A austeridade dava um livro

Na quinta carta aos indecisos – VIRAR A PÁGINA DA AUSTERIDADE, RELANÇAR A ECONOMIA – a matéria prestava-se a uma lição magistral. Afinal, se há questão da actualidade política que provoca mais dúvidas, mesmo entre supostos peritos em economia, é essa da racionalidade das políticas austeritárias seguidas na Europa a partir de meados de 2010. Inevitáveis? Duvidoso. Eficazes? Ainda mais duvidoso. De quem é a culpa? A direita diz que é do PS. O PS, desde Junho de 2011, nada diz.

A metáfora usada neste texto para [não] contar a história da austeridade em Portugal consiste na expressão “virar a página”. Impossível ser mais transparente: há que deixar o passado no passado, na página anterior, e tratarmos do futuro. Já chega de escarafunchar no PEC IV e no Memorando. Passemos para uma nova fase. Avancemos libertos dessa canga e dessa ganga. Viremos a página, pedem os socialistas.

Este absentismo, esta auto-anulamento, tem consequências eleitorais. Ao abdicar de lutar pela sua narrativa acerca das circunstâncias que nos levaram para a forma mais radical da austeridade, onde à Troika se juntou um Governo de fanáticos pelo empobrecimento, o PS deixa que se sedimente a ideia de que austeridade é o justo castigo pelos pecados cometidos enquanto Sócrates governou. Com isso, perde a razão moral para criticar o Governo quando este alega que teve de tomar as medidas que tomou por causa dos erros que herdou e por causa da necessidade de salvar o País. Resultado: o tópico do “foram além da Troika” perde impacto, relevância e até sentido. E não só, as próprias medidas de recuperação económica, essa promessa de meter mais dinheiro no bolso da classe média, ficam sujeitas à acusação de serem o regresso ao tal passado que nos trouxe a bancarrota, a austeridade e o sacrifício do Pedro para nos salvar.

Esta carta é mais um clamoroso falhanço político e de comunicação. Se os seus eventuais leitores fossem interrogados no final da leitura acerca do que o PS pretende fazer para “virar a página da austeridade”, não haveria um único que conseguisse dar uma resposta satisfatória. Nem mesmo a olhar para a página.

53 thoughts on “A austeridade dava um livro”

  1. Exactissimamente, Valupi! A direita e as “esquerdas verdadeiras” têm razões de sobra para andarem eufóricas com a desistência do PS na reposição da verdade dos factos. Se, mesmo assim, o PS ainda for o partido mais votado, só encontro esta explicação: o povo está tão desenganado e desiludido com os actuais governantes e com toda a política em geral que nem presta atenção à campanha eleitoral e vai votar com uma certa indiferença, “mudando por mudar”. O que se avizinha não trará nada de dramático. Digo melhor, não trará nada de mais dramático, porque já batemos no fundo. Os que desistiram do país emigraram. Os que ficaram já se resignaram a tudo, até mesmo a uma certa servidão. Aceitam tudo a troco de uma miserável e precária remuneração. Já se conformam em sobreviver apenas. Perante este panorama também não seria de admirar que as pessoas tenham já interiorizado que “mal por mal deixam lá estar estes, que até salvaram o país da bancarrota do Sócrates”. Se a direita fizer mais umas “jogadas” , pelo lado da justiça ou pelo lado da aldrabice, contando sempre com a ajuda inestimável da “esquerda verdadeira” , quem sabem não acabará roçando a maioria absoluta.

  2. Mas algum partido planeia alguma coisa em Portugal?
    Governam todos (e são oposição todos) pelo “método” da chamada navegação à vista.
    Como é que possível um país completamente falido como o nosso, ter como responsável das finanças uma fulana que nem sequer seria capaz de governar em condições uma Junta de Freguesia?
    Alguém tem algum desígnio para o país?
    Alguém sabe onde é que vamos estar (e ser) daqui a por exemplo 10 anos?
    A outra besta dos pasteis de nata falava em “bens transacionáveis”…, devia estar a esquecer-se da China e afins…
    Ir votar é legitimar esta gente sem qualquer categoria!

  3. Conclui Valupi:

    «Esta carta é mais um clamoroso falhanço político e de comunicação. Se os seus eventuais leitores fossem interrogados no final da leitura acerca do que o PS pretende fazer para “virar a página da austeridade”, não haveria um único que conseguisse dar uma resposta satisfatória. Nem mesmo a olhar para a página»

    Ora fui olhar para a página e dei logo de caras com a sintese que permitia responder sem grande dificuldade à pergunta, até pq é a última do texto:

    «O que propomos é, pelo contrário, o início de um ciclo virtuoso, assente na melhoria do rendimento e no incentivo do investimento empresarial.

