Carta aberto ao Sr. Mário Nogueira na esperança de que ele consiga reduzir o PS a menos de 10% dos votos

Sr. Mário Nogueira,

Todos sabemos que os xuxas andaram a fazer exames de caracacá só para enganar o povo e o Prof. Cavaco com as putas das estatísticas. Mas, como os senhores bem denunciaram, e o Dr. Eduardo Cintra Torres aposto que saberá explicar muito melhor do que eu a tramóia, esses exames da mentira foram elaborados no gabinete da ministra-sinistra com recurso a computadores Magalhães que ainda tinham aqueles erros de português num dos jogos, que eles lá no ministério nem isso quiseram corrigir tão ruins são. Também há quem diga que os exames foram feitos por professores, mas professores ameaçados de perseguições e escarretas para eles, família e animais de estimação caso os alunos começassem para aí a chumbar como merecem. Porque, e isto é um facto, Sr. Mário Nogueira, os putos não sabem nada de nada, coitadinhos. Eu opto pela primeira explicação, porque me parece mais prática, mas prontos.


Agora li que os exames de matemática do 12º ano levaram a um aumento de negativas que até dói. E eu acho que o Sr. Mário Nogueira deve imediatamente vir dizer que estes resultados espelham o fracasso das políticas da educação. Porque ficou provado que a ministra-sinistra deixa os alunos ao abandono e depois eles chegam aos exames e não sabem responder a nada, isto é óbvio. Eu pergunto se alguém já viu a ministra-sinistra a perder um minuto que fosse a explicar uma conta, uma conta de somar vá, que dizem ser das mais simples, a qualquer aluno. Eu nunca vi, e não conheço ninguém, ou não está agora aqui ninguém por perto, que tenha visto. Porque é isto. Não sei, sinceramente, para que é que temos uma ministra da educação se ela não explica nada a ninguém. Ou então eles agora, por causa das eleições, quiseram fazer os exames difíceis para que a malta se esqueça que andaram a fazê-los fáceis também por causa das eleições. Porque estes xuxas são mesmo assim, são do pior, eles tentam baralhar-nos sempre que podem. Eles até são capazes de alterar as políticas e aceitar críticas só porque descobrem que as coisas ficam melhor com essas trapalhadas. E lá devem ter pensado um bocadinho e fizeram os exames como deve ser, para puxar mesmo pela cabeça. Ou, então, deram ordens aos professores para que os exames fossem à séria, sei lá. Porque isto é mesmo assim, eles com aquela política do medo e da chantagem, da completa falta de respeito, têm os professores todos na mão, tanto os que fazem os exames, como os que os fiscalizam, como os que os analisam e criticam. E eu pergunto se temos de aturar isto muito mais tempo, em que um gajo nunca sabe se o filha da puta do Governo não está a corrigir e a melhorar uma merda qualquer. Como é que vamos poder dizer mal deles, esses xuxas dum cabrão, se esta brincadeira continua, Sr. Mário Nogueira?

27 thoughts on “Carta aberto ao Sr. Mário Nogueira na esperança de que ele consiga reduzir o PS a menos de 10% dos votos”

  1. Há por aí alguém que lhe recomenda uns copos. Não terei tal ousadia, porque me parece um caso perdido. Quem não admite opiniões contrárias e oposição situa-se num plano não democrático.
    É estranho que os “receitadores” de critérios democráticos e princípios se assumam assim anti-democráticos. Esta linguagem é rasca. Degradante.
    Este PS não merece a oposição de Mário Nogueira. Merece, seguramente a de Nuno Melo e de Manuela Ferreira Leite.

  2. Claramente está a ver mal a coisa. Os exames deveriam ser ainda mais fáceis. Houve obviamente naturalmente uma sobreavaliação das capaxidades dos xuxas.

    –vj

  3. Não discuto o que desconheço. Posso discutir o modo, e sobretudo a linguagem, que denota o nervosismo do PS e dos seus defensores. Mas o “cassette” sou eu.

