento frio que vem do mar.

One thought on “Cineterapia”

  1. como sempre digo, não vi. mas li, um dia, uma coisa sobre este filme que me cheirou a imperfeição, a emoções, a jogo – não sei bem se história – de amor. foi mesmo agora que foi ainda há pouco, e aqui, que li. e adorei o resumo.:-)

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