    Mas, não tenhamos dúvidas, é, sobretudo, o emprego que permitirá criar confiança…»

    Portanto, Valupi, e uma vez que já demonstraste à saciedade que não vais à bola com o escriba de serviço, não achas que darias por muito melhor empregue a tua genealidade analitica fazendo pontaria aos discursos da direita? Já sei: os gajos só se ocupam da baixa politica. Felizmente têm-te a ti para te ocupares da alta politica, pois sem o teu contributo a oposição ao PS seria a miséria total.

    Lendo-te com alguma regularidade, percebe-se que tipificas o estereótipo de um certo modelo de cultura urbana. Com efeito tu sabes os nomes de imensas coisas; não parece é que saibas muito sobre essas coisas.

    Eu sei que pessoas como tu fazem imensa falta em todas as sociedades, pois sem utopias o mundo não avança. Mas uma coisa vou tendo como certa: não deixaria aos teus cuidados a minha horta.

    Saudações.

  4. concordo: ao não se tocar na origem das águas turvas muito dificilmente se entende o que estará para vir depois da porcaria que abunda na foz – uma espécie de omissão na promessa de ecossistema sustentável que gera entropia. nada clarifica.

    e depois aquela vírgula entre o abraço e o abraçante. ai que distância completamente desnecessária!

  5. O advogado do diabo continua a actuar com todo o empenho, veremos quem lhe vai aplaudir o desempenho.

  6. Pe rde impacto, relevância e até sentido o “foram além da troika”. Perde impacto, relevância e até sentido a pressão que grande parte do capitalismo português, de pacote bolachas, exerceu para voltar aos salários muito desvalorizados e condições draconianas de trabalho. Sempre escondidas sb o manto da produtividade e do viver acima das nossas possibilidades.
    Ganha impacto, relevância e até sentido, o discurso da mediocridade que nos governa do “mais vale ter um emprego de 300€ do que não ter nenhum”; do “estamos a crescer”; pasme-se, da “preocupação social”.
    Na realidade, o PS nunca foi um partido de rupturas. Nem mesmo de uma rupturazinha, daquelas que se tapam con silicone. Enfim, de novo, o Costa é o que nos resta…com o género epistolar. Incapaz de assumir o passado. Incapaz de projectar o futuro e desmontar o discurso dos manholas que o perspectiva. Impotente para dizer que muitos dos processos que, nestes últimos tempos, da democracia portuguesa lhe cairam em cima, foram políticos. Enfim como diz o camarada secretário-geral “Deixemos a justiça funcionar”. Tenho quase a certeza que o Tó Zé diria o mesmo. Meu Deus, e ainda nos falta ter de levar com o triste espectáculo que vai ser a esc olha do candidato a apoiar para as presidenciais. É a vida…

  7. “Ir votar é legitimar esta gente sem qualquer categoria!”

    mexe o cu e arranja gente melhor. o voto deveria ser obrigatório, quem não votasse pagava multa e ficava inibido de mandar palpites nos 4 anos seguintes. no tempo do botas ou da gloriosa urss não havia problemas desses, era tudo gente competente escolhida a dedo, poupáva-se nos boletins de voto e quem reclamasse passava uns tempos em caxias ou na sibéria.

  8. Nos meus tempos de serviço militar, era uso ouvir ao pessoal de Infantaria algo como isto:

    “Deus nosso senhor nos livre da nossa artilharia, que do inimigo nos livramos nós!”

  9. Entretando, mesmo a própósito, a CarnaSIC, passa em cima do programa da opinião pública, que só por acaso é sobre a situação política nacional, a notícia que o PIB cresceu 0,4%. O povão vai com toda a certeza rejubilar e eu e a minha Maria, dispensamos o arroz com frango e vamos num ápice adquirir uma viagem pás “Balbinas”. Rapaziada a Inventona de Belém…foi uma inventona. O discurso da noite da vitória do Sr. Silva só passou na minha televisão, ainda a preto e branco. As palavras sobre o estatuto dos Açores, idem, idem, raspas, raspas. A arenga a aquietar o maralhal sobre a pujança do BES, foi só “ouvista” por mim e por mais uma cambada de maduros que estão a arder. Vamos mas é oscular os nossos adversários e virar a página.

