A ferrugem da Ferreira

O discurso da Ferreira é um falhanço que compromete os envolvidos na estratégia do PSD, desde a Comissão Política ao Pacheco Pereira, passando pela Presidente e demais conselheiros. Tudo figuras com vasta experiência de quem se esperava muitíssimo mais. Este acontecimento com que se inicia o ano político dos Sociais-Democratas — antecedido pelo sofrível trabalho de afrontamento aos incompetentes incrustados no partido, ocorrido durante o período de silêncio, fenómeno que acalentou a esperança de ver surgir uma verdadeira novidade política em Setembro — poderia ter sido a 2ª oportunidade para uma 1ª impressão. Mas para surpreender e relevar numa sociedade cada vez mais matura na descodificação da retórica usual, o discurso necessitava de ser corajoso e inteligente. Não o foi. Antes, foi uma prestação ao nível de um comentarista. Há algo de inacreditável no facto de ser possível ao PSD, e em Setembro de 2008, desperdiçar tanta credibilidade. Mas quem é esta gente que nem sequer sabe como fazer oposição a um Governo reformista?…

Enquanto o PSD não acertar contas com a sua própria responsabilidade nas disfunções políticas dos últimos 30 anos, não conseguirá pensar Portugal. Por exemplo, enquanto os dirigentes do partido fundado por Sá Carneiro se limitarem a reclamar o seu nome sem lhe quererem imitar o carácter, não chegarão a sair da Madeira. E enquanto o PSD não renovar os talentos intelectuais, afastando os que persistem em continuar a lógica simplista e tribal do nós contra eles, maleita ainda do século XX, não conseguirá criar um projecto político que una os portugueses.

O PSD, não tendo razões para ser o partido da Ferreira, é agora o partido da ferrugem.

58 thoughts on “A ferrugem da Ferreira”

  1. O Daniel Oliveira considerou um bom discurso. Ou seja: bastou dizê-lo para provar que foi um falhanço, ao contrário de si que teve de escrever isto tudo.

  2. Ora, se o Daniel Oliveira diz que um discurso da Dra Manuel foi bom, não há dúvida de que foi um falhanço.

  3. Ferreira tem um mérito enorme, fala pouco. Outro, mostra-se pouco. Poderia realçar esses méritos, falando e mostrando-se ainda menos. Mas não, de vez em quando sai da toca e bota faladura, para provar aos seus opositores internos que está viva e dá conta do recado.

    Quando fala, mais valia que não falasse, porque é absolutamente previsível. Há uma crise económica mundial, é culpa do governo. Há assaltos, é culpa da política de segurança interna. Há incêndios, acidentes, chuva, sol? É culpa das políticas do governo.

    Diz que o governo tem uma “máquina de comunicação pouco democrática” cujo “objectivo é enganar-nos”. Com a comunicação social nas mãos de Balsemão, oliBeira e Belmiro que quererá ela dizer? Entregar a RTP/RDP a algum banqueiro falido da Opus Dei? Será que o governo também é culpado do silêncio e apagamento de Ferreira? Já sabemos que a senhora especialista em Finanças Públicas não gosta de multidões e confusões, nisso se parecendo muito com um ditador que mandou em Portugal, mas agora já não manda.

    Ferreira acusa o governo de só se interessar pela imagem e o espectáculo mediático. Faz lembrar aqueles putos que amuam, vão para um canto e acusam os outros de não quererem brincar com eles. Tem inveja do Sócrates, porque além de ter melhor figura do que ela, tem ideias e políticas reformistas que o PSD gostaria de ter tido ou acha que são suas e lhe foram roubadas.

    Enfim, esta tirada programática ferreirina a cheirar a anos 20-30: “libertar o país e as instituições do sectarismo partidário”. Mas conhecem algum partido mais sectário e agarrado ao poder e às instituições do que o PSD? Eu não.

