46 thoughts on “Cosmovisão dos agressores de Vital”

  1. Ai , ai , ter partido é lixado. faz-nos perder o bom senso. e à vista de todos.
    ganha juizo e deixa de defender o indefensável. é tudo farinha do mesmo saco , cheia de parasitas esquisitos. outro saco é do que estamos a precisar. que tal dar uma oportunidade aos outros 10 partidos que existem para lá dos estafados ps , psd , cds , pcp , be ? qual é o medo ? não sabem, governar? e os outros souberam?. acresce que de 4 em 4 anos há eleições. logo o prejuizo nunca seria muito. e quem não arrisca não petisca.

  2. Não recomendo nenhum em especial. agora há um leque bem alargado de partidos para além dos de sempre , que de certeza irão de encontro às diferentes formas de ver o mundo. e merecem que vão lá ler os programas e que reflictam sobre eles. e que tenham em conta que na hora de votar em cada um desses partidos pequeninos estão a votar em alguém que não deve favores. e como não deve náo teme. não teme a justiça , por exemplo. e talvez a ponha a funcionar. e o funcionamento da justiça é prioritário , é prioritário que os juizes recuperem a sua independência. porque desde o processo casa pia que não o são. sei-o de fonte segura. há um antes e um depois casa pia na justiça. não pode haver promiscuidade entre poderes que deveriam estar separados. e com os mesmo de sempre , cheios de rabos de palha , jamais o conseguiremos. a única solução é mandá-los à uva.
    pessoalmente gosto do movimento social liberal : ok , bué certinha naquilo que dependo de todos , a economia , bué espalhafatosa naquilo em que não dependo de ninguém , nem ninguém depende de mim.

  3. Não recomendo nenhum em especial , até , porque as minhas escolhas pessoais são minhas. fruto de comparações , de um crescimento pessoal , ” de mis circunstancias” . só quero que toda a gente possa pensar além daquilo que lhe dizem que é bom através do marketing politico. só quero que pensem , que vejam que há alternativas ao status quo , que há mais mundo para além dos donos do estado ( e sabia tão bem tirar-lhes a propriedade). se pensarem ao contrário de mim , paciência. emigro ,daqui por uns tempos para Marrocos. a minha reforma , cá , na europa , não vai ser gasta.

  4. Se o Vital Moreira é candidato do pS devia ter estado no desfile da UGT. Eu fui espreitar e não o vi lá… Safa!

  5. mf, e que te faz pensar que os outros à tua volta não pensam? Por que razão alguém que queira votar PS ou PSD não pode estar a ser tão livre, informado, ponderado e responsável como tu idealizas?

    De resto, o ser “pequeno” ou o nunca ter sido Governo não é argumento político que valha para alguma coisa. O PNR é pequeno e nunca governou, achas que merece uma oportunidade?
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    claudia, mas vai passar?
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    formigas, se tu não sabes, tens de comprar um televisor. Ou, em alternativa, obteres acesso à Internet. Dizem que até dá para ver vídeos e tudo. É do caneco a Internet, tens de experimentar um destes dias.
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    jcfrancisco, estás a dizer que Vital não devia ter ido apresentar cumprimentos à CGTP?

  6. É inqualificável, o que fizeram, mas o «risinho» do homem enquanto era apupado e a comparação com o Soares e a Marinha Grande… O tipo não se enxerga, é o que é…

  7. O capitalismo é o pior sistema económico, à excepção de todos os restantes. É como, no plano político, a democracia.

  8. A força do capitalismo está em que, mesmo quando mete água por todos os lados, não precisa de nehum partido para o defender. Todos o preferem espontaneamente, até os russos e os maoistas. Alguma coisa deve ter de bom, não sei…

  9. Lá estás tu a usar aquilo dos psi ….PNR não , claro . Mas MRPP ? porque não? O garcia pereira até parece ser honesto.
    E andei a ler para aí umas coisas acerca de democracias um bocadinhooooo mais democratas e efectivas que esta e parece que os governos são sempre de cooligação entre uma porção deles , 4 ou 5…às vezes mais. Serve isto de argumento político?