  10. Senhor Camarada, táxista, palhaço Teodoro.
    Sem qualquer dúvida por razões antípodas das do Teodoro, eu sou também um abstencionista.
    Devemos notar, para não incorrermos em mentiras ou ilusões, que a abstenção alcançou em Portugal que deviam obrigar o regime a profundas reflexões. Os abstencionistas perfaziam, nas últimas eleições, cerca de metade da totalidade dos supostos eleitores. Isto é muito grave.
    Mas seria sem dúvida interessante tornar o voto obrigatório e excluir os abstencionistas dos seus direitos fundamentais, nomeadamente o de livre expressão. Tal medida, penso, exponenciaria o universo demográfico da abstenção, mas exigiria, sem dúvida, a criação de um tribunal especial.
    Ora, imaginemos que eu era um indeciso que não lera nem tinha a intenção de ler os documentos programáticos do PS e me restringia a ler estas cartas, que penso dirigidas a quem não leu os documentos programáticos. Suponhamos mesmo que eu não falo inglês e não conheço a gíria da linguagem técnico-financeira da ”expertise” liberal nem as suas panaceias. E que pretendia entender a dinâmica da lógica dialética do ”ciclo virtuoso” e ponderar o que Costa promete para ”melhorar as condições para as empresas poderem investir” num prato da balança e o que promete para aumentar os rendimentos das famílias com dois propósitos, ”para aliviar a asfixia em que se encontram, mas também para melhorar as expectativas das empresas no aumento da procura”. Seria legítimo que concluísse que, na óptica medianamente ultra liberal de Costa o objectivo do alívio da minha asfixia e da minha família se torna válido mediante a sua contribuição para o aumento das expectativas das empresas?
    Mas que empresas? Costa tem o cuidado de diligentemente fazer um catálogo das famílias e sujeitos asfixiados. da classe média, aos trabalhadores em situação de pobreza.
    Mas de que empresas fala Costa, assim sem qualquer discriminação? Os bancos incluídos? Os monopólios? A SLN, que propôs ao estado e aos credores um regime eufemista de insolvência?
    É óbvio que as cartas em nada contribuem para aclarar as minhas dúvidas. Eu nem sei o que é um ”startup”.
    Mas podem contribuir para resolver a minha indecisão e para que permaneça em regime de abstenção.
    E, com franqueza, já nem sei o que poderia Costa fazer para alterar a minha disposição.

  11. Corrijo.
    ”(…) para que permaneça em regime de abstenção se não me resignar ao voto útil…”.

  12. dáss… que são duros de ouvido, hipóteses:

    a) democracia – participas, escolhes, votas, eleges, fiscalizas e tens livro de reclamações
    b) ditadura – não tens a trabalheira acima e nem livro de reclamações
    c) tamém podes brincar ao crusoe, mas tens que arranjar uma ilha deserta e rezar para que não te descubram.

  13. Caramba! Assim fico cheio de medo!
    Começa a parecer-me que a vossa democracia é mais drástica do que qualquer ditadura.
    Mas continuamos a ser nós quem é duro de ouvido!
    Tu ouves o que dizes ou lês o que escreves?
    Cada uma das tuas proposições tem talvez um cento de fórmulas, excepto a última, o goulag, o vosso goulag.
    Pensa um pouco antes de começares a escrever. Talvez resulte.

  14. Castro Nunes,

    Tal como o Valupi tb vc está tapadinho de boas razões. Mas nada disso obsta a que eu continue a pensar que vcs se entretêm a discutir questões de pantelhos em pleno acto sexual. Vamos lá acabar a função, nem que tenha de ser de luzes apagadas, que depois logo se discutem as questões da depilação.
    É que para quem, como eu, vive no interior, as perspectivas são muito simples: mais quatro anos desta politica e passa a ser virtualmente proibido viver por aqui. O fecho de hospitais, escolas, correios, serviços, transportes, tudo, transforma os fogos de verão numa brincadeira de crianças. Portanto a mim basta-me quem me dê algumas garantias de que vai tentar ( reparem, eu já nem exijo que prometa, quanto mais que consiga…. ) nivelar este plano inclinado.

  15. ehehheheh. ehehhehe.

    Resumindo e concluindo: os governantes da Oposição são abstencionistas e, à semelhança de alguns do dispensário, escrevem ar e vento, mas nem o bastante para fazer mover a máquina.

    Por isso, um numbejonada é ESSENCIAL ao país. Abstencionista, defensor da inteligência de SALAZAR e de robin hoods contemporâneos, práticos, com soluções exequíveis e com resultados. Proponho que Isaltino Morais governe. Pode roubar à vontade, desde que haja para todos. Ou qualquer outro ladrão, desde que este não tenha no seu curriculum vitae « fui apanhado».

    O gajo das falácias e que sabe de repolhos, que explique o que é um PANTELHO. E não foi distração, que o «a» está muito longe do «i». Fui.

  16. Em linha com o meu ultimo comentário, veja-se este post do FL na Publico:

    http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2015/08/31/algumas-coisas-que-a-esquerda-tem-a-aprender-com-a-direita/

    Excelente no diagnostico, para depois se espalhar na solução: nada do que FL propõe como alternativa se consegue concretizar sem o exercicio do poder pela esquerda. Ora em matéria de estratégias de conquista e exercicio do poder, FL lidera, comobem se sabe desdes o chumbo do PECIV.

