O RAPTO DAS ASPIRINAS

Na sexta-feira abateu-se uma catástrofe sobre o AspirinaB. Foi logo após a saída dos últimos enfermeiros que se encontravam nas novas instalações, ainda em acabamento. Indivíduos por identificar invadiram o edifício. O incidente foi relatado e parcialmente filmado por um popular que se encontrava nas imediações. Quando eles saíram, com as aspirinas amarradas e amordaçadas, arrastando-as a toque de caixa, eu escondi-me, contou.Receei filmá-los a meter as aspirinas no camião, não fossem partir-me a câmara, ou pior!, levar-me também. Mas seria capaz de os identificar em qualquer lado. Eram de estatura mediana e estavam vestidos de preto, todos encapuçados.
Pouco depois, deu-se a explosão, da qual apresentamos também videoprints. Os bombeiros mostraram-se impotentes na luta contra as chamas, acabando o edifício por ruir, ao fim da noite. De madrugada o fumo substituía as labaredas e os mirones foram evacuados por perigo de sufocação.
Neste momento, e porque pudemos contar com reforços inestimáveis, já temos tudo de pé. Uma falha técnica está a atrasar o visionamento das imagens e estas irão para o ar assim que possível. Podemos voltar a brincar ao recreio da escolinha. Eis-nos, então, de regresso às aulas.

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18 thoughts on “O RAPTO DAS ASPIRINAS”

  1. Fico feliz. Mas que não se repita. Afinal, pensem só na quantidade de maldizer que deixou de existir neste interregno (inte? r? e regno, ainda por cima?). Salvam-se as baleias e o lince da malcata, graças a Deus. Valha-nos isso. Wellcome back.

  2. Pronto. Acabou-se o que era doce. Ainda anteontem, de conversa com o Valupi, nos felicitávamos por estas inesperadas férias. Forçadas, mas quão deliciosas, e sobretudo tão merecidas. E eis que o Aspirina, neste desaforo de voltar à via, lhes põe termo. Acreditem: de um e outro lado do fio, respirava-se felicidade. Apreciai, pois, ó gentes, estes prazeres demasiado garantidos.

  3. Por um bocadinho que não era «O rapto das Sabinas» Safa! Lembrei-me até dos do Gato Fedorento quando dizem assim à menino de Cascais «Labaredas enormes?» Cheguei a ficar quase em pânico, fiz a tropa em Engenharia embora originário de Administração mas não me ajeito a escadas de salvação…

  4. gibel, podes crer. :D

    rvn, as aspirinas são umas lutadoras, mas também conciliadoras. isso já é histórico.

    ana, não duvides. isto é tudo fruto da guerra dos laboratórios ao produto genérico.

    z, :)

    fernando, acredita que senti um certo desapontamento. isto é: queria o aspirina de volta, mas poderia ter ficado de férias durante mais tempo. respirava-se felicidade? hum…

    jcfrancisco, adivinhou, essa era a associação. mas as sabinas foram cordatas raptadas, ao contrário das nossas bravas meninas.
    relacionar a tropa em engenharia com ajeitamento em escadas de salvação tem graça. faz lembrar aquela confusão entre a obra-prima do mestre e a prima do mestre-de-obras.

    sininho, bem apanhado! mesmo a propósito.

    jorge, obrigada.

    cláudia, o gato comeu-te a língua. ;)

  5. Corajoso relato, Susana. Só lamento que as imagens não sejam maiores. Há algo de muito belo na explosão de uma aspirina – A, B ou C.

    E confirmo a felicidade relatada pelo Fernando. Como se comprova, a felicidade é efémera e enganadora. A evitar.

  6. Não houve chamas nem explosão, Susana. As imagens não enganam: colocaram o nosso blogue efervescente num copo de água. Nada mais do que isto.

  7. valupi, também constatei que as imagens naquela disposição bonitinha perdiam leitura. na altura não tive tempo de rectificar, mas agora já está tratado.

    a felicidade deixa memórias sorridentes – como pode ser efémera? dizia o meu filho há dias eu sou apenas um ponto de gravação habitado por um monstro. frase de grande realismo (involuntário).

    joão, como não houve?! vê-se bem a explosão, hahaha. mas essa tua imagem cola muito bem, além de ser bem mais gira.

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