Avaliar coisas dessas

A opinião que tenho a respeito de José Alberto Carvalho não se alterou após a sua entrevista a Sócrates. Aliás, reforcei a percepção de ser um jornalista medíocre. Isto é, alguém de quem não consigo recordar nada de notável, importante, sequer relevante. A sua imagem de apresentador simpático, embora no limiar do sonolento, esgota o cardápio dos elogios a fazer-lhe. Obviamente, estou a descrever a minha experiência, nisso sendo fatalmente injusto para com o seu currículo.

Neste episódio com Sócrates, porém, há matéria para discorrer acerca desta figura pública com interesse. Começa pelas afirmações do Sérgio Figueiredo, a justificarem citação completa:

Tenho de dedicar umas palavras breves, mas inteiramente justas, a um jornalista credível, um homem íntegro, um grande pivot de televisão, o melhor entre os pares, que viveu dias de enorme pressão no "antes" e não se deixou condicionar por juízos intimamente já formados. José Alberto Carvalho deu tempo, deixou falar, deu um exemplo de sobriedade e imparcialidade, enfim, um ato de coragem, num país em que o normal é encarar a entrevista como o momento para o entrevistador brilhar.

Sócrates em três atos

Ao seu estilo excitado, faz-se aqui um elogio desproporcional, panegírico, como se o José Alberto tivesse acabado de chegar da Síria com um exclusivo mundial sobre os doentes que por lá matam e se matam ou como se a sua integridade de carácter tivesse ficado manchada por ter sido visto em más companhias e piores comportamentos. Não se entende do que está a falar ao referir-se a “pressão”. Será a de Rosário&Alexandre? A do esgoto a céu aberto? A do caluniador pago pelo Público? A do mano Costa? Ou tão-só a pressão atmosférica? Menos ainda se entende a referência aos “juízos intimamente já formados”. Quais e, acima de tudo, de quem? Do próprio? No meio desse foguetório, o Figueiredo ainda teve tempo para partilhar a sua visão do jornalismo narcísico, sectário, de merda, que se faz em Portugal – pelos vistos também na sua TVI, pois foi genérico no veredicto.

No mesmo território onde graves perturbações enchem o espaço público pelo simples facto de Sócrates existir e pretender exercer os seus direitos, temos as reacções daqueles que ficaram raivosos com o que não viram. Não viram um interrogatório, pelo que culparam o Zé. Para estes infelizes, fazer uma entrevista a Sócrates era a última coisa que podia ter acontecido. Porque uma entrevista pressupõe civilidade, respeito, liberdade mútua para perguntar e responder, liberdade para não perguntar e não responder. Num conceito, decência. Já num interrogatório daqueles que deixam os sádicos a babar de tesão está em causa a violação dessa distância, sendo a violência o meio justificado pelo fim. Estas pessoas, pagas para emitir opinião, revelaram que teriam passado horas de um gozo maravilhoso na prisão de Abu Ghraib aqui há uns aninhos. Porque era simples: pegavam em tudo o que encontrassem escrito sobre Sócrates, fosse por quem fosse e quando fosse, escolhiam as partes mais ao seu gosto, e toca de disparar. O cabrão que se defendesse se conseguisse, ou que assumisse a sua tão grande culpa e confessasse os milhentos crimes já provados no tribunal da “opinião pública”. Só parariam quando tivessem a pança cheia de devassas e humilhações. É desta escória que se faz a parte principal da opinião profissional portuguesa.

Apesar do respeito pela deontologia do jornalismo, José Alberto Carvalho foi por diversas vezes confrontado em protesto por Sócrates dado estar a representar a posição daqueles que violam o segredo de justiça, e que deturpam a informação mediatizada, tentando provocar os maiores danos possíveis na imagem deste celebérrimo arguido, haja ou não acusação, saia culpado ou inocentado deste processo. O melhor exemplo do fenómeno em que um jornalista, num automatismo que expõe a sua convicção pervertida, acaba por culpar a vítima pela violência de que está a ser alvo ocorreu nesta passagem:

JAC - Eu sei da animosidade que tem para com o Correio da Manhã... hã.... mas deixe-me colocar-lhe a questão...

