e porque não à Portugália?

Hoje acordei com vontade de comer um bife à Trindade. Não me intrigou a alteração do meu delicado paladar matinal, assim à primeira. Querer um bife a nadar em molho, ovo a cavalo, pratada de batatas fritas. Estranhei foi o preciosismo da cozinha. Nenhuma memória acorre do que andei a sonhar, nem uma suspeita.
Se isto fosse a Soca, tal trivialidade daria um post. Mas, por aqui, nem pensar.

106 thoughts on “e porque não à Portugália?”

  1. Eu moro mesmo ao pé da Trindade. Em tempos comi lá um bife em companhia do Fernando Venâncio, Manuel Frias Martins e etc. Há fotografias. Agora já é um bocadinho em cima da hora mas numa próxima oportunidade é só dar um toque. Já não está lá o velho das Imperiais, o da Barateira, com a mesa cheia de girafas.

  2. Por exemplo, poderemos especular sobre a origem dos seus apetites matinais. E, só aí, dá uns trinta comentos. A certa altura, se os comentos já estiverem naquela fase de lhe darem os parabéns, “que seja uma hora pequenina”, virá alguém explorar uma dimensão do post e partilhar com os restantes comentadores que tipo de desejos matinais o afrontam.

    (volto lá pelas quatro da tarde. Menos de cinquenta comentos a essa hora e subo à estátua do marquês todo nu…)

    (e esta última parte do comento há-de gerar mais uns dez comentos, vozes lancinantes a pedir que não, que me conhecem e acham que a cidade não precisa de mais problemas de poluição visual)

  3. mana, obrigada. até vou alterar o título. fica mais imponente.

    jcf, creio que já lá não vou há mais de um ano. da última vez o bife tinha voltado a ser bom. gosto bem mais das girafas de pescoço comprido do que dessas. é quase como beber cerveja do garrafão.

    comendadorzinho (o diminutivo não lhe minimiza a comenda, espero…), vindo de si, quase tomo essa aposta como garantia pessoal.
    o resto da meia dúzia de leitores que abrirem esta caixa de comentários pode ir andando para o marquês para dar vivas de apoio. vai ser grande o desafio, comendador. não se esqueça que chove, a estátua fica escorregadia… pena a essa hora ter acabado a trovoada, seria um espectáculo verdadeiramente espectacular.

  4. Susana,

    Quando falas em bife à Trindade, eu penso em bife à Portugália. Não sei porquê. Pode ter a ver com os meus olhos. Ou com a saudade, que nivela a Pátria por cima.

    Burnay,

    Eu ponho-me em duas horas em Lisboa. Mais uns minutos de veloz táxi, e estou no Marquês.

    (Isto vai – estás a ver – num só comento. Para dar oportunidade a Lisboa de poluir-se).

  5. ai, fernando esse era o do título. depois mudei, por sugestão da catarina. com esse argumento de saudade, merece o regresso à origem.

    comendador, se eu fechar os comentários não estarei a fazer batota, pois não?

  6. Susana, é tão lícito quanto eu encarregar-me de que os desejados cinquenta comentos cheguem antes das cinco…

    (Isto é verdadeiramente ridículo, estou numa videoconferência e com o portátil ligado em quase permanência no Aspirina B…)

    (é a verdadeira decadência…)

  7. Isso da gravidez não é mais pedir morangos quando não há morangos??? Ou uvas quando não há uvas??? Estou desactualizado dessas coisas, acabei de fazer 57 anos, sou avô. Tenho uma ideia cada vez mais difusa.

  8. ascendência, comendador, isso é ascendência…

    cláudia, estás querer gerar polémica religiosa, é?

    jfc, agora há toda a fruta todo o ano. o enfoque dos desejos impossíveis de realizar tem que ser redireccionado.

  9. Repare, começando pelo início do post: “Hoje acordei com vontade de comer um bife à Trindade”. Repare, como consegue em frase tão curta evidenciar tanta assertividade? E fornecer tal torrente de informação? É que você não só informa que hoje acordou, o que, por si, é digno de ser assinalado, como ainda lhe sobra arte para nos informar que acordou com vontade de comer um bife. E, querida Susana, isso passa-se muitas vezes comigo. Não imagina a quantidade de vezes que acordo com vontade de comer (e aqui notará alguma diferença, não substancial), acordo, dizia eu, com vontade de comer uma bifa. Não é espantoso este sentimento que ambos comungamos?

