no país dos brinquedos

A minha irmã estava a instalar o filho de três anos na cadeirinha do carro.

Temos que pôr o cinto, se não o senhor polícia pode aparecer e ficar zangado…

Ó mãe o marido da B. é polícia, não é?

Sim, o marido da B. é polícia.

Ó mãe eu quero ir a casa da B.! Podemos ir a casa dela ver o senhor polícia? O marido da B. é o Sr. Lei, não é mãe?

Sim, pois, o Sr. Lei…

Ó mãe e em casa da B. também há Sonso e Mafarrico?

16 thoughts on “no país dos brinquedos”

  1. Comendador,

    Quem bom fazer-lhe companhia. Então diga lá. Não lhe parece também, ouvindo falar de crianças assim pequeninas, que ainda há gente que acredita que o mundo não é perigoso? E que isso dá cá um ânimo do caraças?

  2. Para mim o fabuloso são estes meninos que gostam do Ruca e do Noddy. Para o meu tudo o que não meta mortes atrozes, cobras ou monstros é para miúdas, desprezo total. Entristece-me um bocado este prazer imenso pela maldade, o orgulho em ser dos maus e ficar de castigo. Entendo um bocado, a sobrevivência, mas entristece-me ainda assim.

  3. Fernando Venâncio, o meu dia foi fantástico, cheio de momentos gratificantes. Que melhor poderia eu desejar senão ter o gosto de dois dedos de conversa consigo?

    E em verdade lhe digo, o mundo pode ser tudo menos um lugar perigoso…

  4. E nós, os que somos capazes de olhar para além do óbvio, rejubilamos com a mensagem subliminar deste post da Susana.

    Vejamos, a Susana começa por referir a sua irmã. Mais, a irmã da Susana tem um filho. Logo, a Susana é tia, o que faz da Susana uma pessoa mais completa, mais tolerante, melhor cidadã.

    Depois, verificamos que a irmã da Susana possui um carro (isto do possui é presunção minha, mas gosto da palavra). Vamos imaginar que é um Aston Martin, igual ao meu, e vamos imaginar ainda que a irmã da Susana tem o cartão Fast Galp. Ora então, podemos deduzir que a irmã da Susana é uma mulher feliz, porque quem possui (lá está…) um Aston Martin soma bastantes pontos no cartão Fast Galp, pontos esses que trocará por utilidades várias, por exemplo um ambientador para o carro, com cheiro a lavanda.

    Agora, atentemos na forma como a irmã da Susana transporta o seu filho. Será à balda? Não, coloca-o numa cadeirinha. Mais do que colocá-lo na cadeirinha, apronta-se para lhe colocar o cinto, o que demonstra bem o seu cuidado, apesar de ser notório que está com pressa(deduz-se que está com pressa, uma vez que invoca os humores do senhor polícia para convencer mais rapidamente a criança a colocar o cinto, ao invés de explicar detalhadamente os perigos de viajar sem cinto, não esquecendo o detalhe do que acontecerá de em caso de colisão a sessenta quilómetros à hora).

    O filho da irmã da Susana (o sobrinho, portanto), no tempo que demora a apertar o cinto (e posso assegurar-vos que nos Aston Martin é preciso alguma elasticidade para colocar cintos em cadeirinhas de bebé, o que nos leva a pensar que a irmã da Susana é esguia e de porte atlético), o sobrinho da Susana, dizia eu, aproveita aqueles segundos para sugerir uma ida a casa da B. (e, sendo a B. não é a Susana, logo, a Susana não é casada com um polícia).

    E acaba aqui o post. Lamentavelmente, não ficamos a saber se sempre foram a casa da B., mas isso é o toque de suspense a que a Susana nos habituou.

    O que é que eu queria dizer, exactamente? Que gosto da Susana. E, já se vê, da irmã…

  5. comendador, já tinha saudades suas.

    fernando, mas não te esqueças da inclusão do sonso e do mafarrico no campo da realidade.

    clara, os meus também gostam de coisas dessas. o mais velho, sobretudo. embora não se identifiquem com os maus, mas há alguns que eu tenho dificuldade em discernir de que lado estão os bons…

    ó daniel, mas há, mas há.

  6. Susana, a ideia era mais uma vez manifestar o prazer que tenho em ler estas tuas ‘fotomatons’. cada vez é mais dificil encontrar por aí escrita assim, cuidada e sobre coisas ‘simples’, que nos deixe este travo na boca. mas … depois de ler o comentário do comendador ousarei a indelicadeza de retirar uma colherada do elogio (nem se vai notar) para ele.

  7. Uma criança que pensa que em casa da B. pode existir um Sonso e um Mafarrico não sei se percebe verdadeiramente o que acontecerá em caso de colisão mesmo que se explique, o que até já fiz. Esta era uma variante e que resulta sempre bem.

  8. catarina, tramaste o comendador, hehehe.

    sem-se-ver, lol é para o meu sobrinho.

    zé não posso concordar mais contigo. uma colherada é pouco, no entanto. abra a boquinha, comendadorzinho…

    fi, claro, só quem não nos conheça pode imaginar que não façamos a apologia dos cintos de segurança com todos os argumentos e mais alguns… ;)

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