Ainda vamos acabar agradecidos ao Trump

A candidatura de Trump é tão grotesca que damos imediata razão a Mel Robbins, comentadora da CNN, quando escreve isto: “At this point, I believe that Donald Trump, as he has suggested, could actually shoot someone and it would not matter to the 40-45% of Americans who still appear to be voting for him” – The Trump tape doesn’t matter Acontece que estas palavras vieram a público antes do debate, antes de vermos Trump usar quatro mulheres social e mentalmente fragilizadas, tenham ou não tenham razão nas suas queixas nunca provadas contra Bill Clinton, como carne para o seu canhão populista e fascizante. Antes de vermos um candidato presidencial norte-americano, e num debate, a ameaçar de prisão a sua adversária na corrida presidencial caso consiga ser eleito e propondo-se manipular o sistema de Justiça para o efeito. Tal nunca antes tinha acontecido na História não só dos EUA mas da maioria, se não for mesmo a totalidade, das democracias onde esteja em vigor um Estado de direito respeitado pelo sistema político.

Porém, contudo, todavia, há várias facetas do que se está a passar do outro lado do Atlântico que são análogas ao que se passou e passa aqui no rectângulo. O mutatis mutandis é fácil de estabelecer:

– Em 2004 e 2005, o CDS e o PSD aceitaram e promoveram uma campanha de calúnias, apoiada por órgãos de imprensa, onde o secretário-geral socialista ao tempo foi carimbado como corrupto e homossexual.

– Em 2008 e 2009, o CDS, o PSD e o Presidente da República ao tempo alinharam a estratégia para a derrota do PS nas eleições de Setembro de 2009. Essa estratégia passou pelo regresso das calúnias, pelos assassinatos de carácter e pela espionagem de um primeiro-ministro em funções através de uma pessoa das suas relações pessoais com quem mantinha uma comunicação que permitia capturar conteúdos das áreas governativa, política, partidária, económica e pessoal. Tendo falhado por inexistência de provas o plano para constituir Sócrates como arguido numa caso de “atentado ao Estado de direito”, ou que fosse tão-só conseguir levá-lo a prestar declarações ao Ministério Público em cima da campanha eleitoral, foi lançada a “Inventona de Belém” a 5 semanas das eleições, uma réplica exacta, mas em versão cavacal, das “October surprises” americanas.

– De 2009 até hoje, a direita decadente – leia-se, a que não repudia a baixa política e golpadas dos que querem o poder pelo poder – repete a cassete de que Sócrates e o seu Governo foram protegidos pelos Procurador-Geral da República e Presidente do Supremo Tribunal de Justiça ao tempo. Apesar das violações do segredo de justiça e de os documentos do processo estarem agora ao dispor do público, nunca quem calunia e difama estas pessoas e instituições apresenta qualquer prova de ter havido qualquer ilegalidade no arquivamento. A argumentação a que se agarram é irracional, infantil e odiosa. Na sua distorção cognitiva, conseguem apagar o facto de todas as escutas a Sócrates, na sua versão integral, terem estado e continuarem a estar ao dispor das autoridades, dos jornalistas e dos adversários e inimigos de Sócrates e do PS.

– Directamente ligada com a acusação anterior, surgiu em 2011 o discurso de que bastaria mudar uma individualidade na Procuradoria-Geral da República para que tudo o resto mudasse – leia-se: para que Sócrates fosse finalmente engaiolado, juntamente com o seu bando. Essa individualidade dá pelo nome de Joana Marques Vidal e foi a escolha de uma ministra da Justiça que oficializou a nojeira ao comentar o envolvimento de ex-governantes socialistas em processos judiciais recorrendo à expressão “o tempo da impunidade acabou“. Isto é, a PGR estava finalmente descontaminada da corrupção que tinha impedido que esses criminosos fossem apanhados mais cedo.

– Aquando da detenção de Sócrates, um deputado do PSD foi para o Facebook manifestar a sua alegria – “Aleluia!”. Ex-líder da JSD rejubila com detenção de Sócrates – vindo depois a apagar a peça. O que ele fez conseguiu ser, ao mesmo tempo, o achincalhamento moral de um concidadão e ex-governante, a negação do seu estatuto de inocente até prova em contrário, a celebração da judicialização da política, a manifestação de uma barbárie provinciana e o desprezo pelos valores religiosos onde foi buscar a exclamação. Acontece que ele não estava sozinho nos festejos, foi apenas mais estouvado do que muitos dos seus colegas de partido e de facção. Este melro há muito que procurava o supremo consolo de ver Sócrates nas mãos das autoridades policiais e judiciais. Explodiu de prazer com o espectáculo da sua captura.

– Também Passos, depois de ter chegado a presidente do PSD e no aquecimento para as presidenciais de 2011, avançou com a ideia de prender os seus adversários políticos. Foi em Novembro de 2010, e as suas lapidares palavras, à luz do que o seu futuro Governo viria a praticar, são estas: «Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos? Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se. Não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles.» Este mesmo fulano fez meses depois uma campanha em que prometia tornar Portugal grandioso outra vez, sem ser preciso cortar salários, cortar pensões e fazer despedimentos. Só tínhamos que cortar nas “gorduras do Estado” – ou, indo para o exacto paralelo com Trump, para resolver os problemas da América só é preciso cortar nos mexicanos, nos muçulmanos e, já agora, nos impostos dos mais ricos.

