A direita e o seu folclore

Assistir à degradação, estupidez e violência da direita portuguesa – a qual domina por completo as principais instituições políticas, os principais meios de comunicação social, os principais grupos económicos e os principais gabinetes de advogados – chega a ser um espectáculo admirável. Tanta gente junta, com tanto poder, saída das melhores escolas, rodeada do maior conforto, usufruindo da maior segurança, detendo todos os meios políticos para decidirem e realizarem, e o resultado é o empobrecimento, a miséria e o desespero de uma população inteira.

A história da direita portuguesa, tirando certos casos individuais, é uma tragédia de um provincianismo soberbo e bacoco. Não foi por acaso que ser presidente da assembleia geral da Associação de Folclore da Região de Turismo dos Templários valeu a Miguel Relvas a valorização do seu currículo pela Universidade Lusófona.

38 thoughts on “A direita e o seu folclore”

  1. a pressaõ sobre o tribunal constituiçao,faze lembrar aquele criminoso que assassinou quatro pessoas, e o seu advogado de defesa pede ao juiz clemencia,pois o homem tem cinco filhos menores para educar.

  2. Não é escândalo ser doutor à “Relvas”, administrativamente.

    Já no dia 26 de Abril de 1974 se criou aquela de somar dois valores à nota dos alunos vítimas de todos os professores do 24 de Abril.

    Era no tempo dos professores saneados.

    Por isso há “reaças”!

    O mal do país não são os doutores “Relvas” mas os professores que um dia foram alunos “saneadores”

  3. reaça eu fui vitima de 2 diretores no ensino secundario.a consolaçao que me resta é que ainda hoje quando me cruzo com o sobrevivente lhe digo sempre ” nunca mais morres meu filho da puta.a seguir a abril,foi para o mdpcde.(os verdes de agora) para quem não era nascido na altura.

  4. A investigação a canudos obtidos ou por dinheiro ou por trafico de influencias partidárias nao se deve ficar pelo triste do Relvas.
    Ha por aí muita gente que seguiu as mesmas pisadas.

  5. É exactamente nesse estilo provinciano, soberbo e bacoco que se pode inserir
    o inquilo de Belém e a sua estimável esposa! Reveja-se as provas dos pratinhos
    ontem em Setúbal !!!

  6. “…a seguir a abril,foi para o mdpcde.(os verdes de agora) para quem não era nascido na altura.”

    ganha juízo pá! não digas asneiras, não fazes a mínima ideia do que foi o mdp, da importância que teve na oposição ao regime da outra senhora e na formação da consciência política de um povo anestesiado pela ideologia do estado novo.

  7. “E eu a pensar que o Mdp era um satélite do pcp”

    isso foi quando a comunada quis tomar conta daquilo e a coisa acabou.

  8. O rato dos canos nao percebe nada de nada. Só lê as selecções do readers digest e pronto julga que ja é culto

  9. era para admirar se a comunada não reescrevesse a história do mdp. não tarda estás a reivindicar a paternidade do satélite e a organização do congresso de aveiro. ganhem vergonha e não se apropriem do trabalho alheio, chega de unicidades sindicais e controlo de opinião.

  10. “Alguém me sabe dizer o que pensa Sócrates da licenciatura do Relvas ?”

    se calhar pensa o mesmo da licenciatura do carvalho da silva e outros trabalhadores estudantes do pcp.

  11. Ó nunocm pelos vistos as que levas-te dos tais 2 directores do tempo fascista não se perderam, porque pelo que demonstras no que escreves aprendeste coisas para caraças.

    E tu ó Bento, não tenhas dúvidas que nem dez anos de Gulag, que não sei onde fica, só no cinema, mas uns anitos na ilha do Tarrafal talvez me fizessem bem, pois que muitos anos injuriei e duvidei do homem de Santa Comba.

    Os tantos dissidentes que fugiram do pcp ainda se refugiaram e consolaram nos outros partidos, mas eu que não sou dissidente de qualquer porra vou recorrer a quê? ó Bento?

  12. ignatz,tens razaõ até abril no papel do mdpcde,depois houve uma colagem evidente ao pcp e dai o seu apagão,até ao seu desaparecimento,certo?os verdes não têm passado (foi um partido criado depois de abril por zita seabra)nem futuro fora da coligaçao,

  13. reaça, não conheçes o meu trajeto estudantil .se o conhecesses,talvez não fosses tão ligeiro na tua avaliaçao.a forma é importante,mas não tenho duvidas de que naquilo que escrevo,na maioria das vezes sou assertivo.

  14. reaça, gulag, não é nenhuma terra, mas a abreviatura da direçao geral dos campos de trabalhos forçados,na urrs.

