Ai, se não fosse o Magalhães…

Se não fosse o maldito, ruinoso e vexante projecto Magalhães – recordemos: um computador portátil produzido em Portugal, com ligação à Internet, de alta qualidade e muito baixo preço, a ser distribuído nas escolas portuguesas para alunos do 1º Ciclo, gratuitamente para os alunos inscritos no primeiro nível da Acção Social Escolar, e tendo ainda elevado potencial de exportação – Pacheco Pereira seria agora capaz de botar faladura sobre o contributo do seu PSD para a democracia na Madeira, a legalidade na banca, a reforma na educação, o bom-senso na Presidência e a competência na chefia do partido. Infelizmente, as suas energias estão exauridas depois de feroz combate contra a invasão desse diabólico instrumento de conhecimento e comunicação chamado Magalhães. E terá valido a pena? Claro, isso nem se pergunta. Vale tudo menos ter de enfrentar a realidade.

49 thoughts on “Ai, se não fosse o Magalhães…”

  1. Embora ouça e leia vastos e doutos comentários contra o projecto Magalhães, a verdade é que pela parte que me toca, não consigo deixar de pensar que é melhor fazer alguma coisa do que não fazer nada! Para quem defende que a actuação de José Sócrates é condenável porque, no fundo, ajudou a promover uma iniciativa privada, pois então os nossos empresários que nos façam o favor de ter ideias inovadoras e depois, então, exijam, com toda a legitimidade, o mesmo tratamento da parte do Primeiro Ministro! Quanto à queixa dos professores, de que perdem imenso tempo em burocracias, preenchendo inúmeros impressos para a aquisição dos Magalhães, penso que estavam mal habituados! As pessoas costumam ser renitentes à mudança, o melhor é ficar tudo como antes, ao menos assim não dá trabalho nenhum!

  2. É mesmo isso… Magalhães atrapalha Pacheco, do mesmo modo que a banca e Dias Loureiro atrapalham o Público. Pois não é que este jornal largou o ensino, melhor, o modelo de avaliação a que dava as suas primeiras páginas, agora que está claro que a Fenprof quer um modelo sem as “tretas” de que falava um professor de filosofia e que assenta na autoavaliação?

    Bolas! E agora com os acontecimentos de Bombaim, onde será que o Público arranja espaço para defender aquele modelo?

    Assim não vale. Devíamos ter um caso de cada vez.

  3. Mas a auto-avaliação não era a tal avaliação que os professores diziam que não queriam? Que não se importavam de ser avaliados? Que até gostavam de o ser?

    Afinal em que ficamos?

  4. Isto da auto-avaliação até dá vontade rir! Serviria para alguma coisa? Só para estragar papel!… Esperava que os professores tivesse sabido lidar com esta situação com outra mestria, afinal, que exemplo estão a dar aos alunos?

  5. Nome esquisito aí de cima , o magalhulho é uma coisa que vai fazer as famílias pagarem net ( e iva ) para depois os meninos poderem aceder ao msn , ao h5 e aos jogos on line e serem muito , muito , multimédia e modernos. klaro que depois vão excrever de nos testes axim , mas não faz mal. , porque toda a gente sabe que demora uma vida aprender a dominar um pc e é bom que se começe de pequenino. E suponho que o magalhulho estará fabricado para durar um tempito e claro , estas coisas são também um vício e tal …

  6. Pois é Valupi, não fora o Magalhães e não tinha assunto ;-)

    Por falar nisso, começo a achar que essa coisa do magallanes não passa de propaganda. Tenho 3 filhos do 1º Ciclo e até agora do magalhães nunca ouvi falar! O que se passará?

  7. Vocês estão muito enxofrados com o Pachecão e o Público, mas a verdade é que se pode viver muito bem sem saber de um nem ler o outro. É o que eu faço e garanto-vos que nem se dá pela falta. Excepto quando venho aqui ao Asp B e leio os vossos gemidos. É pás, não os leiam, não vão lá, não comprem. O JPP há-de acabar a falar sozinho e o Público um dia que o JMF seja despedido talvez se possa voltar a ler.

  8. Loura com phd: de dois (2) Magalhães é que tu precisas. Um para teclares, outro para te calares. Vai-te com esta. Onde é que compraste o phd?