  4. oi meu irmão: parece que estou para aqui convocado para uns trabalhos místicos dos quais não sei se me safo, era só para lembrar-te a boca crudelíssima do passos e o mentor, o que mordeu a minha isca do Carbono,

    o que Portugal não arde hoje é o que poderá arder amanhã, com juro

    esses sim, são de temer

    o antídoto é mandá-los silicizar-se: SiO2

  5. Fiquei muito contente quando vi a Manela aparecer, por pouco, pensei que o PSD iria novamente trocar de lider, desta vez quem sabe…acertar, e escolher Pedro Passos Coelho. Mas não!!! Estou em Portugal e bem acordado, nada mudou, a mediocridade politica continua!

  6. “Há uma crise económica mundial, é culpa do governo. Há assaltos, é culpa da política de segurança interna. Há incêndios, acidentes, chuva, sol?” Ok, acho que agora percebi, o governo não é responsável por nada. Olhe, Nik eu também concordo. Se não é responsável por nada o que está lá a fazer bem que pode ir embora assim ao jeito “ensaio sobre a lucidez”! ;-)

  7. Nik, pois talvez tenha razão, de facto, ainda não percebi o que o governo já fez por nós! Quando digo nós digo a generalidade do portugueses, e não por mim e pelo Nik, por si talvez já tenha feito qualquer coisita mas escrever o que escreve!

    Sabe, podemos acusar MFL de muita coisa, de ter sido má ministra de educação ou das finanças, agora inveja de Sócrates??? Só se foi por não ter tido o direito de mandar um exame ou trabalho ou que quer que seja para “universidade” acompanhado por um cartão de Secretária de Estado ;-)

  8. Nik, concordo com tudo o que escreveste. É incrível como aquele pessoal insiste em nos tratar como imbecis.
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    Z, bem lembrado.
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    Rui Figueiredo, eu também gostei que ela tivesse afastado o tonto de Gaia. Mas isso, e não ter ido à Madeira e ao Pontal, não chega, obviamente.
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    Ibn, se não percebeste por ti o que foi bem feito pelo Governo, ninguém te será capaz de explicar.

  9. Eu optei por ir ver ao vivo o discurso de Jerónimo. Alguém da organização tem que dizer a Jerónimo que não faz sentido nenhum que o discurso dele dure mais do que o concerto dos Xutos. Eu, que sou fraquinho a comunicar, sei que mais de oito minutos e já ninguém ouve o que eu estou a dizer. E, mesmo assim, oito minutos aguentam-se se um gajo meter umas piadas de bola, ou assim. Jerónimo continua a falar do mesmo de sempre, acho que podiam abreviar e numeravam os assuntos de sempre e as palavras de ordem que já todos conhecemos. Era fácil, “1” significava “temos que dar o poder ao povo trabalhador, antes que o grande capital aniquile as conquistas de Abril”, “2” queria dizer “as jornadas de luta continuarão, fascismo nunca mais”, “3” era a letra da Internacional e por aí fora. Jerómimo diria 7,13,2,7,8, o pessoal já sabia o que era o discurso, metia só ali umas buchas actuais (o discurso da Ferreira Leite hoje, por exemplo), agitavam-se as bandeiras e passava-se directamente para o concerto dos Xutos, que é por isso que a rapaziada ali está.

    Agora vou ver o que disse a Manuela. Isto se me apetecer, está claro.

  10. Valupi, de facto seria incorrecto da minha parte não reconhecer que o governo fez algumas coisas bem feitas.
    -Atribuiu discretamente, ou não, uns lugarzitos;
    -Excelente publicidade.
    Agora algo de bom para os portugueses, não estou a ver!!! Ah só se foi o CC ;-)

  11. Comendador, essa anedota dos números trouxe-me gratas recordações da infância e de uma história em banda desenhada. Fico (ficamos!) a aguardar o teu relatório sobre os números da Ferreira.
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    Ibn, a publicidade só funciona quando o produto é bom. Caso contrário, a atenção acelera o insucesso. Tens de rever algumas noções de marketing.

