A grande maralha da China

Tendo em conta que estivemos séculos a guardar Macau só para que aquela vila piscatória ficasse em condições de superar Las Vegas nas receitas de jogo assim que saltássemos fora, o mínimo que os chinocas podem fazer por nós é gastar umas migalhas dos seus biliões de dólares a resolver o problema do nosso financiamento externo ao longo dos próximos 100 anos.

8 thoughts on “A grande maralha da China”

  1. Ó Valupi, quando é que fazes como o «Jumento» e saltas para as hostes dos que há uns bons oito anos tudo fazem para destruir o Estado de Direito? Sim, porque lançando mão do aparelho da justiça, controlando todos os meios de comunicação social através do poder do dinheiro de quem o tem -a direita- apostou-se na destruição do PS como alternativa à governação. Vá-se lá saber porquê. Imagino o que será, talvez dentro em breve, um governo, um presidente, uma maioria, um poder judicial, um poder económico e um poder dos media tudo do mesmo lado da barricada. Uma vez instalados, basta propalar a «coerencia» de um PC e de um BE inócuos, para simular democracia. Os mesmos que falaram em «asfixia democrática», falta de liberdade de expressão e «ditadura da maioria» (a que não aceitou, para depois do jantar, a revisão da Constituição).
    Mas como o mundo está cheio de imprevistos, até pode acontecer que nem todos sigam as pisadas dos campos ferreira e dos «jumentos».

  2. Eles já andam ai.
    A “maralha”, já percebereu que está montada a oportunidade para tomar conta de Sines e de Matosinhos, e reforçar a rota pelo remodeladissímo Panamá, fugindo às comissões obscenas cobradas por Roterdão e Hamburgo.
    A China já percebeu que o Sul da Europa está a venda (como se vê pelas suas movimentações no porto de Atenas – principal porto de entrada na Europa Central e de Leste).
    Posto isto, quem não deve estar muito contente com com estas manobras é a Holanda e a Alemanha que adivinham uma quebra brutal, repito brutal, no revenue portuário para a próxima década.
    Se os nosso “irmãos” não nos emprestam dinheiro venham pois os nossos primos.
    Esperemos que se despachem…

  3. Ao menos estes não trazem agarrados os evangélicos e os mórmons, nem os hamburgers e a coca-cola do Império. Somos tão diferentes que qualquer relação fora do strictly business é impossível.

  4. Penélope,

    estás mesmo traumatizada com os hamburgueres e com a coca-cola, mulher.

    Uma dica, de experiência feita: somos tão diferentes, nós, os ocidentais, dos chineses, que é impossível fazer strictly business com eles…O conceito de strictly business tal como o entendemos (à americana, raios os partam) é tão diferente do chinês, que é impossível.

  5. Os hamburgers foi para provocar, Edie! Mas há muitas coisas que admiro e invejo na América, atenção.
    Quanto ao strictly business és capaz de ter razão, não lido com chineses, mas eles lá se vão safando em África e cada vez mais em todo o lado. Li há pouco tempo que se discute acaloradamente no comité central se os negócios que têm estabelecido por esse mundo fora não os estarão a transformar numa potência imperialista e colonialista, coisa que preocupa os “éticos”. Sabemos dos mimos com que a China de Mao sempre brindou os EUA, cujo domínio se dispunha a combater. Uma facção recusa esse papel e pede calma, mas há quem queira romper as costuras do regime e desatar a “imperializar” à fartazana.

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