INTRODUÇÃO AO MAL QUE DIVIDE AS ALDEIAS

Aqui há dias, deixei pendurada no meu post “Sim ou Não” uma pergunta à qual ninguém respondeu própriamente, como, de resto, tive o cuidado de prever. Houve reacções, sim, e resolvo destacar sem favoritismos a muito curiosa vinda dum fulano que insinuou, para quem o quiz ler, que já não deve haver Amor dentro de mim. Tocou-me fundo, do coração às gónadas, partes sensíveis e mal defendidas. Que o homem saiba que a sua opinião conta bastante, aqui e lá fora nas ruelas da Democracia ao Deus Dará, mas que difere, evidentemente, da que tenho e que passo a explicar defendendo-me com o argumento de que há Amor do grande e do pequeno dentro de toda a gente sem excepção no género humano desde Cromagnon, inclusive dentro do carrasco por vocação, moderno ou antigo. Um pouco de Amor aqui e ali, nada de farturas desperdiçadoras, dará sempre para encher vazios importantes, por vezes espaços usados por gotas de suor que emigram na única direcção permitida. Todavia, agravamentos em casos específicos que envolvem carrascos e outra gente má como eu podem surgir de vez em quando, sobretudo quando a estupidez que se mistura com o ar que respiramos aproveita as portas deixadas abertas pelas transpirações e nos invade os corpos como uma besta incontrolável, pondo fim a equilibrios que já são, por si sós e sem ajudas de mais nada ou de ninguém, nitidamente precários.

TT

8 thoughts on “INTRODUÇÃO AO MAL QUE DIVIDE AS ALDEIAS”

  1. “Tão só singela pergunta se impõe verdadeira ao mundo dos homens.

    Há amor dentro de ti?”

    Caro amigo TT, se te referes a esta frase singela, quero dizer-te que ela é precisa de forma plural e sem um contexto definido, tal como um poema. E não, obviamente, dirigida pessoalmente a TTi.

  2. O TT é um pretensioso de nariz arrebitado que tudo desdenha. o diagnóstico indica vaidade exacerbada e infundada. Alguns doentes nestas condições costumam atirar-se aos críticos e intelectuais (o nosso caso). O tratamento deve ser de genérico: injecções de realidade. Dolorosas, que a dor convence. O TT é o que nós, no Centro de Estudos João da Quinta, chamamos de Fedúncio.

  3. Apagamos, o Valupi e eu, sistematicamente os dejectos da «Brigada Bigornas» – que retorce o próprio nome, pensando escapar a um (de resto, inexistente) filtro. Há, sim, a chatice diária de passar o pano.

    Mas esta anotação, não na apago (o Valupi fará o que entender mais higiénico). Sendo parva, é ainda assim produto dum cérebro, e não – como as costumeiras – de órgãos mais meridionais.

  4. Fernando

    Concordo; e já concordava, pois também não a tinha apagado. O nosso TT que trate do assunto, se para aí estiver virado.

    Já agora, permito-me umas palavrinhas sobre estes nossos fiéis companheiros, os Bigornas. Consta serem vários, dois ou três, mas o que fascina é o grau da obsessão. Todo o santo dia, várias vezes ao dia, eles repetem os mesmos comentários. Como também invadem outros sites, estaremos perante o maior desperdício de tempo livre de que há memória na civilização. Um dia, já com o pé para a cova, irão, quem sabe, arrepender-se da vidinha inane que deixam como testemunho. Ou não.

    Quanto a mim, confesso: se desaparecessem, iria sentir a falta deles. São como um cão muito irritante a ladrar, uma jarra muito feia na sala; tornam-se parte da normalidade dos dias e das coisas.

    Enfim, mas que todo o mal fosse esse.

  5. Aí nos arquivos da bófia neteira já devem estar duas versões da minha resposta a esta chuva sobre segurança. Quando precisarem da terceira,que avusem os maraus.

    TT

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