  15. Experimentem trocar neste ‘post’ a palavra direita por esquerda, vão ver que vai dar precisamente na mesma coisa. Os conceitos e as acusações são perfeitamente permutáveis. Dito por outras palavras, têm a mesma função que a camisola durante um jogo de futebol: separar visualmente as equipas dentro do campo – estes são do Benfica e aqueles do FC do Porto, mas todos são jogadores de futebol.

    Com a crise e a total falta de perspectivas, esta retórica, que já ultrapassou largamente a data de consumo, serve agora como um óptimo jogo de memória para quem sofre de alzheimer, mas também para canalizar o compreensível mal-estar da população a nosso belo prazer para a esquerda ou para a direita…

    Tem um inconveniente.

    Como a dicotomia (a diferença entre os jogadores) é artificial, para poder funcionar vai ter que ser alimentada constantemente, como a caldeira de um comboio a vapor. Ao parar corre-se o risco do público adormecer nas bancadas. A futebolização ideológica da política nacional tem que estar em constante efervescência…

    Os analistas políticos seguem o exemplo, mas sobretudo o sucesso dos jornais desportivos: no nosso país as publicações diárias deste tipo são abundantes!!!

    Haverá assim tanto a dizer, depois de termos visto o jogo e conhecer o resultado?

    É claro que não, mas contudo as almas-crentes-povo-rude vão ser espremidas como um limão pelos analistas depois de terem sido aldrabadas pelos políticos…

    Os italianos lá acabaram finalmente por perceber esta vigarice, e é por isso que votaram maioritariamente em Beppe Grillo – num partido que quer acabar com os partidos. Fartaram-se. Nós ainda não estamos lá. Temos a paciência e a resignação do Alentejano e vamos aguentar com o fardo ainda durante algum tempo:

    porque o Relvas não tirou o curso das acções do Cavaco que por sua vez roubou um apito em ouro que o Pinto da Costa tinha oferecido à namorada que fugiu prá França com o Sócrates num submarino do Portas…

  16. Ó Carmo da Rosa, se meteste a “rosa” no teu nome para ver se o que pensas e o que escreves se torna menos malcheiroso, enganaste-te redondamente!!!

  17. carmo da rosa, tens todo o direito a seres um bronco ilustrado, mas pelo menos a lógica ainda vais ter de respeitar. Se trocares no texto o termo “direita” pelo “esquerda” estarás a dizer que a esquerda “domina por completo as principais instituições políticas, os principais meios de comunicação social, os principais grupos económicos e os principais gabinetes de advogados”, e isto, para além de ser uma aberração que apenas encontra espaço na cabeça dos alucinados, também assinala que estás a precisar de ir comprar mais uma caixa de comprimidos. Rapidinho.

  18. “domina por completo as principais instituições políticas, os principais meios de comunicação social, os principais grupos económicos e os principais gabinetes de advogados”
    Está a ver como não era assim tão difícil?

    Instituições políticas:
    . . Tribunal Constitucional: check (dispensa explicação)
    . . Governo: check (impostos cada vez mais altos, cada vez mais taxas, o pouquíssimo que fazem para reduzir o peso do Estado é o que o acordo com a troika obriga)
    . . Assembleia da República: check (propostas para redução da despesa pública: zero)
    . . Presidente da República: deixa (e muito bem) a gestão do país para quem foi eleito para o gerir

    Principais meios de comunicação social: CHECK

    Principais grupos económicos: check (vivem do Estado)

    Principais gabinetes de advogados: check (vivem do dinheiro que conseguem que seja transferido do Estado para os principais grupos económicos)

  19. ”Ó Carmo da Rosa, se meteste a “rosa” no teu nome…”

    Ó Cícero, tu podes nas calmas meter o Cícero no olho do cu porque não tens qualquer laço afectivo como o nome, mas não é o meu caso, o nome foi-me dado à nascença e nada posso fazer.

    Se tivesse podido escolher, é claro que o ‘rosa’ ia logo à vida, sempre achei flores uma coisa piegas e de maricas. Se fosse eu a escolher teria optado por um nome mais estrondoso, para me sentir mais à vontade nas tertúlias de Cascais ou nos bares da moda do Bairro Alto: VALUPI por exemplo…

  20. Valupi, sempre molto simpatico!

    A total falta de lógica é pensar que a dicotomia esquerda vs direita é baseada em lógica. Ora, tenho imensa pena mas não é. (Talvez seja em Cascais, mas fora de Cascais evapora-se).

    A direita domina as instituições políticas e os meios de comunicação

    Para fazer uma afirmação deste tipo é preciso primeiro definir o que entendemos por direita e esquerda. Não chega dizer que a esquerda é uma coisa boa e que a direita, por oposição é uma coisa má – para tranquilizar a nossa paranóia infantil, soixante-huitard…

    Durante muito tempo o convénio sobre a definição de base, era que quem defendia os interesses das classes trabalhadoras era de esquerda, e de direita os que defendiam o patronato e o capital. Isto também era válido para os regimes: capitalistas, de direita versus socialistas, de esquerda.