  12. Primeiro convém definir bom, o que é bom para si pode não ser para os outros!

    Quanto ao assunto concreto, como diz o lugar comum “não se consegue enganar todos todo tempo todo”.

    Veremos daqui a mais ou menos um ano que o produto aguenta o crash test!

    há produtos que se mantém nas prateleiras anos e anos, será que será por serem bons, tenho algumas dúvidas ;-)

    É bem provável que tenha que rever as noções de Marketing, mas confundir o marketing com a publicidade é o mesmo que confundir a ursa menor com o universo!

  13. Antão Pinto, a democracia é o reino da liberdade, e a liberdade é a convivência competitiva, simbiótica ou isolada de diferentes bens. No caso do Governo, “bom” significa “profissional”. Este é o Governo mais profissional de que há memória (falo da minha, óbvio), competindo com o 1º Governo de Cavaco.

    Quanto aos produtos nas prateleiras, essa é outra questão. Eu fiz referência à publicidade. E com ela acontece este fenómeno: quão melhor funciona, mas expõe o produto à prova. Portanto, se ele não prestar, não tem como o esconder.

    Muito simples, e absolutamente democrático: se não prestar, não vende; como referes.

  14. Errata: onde se lê “democracia é o reino da liberdade, e a liberdade é a convivência competitiva, simbiótica ou isolada de diferentes bens” deve ler-se “democracia devia ser reino da liberdade, e a liberdade é a convivência competitiva, simbiótica ou isolada de diferentes bens”.

  15. Quem somos nós os democratas, aqueles que enviamos a policia a um sindicato ou aqueles que mandamos abrir inquéritos a manifestantes?

  16. Peço desculpa mas não acho que o discurso não contenha ideias ou não apresente um projecto. Não será grande coisa, e muito provavelmente seria o regresso ao passado do pior do cavaquismo e do neo-neo-liberalismo bushiano.
    Atente-se neste bocado de prosa, ou lá o que é:
    “O Estado não pode criar a ilusão de que pode, por si só, resolver todos os problemas de desigualdade e pobreza.
    Mas pode fazer muito, se orientar a sua acção exclusivamente para os que dela necessitam.
    É indispensável que se descentralize a rede de apoios sociais, ao mesmo tempo que o Estado se deve concentrar na avaliação muito rigorosa dos meios e dos efeitos desta intervenção.”
    A dama tem a ideia de tudo privatizar e de tudo retirar ao controlo do Estado, nomeadamente onde houver dinheiro: A CGD e a Segurança Social, A Educação e a Saúde.
    Ali está todo um plano de governação e de oposição a este Governo.
    É preciso não nos deixarmos enganar pela aparente vacuidade e falta de jeito, e temos que denunciar este vil ataque ao Estado Social.
    Isto para não ter de lembrar as malfeitorias que tem no curriculo: vendas de dívidas por 15% do seu valor, compra de submarinos, financiamento do pSD através da SOMAGUE, “esquecimento” de apresentação quer das contas pessoais, quer das do partido…Nem vale a pena continuar!
    MFerrer

  17. “Que todos os nossos males sejam esses, seria sinal de estarmos a viver na melhor democracia do Mundo.” Que rica forma de passar pelo assunto, é assim que um democrata comenta os atropelos à democracia?

    Com defesas destas a democracia não necessita de inimigos, como é que dizia? “.. a liberdade é …”

  18. Antão Pinto, quem é que MANDOU a polícia a um sindicato? Você sabe, imagina ou ouviu dizer? Essa história foi desmentida no próprio dia na TSF pelo secretário de Estado José Magalhães e, até hoje, ninguém o desmentiu a ele. O governo, de facto, não mandou nenhum polícia a nenhum sindicato. Se alguém mandou, quem foi? O chefe da esquadra? Você sabe quem foi?