Sócrates - Não, desculpe. Desculpe, ó José Alberto Carvalho, não ponha as coisas assim. Desculpe lá, seja justo. Não sou eu que tenho animosidade nenhuma com o Correio da Manhã...

JAC - Ou será mútua.

Sócrates - Não! Não, desculpe. A animosidade é deles para comigo.

JAC - Não me ponha a mim a avaliar uma coisa dessas... porque não... não quero...

Sócrates - Não, eu não quero que afirme. Não afirme é o contrário, pelo menos. Desculpe, não diga que eu tenho uma animosidade contra eles. Eles é que demonstraram uma campanha pública notória de denegrimento pessoal desde que eu saí do Governo. E fizeram-no com uma intenção política, a intenção de favorecer o anterior Governo e o objectivo de prejudicar o Governo anterior. Porque é que eles fizeram essa campanha? Porque ela convinha ao Governo de então. Isso foi uma campanha da direita, é uma campanha de ódio. [...]

minuto 39.30

Para além de se registar com agrado cívico a veemência e radicalidade de Sócrates ao reclamar que se fizesse justiça sobre o que está em causa no confronto entre o CM e a sua pessoa pública e jurídica, é confrangedor – se não for assustador – ver um jornalista, para mais com o protagonismo e influência deste, a declarar-se incapaz de reconhecer que existe um órgão de comunicação social que faz uma perseguição difamatória e caluniosa a um cidadão. E que é esse o contexto sine qua non em que todas as declarações desse cidadão a respeito do jornal em causa devem ser interpretadas. Cheira a cobardia corporativa, sendo que as alternativas a este diagnóstico são ainda mais torpes.

Achar que o CM é a caça e Sócrates o caçador corresponde a inverter a realidade. Quem assim se permite ser enganado continuará feliz e contente a deturpar os factos e os valores. Não é só o desprezo pela cidadania e pelo Estado de direito que se alimenta de forma tão maviosa e tóxica, é também a degradação política suprema de não existir escândalo, sequer indignação, por se praticarem crimes no Ministério Público sem que descubram os responsáveis e acabando essa instituição por reconhecer oficiosamente que as investigações a esses crimes não passam de manobras de fachada cuja finalidade é permitir a impunidade absoluta para os criminosos.

Não há nada na pior versão possível das eventuais ilegalidades que surgem associadas ao nome de Sócrates pelos piores dos seus inimigos que não passe de uma brincadeira inocente quando tal se compara com esta visão – diária – de um País que aceita, alienado ou febril, ter criminosos no seu sistema de Justiça.

18 thoughts on “Avaliar coisas dessas”

  1. está uma reflexão excelente. eu gosto de JAC . não entendo essa passagem como inversão da realidade nem picadela de maldade: entendo-a como um facto das partes embora a origem esteja no CM.

    sabes do que tenho mais medo? que uma cabala sirva para dissipar e ostracizar uma outra cabala; que a alienação e a febre ande em círculo já viciado. o que será de nós? :-(

  2. Olinda, trata-se de inversão da realidade nesse preciso sentido em que o jornalista se recusa a admitir o facto. É o CM quem ataca, Sócrates quem se defende. O modo como se defende, posto que é enérgico, permite a completa deturpação de levar o CM a aparecer como vítima de Sócrates. É este o subtexto, o pressusposto, a que Sócrates reage – e que JAC confirma por palavras próprias ao se recusar a reconhecer a realidade.

  3. ao dr. valerico parece-lhe muito errado, e bem, falar-se de sócrates como criminoso. não há sentença transitada em julgado, não há sequer acusação, nada a apontar. mas fala em desbrago total de “criminosos” no ministério público e coisas torpes que por lá se passam. ora que eu saiba não existe um único criminoso no ministério público sem que uma sentença condenatória transitada em julgado o diga. parece-me, portanto, que o dr. valerico anda a ver tudo ao contrário, como, aliás, é seu costume.

