A crise zen

Na entrevista desta noite, Vítor Gaspar repetiu a promessa de já em 2013 termos o sarilho resolvido. No final da legislatura, 2015, estaremos melhor do que nunca, afiança.

Bom, foi para isto que PSD, CDS, BE e PCP derrubaram o Governo PS. E foi nisto que os eleitores votaram, encarregando Passos Coelho da tarefa. Isto é a democracia a funcionar, pelo lado dos vencedores.

Parafraseando o Ministro das Finanças, podemos ficar absolutamente tranquilos. Com a prática, e muito chá, até conseguiremos levitar.

12 thoughts on “A crise zen”

  1. por acaso. :-) até as cortinas e a bandeira estavam, num ambiente verdadeiramente zenástico, cor-de-rosa. (espero não ter sido, apenas para mim, um mimo do meu écran) :-)

  2. Foi apertadinho (podia ter sido mais, com mais tempo) e saiu…um pingo de nada, o que significa que estamos tramados, não restam dúvidas. Quando é que se demitem???

  3. Garantido, podem registar, depois disto tudo, em 2015 a dívida será muito maior do que agora, aliás como já está previsto no programa de governo deste ministro.
    Por mais chá que possa haver o que realmente mais vai levitar é a dívida.

  4. A parte do brilhante discurso foi quando lhe foi perguntado:
    -Ah! O sr. fez isso para jogar pelo seguro.
    Resposta do calhordas:
    – Não é nada disso. Eu fiz isto para me assegurar de que…
    A besta não fez isto para jogar pelo seguro mas sim para se assegurar.
    Ou o homem se assusta quando lhe falam em seguro ou pensa que está a falar para os tolos do PPD que papam tudo nem que seja caca.
    Aliás caca foi o que esta entrevista produziu em maior quantidade.

  5. Edie: demitir?
    Acho que o pessoal ainda não se apercebeu bem da cena.
    Agora, vão mamar com eles, pelo menos (repito: pelo menos), até ao fim da legislatura.
    O Presidente? Esqueçam, pertence à pandilha.
    A comunicação social? Hahahaha!
    O povão? A borregada que já conhecemos ( e se calhar ainda vão perseguir o Sócras).
    Só se implodirem, mas enquanto houver mel no pote, vai ser difícil.

  6. O entrevistador esteve bem, apesar de poder ter ido mais longe na exploração das contradições, mas o que se percebia era um tratamento do entrevistado do tipo “Fragile. Handle with care”.
    Vitor Gaspar esteve bastante mal. Nicolau Santos e Helena Garrido, nos comentários posteriores, bem arranjaram o eufemismo do costume nestas circunstâncias: o ministro tem uma linguagem codificada, não é fácil a quem não é especialista perceber, etc., etc. Na minha opinião, é muito simples: bastas vezes meteu os pés pelas mãos, nomeadamente na questão da subida do IVA para o ano, cujas receitas já estão previstas e quantificadas, e na relação disso com a descida da TSU. Foi vê-lo passar rapidamente para a redução da despesa antes que se enterrasse de vez… E também sobre o tema da despesa, andou um bocado a navegar.
    Depois, aquele optimismo verbal totalmente a despropósito e totalmente contrastante com o seu ar de sofrimento soou mesmo a combinação política prévia.
    Enfim, espremido, deu zero e a capacidade para ir para a arena sem rede é muito pouca.

  7. Como a análise sobre o conteúdo da entrevista já foi feita pelos anteriores comentadores , resta-me fazer uma pequena apreciação sobre a postura. Reparei que o modo de comunicar era coloquial , de igual para igual, contrastando com o ar e o tom de professor primário -(como se dizia no meu tempo) – que ele usa sempre que se dirige aos Deputados ou ao povinho.

  8. Pois, Vieira, acho que já lá vão os tempos em que as pessoas se manifestram junto ao Palácio de Belém, pedindo ao Jorge Sampaio para acabar com o governo Santana Lopes… e ele acabou. (tantos SMS, na altura, a dizer “Caiu!!!”)
    Agora iríamos para Belém fazer o quê? Comprar pasteis?

  9. O Vítor Gaspar é tudo menos zen; é o perfeito do empecilho. Porque é que o senhor não vai para a Madeira, ou sei lá, para Samora Correia… O facto é que algumas mulheres apreciam-no, e isso faz-me sentir a distância que separa, efetivamente, os géneros e os sexos. Quando o ouvia falar, tive várias vezes vontade de lhe partir um azulejo na cabeça, e isso só me costuma acontecer quando estou a ouvir o discurso do Cavaco demenciado (o discurso, claro). E depois, sobre a entrevista em si, achei aquilo tudo um jogo de sedução mutualizado: eles amavam-se notoriamente, evidentemente, indiscutivelmente. Aquilo nem foi tanto uma entrevista, quanto foi uma massagem ao ego. O Vítor Gaspar está-se a borrifar para o país, e isso vê-se pela forma como procurava (?) olhar para as câmaras. Lamentável.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.