Calúnia sistémica, com o alto patrocínio da Justiça portuguesa

A juíza Margarida Gaspar, que participa em furtos públicos, é fake news?

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A venda da justiça

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Fernanda Câncio, por estritas razões ligadas à sua vida privada, é um alvo não só inevitável como sistémico de calúnias. Por “sistémico” refiro-me à sua inscrição como símbolo popular, aparecendo socialmente no espaço público transformada numa caricatura que atrai pulhas e broncos, e como munição política e sensacionalista, sendo pretexto para atacar indivíduos (quase sempre Sócrates, mas não só) e o PS (por associação via Sócrates e terceiros). Para além disso, dado ser uma das melhores jornalistas portuguesas (é ler o que publica) e não ter vocação para mártir (é ler o que publica), gera telúricas reacções de aversão adentro dos seus “colegas” de carteira. Solidariedade da classe, nicles. Em cúmulo existencial, é mulher. Tudo o que lhe aconteça de mal é muito bem feito, é para ela aprender. Fica como exemplo para as outras.

Um dos mais poderosos desses “colegas”, o King Kong da indústria da calúnia, teve isto a dizer no ano passado: “Com franqueza, Marquesa”, por Octávio Ribeiro. O registo é de chungaria à moda da Feira da Malveira. Mas tal é o menos, o quase nada, o irrelevante. O que assombra, ou deslumbra, são as diversas ameaças, vermos um órgão de comunicação social a substituir-se ao Ministério Público tentando colocar como arguida uma determinada cidadã, o à-vontade com que se calunia – técnica e juridicamente falando – sem qualquer rebuço nem vestígio de contenção. Não por acaso, quem assim usa o poder mediático à sua disposição é o mesmo escroque responsável por incontáveis crimes de violação do segredo de justiça e suas criminosas explorações e consequências. Um criminoso que se sabe protegido pelo próprio sistema que lhe alimenta a actividade criminosa, o sistema da Justiça. Também isto é sistémico.

Fernanda Câncio pergunta às devidas autoridades por que razão não actuam perante os crimes da Cofina et alia. É a pergunta que repito, e nesse território reside a explicação que encontro para não votar PS; a não ser numa situação de crise nacional como aconteceu em 2011. Acho inconcebível que o principal partido português seja conivente com os criminosos que fazem parte das magistraturas e da comunicação social. Mas estes dois gritos acima ligados trazem outra pergunta em subtexto: como é que os directores dos órgãos da “imprensa de referência” – jornais, rádios e televisões – conseguiriam justificar a sua cumplicidade com o uso da Justiça como arma política ou como legitimação das calúnias? Nunca o saberemos, pois grande parte deles vive disso. Acham-se protegidos. Até gostam, é uma gozação sem fim. E a vida é curta. Eles não têm tempo a perder com a honra, a liberdade e a coragem.

4 thoughts on “Calúnia sistémica, com o alto patrocínio da Justiça portuguesa”

  1. “…e nesse território reside a explicação que encontro para não votar PS…”

    então não votes e se conseguires influenciar mais uns quantos a direita, magistrôncios e os oictávios agradecem. já agora convinha esclareceres se alguma vez viste aqueles partidos que berram e interrompem o trânsito por tudo e por nada indignados com a bandalheira da justiça.

    “Acho inconcebível que o principal partido português seja conivente com os criminosos que fazem parte das magistraturas e da comunicação social.”

    é o principal, mas está sózinho. maioria absoluta só teve uma com o sócras e foi o que se viu quando o gajo quis acabar com a rebaldaria na justiça, acabou preso ilegalmente e todos os dias faz capa do manholas para que o poder dacorporação não seja esquecido.

  2. quem se mete com a justiça, leva, o Governo maioritário do PS não resolveu os problemas da Justiça nem sequer deu ideia de que os saberia, conseguiria e/ou quereria resolver.

    Tens de melhorar essa memória. Mas também te ajudará não misturares alhos com bugalhos.

  3. “… o Governo maioritário do PS não resolveu os problemas da Justiça nem sequer deu ideia de que os saberia, conseguiria e/ou quereria resolver.”

    tou a perceber, o sócras afrontou a justiça para ser perseguido e preso. enfim, há gajos que nascem para ser vitimas e outros para serem parvos com cabeças d’alho.

  4. ninguém usa a cancio para se meter com o ps. que mania de meter o ps ao barulho, até parece que Costa não conseguiu desamarrar com sucesso o ps do menino doiro. o único erro dele é manter a galamba, mas talvez fique esturricado na energia, tendo em atenção o não ponto sem nó do pm.

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