Campeões da portugalidade

Pinto da Costa e João Jardim, que revelam de nós, Portugal e portugueses? São dois vencedores supremos, com décadas de poder incontestado, total. Cresceram como líderes a partir de regiões e entidades menorizadas face ao centralismo e arrogância lisboetas. E fizeram dessa fraqueza a alavanca dos seus históricos sucessos.

Ambos se especializaram numa retórica primária onde exploram as identidades locais com o entusiasmo e subtileza dos vendedores de atoalhados. Pinto da Costa percebeu que a dimensão política do futebol seria um dos pilares das vitórias no relvado. Jardim percebeu que a rivalidade desportiva seria a lógica ideal para aplicar nas relações com a República. O povo adora-os e não quer saber do que fizeram ou fazem para continuarem a ganhar.

Outra característica comum, e aquela mais interessante para a reflexão a respeito da portugalidade que eles consubstanciam e representam, está no facto de ninguém lhes conhecer sucedâneos à altura dos feitos passados, ou tão-só do carisma presente. À volta de Pinto da Costa vemos figuras pardas, perfeitamente adaptadas ao ambiente de reclusão que faz a imagem de marca do FCP. À volta de Jardim vemos figuras folclóricas, cópias boçais da boçalidade kitsch e estratégica do chefe. E isso tanto pode significar um traço cultural deste país, a incapacidade para criar legados de liderança, como uma consequência da mudança de paradigma ocorrida desde 1974, finalmente pronta para trazer ao poder uma nova e mais democrática geração de campeões.

25 thoughts on “Campeões da portugalidade”

  1. Para conhecer a realidade nada como estar no terreno. Em Julho de 1997 disputou-se em Cantanhede um jogo para apuramento do campeão nacional de juniores da época 1996/97 entre o Sporting e o FCPorto. Oficialmente o jogo era «SCP-FCP» mas os portistas, os visitantes na ficha do jogo, açambarcaram a cabina dos visitados para assim se poderem sentar no banco do visitado e apertarem com o fiscal de linha nos lances perto da lateral. Só que o árbitro percebeu a tempo e obrigou-os a sentarem-se no banco do visitante. Como se vê até nos pequenos pormenores… mas os «leões» venceram por 5-0.

  2. Francamente, Valupi! Que comentário mais insensato. Fizeste-me lembrar o Miguel S Tavares a dizer coisas tão acertadas a par de rematados disparates, sempre que mete a foice em seara alheia.
    Passe o facto de revelares às escancaras a pulsão do citadino da capital para quem Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. O que não pode passar é a comparação que fazes entre um dirigente desportivo, dedicado até à paixão pelo seu club, acrescida, a paixão, de um evitável regionalismo fora de moda (desculpemos a idade), com a responsabilidade do presidente de um governo regional. No primeiro caso “gere-se”, com competencia ou sem ela, um dos aspectos lúdicos da vida humana, no outro é a vida toda de uma sociedade que está em causa.
    Nem tudo o que dura muito tem de ser necessariamnete perverso. O “velho” Ferguson há quantos anos é treinador do mesmo club? Secou tudo à sua volta?
    Pinto da Costa prevaricou? Numa vida inteira, quem não prevarica! Imagina o Vale e Azevedo 30 anos à frente do Benfica! Não ouviste a célebre entrevista de Santana Lopes a explicar porque tinha abandonado a presidencia do Sporting? Relembro, “ipsis verbis”: não tinha fígados para fazer… o que os dirigentes desportivos habitualmente faziam.
    Mas desde que a nossa “justiça” decidiu trabalhar por “objectivos” foi seleccionando os seus “arguidos” , ora pela cor do club, ora pela cor politica. Daí, tanto sai um “apito dourado” como uma “face oculta”. A primeira e bem conseguida experiência foi o famigerado “Processo Casa Pia”, verdadeira escola para a nossa justiça e para os nossos “pulhas” de todos os quadrantes. O horror da pedofilia que durante decadas avassalou a Casa Pia ficou por investigar, porque nâo era isso que se pretendia, mas sim decapitar a direcção do PS e, se possivel, afasta-lo, de vez, tanto da presidencia da republica como da governação. Demorou dez anos mas conseguiram, os pulhas.
    O “Apito Dourado” também escolheu um “alvo”, Pinto da Costa, e não a corrupção que sempre grassou no desporto em geral e no futebol em particular. A traficancia de influencias e dinheiros de Vale e Azevedo e de muitos outros altos dirigentes não mereceram a honra de um baptismo solene na justiça. Foram apenas “casos de justiça”. Um caso entre muitos e nâo um “apito dourado” ou “Face Oculta” com uma tenebrosa e mafiosa “rede tentacular”.
    Alguma vez a nossa justiça vai seleccionar como alvo a “Quinta da Coelha”, que fez vizinhos os dirigentes e fregueses da SLN, dona do BPN? Não, pois não?
    Investigar a corrupção, “sinalizar” a corrupção, mas só quando dá jeito a certos pulhas, por acaso poderosos.