  9. Milu, não posso concordar mais. Aliás, quem nos dera ter mais desta iniciativa privada que é um real factor de crescimento para Portugal, tanto na riqueza como, e principalmente, na mentalidade.
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    Z, a TSF passa às 9.45 da manhã, todos os dias, mini-reportagens com empresas portuguesas que são casos de sucesso no investimento em tecnologia, na inovação dos seus produtos e na capacidade de exportação. São minutos de grande sanidade e uma das melhores formas de começar o dia.
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    a. moura pinto, muito bem visto. O Públivo dá-se mal com tudo o que não ataque o PS.
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    teofilo m., ficamos num lento torcer do aço.
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    Blondwithaphd, esse tema dá que pensar, de facto, porque o nome não é nada fácil para falantes de outras línguas. Mas, por outro lado, isso também poderia ser visto como uma manifestação de confiança e amor-próprio.
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    presentes envenenados, larga o vinho.
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    Ibn, passa-se muita coisa. Tens de ler alguns jornais e manter a televisão ligada durante as notícias das 8 da noite.
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    xatoo, que chato.
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    mdsol, é como dizes: ele está muito trapalhão.
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    Nik, o Pacheco é um dos nossos e uma casa cheia. É o mais prolixo dos publicistas e assumiu a chefia do combate a Sócrates. Ignorá-lo seria dar-lhe demasiada importância. A mesma lógica para o Zé Manel, um caso que nos deixa a todos perplexos, até porque deixou de haver imprensa de referência com o declínio do Público.

  10. O jornais pode ser qualquer um desde que não seja o publico? serve o destak, o Metro ou o Global?

    Já agora, o que se passa?

    Ao que parece o há Magalhães para todos menos para alguns? ser que se esgotaram nos assessores de Sua Exa o PM?

  11. OH MILU

    “pois então os nossos empresários que nos façam o favor de ter ideias inovadoras e depois, então, exijam, com toda a legitimidade, o mesmo tratamento da parte do Primeiro Ministro!”

    Está a querer dizer-nos que a JP Sá Couto teve uma ideia inovadora? Onde? no esquema que burlou o Estado, ou no PC Intel Classmate? Se o ridículo matasse…

  12. Ibn Erriq:
    Eu não disse que o Magalhães foi fruto de uma ideia inovadora, até porque, não o é, visto que já existia pelo menos um exemplo que dá pelo nome de Classemate PC. Talvez se possa dizer que foi uma iniciativa, que considero positiva e pronto! Basta pensar que o contrário seria pior. Se não veja, a Espanha também já tem um Magalhães, só que montado na fábrica de Três Cantos e distribuído pela central de Getafe, ambas localizadas na área metropolitana de Madrid e designado pelo nome “Inves Júnior”. Também ele destinado às crianças, é vendido exclusivamente no “El Corte Inglés” por 379,00 Euros. Agora, defendo que, quem tiver ideias e for capaz de as executar que, exija a mesma atenção que, o Primeiro Ministro dedicou à causa Magalhães! Era isto que eu queria dizer! É certo que José Sócrates agiu como se de um delegado de vendas se tratasse, mas, continuo na minha, pior seria se não quisesse saber de nada!

  13. Milu,

    Antes de mais que fique claro que acho a iniciativa positiva, enquanto filosofia, já quanto à forma acho-a péssima!!!!

    eu compreendo que não saiba muito bem do que estamos a falar!

    Eu esclareço, na medida do que me seja possível. Não, não existe só o Intel classe mate esse próprio é uma cópia de uma coisa chama XO da OLPC, já ouvi falar neste projecto?

    Mas existem mais Asus, Acer, ….

    o projecto da fundação OLPC (One LapTop Per Child) tem alguns anos ;-) informe-se depois falamos.

    como pode o estado portuguesa comprar uma coisa sem concurso público ainda por cima a uma empresa investigada por envolvimento numa fraude que lesa o Estado?

    Depois diz-se que é um computador português, português onde? É quase o mesmo que os chineses dizerem que os computadores são chineses ;-)

  14. Milu, estás certíssima.
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    Ibn, o Magalhães é um projecto português. O objectivo é o de que todos os seus constituintes venham a ser fabricados em Portugal, à excepção do processador. Isso quer dizer três coisas:

    – Um computador não é só, nem principalmente, o seu processador. No caso do Magalhães, estamos a falar de um conjunto de opções únicas de design, software, funcionalidades, preço e distribuição.

    – Muitas marcas nacionais, em todo o Mundo, utilizam tecnologia, ou componentes, cuja origem não é nacional. Por exemplo, os carros SEAT não são menos espanhóis por utilizarem componentes alemães.