  4. Val,
    Ambos sabemos o valor das palavras e o quanto com elas podemos fazer. Este PS não tem autoridade moral para coisa nenhuma. Foi leão com os pequenos e cordeiro com os poderosos. C’est tout, mon cher!

  5. PÚBLICO 30.09.2007, Maria Filomena Mónica*

    Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre Educação

    A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, tem aparecido na televisão e até no Parlamento, o mesmo não sucedendo ao seu secretário de Estado, Valter Lemos. É pena, porque este senhor detém competências que lhe conferem um enorme poder sobre o ensino básico e secundário. Intrigada com a personagem, decidi proceder a uma investigação. Eis os resultados a que cheguei.
    Natural de Penamacor, Valter Lemos tem 51 anos, é casado e possui uma licenciatura em Biologia: até aqui nada a apontar. Os problemas surgem com o curriculum vitae subsequente. Suponho que ao abrigo do acordo que levou vários portugueses a especializarem-se em Ciências da Educação nos EUA, obteve o grau de mestre em Educação pela Boston University. A instituição não tem o prestígio da vizinha Harvard, mas adiante. O facto é ter Valter Lemos regressado com um diploma na “ciência” que, por esse mundo fora, tem liquidado as escolas. Foi professor do ensino secundário até se aperceber não ser a sala de aula o seu habitat natural, pelo que passou a formador de formadores, consultor de “projectos e missões do Ministério da Educação” e, entre 1985 e 1990, a professor adjunto da Escola Superior do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Em meados da década de 1990, a sua carreira disparou: hoje, ostenta o pomposo título de professor-coordenador, o que, não sendo doutorado, faz pensar que a elevação académica foi política ou administrativamente motivada; depois de eleito presidente do conselho científico da escola onde leccionava, em 1996 seria nomeado seu presidente, cargo que exerceu até 2005, data em que entrou para o Governo. Estava eu sossegadamente a ler o Despacho ministerial nº 11 529/2005, no Diário da República, quando notei uma curiosidade. Ao delegar poderes em Valter Lemos, o texto legal trata-o por “doutor”, título que só pode ser atribuído a quem concluiu um doutoramento, coisa que não aparece mencionada no seu curriculum. Estranhei, como estranhei que a presidência de um politécnico pudesse ser ocupada por um não doutorado, mas não reputo estes factos importantes. Aquando da polémica sobre o título de engenheiro atribuído a José Sócrates, defendi que os títulos académicos nada diziam sobre a competência política: o que importa é saber se mentiram ou não.

    Deixemos isto de lado, a fim de analisar a carreira política do sr. secretário de Estado. Em 2002 e 2005, foi eleito deputado à Assembleia da República, como independente, nas listas do Partido Socialista. Nunca lá pôs os pés, uma vez que a função de direcção de um politécnico é incompatível com a de representante da nação. A sua vida política limita-se, por conseguinte, à presidência de uma assembleia municipal (a de Castelo Branco) e à passagem, ao que parece tumultuosa, pela Câmara de Penamacor, onde terá sofrido o vexame de quase ter perdido o mandato de vereador por excesso de faltas injustificadas, o que só não aconteceu por o assunto ter sido resolvido pela promulgação de uma nova lei. Em resumo, Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre Educação, nunca fez um discurso digno de nota. Chegada aqui, deparei-me com uma problema: como saber o que pensa do mundo este senhor? Depois de buscas por caves e esconsos, descobri um livro seu, O Critério do Sucesso: Técnicas de Avaliação da Aprendizagem. Publicado em 1986, teve seis edições, o que pressupõe ter sido o mesmo aconselhado como leitura em vários cursos de Ciências da Educação. Logo na primeira página, notei que S. Excia era um lírico. Eis a epígrafe escolhida: “Quem mais conhece melhor ama.” Afirmava seguidamente que, após a sua experiência como formador de professores, descobrira que estes não davam a devida importância ao rigor na “medição” da aprendizagem. Daí que tivesse decidido determinar a forma correcta como o docente deveria julgar os estudantes. Qualquer regra de bom senso é abandonada, a fim de dar lugar a normas pseudocientíficas, expressas num quadrado encimado por termos como “skill cognitivos”. Navegando na maré pedagógica que tem avassalado as escolas, apresenta depois várias “grelhas de análise”. Entre outras coisas, o docente teria de analisar se o aluno “interrompe o professor”, se “não cumpre as tarefas em grupo” e se “ajuda os colegas”. Apenas para dar um gostinho da sua linguagem, eis o que diz no subcapítulo “Diferencialidade”: “Após a aplicação do teste e da sua correcção deverá, sempre que possível, ser realizado um trabalho que designamos por análise de itens e que consiste em determinar o índice de discriminação, [sic para a vírgula] e o grau de dificuldade, bem como a análise dos erros e omissões dos alunos. Trata-se portanto, [sic de novo] de determinar as características de diferencialidade do teste.” Na página seguinte, dá-nos a fórmula para o cálculo do tal “índice de dificuldade e o de discriminação de cada item”. É ela a seguinte: Df= (M P)/Nem que Df significa grau de dificuldade, N o número total de alunos de ambos os grupos, M o número de alunos do grupo melhor que responderam erradamente e P o número de alunos do grupo pior que responderam erradamente.