  4. Oh enapa(o que é isto?), você não passa de um ignorante, para não dizer pior, ou é a sua ideologia a falar – deve ser – sem enfrentar a verdade dos factos, mas impondo-a, sem querer saber da VERDADE, como fizeram sempre e continuam a fazer os direitolas do costume. Então não sabe que há por aí uma imensidade de criminosos financeiros e corruptos que vivem sem que a justiça queira saber de nada, especialmente banqueiros e seus apaniguados?? Então os juízes(?) que tramaram o Sócrates, como toda a gente saberá (menos o enapa e quejandos, claro!), não terão cometido crimes? É como se por serem juízes ficassem isentos de qualquer suspeita sequer (como no tempo do Salazar e da PIDE, em que mandavam torturar e assassinar os políticos que se opusessem ao regime criminoso, corajosamente, como até um general, democrata, claro, o Humberto Delgado!?!??). Só visto!!!
    MCTorres

  5. é isso. mas repara, Val, ele ao referir animosidade mútua não está a mentir e ao dizer que não quer avaliar está a colocar-se no espaço da isenção. a posição dele é complexa e na minha opinião ele apenas tentou resistir ao que muitos colegas fazem. toda a gente sabe que o CM é um esgoto – assim como toda a gente sabe que Sócrates, animosidade legítima, não pode com o CM. às tantas por querer tanto evitar ser isso, foi. mas não deve ter sido por mal.

  6. Dr. MCTorresmo, só anotei que o princípio da presunção de inocência aplica-se tanto ao Sócrates como aos magistrados que o investigam. No estrito rigor dos princípios , é assim, lamento. Também tenho a certeza que são um bando de criminosos esses os do Ministério Público que engavetaram o Sócrates, mas, repare, eu sou um tipo com teorias conspirativas completamente alucinado e nada objetivo nas suas análises. Ao contrário do iluminado e purista dr. valerico, que dá doutos sermões aqui no aspirina acerca do princípio da presunção da inocência.

  7. Também li o elogio do S. Figueiredo ao J. A. Carvalho e não gostei por
    ter sido numa coluna de opinião que o director de informação da TVI
    escreve no DN, fica a impressão de um auto elogio!
    Sem ser excepcional, a entrevista foi bem conduzida pelo jornalista
    tocando nos pontos mais relevantes, deixando o entrevistado falar
    sem as interrupções habituais e agressividade desnecessária que por
    vezes é usada pelos grandes “pivots” que, acabam por sair sujos e
    ofendidos como foi o caso do jrsantos na rtp1 no espaço que era para
    a opinião de José Sócrates!!!

  8. A verdadeira questão começa onde termina o texto, o que lhe antecede e uma magistral desconstrução das motivações que impedem o seu afloramento.
    Quero um Ford (do John, nao do Henry)desde que seja Valupi.

  9. Contínuo pasmada com o conceito de “vida de luxo”.
    Estes estupores acham que estudar e meter os filhos a estudar é levar uma ” vida de luxo”.
    E ignoram, ou fingem ignorar, as vidinhas fúteis, essas sim “vidas de luxo”, de gajos e gajas que estouram milhares ou milhões em festas, álcool, drogas, e putedo!
    E para essas figurinhas inúteis que ” ganham” salários obscenos a fazer merda (do ponto de vista da relevância social daquilo que fazem …fazem merda inútil), para essas figurinhas não há crítica social, não há censura moral. Todas pedras foram reservadas para serem atiradas a um só homem. E acham que um homem que foi Primeiro-Ministro só seria digno e acima da farisaica moral de suas Excelências se vivesse para aí com 500 euros por mês, era ?
    Olhem, como disse um dia um Primeiro-Ministro: Bardamerda!
    Ainda se hao-de ferrar todos e morrer envenenados!