  19. Inquéritos a manifestantes? Assim, de repente, só me lembro dos interrogatórios e detenções de manifestantes num país muito democrático onde eu vivi. Tão democrático que a polícia nunca era mandada ao sindicato. Não era preciso, não havia diferença entre a esquadra e o sindicato.

  20. Claro que ninguém mandou, assim como ninguém mandou matar o General Humberto Delegado foi um policia com excesso de zelo que se lembrou de o levar a Espanha e dar-lhe um tiro! Claro!

  21. Não se lembra, assim de repente só me ocorre que o nosso cérebro é muito selectivo e que nos faz esquecer aquilo que nos convém para convivermos melhor connosco próprios!

    Talvez o chamado berço da nacionalidade lhe lembre qualquer coisa, não?

    Mas já que anda tão esquecido, alfaias agrícolas dizem-lhe alguma coisa? Não, então experimente um comprimidinhos de fósforo, dizem que ajuda!

  22. “Essa história foi desmentida no próprio dia na TSF pelo secretário de Estado José Magalhães e, até hoje, ninguém o desmentiu a ele”

    Então é porque é verdade. Já gora, quem o podia desmentir, o policia? Essa é anedótica não é?

  23. MFerrer, muito bem observado. É um rol de desgraças, o PSD.
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    Antão Pinto, diz-nos tu, então: quem é que mandou a polícia a um sindicato? Acima de tudo, responde lá a esta pergunta: para quê? Vou repetir: que vantagem teria o Governo em criar um conflito que misturasse polícias e sindicatos na forma noticiada?

    Estou cheio de curiosidade. Entretanto, se tiveres tempo, dá uma vista de olhos nisto:
    http://www.aspp-psp.pt/comunicacao.php?id=144

  24. Antão Pinto, essa do Delgado é muito boa, mas não me posso rir que estou com cieiro.

    Ibn Qerriq, já ouviu alguma vez dizer que quem acusa é que tem o ónus da prova?

  25. Comunas, bloquistas e laranjinhas agarram-se desesperadamente às atoardas mais idiotas para fazerem a chicana que lhes dá prazer. Entretenham-se, por mim prefiro outra onda.

  26. É preciso anos e anos de domesticação marxista e no PCP para conseguir ver AGORA em Portugal riscos de ditadura fascista !
    Só quem seja completamente dominado por fantasmas é que acha que “vem aí o lobo!”
    Como é possível continuarem a usar o raciocínio do Estado Novo : “Quem não é por mim é contra mim”, para conseguirem mais uns votos de uns domesticados?
    Essa de, regularmente, voltarem a agitar a bandeira da vitimização, como essa “ida” da polícia a UM sindicato, é mesmo isso: Completamente ridícula, mesmo que verdadeira.
    Querem ver que cada vez que um polícia, um magistrado , um juiz excede as suas competências, vem aí o Salazar de botinas calçado?
    Querem ver que cada vez que um projecto de Lei é chumbado pelo T. Constitucional, a democracia está em perigo?
    Volto a repetir: O uso da “ameaça à democracia” para impor o imobilismo e os interesses das corporações, é manifestamente uma acção reaccionária e anti-dialética.
    A Democracia não é uma paragem de autocarro. É o próprio autocarro, mas em movimento!
    MFerrer

  27. há quem se perca pelos futebóis, vocês perdem-se pelo socratismo (valupi e nick), ao ponto dos vossos argumentos serem uma cópia da demagogia deste socialismo de gavetão.

    para tirar o retrato a esse senhor que vocês veneram, que a minha avó se ainda estivesse cá, chamaria, “Sócratos”, basta observar a sua política para o ambiente como secretário de estado e a como primeiro-ministro. então a sul do Tejo, é de bradar aos céus, com os atentados que já estão por aí…

    não são só os ministros do “tortas” que têm qualquer coisa contra os sobreiros e contra a bolota…

  28. “Volto a repetir:” Não se volta a repetir, repete-se e pronto, quando diz duas vezes repete, quando diz três vezes repete e assim sucessivamente até ad nauseam ;-). Quanto ao teor do comentário é mais do mesmo!!!!