  17. Caríssimo José Rodrigues.
    Embora abstencionista renitente, talvez por mania, moda, ou outro tique qualquer, eu parti sempre do pressuposto de que no PS, no PCP, ou no BE houve sempre socialistas genuínos, democratas e republicanos.
    É possível que haja também salazaristas genuínos no CDS e no PSD, mas não tenho por hábito meter a foice em seara alheia. Cada um monde a sua.
    O que posso deduzir da tua interpelação é que apelas também ao voto útil, o que poderia ser, sem dúvida um argumento de peso, conquanto Costa, em vez de se sair com prosa de pacotilha, a prometer que, nas suas demiúrgicas mãos, a mirífica terapêutica democrata liberal garante aos portugueses uma agonia suave em regime de cuidados paleativos, prometesse, simplesmente, cortar o caminho à direita, suspender o itinerário e mobilizar os mecanismos constitucionais, ou mesmo extra constitucionais capazes de devolver aos cidadãos os meios para uma participação activa e cidadã, activa e continuada, nas decisões do poder político.
    É curioso que cites Louçã, sabendo todos que se tornou inviável a convergência de Louçã com o PS e dos dois com o PCP, para encontrarem formas, operacionais e não retóricas, de apear a direita. E sabendo também que, pelo que tem sugerido, Costa está mais afim de uma coligação estratégica com o CDS ou de, em nome da estabilidade e do compromisso do pacto do memorando, governar em regime de maioria parlamentar com a coligação.
    Os grandes objectivos de Costa, como suposto ideólogo-prático do liberalismo tecnocrata, estão condicionadas pela ”estratégia”, como refere, embora encumiasticamente, o Valupi.
    O que nos resta saber, após lermos Costa e Louçã e rastrearmos as suas práticas políticas?
    Resta-nos saber que convergência é possível em torno ou em redor do voto útil.
    Mas isso é o que, exactamente, Costa não diz aos indecisos.
    É que tu, Caríssimo Rodrigues, ainda não entendeste uma coisa. Ainda não entendeste que os abstencionistas e indecisos, pela razão inapelável de não votarem, não estão sujeitos ao escrutínio dos partidos nem das suas objecções de consciência.
    Pensa um pouco nisto, Caríssimo Rodrigues. E decide se queres que eu avalize a carta de António Costa ou as objecções de Francisco Louçã.

  18. Por curiosidade, Caríssimo Rodrigues, eu recordo-me ainda de uma disputa acesa com Francisco Louçã, pública, acerca daquela peça de retórica pragmática que ele cita e foi a abertura do caminho ao memorando, o tal COMPROMISSO, que, na altura, em sua opinião, era um interessante documento de trabalho, como chegou a ser, durante cerca de um ano, o memorando, que se alegava para alegar que a direita o estava a ultrapassar pela austeridade. Para não falar do esboço em tosco do pacto do euro.
    Afinal, o que é o voto útil?

  19. valupi,nesta materia sabe o que penso.por isso sugiro-lhe que chatei-e em privado os camaradas que andam com o costa na campanha.neste momento não dou trunfos nem à direita nem à extrema esquerda.

  20. Francisco Louçã escreve muito bem. Ele personifica o teorizador geral, apaixonado pela sua escrita e ressonância carneira que aquela tem no seu grupo de seguidores, também, eles tuitistas. Ele está muito feliz por a democracia da direita lhe permitir anunciar que inventou a roda. Se ele intercalasse as suas letras com uns palavrões como os que se lêem no dispensário, poderíamos qualificá-lo de político de rua.
    Todavia, não se pode ter tudo e, por isso, ele é imperfeito. Ele sofre muito porque nasceu com genes esquerdalhos, que assumiu mas deixando transparecer que ele gosta da direita e das coisas e das coisinhas da direita.Não o ponham a governar, que ele perde a «radicalidade» e, sem isso, é como sansão sem cabelo.

  21. A maior parte da esquerdalha, sim, oiçam, oiçam, a maior parte da esquerdalha, pás, é salazarista, na verdade bem mais ditadores que o Dr. Oliveira Salazar. Os gajos é que denigrem SALAZAR, porque os formataram para tal, tão a ver?

  22. Castro Nunes,

    Transbordas de boas razões. Mas estamos em época de fogos florestais. Prometo-te que no inverno discutiremos tudo o que quiseres para prevenir os proximos. Mas para já, deixa-te de merdas: agarra aí no que tiveres à mão e ajuda a apagar o que puderes. Estou farto desta cena de por cada gajo que vai ao fogo haver dez que ficam a dar a táctica.

  23. Essa é outra conversa, Rodrigues, essa é outra conversa.
    Se Costa se centrasse mais ou só nesse apelo, teria, com certeza mais sucesso, penso eu.
    Mas logo viriam o PCP e o BE insistir em que, voto útil por voto útil, mais valeria depositar o voto útil neles, o que impediria o PS de ceder aos apelos de Cavaco e depositar o voto útil dos indecisos nas contas de uma mega coligação de ”governabilidade”.
    Mas se Costa se centrasse nesse apelo, teria que avançar com garantias, que não poderiam restringir-se às parangonas e alardes dos terapeutas liberais e suas panaceias.
    Que podes fazer por nós junto de Costa, Rodrigues? Para nós irmos ao fogo na primeira linha, onde sempre permanecemos.
    Devolvo-te então: deixem-se merdas e, pelo menos, se não querem pegar no pau, soprem por detrás de nós, que o lume acende em contra-fogo.