    Esta definição pode ser hoje deitada ao lixo. Mesmo em Cascais.

    Toda a gente actualmente (já) sabe que todos os regimes socialistas, sem excepção, trataram sempre muito mal as classes trabalhadoras. É precisamente nos países capitalistas que os trabalhadores ganham mais, têm mais direitos e sindicatos livres para os proteger. (Até a China já percebeu que tem que se capitalizar (‘direitizar’) para os seus trabalhadores pelo menos não morrerem de fome!)

    E a prova é que os trabalhadores portugueses que nos anos 60 deram o salto para escapar aos salários de miséria do regime Salazar, muito sabiamente, não emigraram para a União Soviética nem para Cuba, mas sim para França, Alemanha, Bélgica e Holanda. Onde o capitalismo reinava e pagava (e paga) decentemente a quem trabalha.

    E o mais interessante é que a mesma opção foi feita pela juventude portuguesa da média burguesia que escapava à Guerra Colonial. E estes tinham a caixa dos pirolitos atulhada de ideias vagamente marxistas (mas indiscutivelmente boas, de esquerda). Pouquíssimos foram parar a paraísos socialistas, e os que foram, foi por engano e ficaram arrependidíssimos… (As gajas mais boas sempre estiveram do lado contrário do muro de Berlim).

    Mas apesar dos emigrantes portugueses contribuírem consideravelmente para a economia do país com envio de dinheiro, e serem por excelência a fina flor da classe operária, são ainda hoje paradoxalmente vistos como cidadãos de segunda por compatriotas que se consideram muito socialistas e muito de esquerda. Uma atitude bastante à direita, segundo a definição inicial…

    Sintomático do que estou a dizer, é por exemplo a manifesta dificuldade que certas pessoas têm neste blogue (indiscutivelmente socialista) em disfarçar o ódio de classe, de casta, de Cascais em relação a um pobre emigrante que tem a ousadia de duvidar das boas intenções de auto-nomeados socialistas!

    Esquerda. Direita. Só serve mesmo para marcar o passo, encher jornais e alienar as massas. Uma espécie de ópio do povo.

  21. estás errado, carmo da rosa, rosa é lindo com espinhos e tudo e tem nada que ver com mariquices. o portador da rosa é que tem mesmo de estar-lhe à altura – todos os dias. por isso, vê lá se te começas a esforçar.

  22. carmo da rosa, discutir a noção que cada um tenha do que seja a esquerda e a direita é legítimo, e útil, é até necessário para a saúde e reforço da democracia. Mas essa problemática ultrapassa o âmbito do texto, o qual apenas precisa do contexto partidário português para ser entendido. Nele, o PS é tradicionalmente de esquerda e o PSD tradicionalmente de direita. Nessa ordenação, o CDS é mais de direita do que o PSD e o BE e o PCP mais de esquerda do que o PS.

    Isto é simples.

  23. “Esquerda. Direita. Só serve mesmo para marcar o passo, encher jornais e alienar as massas. Uma espécie de ópio do povo.”

    deve ser por isso que de vez em quando apareces aqui a recitar salazar. se calhar tamém organizas excursões a stª. comba dão, mas ainda não tiveste coragem para contar à malta.

  24. Val

    Por falar de Cascais, poderias situar o João Cordeiro nessa dicotomia Direita/Esquerda?
    Só por mera coincidência, existem vários Cordeiros em Cascais que têm o mais variado tipo de negócios, no centro da vila de Cascais. Podes ver lá a Farmácia Cordeiro, Centro Clínico Cordeiro, Perfumaria Cordeiro, Centro Estético Cordeiro, Laboratório Analítico Cordeiro,…

  25. Olinda: ”….vê lá se te começas a esforçar.”

    Mais ainda?

    Olinda, achas que me esforço pouco? Mais do que isto sou preso, quando puser os cotos no nosso jardim à beira-mar plantado…….de rosas…

    Val: ”Isto é simples”

    Eu diria tradicionalmente simplista!

    Mas se o objectivo é não alterar a ordenação – o PS ficar confortavelmente no extremo centro do contexto partidário nacional -, mandar umas bocas na assembleia de vez em quando e sobretudo atestar as contas bancárias à custa do contribuinte, fantástico. Que se lixe o socialismo…

    Eu só estava a tentar dizer que até os italianos já começaram a topar que política não é o mesmo que futebol…

  26. sim, mais e mais, até fazeres jus ao nome da rosa. já pensaste na importância do nome que todos carregamos? tem uma narrativa que lhe damos, se formos interessados, e outras que poderão, se se interessarem, dar-lhe.

  27. Olinda,

    o nome não diz absolutamente nada sobre a pessoa – o verdadeiro claro. Ao contrário dos pseudónimos, que dizem muito mais, porque foram escolhidos minuciosamente pelos próprios para insultar sem dar a tromba publicamente…

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