  29. “Antão Pinto, diz-nos tu, então: quem é que mandou a polícia a um sindicato? Acima de tudo, responde lá a esta pergunta: para quê? Vou repetir: que vantagem teria o Governo em criar um conflito que misturasse polícias e sindicatos na forma noticiada”

    Valupi A resposta à pergunta “Antão Pinto, diz-nos tu, então: quem é que mandou a polícia a um sindicato?”. Eu não lha posso dar, provavelmente estará melhor relacionado do que eu para quem de direito lhe responda. Eu apenas tenho a certeza de ter existido algo que é mau em democracia.

    Para quê? Essa é mais fácil tem até várias respostas plausíveis uma delas podia ser por exemplo: a quem não interessava a manifestação?

    que vantagem teria o Governo em criar um conflito que misturasse polícias e sindicatos na forma noticiada Essa parece-me evidente que o objectivo não era esse mas nem sempre se conseguem manter a situações sob controlo não é?

    Quanto ao comunicado da ASPP, esperava o quê que dessem tiros nos pés? pois ser gente simples mas não são estúpidos! Não acha?

  30. Nik, nem mais.
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    MFerrer, excelente análise.
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    luis eme, mas de que falas? E quem te impede de estabelecer essas relações de causa-efeito? Venham elas, não te fiques pela acusação vazia.

    Eu não votei PS, nem vou votar. Mas também não quero ser imbecil. Este é um Governo profissional, que respeita as instituições, que promove uma cultura de aprendizagem e revitalização, e que agarrou no País quando ele tinha batido no fundo com os Governos de Guterres (o segundo, e sua fuga), Barroso e Santana. Se queres negar as evidências, não te invejo a sorte.
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    Antão Pinto, para quem já conseguiu ir buscar o Humberto Delgado a propósito de um caso isolado de comportamento supostamente duvidoso por parte de um par de agentes a recolher informações legítimas, a situação não deve ser fácil. Mas há algo que te poderá ajudar, e é isso de admitires que os agentes da polícia também podem ser pessoas de bem. Acredita, a vida corre muito melhor quando se consegue controlar e reduzir a paranóia.

  31. Caro Valupi, lá fui dar uma vista de olhos pelas palavras sábias da Ferreira Leite e a coisa é tão simples que até enerva, a opção da senhora é a que o meu tio Bettencourt sempre advogou. E, já se sabe, o meu tipo Bettencourt era espantoso nisto das coisas simples.

    Mas a questão é outra, caro Valupi. A questão é determinar a eficácia e a aplicabilidade destes discursos. Repare-se, os partidos mais pequenos podem dizer o que lhes apetecer, estatisticamente não serão governo, logo, têm a impunidade assegurada. É divertido, soa mais ou menos como o Luís Filipe Vieira dizer que este ano é que o Benfica é campeão. O pessoal fica entusiasmado, aquilo é que é falar, mas, no fundo, todos sabemos que não, que não é este ano, nem para o ano.

    Os partidos com algumas possibilidades estatísticas de ser governo um dia destes têm um problema para resolver. Têm que ser prudentes no discurso, não vá dar-se o caso de serem confrontados com a possibilidade de ter que fazer aquilo que prometem e, por outro lado, têm que falar no escuro, há informação que não dominam. Porque, chegando lá, acontece o que acontecia ao Senhor Ministro da série, quando, na melhor das intenções, metem mãos à obra para cumprir as promessas, lá está um qualquer Sir Humphrey a dizer-lhes que é uma boa ideia despachar os funcionários públicos em massa, mas, já agora, o ministro das finanças manda dizer que não há dinheiro para todas as reformas antecipadas. Ou que é muito boa ideia, sim senhor, tirar o imposto sobre produtos petrolíferos aos carros eléctricos. Mas, já agora, senhor primeiro-ministro, assine aqui este documento a dizer que se aumenta o IVA para cobrir a perda de receitas do ISP, se faz favor. Não tinha pensado nisso, senhor primeiro-ministro? Pois…

  32. Primeiro, Não admito que os guardas (não agentes) da policia também podem ser pessoas de bem, tão somente, porque acho que não podem ser, visto que a sua grande maioria JÁ o É!