  24. ehehheheh. VITÒRIA! UNIDOS VENCEREMOS! NÃO ARREDAMOS PÉ. SOMOS OS MAIORES. Ai que hilário! Isto sim é discussão, verdadeira discussão. Qual Fernando Pessoa! Qual Marx! Bora aí ó Louçã, pá, abre a pestana, que o dispensário tem gente muito ativa.

  25. Tenho notado que são cada vez mais os salazaristas que intervêm em foruns de debate público sobre as eleições. Por norma, as suas intervenções dirigem-se ferozmente contra o PS em abono da doutrina de Passos Coelho e de Portas que propõe como o PS como culpado de tudo, transmitindo ainda uns apelos em defesa da coligação PSD/CDS.
    Não é propriamente inesperado e todos sabemos que o CDS e o PSD têm sólidas bases orgânicas de salazarismo.
    Mas é notável que os salazaristas se empenhem com tanta assiduidade e fervor nas eleições.
    Todos esperamos que os salazaristas genuínos, se não querem parecer oportunistas, se abstenham. Seria de esperar. Em nome da coerência, para não ser drástico e não dizer em nome da prudência.
    Do mesmo modo, os salazaristas intervêm ferozmente em abono da virgindade e independência política da justiça.
    Ora, que terão os salazaristas contra a dependência política da justiça? A dependência política da justiça devia agradar-lhes e deviam mesmo pugnar por uma justiça dependente e solidário com os ditames da política.
    Salazar parece ter-se tornado pau para toda a colher e colher para rapar todos os tachos.
    Mas será que Salazar se candidatou a estas próximas eleições?
    Melhor dizendo: Em quem vão votar os salazaristas?

  26. «Que podes fazer por nós junto de Costa, Rodrigues? Para nós irmos ao fogo na primeira linha, onde sempre permanecemos.»

    Junto do Costa posso nada, Castro Nunes. Não chego lá. Mas aqui na minha paróquia, faço o que posso, perguntando aos indecisos e aos treinadores de bancada se preferem aguentar mais 4 anos até não sobrar nada, ou dar um voto de confiança ao único que tem tomates para se chegar á frente e pelo menos evitar males maiores.
    É que isso que me contas do PCP e do Bloco é muito giro, mas eles já provaram à saciedade que não vão para a cama com quem não lhes dê garantias prévias de virgindade ideológica e fidelidade eterna. Na verdade, duvido mesmo se o fariam ainda que obtivessem essas garantias. Portanto, sobra o quê mesmo ?

  27. Rodrigues.
    Conforta-me que me recicles com o mesmo epíteto com que me quis arrumar no baú um tal inominável que por aqui continua a alardear disparates. Treinador de bancada ou expressão sinónima.
    Na verdade, não gosto de futebol, do futebol de televisão e bancada, sou adversário do circo desportivo. Por isso, nunca tive clube. Abstraio que o futebol é um circo e tento extrair do espectáculo os poucos apontamentos técnico desportivos que possam merecer a minha atenção, nomeadamente as astúcias estratégico-tácticas. Depois imagino-me a treinar os palhaços.
    A minha atitude face aos partidos é similar. Assisto ao circo e divirto-me a imaginar-me no papel dos palhaços.
    Em abstracto, poderia, talvez, aderir a qualquer proposta de voto útil. Tudo dependeria da utilidade ou do apelo que me dirigissem. Mas sem dúvida nunca votaria em quem, para atrair o meu voto, nada mais tem a alegar senão que eu sou néscio.
    Caramba! As razões da minha abstenção deram-me muito trabalho.
    Espero, todavia, que encontres ainda argumentos para apelares à minha utilidade.
    Quanto a tomates, ficaríamos assim entendidos, perdoa a ironia.

  28. Ó pá que comentas em torno de mim, toma lá, que ainda num percebeste, pá: não há nada mais inútil do que discutir com SAPIÊNCIA ou CIÊNCIA assuntos de índole séria com um BURRO. Ostensivo é que o BURRO não sou eu…

  29. Castro Nunes,

    Tenha paciência mas não lhe chamei treinador de bancada nem néscio. Se tivesse razões para o fazer acredite que não usaria as trés tabelas.

    Quanto às razões da sua abstenção, e nomeadamente à metáfora circense, acredite que a partilho por inteiro. Eu próprio já lhes dei vazão algumas vezes, como quando me abstive nas duas ultimas presidenciais e dessa forma contribui para que tenhamos lá aquilo que temos tido. Ora é aqui que começam as razões para a minha não abstenção.

