A democracia é simples

O João Pinto e Castro escreveu um oportuno e sugestivo texto – Legitimidade – onde defende a posição daqueles que consideram ilegítimo este Executivo PSD-CDS. O desencontro entre as promessas eleitorais e a prática governativa teria retirado a legitimidade e deixado só a legalidade.

É uma ideia corrente, e até crescente, a qual foi igualmente usada para justificar o episódio no ISCTE com Relvas. Porém, é simultaneamente uma ideia ferida da mesma ilegitimidade se tivermos em conta o seguinte:

– Passos anunciou publicamente, e logo em 2010, a sua intenção de alterar a Constituição com o fim de reduzir o Estado Social a uma triste caricatura ou mera lembrança. Até lançou um livro a respeito do que lhe ocupava o bestunto que só um homem veramente invulgar conseguiria dar à existência.

– O maior partido da oposição ainda não apresentou, nem consta que vá apresentar, uma moção de censura.

– O Presidente da República tem a obrigação constitucional de dissolver o Parlamento quando os Governos perdem a legitimidade; seja lá qual for o critério da mesma e atente-se no histórico de Sampaio, tanto na polémica investidura de Santana como no seu desfecho.

A considerarmos este Governo como ilegítimo, então, e por inerência, temos de estender a ilegitimidade ao PS, ao Parlamento e ao Presidente da República. Este caminho não conduz a nenhum lugar habitável. Pelo contrário, exigir responsabilidades aos representantes legítimos – precisamente por deterem uma inquestionável legitimidade – seria a via mais rápida para uma alteração política na direcção do bem comum. E que seria preciso para tal acontecer? Apenas isto: que todos aqueles que apareçam nas manifestações de 2 de Março continuem a manifestar-se quando entrarem em casa, quando forem trabalhar, quando estiverem no café. Obviamente, nesses outros ambientes deixa de ser necessário gritar e não dará jeito estar sempre a descer avenidas e calcorrear ruas. Será, pois, o momento de pensar e falar. Pensar e falar. Pensar e falar. Pensar. E falar.

A democracia é simples. Os que não querem ser cidadãos é que dão cabo dela.

60 thoughts on “A democracia é simples”

  1. Val

    A democracia é simples, de 4 em 4 anos temos oportunidade de escolher quem nos governa. Durante os 4 anos entre cada eleição temos tempo para pensar, falar e trabalhar.

    abraço

  2. fixei-me no último parágrafo onde está tudo tudo tudo o que é preciso reter – de outra forma só estamos a dar prosperidade aos sapateiros. a imagem da democracia, parada mas em movimento, a reflectir e a passar a palavra em prol de uma consciência colectiva estimula-me a fantasia do que é a realidade. vou lamber outra vez.

  3. Depois de o Valupi me ter chamado estúpido e sugerir que eu ando a comer merda às colheres, ao ler este post fiquei a pensar qual de nós será o estúpido e anda a comer merda. As alíneas (-) dois e três da postagem referem a passividade ou demissão dos orgãs de soberania que deveriam exigir e concretizar a demissão do executivo, por motivos muitissimos mais graves que aqueles ocorridos com Santana Lopes e fez Sampaio intervir, cumprindo o seu dever institucional.
    Pois bem. o que eu disse e o que disseram muitos dos que aqui vieram foi que os manifestantes “arruaceiros” do ISCTE (para VGM, todo e qualquer manifestante quando o seu partido é governo) se substituiram, de certa forma, à inacção intolerável dos orgãos de soberania, face aos atentados descarados contra a democracia por parte de alguns governantes e do governo no seu conjunto ao implementar uma política que escondera aos eleitores. Todos sabemos quem são os donos da comunicação social e todos sabemos que o poderio económico se aliou ao Presidente Cavaco para golpada. Com a completa manipulação da comunicação social até poderiamos dizer: “assim, qualquer um cai na esparrela”.
    Face a este panorama, onde vamos descortinar razões para condenar os manifestantes do ISCETE e defender a “ordem democrática estabelecida” e logo na pessoa do embusteiro político que é Relvas?
    Vou continuar a comer merda, Valupi. Prefiro-a, à tua democracia formal, que nem na forma é respeitada pelos eleitos governantes, quando fazem OE inconstitucionais, entre uma e outra brincadeira do Relvas ou do Gaspar.

  4. Acho que o programa que está a ser aplicado não foi sufragado pelo PSD. Passos Coelho não foi foi eleito directamente, pelo que as suas opiniões deveriam ser enquadradas com as do seu partido.