    Tudo os resto são as suas diatribes, mas já estamos habituados a que alguns levantem poeira!

    Acho que é uma pena que vá desperdiçar o seu voto, pois se acha isso tudo deste excelente governo, devia votar nele, asseguro-lhe que conheço muita gente que vê menos virtudes no actual executivo e mesmo assim vão brindá-lo com o seu voto!

    Seguramente compreendeu o que quis dizer com o caso do Humberto Delegado, mas senão compreendeu terei todo o gosto em clarificar!
    O foi ilustrar uma situação que ocorreu sem haver mando por parte do Govreno de Lx. Ou seja, só aconteceu porque um Policia mais zeloso tomou a seu cargo a tarefa sem que ninguém lho ordenasse ou sugerisse até!
    Está gora claro?
    Se não diga que posso fazer um gráfico a cores!

  33. Não me surpreende já nada no actual P. S. D.! Porque também, em verdade, dele já não espero nada mais. O seu papel histórico encontra-se, de facto, esgotado, quanto a mim…

    Tenho até a sensação de que este Partido, na prática, já nem existe. Grande parte do seu espaço político e elitoral foi definitivamente ocupado pelo P. S. de Sócrates e o restante divide-se em vários grupos bem distintos: o dos políticos que se encontram já “no Poder” a partir de Belém; o dos populistas que aguardam melhor oportunidade para se arriscarem; o dos “intelectuais” que esperam até ver no que dá a reconfiguração da Direita após a implosão derradeira do P. P. após a extinção da sua expressão parlamentar (já nas próximas eleições?); os novos valores que carecem ainda de experiência e maturação para, a seu tempo, refundarem, espero bem que em moldes diversos do que foi o P. S. D., o espaço político e ideológico da Direita conservadora, mas democrática, mais ou menos liberal (eis a maior questão em aberto…).

    Isto porque, se analisarmos bem, desde a demissão de Sá Carneiro de Secretário-Geral (?) do Partido em 77, que o P. S. D. entrou numa crise de indentidade profunda e nunca bem cicatrizada, que originou cisões e errâncias várias, agravadas trágicamente com a morte prematura do seu fundador e líder “natural”, crise que só foi mais ou menos interrompida, ou talvez disfarçada, no chamado “consulado” cavaquista, que nunca mais se repetiu, até porque surgiu num contexto histórico irrepetível (os “milhões diários” que entravam em Portugal vindos da C. E. E….).

    Aguardemos pois a continuação (com conclusão cada vez mais previsível) desta história nos próximos… meses (para as questões conjunturais, nomeadamente a da liderança, que forçosamente se irá colocar, se não ainda antes, logo após as legislativas!), ou anos (para as questões estruturais, nomeadamente eventuais cisões, ou “repartição” do Partido em várias forças políticas novas)…

  34. não se trata de qualquer acusação, mas sim de uma constatação (minha, claro), feita a partir de alguns dos teus “posts” e respostas a comentários, Valupi.

    mas não vem qualquer mal ao mundo por seres “socrático”, nem ao Nick, que mete no mesmo saco comunas, bloquistas e laranjinhas, enquanto navega noutra onda…

  35. Antão Pinto, desconfio que terás de estudar melhor a morte do Humberto Delgado. Se pode ter acontecido algum “excesso de zelo”, ou mesmo acidente ou desvairo, também é verdade que a PIDE esteve directamente envolvida e é a responsável pela morte. Seja como for, comparar esse caso com os desgraçados dos agentes que foram fazer perguntas a um sindicato (logo a um sindicato!) é puro delírio.
    __

    Antº das Neves Castanho, outra excelente análise. Muito bem.
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    luis eme, não me referia a mim, mas ao que disseste do Sócrates, do ambiente e da Margem Sul. Eu convivo em alegria com a (minha, claro) lucidez.