– Igualmente em campanha eleitoral para as eleições legislativas de 2011, foi possível ouvir a Carlos Moedas a sua certeza de que “com as reformas que o PSD vai implementar, eu digo-lhe que ainda vão subir o ‘rating’ de Poertugal, não sei se nos próximos 6 meses, se nos próximos 12 meses“. Esta promessa é de um simplismo mágico que compara ao milímetro com a promessa de Trump de levantar um muro na fronteira do México.

Seria fastidioso listar os restantes exemplos do mesmo propósito populista: usar uma crise económica e social gravíssima para atacar os políticos com responsabilidades governativas numa estratégia de ódio e acirramento da turbamulta. Nesta estratégia, a comunicação social foi decisiva para o clima de caça às bruxas que levou a várias tentativas para conseguir enfiar Sócrates e quem com ele esteve em actividade partidária e governativa numa situação de perseguição judicial. O que faz o Correio da Manhã por sistema, despejando calúnias atrás de calúnias que são criminosas no plano moral e legal, explorando a Lei para violar as leis da República e da comunidade, também em nada se distingue do que fez Trump ao explorar quatro mulheres vítimas não se sabe de que circunstâncias para atacar quem é, para todos os efeitos, inocente das suspeitas e acusações levantadas. E esta marca do desprezo pelo Estado de direito, pela mera decência e pelo valor da palavra, expelindo mentiras com a mesma facilidade com que se dá um aperto de mão, é uma característica em que Passos não está em nada distante de Trump.

Há uma esperança a formar-se, no entanto. A de que este espectáculo de degradação seja o remédio de que precisamos para criar os anticorpos que impeçam que tal se repita seja em que grau e forma for. Se tal acontecer, se sairmos desta desgraça mais fortes, ainda teremos de agradecer a Trump e a Passos por serem como políticos os javardos que são.

57 thoughts on “Ainda vamos acabar agradecidos ao Trump”

  1. VALUPI, ESTE TEXTO É UM “MAGNIFICAT” !

    HURRA, como escreve bem …. E como este resumo da história dos nossos “anos de socialismo em democracia” dá toda a carga de perversidade javarda da nossa direita!

  2. este post fez-me lembrar um tipo muito engraçado. num exame fizeram-lhe uma pergunta sobre elefantes . acontece que o coitado só tinha estudado o capítulo das minhocas. mas lá resolveu o problema , para não deixar uma pergunta em branco no exame. vai e começa : o elefante tem 4 patas , grandes orelhas e uma tromba . a tromba parece uma minhoca ,, e lá continuou até ao fim a falar de minhocas., escreveu uma página inteira a falar de minhocas , pois foi , quando o assunto eram elefantes… maroto :)

  3. que ricas pontes para o porto que se quer seguro: a democracia. excelente isto de ficarmos a pensar se Trump e Passos nos matam ou nos tornam mais fortes. eu recuso-me morrer – e tu? :-)

  4. A perspectiva valupiana totalmente invertida.
    Hillary e todo o seu establishment, a estrondosa, aberrante e revoltante falta de imparcialidade dos principais jornais e televisões americanos é uma cópia exata do que se passou em Portugal com o escroque passos e que, em boa hora, foi colocado à margem do governo, mas porque tivemos a imensa sorte de ser Costa, caso contrário ainda por lá andaria, com a sua maioria relativa a espatifar o país.
    Passos merecia, pois merecia, absolutamente que merecia, sempre o disse aqui, um julgamento imparcial e, muito provavelmente, um cárcere. portas, idem. a manipulação, a conspiração, a mentira, a venda do país aos interesses de uma sinistra troika, a venda de ativos a interesses estrangeiros (entre outros, edp e ctt), não foram opções políticas, foram descarados pagamentos de favores, logo traições.
    vejam quem apoia hillary, e é só ver que são mais ou menos a mesma escumalha que integrou a troika de passos coelho. a goldman sachs, a tal do durão, a tal da troika, a tal do moedinhas, é só um dos maiores patrocianadores da campanha da escroque hilária.
    tantos exemplos se poderiam dar da colagem ideológica dos democratas neoliberais americanos aos neoliberais do psd, que até aflige que alguém confunda trump com passos.
    Trump é fraturante, rebelde, inconformado, iconoclasta, carismático e excessivo (Sócrates, não?). Passos é só um cretino, sem o mais pequeno rasgo de brilhantismo.

    Trump não cometeu crimes, trabalhou e criou direta e indiretamente milhões de postos de trabalho e exponenciou uma fortuna pessoal que a maioria dos mortais (desde logo, passos) só teria conseguido desbaratar ou, quando muito, manter à rasquinha.

    até hoje ninguém conseguiu (nem aliás sequer tentou) infirmar Trump quando este diz que a campanha está a ser paga em grande parte pelo seu bolso e que não tem qualquer interesse financeiro, aos 70 anos e bilionário, para se candidatar à presidência.
    Acho que é algo em que pensar antes de arrastar pela lama o nome de um fulano com um percurso de vida, na sua área, brilhante, coisa de que certamente hillary não se pode gabar, visto que, na sua área, só pretende atingir o topo aos 70. aos 70 trump já provou tudo o que tinha a provar com empreendedor. Grande diferença.