  10. Foi provocar a mando de Sócrates numa tentativa de capitalizar votos, vitimizou-se esperando assim demonstar com o seu ar sereno que é um democrata. Lamentável este homenzinho

  11. Politikos, o risinho que te irritou era um riso nervoso, não cínico. Tal como a comparação com a Marinha Grande, se pensarmos no assunto, equivale à sua própria negação. E, sim, Vital sempre foi irritante pela pose ou estilo. Só que também é outras coisas, e boas.
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    claudia, não se consegue é imaginar outro sistema económico, pelo menos até a energia, o alimento e a saúde continuarem a ser recursos obtidos pelo trabalho.
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    Nik, nem mais.
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    mf, MRPP? Conta-nos lá, então, como é que seria ter um Governo MRPP? Que consequências políticas, económicas e sociais teria a aplicação das suas ideias? Quem seriam as pessoas do MRPP que iriam ocupar as pastas ministeriais, as secretarias de Estado, os lugares de confiança política na administração? Qual seria a posição de Portugal na política internacional? De quem seríamos aliados? Com quem teríamos relações comerciais? Como é que o MRPP lidaria com a banca e os empresários? Força, diz-nos como seria.
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    olho, tens de ir ao oftalmologista.

  12. Valupi, já viste o Wall-E? A energia, o alimento e a saúde são obtidos pelo trabalho? Tudo é feito por máquinas.
    Já estamos a caminho disso. São muitos os subsidiados pelos Estados. As máquinas fazem tudo. Somos todos aprendizes a morcões.

  13. claudia, pois, estamos de acordo. Quando as máquinas tratarem de tudo, só nos resta cumprir o sonho de Marx e ir para os ribeiros molhar os presuntos e tocar violino. Ele chamou a esse estádio último de perfeição da História “comunismo”.
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    olho, não precisas, já estás servido.

  14. bem Valupi, para os estóicos o signo era um incorporal, algo que implicava algo, e portanto não há que ter dúvidas que o Vital ter ido à manif da CGTP (e não à da UGT) visava uma provocação, nada de mais, velhos truques eleitorais para fazer um caso mediatizado,

    quanto ao capitalismo, sim alguma coisa terá de bom, mas esta crise com a dimensão que está por vir, e o seu porvir, são-lhe completamente imputáveis, e far-se-ão juízos de valor,

    entre o capitalismo e o socialismo proponho um qualquer simbiosismo, um terceiro termo que seja um modo, modalize a globalização,

  15. simbiolismo? e modalize uma distribuição mais igualitária de recursos, e promova a consiliência,

  16. Val, vejo que consegues categorizar com certeza que o risinho do Vital era «nervoso» e não «cínico»! Achei-o – opinião minha – além de irritante, provocatório.
    A comparação com a Marinha Grande é risível. É ter topete comparar-se com o Soares. Ainda recordo a reacção normal e indignada e até a coragem física do Soares perante o que lhe aconteceu. A comparação do Vital de tão infeliz só o apouca.
    Além disso, hás-de convir que demonstra pouca «inteligência emocional» – isto para não alinhar com as teses conspirativas de calculismo – enviar o Vital para ali. Avançando uma metáfora futebolística, era como, há uns anos, enviar o Figo para representar o Real Madrid num qualquer evento do Barcelona! É pôr-se a jeito.
    De todo o modo, nada desculpa aquilo. Há outros palcos e outras formas para se manifestar desagrado.

  17. z, essa tese da provocação é igual à que penaliza as vítimas da violação: “não tivessem entrado na coutada do macho ibérico”. Porque raio não vês na presença de Vital precisamente o oposto de uma provocação?!… É que ele foi apresentar cumprimentos à CGTP!
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    Politikos, também acho que a comparação com a Marinha Grande é infeliz, mas isso (para mim) apenas confirma que o homem se assustou com aquilo tudo e não se controlou emocionalmente. Trata-se de um desabafo de quem não está a ponderar a racionalidade da equivalência. Mas, e depois? Não vejo mal em que se descubra que Vital Moreira é humano, e tão frágil como qualquer um de nós.

    Quanto à tese da provocação, por favor, isso é estar a validar a violência. De resto, provocação a quem? À CGTP? É que Vital foi lá apresentar cumprimentos, portanto foi lá reconhecer legitimidade e mérito. Isto é simples de perceber.

  18. Vamos lá ver, Val. Eu não disse que o Vital foi para lá provocar a CGTP, «braço sindical» do PCP, do qual Vital foi dos primeiros «arrependidos», nem que alinhava na tese mais conspirativa da «provocação», como lhe chamas, disse que houve «pouca inteligência emocional» na «nomeação» dele para aquele fim, como os factos provaram, e que ele acabou por se «pôr a jeito» para o que lhe aconteceu. E ainda sublinhei que nada desculpa aquilo e que há outras maneiras de manifestar desagrado. Nada do que eu disse permite a conclusão de que, seja de que modo for, eu valide a violência ou o que aconteceu.