    Na minha opinião, há razões mais que válidas para considerar este governo ilegítimo: não sufragaram o que estão a executar, são incompetentes, Relvas, e não têm uma base de apoio social e partidário que lhes permita executar a “revolução” que pretendem. Nem grande parte do PSD é favorável ao que se está a fazer.

    A democracia não pode ser um sufrágio de 4 em 4 anos, em que os deputados se desligam do país, e a vontade popular é suspensa. Para quem acredita na democracia, esta austeridade tem que acabar pela simples razão de o país, maioritariamente, estar contra. Aqui deveria entrar o Presidente da República, mas deve estar mais entretido a espalhar nutela e compota ao mesmo tempo…

  5. democracia é cumprir e aceitar as regras do jogo, a saber:

    . passos já disse tudo e o seu contrário, programa 360º, mas o que conta é a folha a4 redigida pelo catroga, revista pelo relvas e sufragada em junho 2011.

    . moção de censura do ps só tem utilidade se o cds+pcp+be votarem a favor, o que é impossível causa da coligação com cds, o pcp nunca vota propostas do ps e o bloco tem sempre umas originalidades não compatíveis.

    . o cavaco teve tanto trabalho para eleger um governo psd e agora querias que o demiti-se? e os fantasmas da coelha, bpn e caderno de encargos do oliveira e costa?

    há muito que isto deixou de ser um estado de direito, as regras democráticas deixaram de ser cumpridas e a eleição deste governo um embuste. a solução em ambiente democrático é o boicotar legítimo do que for possível dentro da legalidade possível e cagar nos preconceitos e visões valupianas de democracia em sociedades que dão resto zero.

  6. “Passos anunciou publicamente, e logo em 2010, a sua intenção de alterar a Constituição com o fim de reduzir o Estado Social a uma triste caricatura ou mera lembrança. …”
    Já o programa eleitoral do PSD nada diz sobre este assunto. Como foi baseado nele que o PSD ganhou as eleições, estamos perante uma deriva ao que foi prometido aos eleitores.
    Certo?

  7. Pedro, és estúpido ou comes merda às colheres?
    __
    aquaporina, apresenta aí um modelo de democracia melhor do que o actual, para podermos aprender contigo e mudarmos as coisas.

    __

    ignatz, se há muito isto deixou de ser um Estado de direito, isso explica também muito do teu pensamento. Mesmo assim, ainda te peço um informaçãozinha: há muito, quando?
    __

    Pandil, claro que estamos, e é uma deriva nunca antes vista nem sequer considerada possível. Mas a questão é a de saber se tal retira legitimidade ao Governo, especialmente quando o maior partido da oposição não apresentou uma moção de censura e o Presidente da República continua a não encontrar razões para dissolver o Parlamento.

  8. O merceeiro e contribuinte Holandês Soares dos Santos, disse a mesma coisa.

    A faca nas costas nos desempregados, nos reformados, nos trabalhadores, ja esta a ser preparada com uma aliança no horizonte entre os partidos da troika, da austeridade e do empobrecimento do país.
    O debate hoje na AR foi elucidativo, a política seguida por Holande é um exemplo.

    Que Deus os abençoe.

  9. “Mesmo assim, ainda te peço um informaçãozinha: há muito, quando?”

    desde que a justiça passou a ser exercida por justiceiros e vingadores, a polícia por pides, a comunicação social pelo sni*, governantes a governarem-se, conspirações e golpes de estado patrocinados pelo chefe máximo da nação. não ponho datas e dou nome aos bois porque já escreveste bués sobre isto e fico muito admirado por te teres esquecido ou será que vais negar anos de postes sobre o assumpto?

    * secretariado nacional de informação para os mais esquecidos

  10. “… especialmente quando o maior partido da oposição não apresentou uma moção de censura e o Presidente da República continua a não encontrar razões para dissolver o Parlamento.”

    oh santa ingenuidade! agora querias que o ps derrubasse o governo com uma moção de censura e que o cavaco dissolvesse o parlamento? se acreditas nisso, mete lá no requerimento para os lóreiros devolverem o que andaram a roubar.

  11. Pois, a democracia tem destas coisas também, não são apenas os eleitos os responsáveis pelo estado do país, são também os eleitores.

    Será que os partidos à esquerda do PS não sabiam o que é que iria acontecer caso o governo do PS caísse?

    Não sabiam muitos dos cidadãos irados que por aqui se passeiam, que os seus votos iriam contribuir para um governo de direita?