  10. E, Susana, quando já nos tinha deixado siderados, estarrecidos, eis que ainda tem algo mais para abrilhantar a frase: não é um bife qualquer que lhe apetece comer, é o bife mais selecto de entre os bifes, o designado “bife à Trindade”…

  11. E continua, a querida Susana: “Não me intrigou a alteração do meu delicado paladar matinal, assim à primeira”. Quanta poesia, por Zeus! Repare, Susana, você tem a humildade de partilhar connosco que o seu paladar, sendo delicado, é susceptível de ser alterado. Quanta beleza há nisto, Susana, quanta magia se esconde nesta informação. O seu paladar, certamente habituado a outras iguarias que não o bife à Trindade, altera-se. E você, sobranceira a essa alteração do seu paladar, o que faz? Nem sequer se intriga!

  12. Constato agora, com pesar, que a emoção me toldou o discernimento. Os cinquenta comentos estavam previstos para antes das quatro da tarde. Estive aqui a elaborar, cuidando que tinha dado as cinco da tarde como hora limite. Enganei-me.

    Definho. Tanto esforço para coisa nenhuma…

  13. posso ir-me despindo pelo caminho, comendador?

    ou vou passar pela vergonha de o encontrar lá todo vestidinho e, pior, com uma dessas malditas gravatas ermenegildo zegna??

    (é assim que se escreve, não é?)

  14. Cinco da tarde e nada de post novo, com o Marquês com um Comendador dependurado (“dependurado” fica aqui a matar, parece-me)

    ó sem-se-ver, mas o convite era abrangente?! Os espectadores também iam em pelo?

  15. pelo contrário, catarina, há lá coisa mais sexy que a visão de um homem (supondo-se que giro claro está) nuzinho e com gravata posta!!

    (desde que a gravata não seja ermenegildo zegna, evidentemente)

    (é assim que se escreve?)

  16. e quanto a si, autora de tão saboroso post, posso convidá-la para um prego no Galeto? ou tem mesmo de ser bife com ovo a cavalo a nadar em molhos de aspecto duvidoso?

    (estou com fome)

    (vou jantar)

  17. lollllllllll catarina! chute entao. vamos lá a comparar fantasias eróticas.

    ernesta, voto nessa. no Brasília.

    (oscar niemeyer ao balcão connosco, vale?)

  18. Olá Ernesta. Sou quase da casa, aqui com as manas e a Sem-se-ver. Não tanto desta casa, mas de outras, delas também. E o comendador. Isto é tudo família. Não é meninas (englobo aqui pessoas de gravata Ermengildo Zegna que não respondem a mails)?

    Onde é o Brasília?

  19. mana, foi avistado um homem de peúgas a correr pela fontes pereira de melo. (oh, comendador, não me diga… ?!)

    sem-se-ver, o desta manhã vinha com rótulo, mas podemos escolher outro bom bife. lá no outro sítio do nosso jantar não era nada mau, pois não, clara?

    rvn,….???

    ernesta, nunhum é um bom substituto de mnham, sim senhora. e adorei essa da gravata da modalfa. quanto à clara, já cá passa há muito tempo. :-)

    revisor, compreendo que tenhas que andar atrás das pegas. triste sorte a tua.

  20. Ernesta: mandei um poema para o mail que aparece no blog e veio devolvido. Era por causa da Serra dos Candeeiros. EStá sempre cheio ou mudou???

  21. Bem, nós sempre que jantamos tem que ser no mesmo sítio? Depois admiram-se do dono já vir com histórias da carochinha. Acho que no japonês que ando a chatear toda a gente para ir fazem uns bifes óptimos.

    Estou aqui deprimida porque para além de não me responderem aos mails nunca ninguém me envia poemas.

  22. clara, era em resposta ao bife, mas voto no japonês. por mim ’tá feito.

    estou certa que o josé do carmo francisco te enviará um poema, confirmada que está a sua generosidade.

  23. Clara, o por aqui era o tempo e não o lugar. Ainda não nos tinhamos cruzado. O Brasília fica no fim da Rua do Brasil, em Coimbra. Não vou lá ha desanos mas tinha os melhores pregos e francesinhas que algum dia comi nas vida. Ensinaram-me como faziam o molho, mas demorava um dia inteiro e nunca tentei.

    jcfrancisco, acho que o email funciona.pelo menos tem funcionado e sendo gmail e tendo eu poucos correspondentes simpáticos a mandarem-me poemas, duvido que esteja entupido. Por favor, mande outra vez.

    susana, gravatinha da modalfa, e azul cueca de preferência, é um must…

  24. dá imenso nas vistas a quem é lá nascida, criada e cursada… acredite em mim. :-)

    (e como tal de lá fugiu a sete pés assim que pôde)

  25. era giro (ter sido vizinhas e, agora, timidamente embora, companheiras – de blog, naturalmente)

    fugi pró Sul. é quentinho, calminho e muito agradável. no Verão, foge-se. e assim se está. muito bem.