  36. O Valupi continua a não querer compreender a comparação é só pelo facto de ambos não terem mandantes só operacionais, está agora claro? Ambos resultam de excesso de zelo não é? Ou melhor não é o que nos querem fazer crer?

    Embora eu saiba que não há charrua que lavre chão estéril!

    Ah! O que e leva a crer que não estudei o dito facto?

    Todas as restantes ilações retiradas comparação só servem para distrair o atenção, como dizia o outro é só fumaça!

  37. Antão, mas como é que ter dois agentes da PSP num sindicato a fazer perguntas sobre uma manifestação que irá ocorrer, e é legal, pode configurar qualquer perversão, ainda para mais atribuível ao Governo seja lá de que forma for?

    Tu é que não queres compreender o teu erro nascido da paranóia; e daí ninguém te tira, pelos vistos.

  38. Pois se calhar é isso mesmo, é só a minha paranóia. A coisa passar-se como diz é quase tão certo como Vexa ser o pai natal ;-)

    Assim como os manifestantes de Guimaraes ;-)

  39. Dispendioso Comendador, imperdoável falha atrasou-me o comentário ao teu comentário. Coisas da tecnologia. Pois gostei muito da referência ao Benfica, esse clube que serve os habitantes do bairro da Luz, e que para pouco mais serve. Quanto ao resto, fiquei preocupado. Intuo uma funda descrença nas tuas palavras, um peso da realidade transmitida pela ficção que inibe os melhores e tolhe os mais valentes.

    Ora, mesmo que seja assim (e é, pois se até passa na televisão), continua a valer a pena (lá está, a pena) ser a excepção (sim, ser excepcional). E é isto, e sempre o foi.

  40. O Nik imagino a onde que você prefere! E até o compreendo!

    Se está com cieiro trate-se use uma pomadita isso pode alastrar, já agora tenha atenção para não apanhar herpes!

    Ah, quando for à farmácia comprar a pomadita peça também um complemento para estimular a actividade do córtex, pode ser que ajude a compreender algumas coisas! Se isso não resultar passe pelo oftalmologista porque também pode ser um questão de visão!

  41. Caro Valupi, estava eu aqui à beira da taquicardia, verificando que o meu caro dispensava os seus favores a outros comentadores que nem são Comendadores, dando-lhe a primazia dos encómios e relegando-me a mim para a obscuridade.

    Verifico, agradado, que assim não o era, que foi o sistema.

    Em verdade lhe digo, curvo-me perante a sua perspicácia, a sua lendária intuição, essa capacidade de ler as entrelinhas e entender o meu descrédito na política. Assim é, de facto. Décadas de observação ensinaram-me a relativizar, a aceitar que tudo me escapa, que nada é o que parece.

    Maneiras que assim é. E é pena, um tipo com as minhas potencialidades, devidamente orientado para a cidadania e para o serviço ao próximo era capaz de dar, no mínimo, um presidente de junta de freguesia à maneira.

    (Vou ali dar cabo de uma garrafa de Veuve Clicquot, de tal maneira me sinto feliz por afinal não ser nada, afinal o meu Caro ainda me estima…)

  42. Antão Pinto, onde é que você foi buscar essa história de que o Delgado foi assassinado por excesso de zelo? Isso é a defesa do Rosa Casaco, o PIDE que chefiava a equipa de assassinos. Veja lá as suas fontes. E leia o relato do julgamento, pois parece que ainda dispõe de informações dos anos 60!

    Ibn Erric, com a conversa a resvalar para pomadas, recomendo-lhe a si que besunte o qu quiser com elas e vá praticar o seu desporto favorito.