  10. abrir a janela e ver a torre bela de paris, ah! que espanto!, tudo pago a fotocópias encomendadas para mais tarde devolver. sim, as fotocópias são absolutamente essenciais quando se quer estudar. estudar em paris com uma vida modesta. qual luxo qual caralhos. :-)

  11. É preciso abrir um espaço na tv para que José Sócrates volte ao comentário político e fale do seu caso como o sabe e sente.

    Tem audiência garantida.

    Para pivot/entrevistador alguém que saiba ir mais fundo sem agredir e sem desconsiderar.

    Adeptos da conversa do mãnha já há com fartura. O enjoo requentado sem interesse .

    Um pivot /entrevistador não é para estar bem nem mal é para tirar o melhor de quem tem à sua frente.

    Como o faz com mestria Daniel Oliveira no Alta Definição.
    Herman José também o faria com muito talento.

    Quanto ao resto é a mediania habitual e quando querem ser mais papistas que o Papa ficam descompostos.

  12. Oh Olinda! Então a menina já vai pelos caralhos abaixo? Não me diga que é do Norte, como eu! Quanto aos luxos de Sócrates, vejo que a engoliu toda. A verdade do Correio Manholas. No “seu” luxuoso apartamento, Sócrates e o filhote só lá moraram nove meses. Faça um esforço e vá confirmar este facto. Passado esse tempo teve de sair para o amigo fazer obras no “seu” apartamento.
    Olindinha-do -” qual caralhos”, quando for investigar a coisa não se esqueça de passar uma descompostura de escacha-pessegueiro aos serviços parisienses do registo de imóveis, pois aqueles incompetentes enganaram-se e registaram o apartamento luxuoso de Sócrates em nome do amigo Carlos. Bem, a não ser que pense como o Rosário Teixeira, que afirma que aquilo foi só para disfarçar.
    Foda-se, Olindinha dos caralhos! Não acha que isto é demais? Pensam vocês que somos todos calhaus com dois olhos?

  13. Oh! Maria Abril, parece impossível!!!
    Atão aquilo não era vida de luxo? Pois se o homem todos os dias almoçava e jantava e vestia camisa lavada e não era vida de luxo?
    Pelo contrário, o balúrdio que o “bolicoiso” ali de Belém custa ao país, a nós, com aquele exército de assessores e outras merdas que não se sabe o que lá fazem, isso sim, é um exemplo de frugalidade e economia, não é Ò linda?
    Tal como esse outro exemplo de frugalidade, o irrevogável, ao exigir uma sala no Palácio das Laranjeiras, para instalar o seu “gabinete de trabalho” (mas qual trabalho, caralho?)
    E as passeatas constantes ao estrangeiro, sem que se saiba bem para quê, sem dúvida que foram outro exemplo de frugalidade e poupança do pilim do erário público (nosso), não?
    E já agora, rataram tanto nos fatos Armani do Sócrates (ao menos tem bom gosto, o gajo), quanto é que custará cada fatito daqueles às riscas, à “capo” mafioso, do vice-palhacito?
    Se fossem levar na anilha mais a “vida luxuosa” do Sócrates em Paris faziam melhor.

  14. uma moça não pode usar o vernáculo caralhos que esta gente entusiasma-se. :-) (eu não estou a falar dos outros nem a fazer comparações, senão comparava-o comigo. e não falaria nos clérigos mas na avenida brasil. estou a falar de factos. então o homem não recebeu o dinheiro que a mãe lhe deu pela venda de imóvel que ronda os vinte mil euros por mês durante dois anos? e não recebia dinheiro emprestado em código de fotocópias e envelopes? ah, caralhos, que vocês nem no que o homem diz acreditam. qual CM qual caralhos. isso é mesmo paixão cega. ) :-)