    Principalmente quando a adversária é Hillary também tem uma notável fortuna pessoal, de centenas de milhões, toda, repito toda, como a própria assume, conseguida depois de assumir funções públicas

    A questão que se coloca é quem mais necessita de ganhar as presidenciais para manter a sua fortuna.

    Podemos acreditar piamente que os discursos da espetacular candidata estão para a política como einstein para a física e valham, cada um, as centenas de milhares de doláres pelos quais a senhora se faz cobrar, muito embora não os divulgue ao mundo, fazendo questão de os manter secretos.

    Já Trump, se não lhe fizerem uma golpada qualquer e ainda que perca as eleições, continuará alegremente criar riqueza, a criar trabalho e oportunidades para milhares de pessoas e a fazer crescer o seu património.

    Que grande diferença e que grande desperdício de talento. mas os eleitores é que sabem.

  5. fartinho, trump por enquanto é para ser admirado com todo o seu talento e genialidade como candidato, não sofras por antecipação.

  6. Será necessário proceder a uma verdadeira “descontaminação” dos métodos
    usados pela direita baseados na calúnia e nos assassinatos de carácter que,
    tem marcado fortemente a sociedade e deixa de rastos o Estado de Direito
    proclamado pelos políticos! No cerne da questão, está a JUSTIÇA e, a probi-
    dade dos seus operadores, maculada pela intervenção da anterior ministra
    de má memória, com o acabamento da impunidade! Para mais, não se resol-
    ve o problema com um pacto entre as partes interessadas como sugeriu o
    Presidente da República !!!

  7. eheheheheh, seu manganão, desta vez apanhaste-me. Juro que cheguei ao fim do primeiro paragrafo convencido de que estavas a falar de um assunto não relacionado com a tragédia de Socrates em ré menor…

    Boas

  8. E eis que a Corporação continua a proteger os seus … e a proteger-se.
    E assim sendo quando é que o caso Sócrates chega ao tribunal europeu dos direitos do Homem ?
    Ou quando é que Sócrates vai viver e estudar ou trabalhar para qualquer pais civilizado, e caga de alto nesta Porcalhota, hum ? A escumalha deste país não o merece, nunca o mereceu !

  9. “Com um pm que cedeu o estado de direito a corporação temos q ser nos a fazer qualquer coisa.”

    a corporação aboletou-se com o estado de direito e a anterior menistra da bubadeira judicial legalizou o acto. maizum engulho para o governo do costa tem de resolver, não vai ser fácil, mas se exagerarem na dose levam com a receita dos táxis.

  10. Resolver? Até agora houve uma completa demissão ceder o ministerio à corporação foi uma desistência. E há-de renovar o mandato à maga patologica, ali não mora coragem só cinismo e lavar de mãos.
    No caso dos taxis a cedência ainda é maior mas à Uber e ao que se anuncia como a nova tendencia da informalidade contratual, a gig economy, alias o mano Costa escreveu um bom artigo sobre o que está em causa no caso dos taxis e onde quem defendeu os direitos e interesse publico foram, mal ou bem, os taxistas. O secretario de estado já deve ter usufruido de uns bilhetes a pala da Uber.
    http://leitor.expresso.pt/#library/expressodiario/11-10-2016/caderno-1/opiniao/ricardo-costa–altos–baixos

  11. bill clinton e a marques vidal lá do sítio encontram-se por acaso numa placa de um aeroporto e dizem que falaram cerca de 40 minutos sobre os seus netos. 2 dias depois, hillary é isentada de qualquer responsabilidade no caso do lixiviamento de 33.000 e-mails com segredos de estado. isto não sobressalta por aí além nenhum protetor do estado de direito democrático.

    trump, numa conversa privada, profere afirmações de repugnante machismo, mas que não configuram a prática de qualquer ilícito civil ou criminal. as afirmações estão também protegidas pelo direito à vida privada e esse foi violado até com possíveis com consequências criminais.

    qual dos dois comportamentos constitui risco maior para o estado de direito democrático?

  12. lucas, pouco lhe importa isso, desde que quando as bombas rebentarem o mundo seja super multicultural e desde estejam respeitados todos os elevados padrões do estado de direito democrático, que se foda a vida no planeta. qualquer fundamentalismo radical é um perigo e o valupi é um fundamentista radical de uma ideia de estado de direito democrático em que a ideia em si vale acima de qualquer coisa até de vidas humanas. o valerico é um chanfrado transpersonalista sem qualquer respeito pelo indivíduo em si mesmo considerado, na sua complexidade emocional própria. o indivíduo na conceção valupiano é completamente descartável se não se adequar aos fins do estado de direito democrático que ele tem lá na sua cabeça. portanto, o indivíduo excessivo e machista e o genocida do isis na escala de valor humano para o valerico valem exatamente o mesmo, apenas porque nenhum deles se insere na visão transpersonalista do estado democrático valupiano. gajos como o valerico sempre os houve da direita à esquerda do espectro político e são perigosos. daí que para estes malucos a vida de um civil que morre por danos colaterais russos e outros por danos colaterais dos rebeldes sírios tenha valores completamente diferentes e seja digno de destaques nos mídia completamente distintos.