  19. Com certeza, Politikos, tens sido explícito na demarcação. Mas, mesmo assim, tentas justificar o injustificável. Afinal, que é isso da “pouca inteligência emocional”? Quem manda no PS é o PS. Obviamente, se estamos em campanha eleitoral para as Europeias, e Vital é cabeça de lista, a sua agenda comporta presenças em acontecimentos solenes como o 1º de Maio, é mais do que previsível. Se tudo não tivesse passado de uns apupos, não teríamos notícia, mas o que se passou foi de outra ordem. Por isso ficámos alarmados com a raiva de muitos ligados ao PCP e Bloco; e depois – claro – o PS fez o que lhe competia: tentou explorar a situação dramatizando o episódio.

  20. Valupi, não estou aqui a querer justificar ninguém nem deixar de justificar – estou a dizer que entra pelos olhos dentro que o gesto dele, ir lá à CGTP originava garantidamente apupos, como ele muito bem sabia e qualquer um. Foi uma encenação política.

  21. z, mas não são os apupos que estão em causa, são as agressões. E também a forma como o PCP reagiu no rescaldo.

    E que é isso de “encenação política”? Então, o PS não foi convidado pela CGTP? Ou o PS não pode estar no mesmo espaço público com manifestantes da CGTP? Por favor, falar em provocação é sempre uma racionalização desculpabilizadora da violência, e neste caso até fica caricato tendo em conta que Vital Moreira se deslocou lá para prestar cumprimentos e só lá esteve o tempo necessário para tal, ia logo embora para outro lado.

    Haja bom-senso, pelo menos, já que não há respeito.

  22. bem, tenho de confessar que não vi a televisão. Fazemos assim, esta encaixo eu como sendo tu quem tem razão, até porque em abstracto não tenho dúvidas de que assim deveria ser.

  23. Bonito val. A exigir o respeitinho, fica sempre bem. Mas ao que interessa, e sem justificar a violência como forma de acção política: 1. se o próprio vital queria que estas europeias servissem de facto ao debate da Europa, porquê andar dias consecutivos em gritaria de feira sobre se levou com água ou não, se lhe puxaram esta ou aquela peça de roupa ? 2. se se sentiu de facto agredido, porque não avançou com uma queixa na polícia? 3. Porque é que, ainda antes de ter qualquer indício claro (salvo prova) responsabilizar o PCP?
    “O PS fez o que lhe competia: tentou explorar a situação dramatizando o episódio” exacto!!!! Agora achar que lhe competia, parece-me ridículo. Isso é justificar o método da cotovelada e a política do espectáculo que tanto criticas nos representantes do PSD mas que, pelos vistos, no PS achas muito adequado. Faz pensar que não só o Pacheco padece de distanciamento crítico.
    E se tanto criticas, e a meu ver com muita razão a oligarquia obscura e bacoca que forma os bastidores do poder social democrata, onde está a tua análise do clientelismo, dos Rosados Correias, do soarismo?

  24. João do Lobo, trazes questões laterais, umas, irrelevantes, outras. Até parece que não leste ou viste nada sobre o acontecimento e pretendes, à mesma, ter opinião. Ligar a agressão ao PCP decorre do óbvio: a CGTP é uma extensão do PC e os que o agrediram berravam “traidor”. Não ter apresentado queixa foi sensato, senão estarias agora a dizer que o Vital, mais o PS, mais o Sócrates, perseguem tudo e todos, de jornalistas a sindicalistas e operários. E ter falado sobre o incidente como vítima individual, como fez Vital, ou como organização que luta politicamente por resultados eleitorais, como fez o PS, é normal e legítimo. Repara: o PS não instigou militantes ou simpatizantes seus a agredirem seja quem for, pelo contrário. O PS explorou a situação no sentido em que expressou a sua indignação e afirmou a sua diferença. Não há nada de errado nisso.

    A questão do soarismo e sua corrupção específica não me interessa nesta altura. Soares não é poder e não voltará a ser (só se for o filho…). O que fez entrou para a dimensão da investigação histórica, não tem influência na política presente (e faltam muitas informações, o tempo apagou muita coisa, morreram pessoas ou ficaram gagás, etc.). Porém, qualquer clientelismo, qualquer forma de corrupção, é um dano colectivo que atinge com maior, ou exclusiva, gravidade o povo. Tolerância zero, se possível.