    Durante muitos anos também eu alimentei as minhas utopias. Já nem falo de um mundo perfeito, ou de um pais perfeito. Falo das mais simples, como um casamento funcional e um modo de vida sem chatices de maior, onde a liberdade não fosse mera figura de retórica. Ora é aqui que as coisas começaram a descambar. Como ainda há dias dizia Arnaut, a liberdade tem significados que transcendem o meu umbigo, e que no interior se sentem na pele e no quotidiano de maneira singular. Vivendo eu no regime que é o nosso, que posso fazer para alterar este estado de coisas ? Abster-me ?!

    http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2015/08/liberdade-e-servicos-publicos.html

  30. Claro!
    Votar é pactuar com este regime decrépito e altamente funcional para oportunistas!

    Porque razão os autarcas só se podem candidatar 3 vezes a uma Câmara e os partidos podem estar no parlamento eternamente?
    Não faria sentido mudar esta gente por Decreto?
    Votar é pactuar com isto!!!

  31. não ligues, oh rodrigues. fazem publicidade à abstenção convencidos que sobra mais vinho para eles se embebedarem no poder. técnica dos rascas, sabem que só lá chegam diminuindo a votação nos outros, porque neles ninguém vota e depois dá um ar fino de desinteresse pessoal, independência partidária, tipo eu penso pela minha cabeça, coisa que dá muito jeito a quem precisa de se afirmar.

  32. Calma aí, camarada taxista.
    É essa presunçosa arrogância de vir pedir imperativamente o voto dos eleitores prudentes a pontapé que vos condena.
    Os insultos que me estás a dirigir são dirigidos a pelo menos metade dos portugueses. E tu insistes.
    Enfim…
    Daqui a pouco respondo ao Rodrigues.

  33. Caro Rodrigues.
    Eu não sei o que seja nem faço ideia do que possa ser um casamento funcional e sem chatices. Se um casamento é funcional traz chatices, se não é traz chatices na mesma, sendo certo que a melhor solução, num caso ou no outro, é por-lhe fim, o que traz também muitas chatices.
    Não sei se um casamento deva ser funcional nem que funções serve. Há mesmo quem case para assediar o património ou matrimónio do cônjuge.
    Se Costa me pedisse em casamento, eu responder-lhe-ia que não vejo funcionalidade na coisa. E em casamentos ninguém mais me apanha, porque custam muitas chatices a desfazer.
    Passando à frente da ironia, que agora que releio me pareceu oportuna e cheia de sentido, porque ninguém casa para ter liberdade mas sim porque não a preza, concordo, em absoluto com António Arnaut, a liberdade tem um sentido que transcende o meu umbigo, mas devia também transcender o umbigo de António Costa quando pede o voto aos portugueses sem sinais claros sobre o que vai fazer com o seu voto, porque o que até agora disse estava dito há muito.
    Para exemplo do que Costa não diz e condiciona o meu voto, poderei desde já assinalar que Costa ainda não disse que fará se vencer as eleições sem maioria absoluta e com quem pretende governar. Ou que apoios e convergências vai procurar, não apenas no parlamento mas na comunidade.
    Perdoa regressar à ironia, mas se Costa quer o meu voto tem que me seduzir.
    Tu sabes bem que muitos portugueses que Costa quer seduzir murmuram pelas tavernas que se quisessem ter o umbigo do Costa também teriam artes e manhas para estar no lugar de Costa a pedir o voto de Costa.
    As coisas não são assim, Rodrigues. Vocês continuam a viver uma grande ilusão.

  34. somos a maioria silenciosa que ajudou a eleger o primeiro presidente fascista pós 25 abril com a menor representatividade de sempre, 2.2301.956 votos = 24,6% dos recenceados. um em cada quatro votou no presidente de todos os portugueses graças ao contributo (53,48%) do partido abstencionista.

  35. Esse argumento estafado já não colhe votos, ainda não entendeste?
    Cavaco ganhou as eleições porque Manuel Alegre as perdeu. E talvez as tenha perdido porque não conseguiu convencer e mobilizar o voto dos indecisos, como agora lhes chamam.
    O teu argumento estafa-se mais sempre que o usas.
    Por vezes, por ironia, caio na tentação de te responder que sou a raposinha à espera de ouvir o que o princepezinho tem para me dizer.
    Se o princepezinho quer seduzir a raposinha, deve deixar de dirigir cartas de amor ao raposão.
    Se Costa precisa dos abstencionistas para ganhar as eleições, deve centrar a sua atenção nos tais 53 e meio por cento dos eleitores e confiar naqueles que já tem por certos.
    Tem que deixar o seu umbigo em paz e tentar saber o que querem e o que esperam os 53 e meio, que não são um número redondo, são várias parcelas. Números redondos são os eleitores estatutários dos partidos.
    Ora… se levássemos isto a peito, eu responder-te-ia que Costa se está nas tintas para os ”indecisos”, porque sabe que com 33 e meio de 46 e meio já pode governar, em coligação ou sem ela, em oposição à oposição.
    Enquanto a oposição estiver sentada qualquer um governa.

  36. «Cavaco ganhou as eleições porque Manuel Alegre as perdeu.» Prunes – dixit.

    Ou seja, se Cavaco tivesse perdido as eleições, Manuel Alegre tinha-as ganho. Então, uh? Pensam que é só a Lili Caneças que carece de explicação, hum?