  13. Lucas Galuxo, tu comentas neste blogue desde, pelo menos, 2012. Creio que nunca foste maltratado por mim nem me lembro de teres pago alguma coisa pelo serviço. Porém, há uns dias, e dentro da liberdade que te assiste, explicaste-me que me consideravas cobarde por escrever com um pseudónimo. Como te lembrarás, na minha resposta disse-te que respeitava a tua opinião.

    Para lá do ridículo da problemática, em todos os planos da mesma, mantenho o que te disse: pretendo respeitar a tua opinião. Assim, é óbvio que nem tu deves perder o teu rico tempo com cobardolas nem eu devo perder o meu rico tempo com valentes do teu calibre.

  14. Lucas dixit
    “Valupi, agora a sério. Tens alguma dúvida que Hillary Clinton vai empurrar o planeta para uma Guerra Mundial?”
    E querem ver que é o Trombetas com aquela maravilhosa personalidade e comportamento … quem vai salvar o mundo … ?

    PS: E deu-nos de brinde a saber que alinha na equipa da dupla Patinhas e Ventoinha. É dos que manda prender os adversários políticos.

  15. jasmin o lucas nao tem culpa q pretendas ostensivamente ignorar que o trump não ameaça como um valentao a rússia e que existem indícios mais do que suficientes para se investigar imparcialmente o que aquela escroque andou a fazer no governo americano e como é que se tornou milionária no exercício de funcoes publicas como senadora e secretaria de estado. o trump não é estúpido, sabe perfeitamente escolher os seus inimigos e isso é uma qualidade relevante. a hillary prefere ser parceira diplomatica de uma monarquia tirânica, genocida e apoiante financeira e ideologica do isis.

  16. no primeiro parágrafo diz que respeita a opinião do lucas, no segundo goza-o referindo-se a “valentes do teu calibre”. isto é que é um respeito de opinião muito democrático na conceção valupiana. em linguagem corrente chama-se cinismo. depois, sob pretexto de ter sido desconsiderado pessoalmente por ter sido chamado de cobarde, não responde à pertinentíssima questão do lucas. para não repetir o chavão larga o vinho, recorre à vitimização pessoal, coitadinho.

  17. Valupi, vê se entendes. Disse-te que acho uma atitude cobarde pronunciar juízos morais acerca de terceiros, de cara escondida, formados a partir da atribuição de comportamentos obtida por métodos de devassa da vida pessoal, mais ainda quando esta é realizada com objectivos políticos determinados. E volto-te a dizer.

    Escrevi o comentário anterior para memória futura. Fica registada a minha opinião e a tua reacção. Dois anónimos, entretidos na lavra da bloga, impondo limites morais acerca da sua condição de anonimato distintos e cujo discernimento político os vindouros terão possibilidade de avaliar.

  18. Tem o «Enapa na união que já não é uma comunidade» (que nome mais esquisito!) muito mais razão do que o Valupi.

    É estranho que, em Portugal, a palavra «populismo» tenha sempre uma conotação negativa, o que deve explicar a actual onda de histeria. Certamente que nos Estados Unidos está longe de ser assim: a palavra refere simplesmente uma candidatura que apela directamente ao voto popular, contra, ou sem muita colaboração, das máquinas partidárias.

    Em minha opinião, se o Valupi acha que o Trumpalazanas é uma maior ameaça à paz mundial do que a bruxolina Hilária, deve ser por andar a ouvir demasiado os media. Aliás é ele próprio que o sugere.

    Diz o Valupi: «A candidatura de Trump é tão grotesca que damos imediata razão a Mel Robbins, comentadora da CNN, quando escreve isto: “At this point, I believe that Donald Trump, as he has suggested, could actually shoot someone and it would not matter to the 40-45% of Americans who still appear to be voting for him” – The Trump tape doesn’t matter».

    Fantástico! Pelos vistos, o que devia ser determinante para a eleição era a brejeirice da «Trump tape», imediatamente considerada como uma confissão literal de violação sexual, quem sabe mesmo se não seguida de assassinato, uma vez que não há queixosas nem vítimas à vistas, o que nem sempre costuma ser o caso…

    Pssst, Valupi: nem sempre a voz da CNN fala verdade, ou diz coisas sérias. Repara nesta anedota que acabo de ouvir em directo. Fala a nulidade jornalística que dá pelo nome de Christiane Amanpour, entrevistando o MNE russo Sergei Lavrov:

    «Há quem diga que o bombardeamento russo de Alepo constitui um crime de guerra: o maior bombardeamento de populações civis desde que os nazis bombardearam Guernica».

    Nazis, pá! Piores que populistas! Vade retro, sub-humanos!…

    Mas não dá para acreditar, pois não? A história de países, de continentes inteiros, de cidades e populações vaporizadas, aparece e desaparece como por encanto. A percepção que as cabeças falantes da teletela têm da história do mundo é menos que infantil: é inexistente.

  19. Escrevi eu: “Tem o «Enapa na união que já não é uma comunidade» (que nome mais esquisito!) muito mais razão do que o Valupi.”