  25. Val, pressupor que não li ou vi nada sobre o caso e que ando aqui a mandar bitaites, é uma forma polida de me considerar ignorante, e é de todo desnecessário. Lá por termos pontos de vista diferentes, não tenho necessidade nenhuma de descredibilizar a tua opinião por vias que não o argumento e agradeceria que fizesses o mesmo. Posto isto, acho que a tua resposta comporta alguns pressupostos que são, no mínimo, questionáveis. Primeiro, são conhecidas as ligações da CGTP ao PC (assim como da UGT ao PS), mas considerar ambas meras correias de transmissão partidária é redutor. Assim, a confusão que fazes entre pessoas presentes numa manifestação da CGTP (que podem mesmo assim nem sequer ser sindicalizadas), e militantes do PC não aguenta uma análise mais detalhada (e para que saibas, existem até muitos militantes do PS na CGTP). Segundo, existem indícios que apontam no sentido de terem sido pessoas ligadas ao Bloco que instigaram as transgressões, e nem assim acho que se pode responsabilizar um partido inteiro por actos de membros individuais que nem sequer estão num evento partidário. Terceiro, se se viesse a provar, tal como assumes, que existem partidos em Portugal que incitam a violência sobre opositores políticos isto seria um caso de polícia muito sério. É uma acusação que te desafio a fundamentar em algo mais que a tua impressão. Quarto, dizer que não foi apresentada queixa para que eu não achasse que o PS anda a perseguir todos é muito honroso da tua parte, mas mais uma vez não se sustenta na realidade. Se até agora membros ligados a este governo não hesitaram em apresentar queixa num sem número de casos bem menos graves que este (nalgumas com razão, noutros não – recordo por exemplo o do autor do Portugal profundo), não será certamente por essa consideração que não foi feito desta vez.

  26. João do Lobo, reafirmo a estranheza perante os teus raciocínios por causa de algo que ficou claro nas imagens: o grito “traidor”. Ora, traidor do quê? Do PCP, obviamente. Isso foi logo referido por Vital, e é uma evidência.

    Não se trata de ter existido um plano do PCP para agredir Vital, trata-se é de se ter feito ver que o PCP era, de alguma forma, cúmplice moral das agressões por não as ter repudiado (antes as tentou justificar).

    Se te referes aos processos postos por Sócrates, os casos foram muito mais graves do que este: estava em causa a sua honra. Com o Vital, apenas o seu casaco e camisa, apesar do susto.

  27. Pois bem, ainda há pouco acusaste-me de não estar informado, agora devolvo a acusação mas fundamentado-a. Admitir que por se chamar de traidor, tem que ser do PC e foi instigado é levar a especulação um pouco longe. E tanto é que a pessoa que aparece a gritar traidor é militante do Bloco e não do PC (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378806&idCanal=23). Depois, o PC não tentou justificar o acontecimento, mas sim declinar as acusações que lhe foram dirigidas: «O PCP manifesta a sua discordância e lamenta os incidentes verificados em Lisboa, num acto isolado de alguns manifestantes» mas «rejeita as acusações, insultos e calúnias dirigidas pelo PS contra o PCP».
    Quando comecei a ler os teus posts não imaginei que fosses tão formatado pelas grelhas partidárias para continuar a sustentar um argumento quando já muito pouco existe que o fundamenta. Eu admito que não sei a verdade última sobre o acontecimento, mas enquanto isso não acontecer, não conjecturo arbitrariamente.

  28. Não foi esse militante do Bloco que armou o banzé sozinho, ele apenas foi mais um de vários. E vários gritavam o mesmo, “traidor”. Tal como a reacção do PCP não se limitou à declaração que citas, mas teve vários protagonistas com várias afirmações.

    Entretanto, estás a confundir-me com o PS ou Vital Moreira, o que só em ti encontra explicação. Eu apenas falo do que vi e do que outros disseram, não sustentei nenhuma tese conspirativa ou atribuí responsabilidades. É para mim altamente provável que o acontecimento tenha sido espontâneo, mas há outras acções aparentemente espontâneas ou populares que são organizadas com a cumplicidade não assumida do PC e BE. É a história dessas organizações, e vem de muito longe.

  29. Ou seja, ainda que aches provável que seja uma situação espontânea, entendes que o PCP tem a tal, “cumplicidade moral”, porque instigou outras acções de forma não assumida (será genético?) e porque não repudiou (quando de facto o fez, e desafio-te a comprovar como terá “justificado” o ocorrido)? É um tipo de raciocínio que me escapa. Assim como o do Vital que “nunca disse que o PCP foi o responsável” mas quer que os comunistas lhe peçam “desculpas pelas malfeitorias”.
    Mas, e para rematar, onde queria chegar é tão só que houve um empolamento nítido do PS que, ao invés de debater a Europa, anda a procurar ganhar votos em questões laterais e pela forma mais fácil (explorando a sede de escândalo dos meios de comunicação social e seus públicos). E, a julgar pelo post, ganhou neste blogue um ajudante nessa sua tarefa.