  43. Das duas uma ou ou Nik estava distraído ou então sofre de analfabetismo funcional. Lei-a novamente, agora com atenção, se mesmo assim não perceber, não desespere, ainda há uma hipótese para si, inscreva-se nas novas oportunidades!

  44. Analfabeto será você, que nem sequer sabe escrever. O que é que este seu período quer dizer?

    «O foi ilustrar uma situação que ocorreu sem haver mando por parte do Govreno de Lx.» (Antão Pinto, Set 9th, 2008 at 13:42)

    Você ainda não conseguiu aqui expressar uma única ideia clara, com princípio meio e fim. A sua argumentação é fragmentária e confusa, sem um fio condutor lógico. As suas meras bocas com acusações são confusas e ambíguas. Até agora você ainda não identificou o sujeito da oração, quando afirma que alguém mandou ou enviou a polícia a um sindicato. Recusa-se a fazê-lo, confessando mesmo que não sabe responder à pergunta do Valupi. Como este último já lhe disse, a analogia com o assassinato do Delgado é completamente desadequada e despropositada, por todas as razões. Está há muito provado, quer em tribunal, quer por investigações posteriores, o envolvimento directo do governo de Salazar e da chefia da PIDE no assassinato premeditado de Delgado. Em contrapartida, as suas acusações vagas, baseadas unicamente em processos de intenção e comparações disparatadas, não passam de bolas de sabão. Tenha juízo!

  45. Nik, pode fazer a fumaça que bem entender, pode, dar uma de pseudo erudito, mas como certamente saberá não é isso que lhe dá muita razão? Ou será que eu ando enganado e a retórica prevalece sobre a verdade?

    Infelizmente gente como Vexa. parece não conseguir relativizar as questões, porventura não compreendeu a comparação. Paciência! Porventura não compreendeu a ironia da comparação, paciência! Ou se calhar compreendeu e decidiu agarra-se à única tábua de salvação que o discurso lhe lançava.
    Enfim, faz-me lembrar outros que não tendo argumentos se lançam aos faitdivers.

    Quanto ao meu discurso, para si, talvez seja, confuso! Até posso concordar consigo, como confuso será para si a trivial função de Ackerman, mas deixe lá a vida é mesmo assim!

    Não se esqueça de ler Voltaire talvez lhe faça bem!

  46. Retórica é só o que você tem, e sem gramática. Agora pôs um ponto de interrogação numa afirmação… Então, Antão? Escreva português, homem!

    A sua modesta ironia até já vou entendendo, tentando ler nas entrelinhas do que você julga que escreve. O que não entendo é o paralelo que pretende traçar, a bico de prego, entre um caso esclarecido e um caso inventado, baseado em processos de intenção e acusações de oração sem sujeito.

    Eu li Voltaire ainda o Antão Pinto não era ovo.

  47. Uau, até já adivinhou a minha idade! Sim senhor, Nik é de homem!

    E adivinhou como? Nas entre linhas?

    Pois, gramática, de facto, não é a minha obra de cabeceira. Sabe eu e o Cintra nunca fomos muito próximos, o Lindley Claro.

    Ora vejam só, o Sr reparou num ponto de interrogação trocado com um ponto de exclamação. Pois é, se desse mais atenção ao conteúdo e menos à forma talvez compreendesse alguma coisa, assim …..

    Muito provavelmente só consegue identificar o sujeito em frase do tipo “O Nik não percebe peva”.

    Quanto a Voltaire, ainda bem que leu ,assim saberá porque lhe podemos dedicar a Diatribe do Doutor ;-)

    Se têm assim tão provecta idade para ter lido Voltaire quando eu ainda nem era ovo, está tudo explicado. É senilidade!

  48. Ui, acabou-se a pilha do pacemaker?!. Hum será ponto de interrogação, exclamação ou final, diga-nos lá Stor!

  49. pois meus caros, e assim podeis continuar, que se aprende muito nestas bandas, além de que a próxima não escapará. Outrossim, cá ficamos à coca…

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