    Não exultaram tantos com a saída do PS do governo festejando a ocasião como se fosse uma vitória tremenda?

    Agora que tudo corre mal, que o presidente que deixaram eleger jaz morto e arrefece em Belém, que os partidos da direita escacam tudo a seu bel-prazer, que os “xuxialistas” elegem um cinzentão abúlico para os representar, que o mentor do BE fez o mesmo que fez o Durão Barroso, que o choninhas do Carvalhas vem chorar lágrimas de crocodilo sobre o passado recente, a miudagem desata a cantar a Grândola à espera que o governo saia pelo seu próprio pé, como se isto fosse uma história encantada?!

    Ai agora que a água está a chegar à boca dos melhor pagos e bem falantes é que é hora de reunir?

    Quantos é que ainda ficam em casa à espera que outros se manifestem por si? Quem são os laparotos que escrevem loas ao atual governo nos comentários da pasquinada? Quantos é que nós conhecemos que estão ainda convencidos que foi tudo culpa de gastarmos acima das nossas possibilidades?

    Se vocês lessem apenas algumas das intervenções que são aqui feitas, se, por acaso, reparassem que se lêem por aqui mais criticas a quem procura estar do mesmo lado da barricada do que aos da barricada contrária, talvez não estranhassem porque é que a direita parece ter sempre mais força, e porque razão estamos todos a afundar-nos em prol de um grupinho que nunca molhará as patas.

  12. o Dias Loureiro apareceu agora aqui, em lágrimas, a dizer que está arrependido e que está disposto a devolver o graveto desde que possa viver na democracia do Valupi.

  13. “ignatz, não pões datas nem dás nomes aos bois. Como eu te entendo.”

    não queres entender, o que é bem diferente. não pus porque achei que não havia necessidade, mas se queres aí vai:

    . justiça – casa pia, freeport, operações várias e sucatas com vista a criminalizar opositores políticos ou nomeação de branqueadores de processo quando a investigação recai sobre a direita

    . polícia – andaram a fazer escutas ilegais a 1/2 mundo, carvalho ex-sis

    . comunicação social – guedes, crespo, cerejo, damaso, etc.

    . gamanço nacional – bpn, bpp, nacionalizações por adjudicação directa

    . presidente – intentona, asfixias, discursos-deita-abaixo-que-é-sócras

    o que é que queres mais? ahhh… as datas, vai-tu que eu tenho mais que fazer.

  14. Portas apela a “realismo consensual” e Seguro diz que há “partido bom e partido mau” no Governo

    Como eles se começam a entender

  15. desde que não se entendam com a comunada, tudo bem. além do mais 7% devotos é pouca crença para tanta fé. aliem-se ao garcia pereira se querem ser maioritários.

  16. Ignatz

    Lê com atenção a notícia e nao ligues ao título. Pensei que tinhamos todos aprendido com a historia do Paulo Campos, em nao ficarmos só pelos títulos.

    Abraço

  17. @ francisco rodrigues: epá estive agora a ler tudinho e chego a uma conclusão: para 3700 euros por mês de ordenado que ganha o Francisco Rebelo na qualidade de assessor do Governo poderia tentar escrever umas redacções mais densas do que este chorrilho de populismo barato! Mas se calhar é pedir muito… O que o Paulo Campos me ensinou é que vivemos num país de canalhas em q

  18. @ francisco rodrigues: epá estive agora a ler tudinho e chego a uma conclusão: para 3700 euros por mês de ordenado o Francisco Rebelo poderia tentar escrever umas redacções mais densas do que este chorrilho de populismo tão barato que nem vendido ás fatias numa loja do chinês! Mas se calhar é por isso mesmo que foi escolhido…

  19. oh arre-macho latino! qual foi a parte da carta que não percebeste? o que eu não entendi são os € 3,800.oo/mês pagos pelo estado a um jornaleiro de merda repescado na secção laranja do dn para assessorar um 1º ministro que diz o que lhe vem à cabeça.

  20. “Lê com atenção a notícia e nao ligues ao título.”

    é precisamente isso, tirando o título aquilo não tem nada para ler.

  21. Ignatz

    Tu é que sabes o que querias dizer, mas nao vejo grande relaçao com o Estado de Direito em que vivemos.

  22. Teofilo M, muito bem.
    __

    ignatz, tens uma noção do que seja o Estado de direito que explica cristalinamente a razão pela qual te arrastas em caixas de comentários.

