o que faz falta

Alguns sabiam que estavam em falta. Sim, sabíamos. Mas não sabíamos o que faltava. E o que faltava? Por mais um lapso dos serviços administrativos, a musa ausente. As senhoras, por compreensível inveja – natural, considerando a personalidade em causa –, esqueceram-se dela. Mas prontamente o mais curioso e dedicado recensor da autora reclamou, apontando a incompletude, e a gerência respondeu à sua solicitação. Podem agora consultar o arquivo da escritora, inaugurado pelo seu mais grandiloquente poema. Podem, agora, mitigar soledades.

20 thoughts on “o que faz falta”

  1. É um poema impressionante. E a sua profecia/maldição cumpriu-se: tenho saudades da Soledade. Se soubesse o caminho para o Sarrabal, ia lá fazer uma visita ou apenas espreitar à socapa, à sacana. Porque é uma ausência demasiado presente.

  2. Esta gente passou-se. Mais valia vocês mudarem para a direita, já agora. Não vejo a diferença, sinceramente. Aspirina é água; Soledade, azeite. Acreditam em misturas destas?
    Ponham mas é um texto do João Pedro.

  3. Claro que a Susana fala em “senhoras dos serviços administrativos” apenas em jeito de imagem. Que eu ando a dar uma ajuda e a administrar algumas coisas aqui no blog e não quero que sobre para o meu lado. As ditas “senhoras” não passam de bits e ficheiros e aquando da migração, algumas coisas não ficaram nos respectivos sítios. No entanto, para mitigar essa falha neste caso, vou colocar o minha bata e avental e até dou uma ajuda a colocar os posts da Soledade no devido sítio, até porque os restantes aspirinos têm uma muito maior trabalheira a colocar no sítio todos os outros posts que também cairam em arquivos errados.

  4. mana, insinuas, então, que até os bits e ficheiros têm inveja da soledade? não me surpreende que assim seja, bem visto…
    os posts da soledade estão todos no sítio. já cumpri dois terços dos encargos de hoje.

  5. rvn, um desabafo? Não, é conceito, ideia, pensamento. Desabafos é para quem sofre do coração. A Soledade é um esquício de séculos anteriores, um peixe morto à tona da água, uma casca de banana a estorvar. E falam em desabafo… :-D

  6. resquícios, escrevi à pressa.
    é a côdea da sopa arrefecida, o rebuçado reposto no papel de embrulho, os restos de comida na terrina do meu cão, a fivela do sapato que rebentou, a meia rota, o copo que partiu.

  7. claudia:

    Eu cá perguntei por perguntar. Mas sempre te digo: o peixe morto, enfim; a côdea da sopa, ok; o rebuçado, entende-se; os restos de comida percebo e a fivela é como o copo, pronto, entre o rebentado e o partido. Mas a meia rota, corrosiva claudia, a meia rota é que se me parece o cabo dos trabalhos!! A meia rota é o derradeiro degrau, o estorvo mais morto e o reposto mais arrefecido do embrulho.
    A meia rota chocou-me, confesso. Nenhum feminino adjectivaria meia rota por acaso ou descuido. Estranhas, misteriosas teias tem um coração de mulher. Pois foi a meia rota que me chamou a atenção para as malhas do teu raciocínio.

  8. é a tripa e a nata que se põem de lado, é o verniz que estala, é o creme e o papel higiénico que acabam, é o telemóvel que fica sem bateria, é leitor cd que pifa de vez.

  9. claudia:
    ok.

    para a geral:

    Meus amigos, pois que me debato aqui com uma questiúncula que m’amofina. Ajuda técnica agradece-se. Alguns textos que eu postei lá na loja desalinharam de todo, ou seja, deixou de haver parágrafos e toda a paginação de fotos se alterou. Tudo isto sem que eu fizesse coisa alguma (nas definições ou fora delas). Não alterei comandos nem sequer o que aconteceu foi em todos os posts. Apenas em alguns, mais extensos (por acaso?). Já antes tinha notado alguma dificuldade em fazer justificação de textos com fotos (seleccionava e justificava, quando ia ver publicado estava tudo junto outra vez). Mas agora foi em todas as páginas, 60 e tal posts. Alguém pode dar-me uma dica sobre o que possa ter acontecido? Susana? Catarina? Pessoal lá atrás? Os aí do lado, se faz favor…? Alguemzinho?

  10. Tens a certeza que não estás a ver isso no firefox? é que aí desconfigura tudo. Caso contrário repara se nas definições tens “no float”.

    Se “flotas” fica tudo marado.

  11. zazie:

    só pode ter sido, de facto. Porque eu fiz uma tentativa de mexer na formatação, a ver se passava a permitir algumas separações de texto que não conseguia manter. Então alterei para float, para experimentar postar e ver se corria bem. Quando voltei a olhar, o post novo estava na mesma e os anteriores estavam todos marados. Deve ter sido isso, então. Já pus no float, mas agora devo ter de reparar tudo à mão, não?
    Obrigado pela dica.

  12. e assim se confirma como a presença da soledade, ainda que ausente, torna qualquer caixa de comentários um espaço de cordial e sofisticada partilha.

  13. hum, parece prático isto agora new look,

    Susana: o mais lindo de tudo são as vacas, sós ou em famílias dá-me idéia que de geometria soft, são o veículo de Shiva. Apanhei o gerbat: um festival de vários dias, quando Durga, a mãe, sai do Paraíso durante 9 dias e vem à Terra abençoar os seus filhos, que a louvam e fazem festas todas as noites

    quanto às vacas: imagina um mar de apitadelas de dezenas de motos, bicicletas, alguns carros, peões à mistura, e elas: no se pasa nada, olhos meiguinhos, beijocas vai que não vai, e etc. Veio uma vaca e um bezerro despedirem-se de mim

    também percebi porque é que as meninas e as mulheres andam com aqueles belos saris flutuantes – é para imitar as borboletas, tem lá muitas de muitas cores, fica lindo

    os canhões portugueses do forte de Diu são um must

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