    O mais interessante vem no final, quando o actual secretário de Estado lamenta a existência de professores que criticam os programas como sendo grandes demais ou desadequados ao nível etário dos alunos. Na sua opinião, “tais afirmações escondem muitas vezes, [sic mais uma vez] verdades aparentemente óbvias e outras vezes “desculpas de mau pagador”, sendo difícil apoiá-las ou contradizê-las por não existir avaliação de programas em Portugal”. Para ele, a experiência dos milhares de professores que, por esse país fora, têm de aplicar, com esforço sobre-humano, os programas que o ministério inventa não tem importância. Não contente com a desvalorização do trabalho dos docentes, S. Excia decide bater-lhes: “Em certas escolas, após o fim das actividades lectivas, ouvem-se, por vezes, os professores dizer que lhes foi marcado serviço de estatística. Isto é dito com ar de quem tem, contra a sua vontade, de ir desempenhar mais uma tarefa burocrática que nada lhe diz. Ora, tal trabalho, [sic de novo] não deve ser de modo nenhum somente um trabalho de estatística, mas sim um verdadeiro trabalho de investigação, usando a avaliação institucional e programática do ano findo.” O sábio pedagógico-burocrático dixit. O que sobressai deste arrazoado é a convicção de que os professores deveriam ser meros autómatos destinados a aplicar regras. Com responsáveis destes à frente do Ministério da Educação, não admira que, em Portugal, a taxa de insucesso escolar seja a mais elevada da Europa. Valter Lemos reúne o pior de três mundos: o universo dos pedagogos que, provindo das chamadas “ciências exactas”, não têm uma ideia do que sejam as humanidades, o mundo totalitário criado pelas Ciências da Educação e a nomenklatura tecnocrática que rodeia o primeiro-ministro.

    *Historiadora

  6. 1-haja alguém que fale pelos professores jovens (e esse alguém não seré certamente o nogueira), que diga que foi esta ministra que lhes diminui o desemprego (o nogueira não fala disso claro, só defende os instalados) e que é ela que lhes vai possibilitar a ultrapassagem, na carreira, de velhos broncos e sem qualidade.
    2- caso a velhota vá para o governo é claro que se vai aproveitar das reformas implementadas por esta ministra. não só a velha está a favor dessas reformas como, não tendo a coragem nem a capacidade de as implementar, vai tirar benefício delas e não acarretará com as manifestações de professores. está feito e não se mexe!
    3- lembram-se da velha na rr, antes de ser líder do psd: “sócrates não pode, em caso algum, recuar na avaliação dos professores”. agora, líder, virou a bico ao prego (verdadinha).