    – Larga o vinho.

  15. Valupi, pode dar-me lições de muita coisa, por exemplo dos medos de MDR, mas certamente não me dará acerca do que é um computador ;-) fiquemos por aqui!

    Os seu argumentos são pobres, muito pobres:

    – O design é Intel (classmate) a não ser que considere o design a palavra Magalhães;
    – O software (SO) ou é americano ou francês;
    – Preço e distribuição, LOLOLOLOLOLOLOLO com que então isso agora define um produto ;-)
    – Funcionalidades, que funcionalidades, acha Vexa que as funcionalidades pode ser dissociadas do software? Olhe eu acho que não ;-)

    “Magalhães é um projecto português. O objectivo é o de que todos os seus constituintes venham a ser fabricados em Portugal, à excepção do processador” Então as placas de rede vão ser portuguesas? e as placas de vídeo? e de som? e no caso o resto da “Motherborad”

    Acha portanto que os PC’s da Dell ou da HP são chineses só por serem fabricados na China? Não me perece!!

    Valupi desde que substituiu o vinho pelos barbitúricos não acerta uma.

  16. Milu, não percebi, limita a sua fonte de conhecimento ao Google? É pena.

    O projecto XO da OLPC tem uns valentes anos esse sim é a génese do principio.

    Garanto-lhe se tentasse ler o que já se escreveu acerca desse projecto do Sr Negro Ponte não lhe chegaria o que lhe resta da vida, que desejamos longa.

    Longe de mim querer dar-lhe lições do que quer que seja, ao contrário de alguns, não acho que posso ensinar muito, só me incomoda que se vão repetindo mentiras ad eternum

  17. Sim, Ibn, um produto corresponde à conjugação de várias dimensões, incluindo a do preço e a da distribuição. Neste caso, o produto Magalhães faz parte de um plano estatal de investimento em tecnologia e informação – daí, também, o envolvimento do Primeiro-Ministro. Quanto ao conceito de design, desconfio que tens de aprofundar a coisa. Essa ideia de que as funcionalidades não podem ser dissociadas do software também não quer dizer nada de nada. Finalmente, todos os constituintes à volta do processador até podem ser de marca branca Pingo Doce que é indiferente.

    Tens de fazer um curso ultra-rápido de marketing. Só assim vais conseguir explicar a ti próprio porque raio se andam a vender, ou a tentar vender, Magalhães para outros países. Se calhar, esses países ainda não falaram contigo e desconhecem o que estão a ver pela frente.

  18. Ups, valupi reconheceu que meteu o pé na poça e mudou da tecnologia para o marketing, parece-me bem ;-)

    Aí reconheço que tenho menos competências para discutir acerca do assunto ;-) , só tive “meia dúzia” de cadeiras da área! Alias, o kotler sempre me deu uma grande soneira!

    Constituintes à volta do processador ?????? O que é que isto quer dizer??????? Desconfio que nada LOLOLOL ;-)
    Um curso rápido de arquitectura de computadores podia ser que te ajudasse !!!!!!! Ah, já agora, nada está à volta de nada !!!

    OH HOMEM, todas, mas MESMO TODAS, as funcionalidades de um computador são fruto do software, mesmo as mais básicas. Até a Bios de um computador é software ;-)

    Afinal é vender ou tentar vender??? Quem a JP Sá Couto ou o Primeiro Ministro?

    Valupi, esta tua “argumentária” ad hominem quando te faltam outros já foi estudada pelos mais reputados cientistas, por isso, julgo que já pode mudar de estratégia esta já não impressiona!

  19. Ibn, tens de começar a escrever livros sobre os produtos que não se relacionam com o marketing e também sobre o software que dispensa hardware. Em alternativa, também poderás escrever um livrito sobre o “lol”, matéria que pareces dominar muito melhor do que a do Magalhães.

  20. Afinal parece que tenho razão Valupi refugia-se em argumentos ad hominem.

    Compreendemos-te e somos solidários, LOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOL

    Mas se estiveres interessado podemos discutir arquitectura de computadores, ou será que agora não te dá jeito? Mas se te convier mais podemos discutir o ciclo de vida dos produtos. Vê lá para qual deles tens agora mais disponibilidade. Sempre podes fazer um curso ultra-mega-rápido via tele-escola, quero dizer, google ;-)

  21. Valupi apanhado de calcinhas na mão refugia-se em argumentos ad hominem.

    Não digas que ainda não encontraste informação suficiente no Google mque te habilite à discução!