    Enganei-me! Queria referir-me ao «Enapa na cee do carvão e do aço» e não ao outro que glosou o seu pseudónimo igualmente esquisito…

  20. Gungunhana Meirelles, essa da “candidatura que apela directamente ao voto popular” para definir o populismo – que em toda a parte do mundo é negativo na comparação com o conceito de democracia representativa – tem muita graça. Falando de Trump, então, é hilariante.

    Para começar, qualquer candidatura presidencial, e qualquer partido, apela directamente ao voto popular. Pela simples razão de que os votos na urna são todos iguais uns aos outros. Todos anónimos, todos a expressão de uma liberdade individual que na sua totalidade configura a liberdade do Soberano – o Povo.

    Mas vir com o teu número de aparente defensor de populismos à americana é de gargalhada porque estás a falar de Trump. Esse populista da tua predilecção passou grande parte da sua vida a dizer-se simpatizante do Partido Democrata e depois quando quis concorrer à presidência dos EUA foi enfiar-se no Partido Republicano. O que ele não fez foi pegar no seu dinheiro, mais aquele que lho dessem, e ir para a rua apelar directamente ao voto popular numa candidatura independente dos malvados e corruptos partidos “do sistema”.

    Mas talvez tu consigas explicar o fenómeno.

  21. o trump esteve ligado ao partido democrata apenas entre 2001 e 2008. antes disso, ou seja, grande parte da sua vida, foi republicano, apoiante da candidatura de reagan e chegou até a ser uma escolha para vice do primeiro bush. este valupi é um mentiroso descarado, foda-se.

  22. foi sempre republicano, só fez um intervalo de 8 anos como democrata.

    ahahahahahahah
    eheheheheheheh
    hihihihihihihihih
    ohohohohohohoh
    uhuhuhuhuhuhuh
    vailevarnocu

  23. gungunhana, o enapa que glosa outros enapas é sempre o mesmo.
    é de facto surreal que essa coisa chamada Christiane Amanpour seja considerada jornalista.
    em breve vão ser divulgados vídeos com agressões verbais racistas feitas pela clinton a uma mulher negra e coisas ainda mais surpreendentes como sejam as ofensas verbais humilhantes e inacreditáveis ao staff doméstico da casa branca quando a escroque la vivia e transformou aquilo num hospício com uma rotação de staff que não aguentava aquela pocilga por mais de 3 ou 4 meses. isso sim tem relevância criminal e política e revela a completa desgraça que será se escolherem como role model feminino aquela vaca para primeira presidente dos eua.

  24. ignório, que coisa linda essa app, tem lá os momentos gloriosos da hillary quando lixiviou 33000 e-mails, quando mandou invadir a líbia, quando se riu que nem uma debochada da morte de kadhafi, quando apoiou a arábia saudita, quando pagou a mulheres para se calarem vítimas de abusos sexuais do marido, quando roubou arte da casa branca no final do mandato, quando violou intimiações do congresso, quando perverteu perante o tribunal a personalidade de uma vítima de rapto com 12 anos, quando estava a dormir enquanto um embaixador e staff em benghazi eram executados e militares morriam para os salvar e desesperados procuravam que alguém nos eua os ouvisse e ajudasse? não vi, só vi nesses slides atos políticos de inconsequente caridadezinha para comover palermas.

  25. ela própria o diz, procura a gravação dela a falar sobre o polígrafo depois de conseguir absolver o violador e a rir-se debochada do seu feito. abre os olhos palerma do caralho.

  26. eheheheh… agora mete gravações, polígrafos e debrochadas. chama a maya e mete o prof. chupamisto ao barulho.

  27. Bom, quando se fala em violações nos Estados Unidos, é de ficar um pouco de pé atrás. Eu se fosse um político americano teria receio até de cumprimentar o sexo oposto com aperto de mão, não fosse o aperto ser considerado excessivo e poder ser equiparado a «tentativa de violação». De modo que lembro-me do caso Strauss-Kahn e desconfio à partida.

  28. Subentende-se uma corrente utopica que pretende reconstruir as condiçoes para velhos sonhos totalitarios com base nos novos populismos . O racional e simples, mais ou menos isto: O que é que impediu a vitória do III Reich e a imposição de uma ordem totalitária? Por motivos diferentes, a Rússia e os EUA. Pois bem, e se agora tivéssemos uma aliança Rússia e América ( o mais difícil de alcançar) bastando depois um pequeno ímpeto para os principais países europeus (Alemanha e França), já corroidos internamente pelo populismo, se precipitassem nos primordios de uma nova nova ordem? Óptimo. Heill Trump.
    Mas quem é a estrela deste novo pop, deste novo movimento salvífico? Putin!
    Um ditador que aniquila internamente e externamente qualquer oposição é quem tem as chaves da salvação do Ocidente. Perante a sua apariçao os problemas do Mundo resolvem-se por completo e mesmo os Chu’s aguentam-se a bronca, bastando entregar-lhes o Deutsche mais o Novo Banco para as coisas ficarem acertadas. Simplex.