  23. “ignatz, tens uma noção do que seja o Estado de direito que explica cristalinamente a razão pela qual te arrastas em caixas de comentários.”

    não, mas vou encomendar um estudo e quando tiver tempo faço um ensaio sobre a problemática das arrastadeiras. se entretanto quiseres contribuir para o peditório podes usar esta caixa de esmolas.

  24. Valupi, eu não digo em lado nenhum do meu comentário que este modelo de democracia não me serve. O que acho é que há coisas que um governo democraticamente eleito não pode fazer. Uma delas é mudar radicalmente o modelo social e económico que nos trouxe até aqui, sem isso ser explicado e sufragado devidamente. Daí a referência ao Presidente da República, que deveria ter um papel mais activo nesta situação toda.

  25. aquaporina, onde é que no actual modelo de democracia e de regime está um impedimento constitucional ao que o Governo está a fazer?

  26. a democracia pressupõe isso mesmo, Teófilo: que uns vão para a rua gastar solas e cordas e que outros fiquem em casa a procurar soluções ou a fazer o buço se apetecer.

    já me manifestei, e em discurso directo, ao governo: escrevi-lhe uma carta.

  27. Se é certo que nenhuma norma constitucional foi claramente violada (excepto nos sucessivos orçamentos que vão tendo normas inconstitucionais), não se pode considerar que o regular funcionamento das instituições democráticas não é posto em causa quando um partido leva a cabo um programa radicalmente diferente daquele que foi sufragado, alterando dramaticamente o nosso modelo de sociedade. O governo não tem mandato para isso, e o Presidente da República deveria passar essa mensagem ao governo e parlamento.

  28. aquaporina, ora, tendo em conta que o Presidente não passa essa mensagem, e tendo em conta que o Parlamento também não a acolhe nem a expressa, onde está a ilegitimidade? Só se for na opinião avulsa deste e daquele. Mas tal, como espero que concordes, não chega para retirar a legitimidade a um Governo.

  29. o canotilho manda dizer que

    “… o estado de direito deve ser entendido como o estado propenso e organizado ao direito; é um estado ou organização político-estatal com tarefas e atividades limitada pelo direito.”

    “… no estado de direito há uma estrutura estatal em que o poder público é definido e controlado por uma constituição, em que o poder público é regido por normas jurídicas.”

    e que é para aplicar a todos, separação de poderes e respeito ao direito do indivíduo.

    as interpretações manhosas da lei e os expedientes dilatórios são o pão-nosso-de-cada-dia que o presidente, governo, maioria de direita, tribunais e polícia usam para contornar as limitações de poder que têm quando querem aprovar ilegalidades, branquear assaltos ou eliminar adversários políticos.

  30. Sim, concordo quando dizes que nem o Parlamento nem o Presidente veiculam essa ideia. Mas isso não apaga, nem valida, uma atitude pouco séria e democrática por parte do governo. Do ponto de vista formal, quase nada pode obrigar um Presidente a dissolver o Parlamento. Mas se pensarmos na legitimidade política, acho que este governo há muito deixou de ter condições para governar com normalidade.

  31. aquaporina, continuas a confundir legitimidade com concordância. O regime democrático tem na eleição o modo como a concordância e a discordância se instituem legitimamente. É esse o principal exercício da soberania democrática. Depois, caso haja razões para destituir um Governo de maioria parlamentar, qualquer Presidente da República o pode e deve fazer. Assim, tenho estado apenas a recordar que na eventualidade de a população considerar ilegítimo este Governo só terá de fazer chegar esse juízo a Belém – sob pena de também o Presidente ir pelo mesmo caminho e o regime cair.

  32. Valupi, de acordo. Mas, um partido que promove uma verdadeira fraude eleitoral para ser governo, perde legitimidade política, e acho que isso é algo que deve ser tido em conta. Mas sim, este enfraquecimento político não corresponde a um impedimento legal à acção do governo.

  33. Ahahah …O Valupi é um pandego
    Pode.se mentir à vontade que os 4 anos estão garantidos, com legitimidade democrática claro está.
    E isto tudo para prevenir o futuro Governo PS

  34. aquaporina, essa “legitimidade política” é julgada nas urnas. É a lógica do sistema eleitoral. Olha o caso do PS em 2009 e de como todos os manifestantes que enchiam a Avenida da Liberdade desde 2007 e 2008 ao lado dos professores diziam que a “rua” estava a mostrar maior legitimidade do que o Governo. Mas depois o PS ganhou as eleições.
    __

    João, larga o vinho.