  3. Os resultados são idênticos aos de JoãoJardim na Madeira.Ambos mostram obra feita.Como conseguiram?jardim já deu para ver….Pinto da Costa,muitos vezes vimos no relvado o “Tribunal de Contas” a olhar para o lado” ou seja a arbitragem,mas na maioria da vezes foi por merito proprio,graças a opçoes corretas do Presidente e muito investimento,ao contrario do Sporting e Benfica que nem dinheiro para o “gaz” para o banho tinham.Não sou portista,mas vivo no Porto,mas a verdade tambem tem que entrar nestas contas.nota:Sou simpatizante do clube mais espoliado foi, pelas arbitragens nos ultimos anos, o Sporting como voçes advinharam.Gostava de saber, quem nos vai indemnizar pelos erros de arbitragem que nos impediram de alcançar quiçá o 2 lugar no campeonato,com acesso à liga dos Campeões,cujos valores em causa são abissais comparados com a liga Europa para onde nos querem atirar.Parabens ao Porto e ao seu treinador,que teve pior plantel do que Vilas Boas e não teve a ajuda preciosa de Jesus, quando resolveu manter o Roberto na baliza.Ganhar 9 pontos em quatro jogos salvo erro,deu uma vantagem aos portistas, que com melhor plantel soube encarar os jogos com outro avontade.

  4. Mário, aludes a prevaricações do Pinto da Costa e citas casos de corrupção. No entanto, em nenhuma parte do meu texto encontras qualquer insinuação de que tenha violado a legalidade ou a moralidade. Apenas constatei o facto, que tu corroboras exaltadamente com o teu comentário, de que os portistas e os madeirenses defendem os seus líderes e não consideram haver algo de errado na sua actuação.

    Do que trato é de outra matéria, a tipologia do exercício do poder em Portugal, algo que pode ser facilmente analisado recorrendo a estas duas paradigmáticas figuras, pois existe abundante material à disposição, mas que igualmente se pode reflectir pelo que acontece nas famílias e empresas do País desde há décadas e séculos.

  5. Val, compreendo que tenha ido buscar dois exemplos “schoking” da nossa sociedade. O que retirei do seu texto foi sobretudo a veemência com que as duas “figuras” demonstram a sua perseverança em alcançar os seus objectivos.
    Mas…e…”atão” que me diz de outro exemplo de patamar supremo de poder que é – não o ter o poder numa região, não o ter mostrado aos lisboetas como no norte a “excelência do futebol” é mais brilhante?!?. Refiro-me, claro está, ao cavaquista Cavaco e seus apaniguados, que conseguem ainda agora manter o seu poder sobre tudo o que mexe no país…!?!

    Talvez o Val devesse acrescentar aos critérios que escolheu o da inteligência. É que de facto, o que ambos têm é uma enorme inteligência, acuplada com uma habilidade de contacto social que lhes dá uma espécie de carisma.

