Afinal – II

Afinal, exulta Cerejo, os titulares do inquérito foram mesmo impedidos de chegar à verdade pelos ditames sinistros de Cândida Almeida. As suas 27 inúteis perguntas não puderam ter as 27 inúteis respostas, o que os deixou em modo de vendetta. Foi por isso que assinaram um despacho daqueles, aquele despacho que assinaram. Poderiam ter batido à porta de Pinto Monteiro para se alargar o prazo? Não, a Cândida não deixava. Poderiam ter denunciado, na ocasião, um impedimento tão grave à sua investigação como este para o Sindicato, o Conselho Superior ou o Cerejo? Não, a Cândida não deixava. A única coisa a fazer era chapar com as perguntas e dizer ao mundo que o Ministério Público português concluía pela eterna suspeição de José Sócrates, actual primeiro-ministro de Portugal. Essa vergonha, já a Cândida deixava.

Lá para terça ou quarta-feira, voltaremos a ter uma peça do Cerejo, o Cruzado. Dirá aos leitores do Público que os procuradores têm fotos de Sócrates a receber envelopes castanhos num tasco do Montijo. Até convidaram Cândida Almeida, várias vezes, para ir ao seu gabinete ver o álbum de fotografias, mas ela fez sempre cara esquisita e abalou espavorida. Será o Afinal – III.

10 thoughts on “Afinal – II”

  1. Val,

    E é exactamente isso que me faz confusão.

    Então a Cândida Almeida não sabia que as ditas perguntas faziam parte do processo e que dariam continuidade à caldeirada???

    E o PGR, também não sabia???

    Pessoas com este nível de responsabilidade no plano social, dão por concluídos processos que desde o início se revelaram incendiários para os seus intervenientes, desconhecendo o seu conteúdo???

    Mas está tudo doido?!…

  2. Dir-se-ia que houve ali um “deal”: não fazemos as perguntas, já que a dra. Cândida as considera irrelevantes (e são!), mas …. em contrapartida, chapamos com elas no despacho. Será que foi Cândida que se deixou pressionar?

  3. “O documento que está nos autos não está assinado, é uma cópia, nem lá estão os questionários e os anexos referidos no texto. Ausente está também o despacho, se é que houve algum, da directora do DCIAP relativamente ao pedido. A inviabilização destas inquirições, por ausência de despacho favorável da directora e por esgotamento do prazo “definitivo” fixado aos investigadores, terá sido a razão da controversa inclusão, no despacho final, pelos dois titulares do inquérito, das 27 perguntas que queriam fazer a José Sócrates e das dez destinadas a Pedro Silva Pereira. ” – Cerejo em jornal PÚBLICO

    Fiz copy /paste do último parágrafo do texto deste assitente/jornalista do processo porque fiquei com dúvidas: 1) Diz que o documento não está assinado e que é uma cópia . Ora , se assim é, como podemos saber quem o colocou lá e porquê sob anonimato? 2) Afirma,depois que , “ausente esteve o despacho” mas , pelos vistos, tem dúvidas sobre a sua existência já que diz ,”se houve algum”. Ora , parece-me que se há dúvidas sobre a existência de qualquer coisa não se pode falar em ausência porque quando não se existe não se pode estar ausente. Por fim a minha última dúvida : 3) Quando o superior hierárquico não diz nada ou diz o que não é de agrado, o subalterno infere que pode vingar-se e rematar o seu (dele) despacho colocando umas perguntas que servirão para eternizar suspeitas sobre uma pessoa e enviá-las ao assistente/jornalista para que sejam públicas??????

  4. A acreditar no diz que disse, esta Cândida saiu muito melhor do que a encomenda. Afinal, se existe hierarquia no MP e ela, a própria já disse, está convicta que as perguntas não aquentam nem arrefentam o processo, fez muito bem em as inviabilizar para percebermos como funciona o apêndice. No mesmo sentido, a cereja também está muito bem no papel de assistente infiltrada. É representativa da comunicação social. Não tarda, têm todo o direito a apresentar queixas anónimas impunemente acusando quem lhes apetece porque isso justifica-lhes as primeiras páginas. Temos aí todo um mundo por descobrir.

  5. Traques,

    tu pára dos largare pá. Sempre ka benho aki tenho ka bire de mascara. Porra, pára cum as feijuadas, carago. Cala.me esse ravo, que quando tabres é a sériu. é só merda.

    Snr Berdamerda benha cá limpare os dejectus do Traques, cu gajo kuando bem aki nunca traz o sako e a pá. Fogo, traques, atina-me esse juízo.

  6. acho que vi um gajo a espreitar misturado com uns electrões. Será que era do MP a querer entalar o sócrates?

    Haja santa paciência! Ó valupi aproveita as ultimas migalhas que o almoço vai acabar!

  7. Olha que duas poupas ,tou-te a ber (com miopia) e o ibn erriq(sem iq).
    Nota- POUPA:pássaro tenuirrostros,com as dimensões de um melro,cuja cabeça e adornada com uma poupa,faz o ninho com excrementos.
    Porra,se cheira mal..para bom ornitólogo,meia palavra basta….

  8. ALGARBIO, DO CATANU

    bai tu comere os escramentus. à maõ, que os moiros nem saviam o kera um garfu, só inbentaram palavras cumeçadas por al.

    cumo dize o Ibn debes sere um raferuzito lambe cricas. Debes ter um álito. Porra kesta merda xeira mesmo a um peixe keu cá sei. pesca-se nos mares do norte.
    ó kim anda ká cantare a cançaoe ao algrabio.

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