  35. Valupi, é julgada nas urnas mas não termina aí, tal como Sampaio o demonstrou. O caso do Sócrates é um pouco diferente: um grupo corporativo uniu-se contra medidas que os prejudicavam particularmente. Mas claro que o julgamento da legitimidade política é difícil, especialmente se o Presidente da República não existir.

  36. aquaporina, exacto. Mas repara também como as sondagens não dão a maioria a nenhuma força política e os valores do PSD + CDS continuam a ser fortes, especialmente dada a mentira da sua campanha eleitoral, a situação de crescente pobreza e as falhas e insultos do Governo.

  37. A democracia é simples a estupidez é que complica tudo

    Hitler e o seu partido chegaram ao poder eleitoralmente. Logo durante os anos do mandato podiam matar os judeus todos.

  38. que comparação estúpida, Bento. as medidas que o governo, que ganhou as eleições, toma, boas ou más, nem sequer são terríveis para todos: por exemplo, a indústria dos rissóis nunca esteve tão bem e conheço algumas fábricas que estão agora, pela primeira vez, em processo de internacionalização. a legitimidade é sempre subjectiva – ao contrário da ilegitimidade. de outra forma já não lá estavam.

  39. As medidas tomadas pelo Hitler não foram terríveis para todos. A esmagadora maioria da populacao alemã apoiou estas medidas.
    Este é o raciocínio do autor deste Blogue. Ou não é?
    O governo foi eleito em democracia logo pode tomar as medidas todas que quiser porque é legitimo, mesmo que o governe à revelia do seu programa eleitoral que foi a única coisa que foi plebiscitada.
    As políticas seguidas por este governo não foram nunca plebiscitadas pelo povo português , desta forma o governo não tem legitimidade para governar nesta base.
    É neste sentido que o povo se manifesta e exige a sua demissão.
    O mesmo fizeram os Islandeses que na rua fizeram o governo demitir-se e o Parlamento. Foi antidemocrático por nao esperarem novas eleicoes ?

    Brincamos com coisas serias.

  40. não. aliás, se leres tudo o que está para trás, sem enviesamentos para mera opinião que é sempre subjectiva, percebes a diferença. é que não consigo mesmo explicar melhor do que o autor do blogue quando diz tudo em duas palavras: legitimidade e concordância.

  41. Hoje o TOZE entre outras medidas vem propor o aumento do salario minimo. Curioso , vendo o aqui em baixo

    Projeto de Resolução 551/XII

    Aumento do Salário Mínimo Nacional. [formato DOC] [formato PDF]

    Autoria
    Jorge Machado (PCP) , João Oliveira (PCP) , Bernardino Soares (PCP) , Jerónimo de Sousa (PCP) , Bruno Dias (PCP) , Paulo Sá (PCP) , João Ramos (PCP) , Francisco Lopes (PCP) , Miguel Tiago (PCP) , José Alberto Lourenço (PCP) , Honório Novo (PCP) , Rita Rato (PCP)
    PCP

    2012-12-27 | Entrada

    2013-01-03 | Admissão

    2013-01-03 | Anúncio

    2013-01-03 | Publicação

    [DAR II série A Nº.58/XII/2 2013.01.03 (pág. 105-107)]

    2013-01-03 | Baixa comissão para discussão

    Comissão de Segurança Social e Trabalho – Comissão competente

    2013-01-04 | Apreciação

    [DAR I série Nº.37/XII/2 2013.01.05 (pág. 21-30)]

    Discussão Conjunta
    Tipo Nº Título
    Projeto de Resolução 541/XII Recomenda ao Governo o aumento imediato do salário mínimo nacional em 2013.

    2013-01-04 | Votação Deliberação

    [DAR I série Nº.37/XII/2 2013.01.05 (pág. 38-38)]

    Votação na Reunião Plenária nº. 37
    Rejeitado
    Contra: PSD, CDS-PP
    Abstenção: PS
    A Favor: PCP, BE, PEV

  42. Bento

    Pelo exemplo de Hitler é que temos de ter muito cuidado com a democracia. Pois nao podemos andar distraidos e deixar a comunada chegar ao poder, para que nao nos aconteça o mesmo que aos judeus.

    Tens de saber mais um pouco de Historia. O Hitler chegou ao poder, mas mal tomou posse, a primeira medida que tomou, foi deitar fogo ao parlamento, para que os deputados nao tomassem posse. Acho que tal situação nao aconteceu por aqui.

  43. “Hitler e o seu partido chegaram ao poder eleitoralmente. Logo durante os anos do mandato podiam matar os judeus todos.”

    o stalin foi nomeado pelo polibturo e não é por isso que a folha de serviço lhe fica atrás.