  6. Val, este é o post mais boçal da tua vida, a coisa mais estúpida que saiu da tua cabeça e que só posso explicar porque a lagartice ou uma bebedeira mal curada te obnubila (definitivamente, a primeira, ou temporariamente, a segunda) . Podes arranjar agora as desculpas que quiseres sobre a “tipologia do exercício do poder”, mas isso só torna o teu post ainda mais patético.
    Misturas com o alarve do Jardim um gajo que em 30 anos transformou um clube de província numa potência futebolística mundial, sem ajudas do Estado e sem cobertura do regime, antes contra Rios, Catrogas, Morgados e todo o exército deslavado de imbecis medíocres que escreveram e escrevem há décadas ao nível de estrume do teu post.
    Tu que, com razão e inteligência, gostas de mostrar o exemplo da integridade do Sócrates contra a perseguição fanática dos pulhas, nem consegues perceber que o que fizeram a este homem, que misturas com o Jardim, fica em ódio a léguas da indignidade do que fizeram ao Sócrates.
    O que aconteceria ao Sócrates (já para não dizer a qualquer presidente dos teus lagartos, como se vê…) ou a qualquer pessoa se o pusessem sob escuta permanente durante dois anos, pusessem uma equipa-maravilha do MP (paga por nós) a trabalhar em permanência durante um ano contra ele, dessem uma directiva geral de obrigatoriedade de recurso perante qualquer decisão judicial que o absolvesse (como o Pinto Monteiro fez num acto que é uma indignidade em qualquer Estado de Direito) e no fim, quando o caso, as acusações da M. josé Morgado e as escutas chegaram aos tribunais ( ao contrário do que vocês dizem —sim, vocês, porque quando misturas o PC com o jardim dás-me o direito de te misturar com todos os pulhas— as escutas foram validadas e apreciadas por juízes de cinco tribunais independentes) o resultado foi 5 para o Pinto da costa e zero para os pulhas (incluindo tu, Val, que rebolavas antecipadamente de gozo a ouvir as escutas).
    Tu e os pulhas levaram 5-0 (alguns já levaram 5-0 mais que uma vez) e só espero que no próximo domingo tornes tu a levar mais 5-0.
    Por fim, se não percebes o que é o Porto e o que sente um portista (de Lisboa) não sabes verdadeiramente o que é a indignidade contra que aqui escreves de forma ímpar desde sempre.
    Se não sabes disfarçar,deixa de fazer posts sobre o Porto, caralho, sofre em silêncio, foda-se.

  7. Onde erras, Valupi, é quando afirmas que os portistas (os madeirenses jogam noutro campeonato, o da vida, que é bem mais que desporto) defendem o seu lider e “nâo consideram haver algo errado na sua actuaçâo”. Vinquei bem que ele alinhou sempre na bandalheira geral do desporto (futebol) mas que, na hora de fazer justiça, escolheu-se uma “cor” em vez de se apontar a investigaçâo ao submundo futeblistico no seu todo. Exactamente como fizeram na Casa Pia. A criminosa actuaçâo desta entidade, por décadas, não só foi absolvida como passou de ré a vítima. Como tu e outros estão a fazer no que respeita à corrupção no futebol. Absolver os dirigentes do Sporting e do Benfica (só para falar nestes) é a mesma coisa que condenar o empresário de reciclagem de Ovar, referido desprezivelmente como “sucateiro” para insinuar a sucata que sâo os seus amigos ligados ao PS e absolver a gente do BPN e outras gentes importantes.
    No ano em que o FCP começar a perder campeonatos sobre campeonatos verás os portistas a pedir a cabeça do presidente. O mínimo que dirão é que “está velho e acabado”. Com isto quero dizer que, muito mais que a exaltação de um homem, os portistas como eu exprimem o seu afecto ao FCP como tu ao teu SCP. E sei lá eu porque sou portista desde miúdo! E também porque não sou capaz de deixar de amar este país que tantas vezes me parece desprezivel….