  26. eu também fugi para o sul…. e depois como era ainda pouco sul desci mais… e fui descendo. e cheguei até onde o sul passa de sólido a líquido.. pronto. fugimos as duas do mesmo sítio e para o mesmo sítio e fugimos as duas daqui quando é verão…. bolas, estou a rir que assim já é demais.

    (mas agora percebo porque conhecias o Brasilia. E já agora, o Tamoeiro?)

  27. Vira-se costas para resolver assuntos de interesse da comunidade internacional e, na volta, somos confrontados com vagas referências que colocam em casa os meus elevados níveis de masculinidade…

    (sim, janto)

    (aquilo de subir ao marquês ía-me custando caro. nunca se deve subir a estátuas escorregadias depois de ter bebido gin tónico)

    (clara, eu explico…)

  28. ernesta,

    tamoeiro, claro.

    bem no meio. ai que continuamos vizinhas, queres A ver??

    comendador,

    chega tarde.

    ninguém o convidou para jantar. só às meninas. ou vc aceita a afronta de ser considerado menina? só se for por se lhe ter ido a coragem de trepar o Marquês (salvo seja). a coragem masculina. a feminina pauta-se por outras manifestações, como bem sabemos.

    (olha, o comendador está à rasca…)

  29. Sem se ver,

    Albufeira é um enclave inglês, praticamente já não é Algarve… mas não estou muito longe, apesar do concelho ser Silves e mais campo que praia… achas que te posso pedir uma uma xícara de açúcar?
    Quanto ao Tamoeiro era lá na minha vizinhança.

  30. fmv, sempre atento…

    (podia escrever que, etcetra e tal, isto é dos nervos, escapam-se-me os dedos. podia mesmo escrever que era uma mensagem subliminar de nível três, só ao alcance de mentes superiores como é maniferstamente o seu caso. mas não, faltou mesmo o “u” na causa)

    (um abraço)

  31. (ontem depois de ir a expo sobre Yemanjá et al., comi um escondidinho misto, e, depois de um sururu, puré de abóbora com carne de charque, agora tenho de dar uso a tanta proteína)

  32. ahahhaah , ernesta! (resposta ao comendador)

    se fosse raminho de salsa, corria-se o risco de murchar. xícara de açúcar, é quando necessitares. :-)

  33. Z, velho Py,

    Eu sabia que andavas por ambiente de palmeiras ondulantes contra os anilados de céu e mar. Serei muito indiscreto, agora, se sugerir que esse sítio é o Brasil?

    E que nos contas do Brasil, marau, para além das bundinhas e dentinhos lindos (tudo termos teus), de que já suficientemente suspeitávamos a existência, e mesmo (sem blague) a abundância?

  34. Há uns anos, em Paris, o Génie de la Bastille acordou com umas cuecas de penas cor-de-rosa… seria obra do Comendador ou efeito de um steak au poivre matinal?

  35. a salsa tenho-a nuns canteiros mesmo aqui à porta. Tal como os coentros, a hortelã, o cebolinho e o que mais vai rebentado. Ali em baixo crescem beldroegas, espinafres e alho porro, acelgas e marracuzes (se for assim que se escreve). O açúcar é que se acaba às vezes.

  36. E eu uma pescada com broa por cima, espinafres e umas profiteroles de chocolate para sobremesa, uma espécie de quente/frio delicioso. (Casa de 3 no Porto – recomendo)

  37. então já sabes: apita quando o açúcar estiver para acabar.

    e eu, como habitualmente, nem almoço nem jantar de jeito. umas sandochas e é uma alegria.

    (catarina, fizeste-me fome)

  38. z,
    sortudo, hein? com qu’intão nos brazis, entremulatando, caipirando, lambuzando, turistando, aproveitando, esparramando, sambando no pé?!!? teu santo é forte, seu Z da peste!! dá pra ver que tu tá que tá, hein?

    (hum, quinvéééja)

  39. (só mesmo gaijas, para fazerem do aspirina um chat…ainda somos expulsas do grémio)

    junta-te ao clube, Susana, que os meus hábitos também passam por jejum almoçadeiro.

  40. alguma alma caridosa que tenha aí umas sobras do jantar?

    faziam-me um jeitaço neste momento.

    (pra manter o espírito de chat. ao menos diverte e é inócuo.)

  41. esse agora foi cozido de peixe, depois de caldo de sururu, que sou gamado

    sim, rvn, sou danadinho e bem disposto

    (não há profecia bem cumprida que não remate numa kpk)

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