    Vê os logs do servidor do aspirina.com, pode ser que te dê alguma ajuda util ;-) acerca ….., o resto descobre tu oh grande geek ou será mais nerd ;-)

    Larga o barbitúricos.

  22. oh filhote, podes perceber muito de computadores mas não percebes nada do nome, está tudo no nome, como sempre, o estreito,

    sabes que se demonstra facilmente que a intensidade de uma mensagem é inversamente proporcional à densidade de bolds e exclamações, etc?

  23. Z, Zêzinho,

    Vou confessar-te uma coisa sou meio assim para o lento. Por isso se estiveres interessado em que em perceba o teu comentário vais ter que explicar de outra forma.

    O que significa “não percebes nada do nome” se é provocação para eu ter dar pistas, vens de carrinho e vais de carreta ;-)

    Aguardamos a tal demonstração, mas para que conste esqueci-me de fechar a “tag” do bold, e então? é tudo que tens a dizer? Quanto à substância do assunto, nada? estás como o Lupi, Vá Lupi, que te refugias em “argumentária” ad hominem.
    Valerá a pena esperar que tal demonstração?

    Vês agora não me esqueci de fechar as tags do itálico e do bold ;-)

  24. o Magalhães é um sucesso comercial e ainda bem, há uns de nós que se contentam com isso, depois há o Estreito, as Filipinas e o Del Cano …

  25. quanto mais raro um acontecimento maior é o seu valor de informação, ora a probabilidade é uma medida de extensão relativa, pode ser transposta para proporção, frequência relativa,

    aumentas a frequência dos bolds, itálicos, exclamações e piscadelas de olho, e baixas o valor de informação da mensagem, fica folklore

    qed

    sem ginjas é uma pena, nunca sugeri que morasses em Óbidos, apenas que tinhas um afinidade com ginjinha, se não temos em comum gostar de cerejas pouco temos a dizer um ao outro

  26. QED? LOL!

    Este é o teu conceito de demonstração? Eh pá acho que lhe falta alguma coisa? não te parece? Uma demonstração é um pouco mais do que mera retórica, tem por exemplo tem que ter, entre outros, provas ;-)

    Quanto ás cerejas, adora come-las a directamente da cerejeira, cerdeiro, ou cerdeira, como preferires, olha que por cá são uma pequena delicia. Ah não sou da Cova da Beira !!!

  27. E cá está uma coisa que nunca entendi bem. Aqui as cerejas, se nacionais, chegam sobretudo da Cova da Beira. Mas a principal festa das cerejas (julgo que é mesmo a mais badalada) é de uma aldeia de Trás-os-Montes, se me não engano.

  28. Tanto quanto sei Alfandega da Fé tem óptimas cerejas, há inclusive, uma aldeia que se chama Cerejais.

    Mas a cerejas de Resende também são qualquer coisa!

  29. (reunião)

    hum, és chato que sei lá, mas como gostas de cerejas vá:

    na Teoria da Informação define-se o valor de informação do acontecimento A que ocorre com probabilidade p(A)=x, 0<x0 e y caminha para infinito, ou seja o valor de informação do acontecimento impossível é infinito,

    a função logaritmo é monótona, se for na base 10 significa ordem de grandeza, se fõr na base 2 significa número de bits (bit=binary digit), não altera o raciocínio exposto,

    isto tudo para dizer que acima a demonstração está completa,

    no Inverno como mon chéri’s.

  30. e o valor de informação do acontecimento certo com p(A)=1 é y=log 1=0, vale zero,

    ou seja o acontecimento certo não traz nenhuma informação, era o que já se sabia,

    xonar

  31. (portanto ali em cima alguma coisa comeu-me uma frase inteira que está nos restantes comentários: o valor de informação do acontecimento A com p(A)=x é y=log(1/x)=-log x)

    devem ter achado que era uma cereja matemática,

    mas agora já não dou uma, é um cigarro e edredon

  32. Zêzinho, que salganhada! espero que sejas melhor noutras matérias do que em matemática! Achas portanto por postar uma formula estás a demonstrar o que quer que seja? Curioso.

    A tua demonstração vale tanto como a seguinte, ou seja nada.

    E=mc2

    Onde E (energia) = massa * velocidade de luz (no vácuo) ao quadrado

    Ah! Onde está a prova??

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