  29. joe strummer, putin só pode reformar o seu país se o não isolarem, a situação política interna e os cabecilhas da oposição a putin são gente perigosa. no interesse do mundo a mão da democracia e da cooperação económica e de alianças militares concretas tem de ser estendida a putin, aproveitando este momento histórico e a enorme popularidade que putin tem na rússia para não permitir que forças tenebrosas se aproximem do respetivo arsenal militar. a paz nunca se fez nem fará com uma rússia ostracizada. virá certamente uma nova ordem, estas eleições são um ponto de não retorno, teremos hillary ou trump, sendo que se for primeira, estou absolutamente convicto que não ouviremos bocas machistas, nem excessos de linguagem palermas, mas nada conseguirá abafar os gritos de horror de todas as vítimas das guerras que a anormal pretende perpetuar com as suas alianças militares completamente falhadas e criminosas nos últimos anos.

  30. Strummer, confundir um avião civil com um avião militar pode ter sido um acidente perpretado por militares ébrios. Não foi o resultado de uma ordem superior. É diferente, por exemplo, de rir à gargalhada por ter participado na decisão que eliminou o maior garante de estabilidade no Norte de África.

  31. strummer, só dizes bacoradas, as alternativas políticas a putin na rússia são uma muito maior desgraça para a democracia na rússia e para a paz no mundo.

  32. [Passemos então à demolição controlada que este meio maravilhoso permite como nenhum outro]

    Valupi [em negrito]: «Gungunhana Meirelles, essa da “candidatura que apela directamente ao voto popular” para definir o populismo – que em toda a parte do mundo é negativo na comparação com o conceito de democracia representativa – tem muita graça. Falando de Trump, então, é hilariante.»

    Estás a bater em espantalhos que constróis, porque não foi essa a minha definição. Não foi «apelo directo ao voto popular» como alternativa, de alguma forma misteriosa em oposição, ao conceito de democracia representativa. Foi (citação): «que apela directamente ao voto popular, contra, ou sem muita colaboração, das máquinas partidárias». Obviamente que um candidato eleito nessas condições não é menos representativo do que outro eleito que tenha sido apresentado por uma máquina partidária, e a eleição não deixa de ser democrática por isso.

    Aqui vai um simples exemplo da utilização americana da palavra, frequente na caracterização histórica de muitos candidatos, ideologias e pequenos partidos perfeitamente democráticos (por vezes até libertários), embora sem a maquinaria à escala nacional dos dois principais:

    Jefferson Magnificent Populist
    Martin Larson (autor)

    «Para começar, qualquer candidatura presidencial, e qualquer partido, apela directamente ao voto popular.»

    E quem disse o contrário? Alguém disse ou sugeriu que um candidato — apresentado, tolerado ou idolatrado — por uma máquina partidária deixa por isso de o fazer?

    «Pela simples razão de que os votos na urna são todos iguais uns aos outros. Todos anónimos, todos a expressão de uma liberdade individual que na sua totalidade configura a liberdade do Soberano – o Povo.»

    Valupi, se achas que os votos são todos iguais e conducentes à liberdade do formigueiro, que ao que parece «configura» a liberdade das formiguinhas, recomendo-te que comeces por ler as obras destes dois estudiosos de entomologia política, para acabares nesse famigerado «populismo» que tanto pavor te inspira:

    Dahl
    Lindblom
    Polyarchy
    Pluralism
    Populism

    «Mas vir com o teu número de aparente defensor de populismos à americana é de gargalhada porque estás a falar de Trump. Esse populista da tua predilecção passou grande parte da sua vida a dizer-se simpatizante do Partido Democrata e depois quando quis concorrer à presidência dos EUA foi a correr enfiar-se no Partido Republicano.»

    Correcção: não é «de minha predilecção». E a candidata ainda muito menos, o que poderia dar um interessante paradoxo. Mas deixemos isso para nos interrogarmos sobre se a tal órbita, em diferentes momentos, de diferentes máquinas partidárias — ambas com extremos e centros muito parecidos, como é típico de democracias (representativas, não é isso que está em causa) onde prevalece a alternância bipartidária — não deve ser precisamente uma marca de autenticação desse populismo positivo, no sentido americano.

    «O que ele não fez foi pegar no seu dinheiro, mais aquele que lho dessem, para numa candidatura independente dos malvados e corruptos partidos vir para a rua apelar directamente ao voto popular.»

    Usou portanto partidos para apelar ao voto popular! Está na altura de balbuciar «the horror.. the horror…» enquanto se chapinha a calva com água de rosas…

    «Mas talvez tu consigas explicar o fenómeno.»

    Mas alguém falou em «malvados e e corruptos partidos»? Os partidos são coisas, não são pessoas. E as pessoas que ocupam postos e partidos, não são coisas, são pessoas. Umas vezes melhores, outras piores, por vezes óptimas, por vezes péssimas. Quando são más, o melhor é desalojá-las ou optar por terceiras vias: eis aí a essência do «populismo» na acepção americana.

    «Mas talvez tu consigas explicar o fenómeno.»

    O fenómeno que mais me interessa é o do raciocínio por clichés, como nas madrassas e nos catecismos.

  33. Gungunhana Meirelles, o teu comentário ficou pendente automaticamente por causa do número de ligações. Só agora me apercebi disso, daí só agora ter sido publicado.