  30. A cumplicidade moral do PCP resulta das declarações de vários responsáveis, no próprio dia e seguintes. Recomendo-te uma olhada na matéria, até porque é abundante. Mas, como é obvio, seria inviável que o PCP sustentasse oficial e definitivamente uma posição tão ambígua e cúmplice como a que foi expressa no calor do momento. Por isso ofereceu um texto para que amigos como tu o citem na ilusão de passar pela verdade toda, ou sua parte principal. E isso não passa de uma primária mentira quando deputados e dirigentes do PC chegaram a dizer que Vital é que tinha sido o provocador e até o “agressor do povo”.

    Vital fez o que achou que devia fazer, e virou o feitiço contra o feiticeiro. Pelas reacções virulentas, dá ideia que acertou no alvo.

    Essa tua ideia de que Vital é o candidato que não tem ideias para a Europa, e que se serve de estratagemas manhosos para fugir a esse debate, é patusca. Não sei é por quanto tempo a vais conseguir manter sem te rires sozinho.

  31. Mas quem disse que achava que o vital não tem ideias para a Europa?! Deves ler com mais atenção, não o disse nem o acho. Não é intelectualmente muito honesto atribuir algo que não é dito para depois refutá-lo. E é patusco. Simplesmente os estrategas da campanha sabem que é mais profícuo navegar um qualquer escândalo do que inculcar um interesse pelas questões europeias, bem ausentes do dia-a-dia da maioria dos portugueses.
    O que não quer dizer que o caso não merecesse alguma atenção: é sempre grave e lamentável. Mas, continua sem explicar porque, mesmo antes de qualquer declaração por parte do PC que pudesse suscitar a tal “cumplicidade moral” começaram de imediato exigir um pedido de desculpas do PC (quando a CGTP se apressou a fazê-lo)? E tampouco justifica o facto de terem continuado a alimentar a polémica ao longo de vários dias, em vez de esclarecer a questão pelas vias previstas (legais, naturalmente)? Porque, apesar de assumires que isto só não foi feito para não me dar argumentos (afinal o universo sempre conspira!!!!) entendo que qualquer agressão deve, obviamente, ser punida. Mas mais uma vez tomaste a liberdade de me atribuir um pensamento que não tive, ao assumir que eu interpretaria isso como uma perseguição aos sindicalistas.

  32. Quem diz que Vital não tem ideias são as tuas ideias. Pelos vistos, estás muito bem informado quanto à estratégia do PS na campanha das Europeias. Nisso levas uma enorme vantagem sobre mim, que apenas tenho à disposição o que aparece na comunicação social. E o que ela tem mostrado é que só um partido está interessado em discutir a Europa: o PS. Se tens visto os debates, se tens lido as declarações dos cabeças-de-lista, comungas desta opinião, aposto. Ora, como não comungas, tenho de concluir que não tens tido tempo para acompanhar os acontecimentos.

    Tenho de te lembrar que o PS não me consultou para tomar decisões nesta matéria da agressão a Vital. Sei que esta revelação te irá desiludir, mas é a mais pura verdade. Isso quer dizer que eu não faço parte dos responsáveis pelas posições do PS. Para mim, tanto se me dá, como se me deu, que o PS barafuste e mande vir com o PC durante 1 dia, 1 semana ou 1 século. Por essa e por outras razões, também não te posso acalmar na problemática de não ter existido queixa policial. Lembro-te, porém, que um cidadão agredido é livre ao ponto de não ter de apresentar queixa nas autoridades. Também te lembro que a agressão ocorrida naquela circunstância tem características específicas que não remetem tanto para um dano físico ou moral como para uma ofensa política. Nesse sentido, a decisão de não levar o caso para as autoridades parece não só sensata como lógica.

  33. Vá lá custa assim tanto admitir que o PS anda a fazer um aproveitamento político da situação?! Mas cuidado com essas manchas escuras que tens nos cantos da tua visão, são as palas partidárias… “Quem diz que Vital não tem ideias são as tuas ideias.” Ao que isto chega! Agora sim, rio-me sozinho e digo, leva lá a bicicleta.

  34. Deves estar com algum problema de memória. Que o PS tentou aproveitar politicamente a situação foi o que eu comecei por dizer. Mas o teu problema maior nem é esse, antes o achares que os partidos (ou será só o PS?…) não podem aproveitar politicamente as situações. Então, que raio devem eles fazer em alternativa? Aproveitar religiosa, científica, artística ou desportivamente as situações? Ou, pura e simplesmente, resignarem-se a não aproveitar situações?

    Estou certo de já teres uma resposta para esta questão.

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