  15. Olinda, eu tenho a minha paixão e posso garantir-te que nem o Sócrates nem o Portas nem o Marco Paulo. Posso até confessar-te que nunca simpatizei com o feitio de Sócrates. Nunca o vi pessoalmente e podia tê-lo feito algumas vezes, quando ele era PM, nomeadamente em inaugurações. Como não sou socialista nem tenho outro partido, também nunca me puxou para ir aos seus comícios.
    Voltando ao dinheiro que o homem gasta, que ganhou, que recebeu de herança, de empréstimos bancários e do seu amigo Carlos. Em primeiro lugar, não temos nada a ver com isso. Muito menos com a linguagem cifrada, falando em fotocópias, ou evitando fazer circular pela sua conta dinheiro emprestado pelo amigo, para manter o sigilo da circulação do dinheiro, seja como segurança, no caso da linguagem cifrada, seja para evitar que algum funcionário bancário informasse o Correio da Manhã.
    Se isto é lindo ou feio, é lá com o homem, que nunca foi um santo. Se não tem noção das despesas que faz, também é lá com ele, e tal facto, em si mesmo, não o diminui como governante. (H. Churchill, foi o estadista que sabemos e, no entanto, morreu cravado de dívidas).
    Entende eu, Olinda meu amor, que aquilo que realmente nos deve interessar, ao Correio da Manhã e ao Ministério Público é se há algum crime na origem dos dinheiros movimentados. E até agora não foi encontrado crime algum!!!

  16. O texto anterior saiu com algumas gralhas. Foi da pressa, que tive de sair a correr. E voltei aqui para acrescentar mais um pormenor que me ajudou a compreender por que motivo Sócrates recorreu ao amigo quando se viu em apertos financeiros. Afirmou Sócrates na entrevista ao JAC que propôs ao amigo Carlos a hipoteca da sua casa para obter o dinheiro que necessitava. O amigo respondeu-lhe que não era necessário fazer isso, porque lhe disponibilizava o dinheiro de que necessitava. Daí vieram os envelopes com dinheiro e as “fotocópias” dos telefonemas.
    No meu entender, foi o grande erro de Sócrates. Uma ingenuidade de todo o tamanho, tão grande como aquela de “deixar passar”, assobiando para o lado, a Intentona de Belém do presidente conspirador. O MP e o CM sabiam que, mesmo que nunca encontrassem crime na origem do dinheiro em circulação tão esquisita, caso a coisa fosse tornada pública era a “morte do artista”, porque se não havia crime, parecia claramente que podia haver. Isto bastou para prender sem ter factos e provas, o que é criminoso, porque a circulação de dinheiro entre amigos , em si mesma, não é crime. E como não encontraram actos criminosos, em anos de investigação e devassa da vida privada do arguido e de todos os seus mais próximos, não podem deduzir acusação. Será que vão acusar, julgar e condenar por mera convicção, como fizeram ao Carlos Cruz? O modo como tudo tem sido feito leva a crer que sim. Eu não queria estar no lugar de Sócrates e do seu amigo Carlos Santos Silva.
    Custa-me a compreender como José Sócrates, depois da brutal perseguição no Caso Freeport, com base numa invenção descoberta, denunciada, julgada e condenada, facto que não impediu anos de pseudo investigação do MP, custa-me a compreender, dizia eu, como José Sócrates não percebeu que um bom número de magistrados estava a actuar em “roda livre”, completamente à margem do Estado de Direito e muito bem apoiados sabe-se lá por quem.
    Agora, vê-se que já não acredita na justiça do seu país. Mas agora é tarde demais para ele e para tantos outros. Infelizmente, ao assobiar para o lado na “Intentona de Belém” ajudou a cavar o buraco negro onde se afundou a justiça portuguesa. Ele devia saber que se uma coisa daquelas acontecia ao mais alto nível, é porque as Instituições da república tinham batido no fundo. Levianamente, por mera tactica política, deixou andar. Colhe, agora, os frutos amargos. E se fosse só ele…

  17. :-) são coisas feias a mais para a minha cabeça e para o meu coração, Maria Abril. não leves a mal mas para mim a gravidade, além da injustiça, reside também na ausência de bom carácter. não sei ser pragmática assim.

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