    Quanto ao que trazes, está de chuva. O conceito de populismo é muita coisa junta para muita gente. Se queres fazer arqueologia vai para o Egipto que é onde poderás encontrar mais múmias. O ponto é que para ti o populismo – como para muitos que aplicam o conceito – consiste nesse “apelo directo ao eleitorado”, sendo a restante parte da tua frase meramente auxiliar, não definidora.

    E, de facto, é essa a retórica, mas não a prática, de Trump. Um candidato que, para além de desmiolado, está a fazer política à conta dos instintos antidemocráticos de um eleitorado que é tão ignorante como ele do que seja, e donde vem, a civilização.

  34. “Um candidato que, para além de desmiolado, está a fazer política à conta dos instintos antidemocráticos de um eleitorado que é tão ignorante como ele do que seja, e donde vem, a civilização.”

    que mentira, que indiferença, que altivez, que nojo de comentário.

  35. até o tarzan, enapa, que foi criado com os macacos, conseguiu perceber o que é a civilização e daí ter preferido a selva. moral da história? a verdadeira ignorância não está na selva mas antes apelar, e apoiar esse apelo, à vida selvagem quando se vive na civilização. :-)

  36. [Valupi em negrito]: Gungunhana Meirelles, o teu comentário ficou pendente automaticamente por causa do número de ligações. Só agora me apercebi disso, daí só agora ter sido publicado.

    No problem, mas não dei por isso. A mim apareceu-me logo e assim permaneceu. Acho que há uma explicação mas não me ocorre de momento. Adiante.

    Quanto ao que trazes, está de chuva. O conceito de populismo é muita coisa junta para muita gente.

    Ora ainda bem que mudaste de opinião. Fico satisfeito por ter contribuído para isso.

    Se queres fazer arqueologia vai para o Egipto que é onde poderás encontrar mais múmias.

    Acho que no Congresso americano há bastantes. E ainda nem sequer conseguiram perceber que Israel, a NATO, a hostilização permanente da Rússia, e a destruição sistemática dos regimes nacionalistas árabes de inspiração laica (na medida do islamicamente possível), são muito piores ameaças para o Ocidente e a paz do mundo do que o ISIS ou a Al-Qaeda, esses produtos da sua cegueira política de que devem estar orgulhosos. Daí o interesse de agitar um pouco as coisas, e a falta de entusiasmo das arregimentadas maquinarias partidárias pelo «populista»…

    O ponto é que para ti o populismo – como para muitos que aplicam o conceito – consiste nesse “apelo directo ao eleitorado”, sendo a restante parte da tua frase meramente auxiliar, não definidora.

    Perfeitamente definidora do que disse, que foi exactamente o que quis dizer: apelo directo ao voto popular, à margem (relativa ou absoluta) das máquinas partidárias. As más definições amputadas ou retorcidas são tuas, não são minhas. Passo a repetir-me: “É estranho que, em Portugal, a palavra «populismo» tenha sempre uma conotação negativa (…). Certamente que nos Estados Unidos está longe de ser assim: a palavra refere simplesmente uma candidatura que apela directamente ao voto popular, contra, ou sem muita colaboração, das máquinas partidárias.”

    Como deves saber, até já se falou em substituir o candidato pelo candidato a vice e não me parece que a hostilidade (que vem de trás) seja só pelos apalpões que forneceram a oportunidade.

    E, de facto, é essa a retórica, mas não a prática, de Trump.

    Como assim? Como é que o indispensável apelo aos votos individuais que determinam a eleição (com ou sem entusiasmo dos maquinistas partidários pelo candidato) não é um apelo directo ao eleitorado? Não percebi a ideia.

    Mas nada disso tem a ver com a razão para preferir o trumpalazanas com algumas ideias muito importantes correctas, à bruxolina sem ideias nenhumas, a não ser a da promoção bélica e do terrorismo de estado a todo o transe…

    Um candidato que, para além de desmiolado, está a fazer política à conta dos instintos antidemocráticos de um eleitorado que é tão ignorante como ele do que seja, e donde vem, a civilização.

    Essa dos instintos antidemocráticos do eleitorado que — à luz da representatividade que tanto dizes prezar — há que representar, é uma homenagem ao Fuehrerprinzip plebiscitário que o Reichsmarschall Goering defendeu em Nuremberga? Não te sabia tão próximo dessa malta (muito mais do que eu, afinal de contas…).

    Fico curioso de saber de onde vem a civilização, na tua douta opinião. Tem coordenadas espacio-temporais, ou é uma coisa assim a modos que flutuante?…

  37. A propósito da civilização, se me é permitido um pequeno desvio, a título meramente informativo do estado de saúde da mesma:

    — Mais gente condenada hoje na Alemanha por exercício de liberdade de expressão do que no tempo da RDA, declara o advogado do mecânico condenado por ter escrito na sua página do Facebook a frase: »Es gab keine Vergasung, wie es die Sieger in die Geschichte schrieben« (não existiram os gaseamentos que os vencedores inscreveram na história):
    http://www.bild.de/regional/chemnitz/facebook/hetzer-muss-2400-euro-blechen-48259262.bild.html

    –Sessão do novo processo Faurisson, 28 de Setembro, vídeo das declarações à saída:
    http://www.egaliteetreconciliation.fr/Les-reportages-d-ERTV-Proces-Faurisson-un-historien-poursuivi-par-la-LICRA-41777.html