  8. “O povo adora-os e não quer saber do que fizeram ou fazem para continuarem a ganhar.”

    O que é que o P.C. fez? o que é que o P.Costa faz?

  9. M.G.P.Mendes, o caso de Cavaco tem sido abundantemente tratado aqui no blogue, o que neste texto me interessou fazer foi uma comparação entre duas figuras que se diferenciam de Cavaco por terem alcançado o poder, e o continuado sucesso, fora de Lisboa.

    Quanto às qualidades de Pinto da Costa e Jardim, onde entra a inteligência, perseverança e carisma, entre muitas outras certamente, o texto está a referi-las, precisamente. São dois campeões, dos maiores que Portugal conheceu nas últimas décadas. Precisamente.
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    kjung, para além de teres de largar o vinho, também ganharias em saber ler. Se soubesses ler, lerias que estou a elaborar a partir do mérito incontestável destas duas figuras terem vencido apesar de não pertencerem ao círculo lisboeta, tendo pegado em entidades frágeis e conseguido dotá-las de força admirável. Mas o melhor, mesmo, é que largues o vinho.
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    Mário, em que texto meu é que me viste a absolver dirigentes do Benfica e do Sporting seja do que for? E onde é que ataquei o Pinto da Costa por corrupção? Acho que estás a delirar.

    Facto é que a Justiça nunca provou nada contra dirigentes do futebol, fossem eles quais fossem, ou do Governo Regional da Madeira. Todavia, correm as mais variadas suspeições desde há décadas, como é normal em qualquer parte do Mundo. As tuas alusões a casos de corrupção extravasam o âmbito do que escrevi e, sintomaticamente, confirmam o diagnóstico de fanatismo ou consciência culpada.
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    luisa, faz o que for preciso para continuar a ganhar, seja lá o que for.

  10. ah, não tinha visto esta resposta ainda. ia perguntar se só eu é que interpretei o texto de forma positiva. é que um bom líder não tem de ser, de forma alguma, honesto e íntegro. regra geral, como conta a história e as histórias sobre o mundo, esses preferem morrer a matar. estes lideres daqui do texto esfolam e matam (matar pode ser tanta coisa invisível ou apenas visível nas rugas do tempo) para manter a liderança e levar os interesses das causas que defendem a bom porto. ou a bailinho. e fazem festa, o povo precisa de festa para aguentar a vida. :-)

  11. O futebol, os clubes e os seus presidentes pós 25 de Abril, com a democracia melhoraram muito.

    Antes tinhamos só africanos, Peyroteu, Matateu e Eusébio e ´JJ e Coluna. Era o colonialismo puro.

    Agora não, já aprendemos e já há Figo, Futre e Ronaldo, já estamos descolonizados.

    Mas tudo isto não foi tanto pelo 25, foi mais pelo 26 de Abril, Maio, Junho e por aí adiante.

    Até já temos estádios lindos em Leiria, Algarve e Aveiro.

  12. Não estás nada a “elaborar a partir do mérito incontestável destas duas figuras”, Val.
    O que estás a dizer e a fazer são as mesmas insinuações que qualquer grunho numa tasca de alfama ou num centro comercial de loures faz entre duas mines e três arrotos, só que tu disfarças a grunhice das insinuações com “elaborações” sobre a “tipologia do exercício do poder”. Tretas, Val.
    O que é que significa o “povo adora-os e não quer saber do que fizeram ou fazem para continuarem a ganhar” senão a insinuação pulha, porque sem provas e sem razão, de que o PC ganha porque compra isto e aquilo por debaixo da mesa? Qual a diferença entre isso e a outra tia que diz que o sócrates é o maior delinquente político que passou por aqui? Essa também está a elaborar sobre a tipologia do exercício do poder ou está a caluniar e a insinuar?
    Vê se aprendes alguma coisa:
    O Pinto da Costa do ano passado para este ano ficou sem treinador e sem o melhor jogador, o que resolvia os jogos. Não tinha dinheiro nem para ir buscar um novo treinador nem para ir buscar um ponta de lança por mais barato que fosse e não foi. Ao fim de meio ano as coisas estavam pretas. O que fez então o PC? Manteve o treinador, despachou cinco incompetentes do meio campo e com o dinheiro que poupou em salários pagou o ordenado do Lucho. No fim, o benfica e o sporting, que gastaram rios de dinheiro em equipas novas, estão um a seis pontos e o sporting nem sei a quantos. O que é que tu aprendeste disto? que o Pinto da costa é como o jardim, ganham á custa de ilegalidades e de práticas ocultas à custa do povo que os idolatra e que não quer saber de onde caem as vitórias. Se não estavas bêbado quando escreveste isto, e acredito que não estavas, é triste.

