Cincar

É uma daquelas coisas perfeitamente inúteis. Fotografia obsoleta na própria revelação. E testemunho estranho ao gosto dos outros, desasado, soporífero. Mas como veio da zazie, e é uma estreia para mim, alinho:

The Sun Shines Bright – John Ford

Chelovek S. Kino-apparatom – Dziga Vertov

Mr. Smith Goes to Washington – Frank Capra

La Dolce Vita – Federico Fellini

Recordações da Casa Amarela – João César Monteiro

Passo-o às seguintes individualidades, embora desconfie que estejam ocupadas demais para entrar na brincadeira:

Bass, Bernard, Eva, Archibald, Hitch

6 thoughts on “Cincar”

  1. Boa escolha. Sabia que tinha de aparecer o Dziga Vertov
    “;O)

    Quanto à historieta das correntes vale a pena dares uma espreitadela no post do Timshel. Foi ele que a passou e, como é hábito, teorizou sobre o assunto.

    Concordo em grande parte com ele, por muito gratuito que possa parecer. É um tanto idêntico à “obrigação” de desejarmos Bom Ano aos amigos e mandarmos aquela porra de sms todos.

    O rapaz é um católico muito giro.

  2. Quanto ao dito testemunho estranho ao gostos dos outros não é assim, se o fosse nada era comunicável.

    Fazemos isso na blogosfera em cada post, escolher não sei quantos livros (mais importante, até) ou filmes não é nada de muito diferente. Mas pode ser bem pertinente como complemento de alguém que lemos. Por exemplo, acho sempre bem curioso quando estas correntes são passadas a quem apenas escreve sobre política.

    Porque um pensamento político que desconheça as grandes questões da humanidade, que não tenha qualquer formação para além de nºs ou mercado, ou gurus é a melhor demonstração da própria visão política.

    Quando a corrente da literatura foi parar às mãos do João Miranda, teve mais efeito que tentar descortinar o que ele quer com tudo aquilo.

    São jogos de computador.

  3. Sim, tinha lido o Timshel. Mas não me convence, apenas registo que lhe apeteceu (desta) ir na corrente. Já em relação ao gosto dos outros, concordo contigo para melhor poder discordar. É que o problema não está em se dar testemunho, antes em não respeitarmos o gosto dos outros quando apresentamos o nosso sem qualquer contexto, explicação. Estas meras listagens de objectos só permitem o acesso da memória: ou de experiências comuns (alvoroço estéril), ou de informação fria (e, essa, ninguém irá guardar).

    Dito isto, ainda bem que as correntes existem. São formas de socialização, criam ou reforçam afectos, etc. Jogos, como tão bem resumes.

  4. O Tim passa sempre, não foi excepção. Eu é que costumo embirrar com estas coisas. Mais ou menos pelo que dizes, por ser assim, a frio. Cinco filmes nem é nada. Mas a corrente dos livros que marcaram foi diferente. E não creio que adiante muito explicar os motivos pelos quais marcaram. Poderia ter, se levasse a falar dos livros.
    Mas, como te digo, estas coisas podem ter alguma piada quando se trocam os destinatários.
    Lembro-me de um questionário engraçadíssimo que foi feito na Assembleia da República a todos os deputados (os poucos que estavam, claro). Consistia numa série de perguntas acerca de figuras da nossa história, factos e datas. As respostas foram desconcertantes.

  5. O Tim disse que já tinha, “em tempos”, resistido às correntes; daí a minha inferência. Bom, imagino que com os livros o lado voyeur seja ainda mais intenso. Havendo essa motivação, as correntes são irresistíveis.

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