    É um pequeno vídeo muito instrutivo sobre a falta de justiça no próprio funcionamento da justiça francesa, independentemente desta ou daquela lei caricata que se queira pôr em causa (tudo, e mais ainda, podia ser dito da comédia que é a justiça portuguesa). Na véspera, 27 de Setembro, tinha sido pronunciada a sentença do outro processo que estava em curso. Foi condenado, por «difamação racial», a 4 meses de pena de prisão suspensa, mais 4000 euros de multa, 3000 euros de indemnização e juros à LICRA, e 2000 euros de despesas com advogados, ou seja um total de 9000 euros de condenação (foi apresentado recurso). Acaba um processo a 27, começa outro a 28. Nem um dia de férias para a ceguinha! O novo processo é por ter falado das câmaras de gás (que, como já quase toda a gente sabe, são supostas ter tido uma existência mágica) durante uma entrevista ao sítio Meta TV.

    Assim vai a civilização.

  38. olinda, o problema é que eu entendo que é possível fazer civilizacao em cima das ideias do trump ainda que possamos recuar civilizacionalmente alguns degraus numa escada de milhares deles.
    com hillary face ao que se sabe entendo que caminhamos para uma civilizaçao tenebrosa de corrupcao, crime e guerra globalizada.
    eu estou absolutamente consciente do risco trump, tenho medido e analisado o risco, e face à alternativa hillary concluo que ela sim representa uma selva totalitária.
    trump tem tiques de ditador e hillary acões concretas que levarapor exemplo a guerras completamente desnecessarias em pelo menos 4 países e aliancas com ditaduras tenebrosas. acredito com muita força que a democracia na américa poderá manter controlado o trump e fazer com que nele sobressaia a parte positiva do seu carater e percurso profissional. no que respeita a hillary, acredito com a mesma força que tal como um virus identificando.se geneticamente com a democracia e fazendo com que esta baixe as guardas esconde intentos completamente inaceitaveis em democracia. é a minha convicça e quando digo que espero estar enganado nao é com cinismo que o digo.

  39. olinda, se partes do preconceito de que trump é clinicamente um psicopata e um aldrabão sem escrúpulos, acho que de nada vale responder à tua questão.

    ainda assim contraponho-te que um mitómano e psicopata clínico, veste necessariamente uma pele de cordeiro e tem um discurso carregado de valores e intenções sedutoras e espetaculares, destruindo depois tudo e todos os que o rodeiam. podes-me dizer que as ideias sedutoras e espetaculares são as tais populistas e anti-sistema que trump utiliza para, mas o que vejo é um fulano que, ao contrário de um psicopata, demonstra acreditar no que diz e está disposto a lutar por isso. não consigo encontrar sinais de frieza calculista em trump, pelo contrário vejo-o muitas vezes com defender com exarcebada emotividade e sem medir o que diz causas bastante boas. também podes dizer ainda que ele é tão psicopata que chega a fingir que perde o controlo e que as imensas e exageradas emoções são truques para convencer os eleitores. acho pouco provável, pois se fosse esse o caso as relações pessoais, familiares e profissionais estariam aos 70 anos completamente destruídas, o que impossibilitaria lançar uma candidatura à presidência de um país como os eua.

    mas se achas que é pouco provável que uma pessoa sem quaisquer qualidades humanas e políticas consiga arregimentar milhões de americanos e milhares de políticos com alguma experiência dentro partido republicano e que começa por afastar logo péssimas companhias como essa famigerada dinastia bush, então poderá valer a pena responder-te.

    ou seja, convinha que esclarecesses primeiro ao que vens com a tua pergunta.

  40. iganório, essas sondagens fazem-me lembrar aquelas do brexit e vindo de onde vêm, acho que, em vez de sondagens, sãodízimos devidos pelos bons ofícios prestados e prometidos por essa paladina da independência no exercício da coisa pública.

  41. enapa, especular tanto sobre o carácter de alguém que tanto se esforça por mostrar que nem sequer se importa com isso é quase tão desprezível como carregar esse esforço. estás fixado em uma possibilidade que vislumbras. espero que fiques bem, cuida-te. :-)

  42. olinda, espero que até às eleições não se descubra uma gravação qualquer da escroque a coagir mulheres violadas pelo marido para não apresentarem queixa – sendo que já há relatos disso em entrevistas das vítimas na primeira pessoa.

    seria o limite do teu estado de negação e as consequências para as tuas profundas crenças, devastadoras.

  43. agora que se sabe do estrondoso conluio da escroque com os media (acabei de ver imagens asquerosas da pivot da CNN a instruir um painel de “indecisos” que se iam pronunciar em direto após o 2.º debate), obama vem iluminar-nos o caminho para a plena liberdade de expressão:

    “We are going to have to rebuild within this wild-wild-west-of-information flow some sort of curating function that people agree to,”, “There has to be, I think, some sort of way in which we can sort through information that passes some basic truthiness tests and those that we have to discard, because they just don’t have any basis in anything that’s actually happening in the world,”

    quem diria, há 8 anos, que este gajo se tornaria num maquiavélico filho da puta.

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