  13. kjung, constato que estás informado a respeito de ilegalidades cometidas por Jardim. Aconselho-te a fazeres as obrigatórias denúncias às autoridades, acompanhadas das respectivas provas que tens em tua posse.

    Estás a interpretar uma frase, das várias que escrevi, num sentido possível, mas o qual o resto do texto não confirma, nem as minhas subsequentes explicações. Assim, estás a querer falar de ti, não de mim. Contudo, a frase é cristalina: o povo da Madeira que vota PSD e o povo adepto do FCP não querem saber da avalanche de permanentes suspeições que envolvem os seus chefes. Isto dura há décadas e, em vários sentidos, não tem nada de extraordinário. Por um lado, os vencedores tendem a gerar suspeitas criadas, divulgadas e alimentadas pelos derrotados e pela concorrência. Por outro lado, os que se identificam com o chefe negam os ataques e mantêm uma visão íntegra da sua pessoa ou perdoam alguns “excessos” que calhem ser inegáveis.

    Moral da história: larga a vinhaça, porque em ti é vinho derramado sem proveito algum.

  14. Larga o vinho, larga o vinho. Isso dizer é simples. Mesmo tu, para quem seria bem fácil, estás sempre com recaídas. Agora imagina eu: todos os anos tenho que comemorar um campeonato, vou comemorar com quê? Bem tento, mas no próximo ano já sei: mais um campeonato, mais uma comemoração e…não passa disto.

  15. Escapei do “larga o vinho”…De qualquer modo eu não ia largar, que sou um grande apreciador do bom vinho.
    O meu fanatismo futebolistico deu para ver um único jogo no estádio das Antas e, mesmo assim, porque me pagaram o bilhete e me levaram de boleia.
    Depois, Valupi, eu não afirmei que absolveste os dirigentes desportivos do SCP e do SLB, até porque não me consta que tenham sido arguidos e julgados num qualquer processo de apitos. Não quiseste entender isso, para me sugerires fanatismo.
    E não vou largar o vinho.

  16. Foi evidenciado um “denominador comum”(nem mínimo ,nem máximo,que é álgebra superior do domínio laparotal),só que nada tem que ver com o soba madeirense cujo cadastro não tem comparança seja com quem for e só uma valente dose de azia a pode trazer para aqui nos termos em que foi.O outro denominador foi e é vítima de uma desmedida e irracional perseguição abjecta por pasquins,polícias e uma data de meritíssimos jamais vista na política.O Presidente do FCP teve e tem à perna uma senhora Morgado que tem gasto milhões em processos idiotas apoiados em testemunhos forjados e viciados que por isso mesmo deram no que deram,em nada.Ao todo serão uma dezoito absolvições,uma vergonha para o MP.
    Um e outro,são perseguidos e odiados.porque inspiram um pavor desmedido a quem reconhece que num mano -a-mano,perde e perde sem remissão e sem dignidade.E ambos apresentam obra feita que repercutiu além fronteiras.E um e outro,fizeram esquecer os roubos cavacais no BPN,os buracões na ilha,o miserável Portucale dos sobreiros dasluvas partidárias e das falsificações,da luvaria dos submarinos e etc.e tal.
    Muito pouco feliz a comparação e estou a ser muito educado.Sucede que sou adepto do Braga cidade onde nasci e clube onde fui praticante contando na Família com alguns directores.