  7. Val,
    Deixei o ensino há meia dúzia de anos e não tenho tido tempo para dedicar à temática da Educação. No entanto, poso discutir tudo o que há para discutir, em termos estritamente políticos.
    O facto de vir aqui é um sinal de que não temo os combates. Com decoro e lealdade. É o meu modo de star na vida. Nada de alaridos e berrarias, porque não me dariam, creio, razão.
    Discutir a forma já é discutir. E olha Val, o engenho está na forma. O conteúdo é repetitivo e nada criador.
    Em vez de bateres no Mário Nogueira, porque não continuas a discutir a roubalheira a que o país tem estado submetido? Bate nos pulhas do BPN e do BPP. Não desperdices energias com combates vãos.

    Vale?

  8. Bem, eu parei a leitura logo no 3º parágrafo do texto da Filomena. Qual o problema em um não doutorado leccionar numa faculdade? Enquanto andei em Letras, tive mais Mestres do que Doutorados a leccionarem e eram excelentes professores. Os “doutorados” eram rinocerontes, mamutes da pré-história e observavam-nos como coisinhas nojentinhas, saídas da valeta. Mais um preconceito a varrer, Filomena.

  9. assis, realmente, onde estão os professores que não se querem submeter ao corporativismo?… Talvez as pressões nas escolas sejam um assunto sério, mas por virem dos colegas, não do Governo.
    __

    M da Mata, não duvido das tuas competências para o debate, mas a verdade é a de que não o estás a fazer. A que “forma” te referes? Qual o “conteúdo” que está a ser repetitivo? Enfim, não sei do que falas.

    Quanto ao BPN e BPP, não têm sido esquecidos por aqui, espero que concedas. Mas isto é um exercício de escrita totalmente aleatório, e hoje saiu esta notícia das notas de matemática. Achas assim tão estranho, ou cansativo, ter feito uma rábula à volta do assunto?… Há quanto tempo é que não falava no Nogueira? E donde vem essa ideia do combate ser vão?!

    Como vês, se a tal te predispusesses, terias muito para ensinar à malta.

  10. Val,

    Querias, mas não irei por aí. Eu queria apenas que malhasses eficazmente na direita, seguindo o Augusto exemplo de Santos Silva.
    Sabendo que ninguém vai ter maioria absoluta, por que razão não havemos de desanuviar o clima, a fim de se criar uma alternativa para governar o país, fora daquele leque imperfeito que começa na direita e termina no PS?

  11. Puta que pariu o campismo. Um país com 20% de Comunistas não tem futuro.

    O atraso estrutural deste país, tem uma razão, o facilitismo absentista historicamente defendido pelos betinhos da esquerda radical e estúpida.

    sumac….

  12. E achas que o Mário Nogueira faz parte da solução governativa para o País, M da Mata?

    Em que medida ignorar um sindicato que considera o Governo como um grupo de pessoas sem carácter nem respeito mínimo pelos cidadãos ajudará a desanuviar o clima?

    Creio o contrário, que o bom clima é aquele onde se luta pela dignidade do serviço público que consiste em ter a responsabilidade de governar. Quando se atacam pessoas na sua honra só porque não se aceitam as suas medidas políticas, há uma ruptura nos laços que nos fazem ser uma comunidade. E esse acontecimento só piora, agrava-se nos seus danos, se for deixado sem confronto.

  13. Desmontaste bem a mentalidade Mário Nogueira, Val, ainda por cima com muita graça, coisa que o fulano não tem, nunca teve e jamais poderá esperar ter. Luta desigual.
    Ainda está por aparecer um comunista com graça, se excluirmos a Odete, mas essa é uma xuxa não assumida. É triste, a ferrugem.
    A Filomena é uma pura cabotina, dizem, que eu cá não percebo nada disso. Li umas páginas do seu Bilhete de Identidade, mas só concluí uma coisa: a gaja há quarenta anos era boa como o milho (vide a capa), mas já não é. E tem raiva de já não o ser, pobrezinha. Azedou no próprio suco.

  14. Nik, a Odete é de um cómico superior. Passou ao lado de uma carreira cinematográfica. Mas o Nogueira também tem um lado histriónico que serviria para terceiras figuras no Parque Mayer.