  44. “Projeto de Resolução 551/XII

    Aumento do Salário Mínimo Nacional. [formato DOC] [formato PDF]

    blá… blá… blá…

    Votação na Reunião Plenária nº. 37
    Rejeitado
    Contra: PSD, CDS-PP
    Abstenção: PS
    A Favor: PCP, BE, PEV”

    perda de tempo com inutilidades sem votos para serem aprovadas e que servem para massajar o ego da comunada que vota contra tudo e todos que não pertençam à agremiação recreativa do pirescoxo.

  45. Francisco Rodrigues, segundo a Wikipédia, o incêndio do Reichstag foi antes da tomada de posse do Hitler.

  46. Hoje não há dúvidas sobre quem foi o responsável pelo incêndio do Reichstag, tendo sido carreadas para o processo provas de que o jovem comunista Marinus van der Lubbe foi o responsável pelo evento.

    A máquina de propaganda nazi encarregou-se de fazer o resto, acusando o partido comunista de estar por trás do atentado o que até parece não ser verdade, e conseguindo convencer o presidente Hindenbur a publicar o Reichstagsbrandverordnung que, basicamente, cancelava as liberdades fundamentais, deixando a Hitler e seus capangas a porta aberta para a implementação do seu Nacional-Socialismo.

    Em 1933, os comunistas, sob a batuta do pateta do Estaline tentaram transformar o pobre taralhoco do van der Lubbe em nazi, mas os comunistas holandeses e franceses não engoliram a peta, bem como o anarquista alemão Rudolf Rocker que sempre se bateu contra este tipo de contra-informação em que os estalinistas são exímios.

    Tentar confundir o nosso estado atual com a alemanha pré nazista é apenas mais uma atoarda que, para já, não tem sentido nenhum.

  47. os maiores aumentos do ordenado minimo foram no governo socrates.se não houve mais um para cumprir o acordado na conçertaçao social, devemos à santa aliança coma a direita para o derrube do governo.os esquerdelhos e social-fascitas que visitam o aspirina ,enchem a boca de democracia e do seu incumprimento por parte do governo de direita,com remorsos da merda que fizeram ao lá coloca-los.remorsos? agoram cobram ao ps por não pedir a sua demissaõ com objectivo claro de haver novo pote. o ps só deve pedir eleiçoes quando o povo estiver farto deste governo e lhe der uma maioria nas sondagens ao para governar sem ter que aturar os traidores da classe operaria.

  48. A democracia é simples, mas a conjuntura europeia é complicada. Isto é, Portugal está inserido num espaço europeu e actualmente está dependente de um empréstimo de instâncias externas para sua sobrevivência. Logo, as promessas eleitorais do PSD caiu inevitavelmente em saco roto. Não vamos por aí. E, para que haja futuro para o país, é necessário profundas mudanças. Até na vida das pessoas. Os paraísos artificiais conduz a isto. O resto é politiquice restrita ao nosso quintal que só serve para dividir os portugueses e encher os jornais e outros meios de comunicação de lixo e palermices.

  49. WHAT???

    (Ok, cheguei atrasada, felizmente…mais que fazer que vir escrutinar diariamente a pharmácia)….People! O que é que se passa aqui? Um governo legitimamente eleito está autorizado durante quatro anos a actuar ilegitimamente contra a constituição, a seleccioar grupos de cidadãos como bodes expiatórios, a descumprir o que prometeu, a fazer o que lhe apetece, a vender o país a saldo (monopólios como a energia e a água a privados sem concurso claro, por exemplo), e não podemos fazer nada senão ficar quietinhos durante quatro anos até botar o papel na caixa? Eu sei que 39 anos de democracia podem ser poucos para apagar os outros 48 , mas porra, deixem de ser mulas. Não é só o povo eleitor que tem de cumprir o compromisso: o contrato é bilateral.

  50. Ignatz

    És uma personalidade muito eclética, até sabes quem é o justin bieber. Estou a ver que vais ao concerto do rapaz e levas a Edie para ficar na fotografia ao lado dele. Com sorte o JB ainda lhe faz uma serenata em palco.

    Mas olha que a última vez que saí, para dar um giro pela noite lisboeta, ainda constava do repertório do barman o J&B.

    Ouvi dizer que o justin bieber é muito apreciado nos alunos de Apolo aos Domingos à tarde, onde tu, com a pinta que demonstras ter, deves ser presença assídua.

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