  17. kjung, se não fosse a quantidade de títulos que o Porto acumula sob a liderança de Pinto da Costa não estaríamos aqui a falar dele, porque talvez ele não se tivesse aguentado à frente do clube. Mas eu sei que este raciocínio é areia de mais para a tua furgoneta, descansa.
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    Mário, escreveste:

    “A criminosa actuaçâo desta entidade, por décadas, não só foi absolvida como passou de ré a vítima. Como tu e outros estão a fazer no que respeita à corrupção no futebol. Absolver os dirigentes do Sporting e do Benfica (só para falar nestes) é a mesma coisa que condenar o empresário de reciclagem de Ovar, referido desprezivelmente como “sucateiro” para insinuar a sucata que sâo os seus amigos ligados ao PS e absolver a gente do BPN e outras gentes importantes.”

    Agora, só tens de reler o que escreveste com um bocadinho de atenção. Aliás, basta que te concentres na segunda frase.
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    arebelo, parece-me que és mais um especialista em jardinismo. Vê lá, toma cuidado quando chegares à Madeira.
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    Smith, larga o tintol.

  18. não sei , mas até acho que tanto um como outro “não têm medo de existir” , se calhar exageram um bocado , mas enfim , mais vale isso.

  19. Não te faças de desentendido, Val. Servi-me da terminologia juridica para denunciar uma atitude mental facciosa onde se escolhem os réus para julgamento público. Os casos que referi são paradigmáticos dessa mentalidade discricionária.
    Também não reparaste que eu não “absolvo”, de nenhuma forma, o Pinto da Costa e muito menos o Jardim. O meu juizo, e foi apenas isto que eu quis dizer, é que a nossa justiça fez “pesca à linha” e com intenções que nada têm a ver com a justiça mas, a pretexto dela, atingir objectivos políticos ou desportivos. Por exemplo.

  20. Mário, insistes em falar de assuntos sobre os quais não escrevi, largando insinuações e afirmações absurdas no que a mim dizem respeito. Onde é que acusei o Pinto da Costa ou o FCP fosse do que fosse? Onde é que ilibei ou menorizei actos ilícitos ou suspeitos do Benfica e do Sporting?

    E ainda dizes que me faço de desentendido. Tem juízo.

  21. Onde o “especialista em jardinismo”quando nem admito que o soba ilhéu possa servir de comparação seja com quem for,porque o considero um símbolo de impossibilidade no sistema democrático vigente por muito fracatível que seja?.Talvez não acredite mas nunca fui à Madeira mas viajei em todos os continentes tendo vivido por períodos dilatados em África e na Ásia como especialista em áreas que nada têm a ver com “jardins “ou actividades correlativas.O coiso é para mim “inconsumível”!

  22. Quando evocas, em paralelo, Pinto da Costa e João Jardim, o que pretendes significar ou insinuar? Só um mentecapto nâo enxerga o lance. Um pouco mais de rigor ter-te-ia impedido de o fazer, se considerasses que Pinto da Costa teve que enfrentar a “justiça que temos” e, precisamente ao contrário, João Jardim teve e tem o aplauso total das mais altas figuras do Estado e a complacencia total da mesma “justiça que temos”. E porquê? Porque um é o presidente de uma agremiaçâo desportiva e outro é o presidente de um governo regional?
    Com toda a leviandade e nada inocentemente colocas as duas figuras em paralelo.
    E eu é que hei-de “ter juizo”!
    A ofensa era dispensável. Bastava o argumento.

  23. Mário, o que pretendo significar é, exactamente, o que o texto elabora. Qual é a parte do texto que estás com dificuldade em entender?

    És tu quem está a trazer, repetida e maniacamente, as questões da justiça para esta conversa. Contudo, eu não tenho conhecimento de que Pinto da Costa e/ou Jardim tenham feito algo punível pela Lei – mas tu, pelos vistos, estás bem melhor informado do que eu.

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