  15. Ao atacar o Mário Nogueira está a atacar apenas o mensageiro: os professores já disseram por várias vezes o que pensam desta equipa ministerial e das sua políticas; nunca, até agora, o recado tinha sido dado com tanta força.
    Ignorar esta evidência é enfiar a cabeça na areia.
    Infelizmente para todos nós, as brincadeiras com a educação pagam-se bem e durante muito tempo.
    Este governo já acabou, está a desfazer-se, mas os problemas vão ficam, agravados.
    Por se tratar de um governo PS, é com pena que afirmo: na minha opinião, este governo foi um dos piores desde o 25 de Abril!

  16. manuelmgaio, e em que se baseia a tua opinião? Nas manifestações? No facto do PCP odiar o PS? Na propaganda da direita ranhosa? Ou pensaste no assunto e chegaste por ti a essa opinião?

    Conta lá. Quero aprender contigo.

  17. (cont.)
    4-para o nogueira e acólitos esta ministra foi um terror. o que eles queriam eram os governos psd/cds: borrada pela certa na colocação de professores em setembro e o ministério às aranhas o resto do ano a ver se não faz mais borrada e no bolso dos sindicatos. ora esta ministra não só pôs o ministério com eficácia funcional como, estando isso feito, teve tempo para implementar medidas no terreno: agrupamentos de escolas em todo o país (com o consequente encerramente de estabelecimentos com poucos alunos), actividades suplementares até às 17.00 (os donos dos atl´s não gostaram), aulas de substituição, avaliação de docentes, computadores para o pessoal jovem (aqui os reaccionários, anti-evolução, com a solidariedade tosca dos media, foram aos arames pois isso significa dar aos que menos recursos têm aquilo que os seus filhos tinham pela certa, e isso é terrível para essa gente), etc.
    as pessoas com um mínimo de objectividade verificam facilmente que se passou, com esta ministra, para outro patamar. só que para alguns ela tocou na regra de ouro da carreira docente: o igualitarismo. e isso não lhe perdoam.

  18. quanto à mena, que por aqui alguns citam, uma gaja que fez o doutoramento na horizontal (é ela que o diz) não é para se ligar ao que diz mas sim ao que faz. e ela agora não faz nada (para mal do antónio barreto).

  19. Desculpa lá Val vir aqui a esta hora da matina. Mas eu de educação não percebo nada, o meu forte é a falta dela. Ou será que percebo e não quero dizer? Ai se eu contasse as minha agruras universitárias no seguimento do que a Claudia disse acima….Porém, devo dizer acerca da D.Filomena que também li algumas páginas do seu Bilhete de Identidade e que concordo inteiramente que a Mena era boa todos os dias e além do mais loura (Ai! Ai!). Como eu gostava de a apanhar nos bailes do Mercado da Ribeira…. Quanto ao Sr. Mário Nogueira, está tudo dito, nada mais há a acrescentar. Quando chegar a Nelinha (cruzes, canhoto) todos os seus problemas serão naturalmente resolvidos!

  20. Não sei o que é mais preocupante :

    ver o estado da educação em Portugal,

    constatar que uma “intelectual” que vive, e sempre viveu, da admiração pacovia que nutrimos pelo mais insignificante animal formado “no estrangeiro”, é capaz de escrever e assinar um texto tão indigente,

    chegar à conclusão que os dois problemas acima não são senão as faces da mesma moeda.

    Pobreza de pais…

  21. Val,

    Devias estar presente nas reuniões dos sindicatos e do ministério da educação, aquelas em que a ministra ainda ia. Aí perceberias o que o homem vale e porque a maria de lurdes deixou de ir às reuniões.

    Talvez, assim, não perdesses tempo bom conversas da treta.

    ainda te lembras duns dizeres da maria de lurdes, coisa do género, “Perdi os professores ganhei os portugueses”? Diz lá quem esteve sempre de má fé?

    HAHAHHAHAH!