    Ó «eleitores prudentes a pontapé que vos condena», tu pontapeia-te a toi – même em jeito de castigo pelo teu post. EU NÃO VOTO NA TRAMPA. EU PASSO AO LADO DA TRAMPA. Como não aglomero a democracia dos outros, espero pacientemente que os DEMOCRATAS INTELIGERDAS como tu ENTENDAM a mensagem do meu abstencionismo. Este significa RECUSAR a legitimidade À TRAMPA e ao poiso das MOSCAS. Votar não significa PREENCHER por PREENCHER a direção de um País. Significa votar em CONSCIÊNCIA em programa CREDÍVEL. Este não existe. Ora, diz-me então, o que não entendes nesta postura?

  37. Castro Nunes,

    Gostei de te ler. Mas por qualquer razão, que talvez tu entendas, fizeste-me lembrar o meu vizinho.
    Explico-me.
    O meu vizinho é ecologista profundo e incodicional da agricultura biológica. Faz-me prédicas sobre a matéria que rivalizam com as melhores homilias. E, em coerência, ali na horta que esgravata ao lado da minha, não há quimico que entre. Logo, quando os escaravelhos lhe vão às batateiras, mesmo na impossibilidade objectiva de os catar a todos à unha, o gajo mantem-se irredutivel e abstem-se de qualquer contra-medida quimica. Resultado: fica sem batatas. Mas, como não pescinde delas na dieta, vai depois comprá-las ao Lidle onde ,como toda a gente sabe, só se vendem “batatas biológicas” importadas da Polónia.

    Em sintese: serão poderosas as tuas razões; mas o que é que vais comer depois ?

  38. Eu podia responder-te que vou comer o que sempre comi, nada. Mas nada, pelo que me é dado a julgar, comerei com Costa ou sem Costa e permanecerei neste julgamento até que Costa me demova.
    O que tu não entendes ou não queres entender é que eu até desejo, na circunstância e por motivos de funcionalidade ou utilidade, que o PS vença as eleições.
    Imagina que me estava a colocar nesta posição, irredutível, como recurso de última instância e advertência, para obrigar Costa a reflectir sobre esta pristina questão:
    Ou vence ou perde as eleições com os 33 e meio por cento de 46 e meio e governa com o PSD ou com as tais coligações pontuais, ou apresenta a 53 e meio dos portugueses opções claras, com a promessa firmada em pública forma de que não nos vai tornar reféns do nosso voto.
    É que o tempo está a esgotar-se para Costa. Mas a culpa é dele, porque só à última hora se lembrou dos ”indecisos”.
    Consegues, pelo menos, entender isso?

  39. “Cavaco ganhou as eleições porque Manuel Alegre as perdeu.”

    a lili canecas não diria melhor sobre a matéria em apreço.

    “E talvez as tenha perdido porque não conseguiu convencer e mobilizar o voto dos indecisos, como agora lhes chamam.”

    parafraseando dupond & dupont, eu diria mesmo mais, se os eleitores que votaram cavaco tivessem votado manel alegre, nem precisaria dos votos dos indecisos.

    “O teu argumento estafa-se mais sempre que o usas.”

    o la palice não diria melhor.

    “Por vezes, por ironia, caio na tentação de te responder que sou a raposinha à espera de ouvir o que o princepezinho tem para me dizer.
    Se o princepezinho quer seduzir a raposinha, deve deixar de dirigir cartas de amor ao raposão.”

    isso é uma versão pimbóromântica do exupéry, o original metes rosas antes e depois desse capítulo.

    “Se Costa precisa dos abstencionistas para ganhar as eleições, deve centrar a sua atenção nos tais 53 e meio por cento dos eleitores e confiar naqueles que já tem por certos.”

    o costa não precisa de abstencionistas, precisa de gajos que votam e de preferência nele, costa. 53,5 % de nada é nada, portanto deve concentrar-se nos indecisos.

    “Se Costa precisa dos abstencionistas para ganhar as eleições, deve centrar a sua atenção nos tais 53 e meio por cento dos eleitores e confiar naqueles que já tem por certos.”

    ninguém precisa de quem não vota para ganhar eleições, isso é um absurdo em qualquer parte do universo.

    “Ora… se levássemos isto a peito, eu responder-te-ia que Costa se está nas tintas para os ”indecisos”, porque sabe que com 33 e meio de 46 e meio já pode governar, em coligação ou sem ela, em oposição à oposição.

    ninguém, nenhum partido político se está cagando para os indecisos. todos querem “cativar” indecisos para lhes sacar o voto, mas isso és tu a desviar a conversa e a misturar indecisos com abstencionistas.

  40. Elegem-se 230 deputados quer votem 8 M de leitores quer vote 1…
    Não pode haver melhor negócio para esta “Democracia”!