  22. Acho um piadão a este tipo de postagem!!

    É claro que Valter Lemos tem toda a razão..
    A comunicação Social e os partidos da Oposição andam há meses a fio, há anos, a alardear da facilidade dos exames, a incutir para as pessoas que os exames nem é preciso estudar nada porque são fáceis. Quantas e quantas vezes não se ouviam ressabiados a dizer: “ah…eles passam tudo..ah..eles não podem reprovar os alunos..ah..isto…ahh..aquilo”.
    Sejamos sérios, essa foi a forma que eles encontraram para minimizar e apoucar o esforço dos professores que se empenharam em ensinar mais e melhor, desprezar os planos de apoio e as aulas de recuperação.

    Sejamos sérios e deixemo-nos de hipocrisias: a comunicação social, na sua generalidade, secundou canina e irreflectidamente estas posições e esta falsa ideia.
    Sería agora por demais presunçoso e cegueira da nossa parte não querer ver que o resultado de tal mensagem da oposição..resultou em desleixo e facilitismo dos alunos. É óbvio que a Oposição e a comunicação social (alguma), na ânsia de querer apoucar, prestaram um mau serviço aos alunos e aos pais dos alunos – foram induzidos em facilidades pela Oposição.

    Isto é a prova do que resulta a mensagem do botabaixismo e do apoucamento. As pessoas à força de apoucar e de dizer mal acabam por ter uma percepção errada das coisas e depois claro..espalham-se e lixam-se.

    A Oposição nesta história toda faz-me lembrar aqueles adeptos arrogantes que vão defrontar um clube para uma taça qualquer e estão fiados que já passaram de eliminatória, não treinam não precisam de treinar, já está no papo e..zás!
    Sempre que ouço adeptos e apaniguados a defender a ideia do ” ó!! é fácil, nem é preciso estudar..já passamos!”, eu digo logo… – então fia-te na virgem e não corras.

  23. Mário Nogueira é um bom exemplo daquilo que o PC e o BE têm andado a fazer; não interessa se Sócrates faz bem ou mal, importa é derrubá-lo – quanto pior, melhor..venha a velha, que irá criar “melhores” condições para a luta..
    A disputa pela representativade das “massas” é feroz – vidé M.Nogueira com os profs.; vidé o tristissimo episódio da Auto Europa (com os delegados sindicais do PC a levarem os trabalhadores a humilharem a sua CT e António Chora, homem do BE na Comissão) vidé o que estão a fazer na Câmara de Lisboa, onde PC e Blogue se preparam, com a tranquilidade, para entregar o município ao PPD/CDS..and so on..
    Defesa dos interesses dos cidadãos? Luta pelos direitos dos trabalhadores? Tá bem abelha..

    Já agora: a obtusidade continua, com a cena do novo Aeroporto. Aceito que o TGV possa esperar alguns meses, ou que as novas rodovias se atrasem algum tempo..mas o Aeroporto, Deus meu, como é possível? Como justificar demoras numa estrutura que vai retirar os aviões do sobrevoo da cidade de Lisboa? Aviões que, como se sabe, têm o maior indice de acidentes, alguns terríveis, na aterragem ou na descolagem..Como é possível que ninguém (com excepção de um comandante reformado da TAP, cujo nome tenho pena de não recordar) traga ao “debate” a regra primeira e definitiva da aviação – a segurança ?
    Os iluminados que defendem a continuação da Portela deviam ser postos a morar no eixo Alcântara, Campo de Ourique, Amoreiras, Campolide, Campo Grande e Alvalade, para assistirem, por ex. à subida dos Airbus 340, de alguns Boeings 747 ou dos Antonov, em pleno esforço de ascensão, carrregados de combustível e de gente, sobre os telhados da cidade ? Como é possível brincar com estas coisas, pelas cinco chagas de Cristo ? E se um dia – salvo seja – houver um acidente ?
    E o Mário Lino (em lugar de andar a meter os pés pelas mãos..) e o Sócrates, a ANA, os Sindicatos de pilotos e pessoal de voo, e a Câmara de Lisboa, e as Juntas de freguesia, e os cidadãos não se pronunciam por quê?

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