  41. São vocês quem chama ”indecisos” aos abstencionistas, não?
    Os abstencionistas são os que se abstêm. Que vocês englobam no número redondo de 53 e meio. Onde podem estar incluídos os que não têm dinheiro p’rá caminheta.
    Assim, sendo, como dizes, ao Costa bastam os indecisos, os que ainda não decidiram votar no PS ou no CDS. Não me parece que o Costa consiga ir arrebanhar votos aos indecisos do PCP. Ainda que vocês façam crer em que perdem as eleições por causa do PCP. Essa é uma boa história. Que propõem? Que o MP ou o TC ilegalizem o PCP para vocês puderem ganhar as eleições. Sair-vos-iam as contas furadas, em minha opinião, e engrossariam as fileiras da abstenção. A ”esquerda” não é isso, um sistema de vasos comunicantes com uns escapes para a comunicação com a direita.
    Começo a não entender a vossa ideia. Querem obrigar os abstencionistas a votar a chicote? Ou sabem de antemão que não conseguem dar respostas aos abstencionistas e, assim sendo, viram-se para os indecisos do CDS que são mais reverentes e conformados?
    De súbito, nem sei porque estou a responder-te e a dar-te razões para me abster. Tu sabes bem do que falo.
    Como não me podes dar respostas, vens de chicote.
    Até parece que a minoria do PS, CDS e PSD juntas querem guerra com a maioria dos abstencionistas. Bem… vocês têm a polícia… as forças armadas e… segundo dizem… os magistrados.

  42. Lá vem o Teodoro a reboque!
    Por mais que o camarada taxista se dane, não se vai servir de ti para comprometer e condicionar a minha abstenção.
    No caso de, agravaria as razões da abstenção.

  43. “São vocês quem chama ”indecisos” aos abstencionistas, não?”

    aonde? só se foi nos comentários que tu escreveste. tu é que afirmaste uma série de asneiras e agora fazes reset à la numbejonada.

  44. Quem é o ILUSTRE que distingue a minha ESCOLA? Então conta-me lá o episódio do reset? Hum? manda aí, pá.

  45. Bem, o melhor é mesmo deixar o Costa a falar com os indecisos.
    Há causas que não valem a pena.

  46. Perfil anónimo do Manuel de Castro Nunes,

    Ó meu caro, longe de mim querer condicionar a tua paixão pela “democracia”…
    Se depender de mim, poderás sempre ir pôr a cruzinha para legitimar os oportunistas e sobretudo os incompetentes que “governam” o país há mais de 40 anos.

    Até te arranjo uma caneta da campanha do Costa para não te enganares na cruz…

  47. A democracia, no que respeita ao uso, que é o que mais interessa para o caso, é tanto minha como tua, embora seja adversário dela.
    Sei que anseias por regressar para trás dela, embora, por algumas tiradas que tenho lido por aí, esteja convencido de que vais votar, porventura de capa negra e máscara.
    Felizmente, a democracia não depende de ti e quer-me parecer que se alguém a matar não serás tu nem terás nada a ver com isso. Porque os gajos que querem matar a democracia não o dizem e vão necessitar, para poderem alcançar o seu almejo, dos eleitores. É uma espécie de segredo de estado. Que duvido que partilhes. Deve estar no segredo dos deuses, se me entendes…
    Até lá, vais precisar da democracia para ires votares neles.

  48. Sem ter tido tempo de ler o texto e os comentários, desde já digo, sou firme adepto do dr. Ferreira do Amaral, o País tem que sair da zona Euro e depois começar a trabalhar, só assim se poderá dar os passos necessários para a reconstrução nacional.
    E se necessário fôr também, abandonar a CE.
    Muitos canudos sem serventia terão que ser rasgados, deitados fora, há que arregaçar as mangas e começar a trabalhar naquilo que é produtivo e rentável, maldito papagaio cavaquista que se fartou de piar, o currículo é muito importante, o currículo é muito importante, o currículo é muito importante, parolo de merda, provinviano da biqueira de Portugal, há que voltar à pesca com barcos e mar, agricultura com terra, indústria com fábricas, expulsar o chinês e o fedorento da catinga, fazer uma reforma verdadeira do Estado e acabar com os parasitismos tradicionais, as corporações bafientas que restaram do regime transacto e que incólumes mantêm o seu estatuto e privilégios, parasitas que sugam Portugal, ESTÁ NA HORA !

  49. LOL. E não podemos comprar as enxadas aos chineses. Podemos, claro, fazer uma fogueira com o tratado de Lisboa. De resto, podemos contratar o PRUNES e RODRIGUINHO para darem umas dicas sobre como CULTIVAR a terra lusa. Tudo evidentemente cantando e rindo em frente à estátua do Marquês de Pombal.

  50. Perfil anónimo do Manuel de Castro Nunes,

    Não voto há bem mais de 20 anos…
    Nem penso voltar a fazê-lo.
    Nada tem a ver com o regime (em teoria) em si, mas com as pessoas que usufruem da possibilidade de chegar ao poder.

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