Terrorismo de Estado e terrorismo externo – devemos chamar os russos?

Com mentiras e vozes melodiosas, o atual governo tem levado a cabo das medidas mais violentas da nossa história recente. A redução brusca de salários e pensões tem sido dura de aceitar. Com mangueiradas sucessivas e gases lacrimogéneos, enxotaram-se já dezenas de milhares de pessoas – as mais jovens e mais capazes, não dispostas a perder a dignidade. Os que ficam são amiúde brindados com bombas de mau cheiro, lançadas da boca de Passos e de Maduro. O afogadilho com que se implementaram tais medidas tornou a nossa situação económica ainda pior e aquilo a que agora assistimos, ou seja, mais violência sobre os funcionários públicos, não é mais do que uma tentativa para tapar os buracos abertos pelo fanatismo. Por este andar, a missão não estará nunca terminada. Escrevem-se páginas de terror atualmente. Salários e pensões de miséria e a promessa de uma sociedade cada vez mais desigual – cortesia de Nuno Crato.

Na reabertura do ano político, recomeça a conversa da Troika que não vai deixar não sei o quê, que exige, que ameaça e por aí fora. O medo, em suma. Até termos um governo que defenda claramente o nosso interesse e o nosso nível de vida europeu, e que seja visto como tal, é impossível destrinçar o que nasce na cabeça destes liberais desapiedados e ignorantes e na cabeça da chamada Troika. Sabemos hoje que ambos são mentirosos e trabalham em conluio – encomendam relatórios e estudos mutuamente para justificarem a receita cozinhada. Não tenho a menor dúvida de que tudo farão para ganhar as eleições de 2015 e que, atendendo ao estado catatónico do povo, são bem capazes de o conseguir. E tenho a certeza de que a estratégia para lá chegarem passa pelos elogios a Seguro, que entretanto adormeceu e ao mesmo tempo bloqueou o partido. Assim, seria até do interesse do PSD não ganhar as autárquicas. Pior é impossível.

5 thoughts on “Terrorismo de Estado e terrorismo externo – devemos chamar os russos?”

  1. O texto é de um realismo atroz, mas está genial. Hoje a minha preferência não vai para o Valupi, mas para a Penélope. Gostei mesmo e espero que muitos leiam e pertilhem como eu.

  2. fazia sentido eles perderem as autarcas para o seguro se manter,mas eles tambem sabem que uma autarquia com um presidente sem pudor, e sem vergonha é uma central poderosissima de caciquismo de longa duraçao!

  3. A retórica do “povo que vivia acima das suas possibilidades” solidamente instalada com a colaboração activa e acrítica da comunicação social em geral, acabou por se entranhar, com estranha lógica, na mente do povo em geral.

    Daí que se assista a esta inquietante passividade resignada que, nas eleições, dará certamente resultados talvez surpreendentes.

  4. As mentiras há muito que começaram, o estarola-mor é chamado de Passos Constantino
    porque, a sua fama e proveito já vem de longe! Vem dos tempos do ataque ao Pote, bas-
    ta recordar o que foi dito por esta gentalha e a sua actuação face ao famigerado PEC IV de
    tão má memória, dois anos depois já vamos no PEC IX!
    Deve incluir-se neste lote de aldrabões e dissimuladores, um tal que se vai passeando por
    Belém também conhecido por Pilatos pois, passa a vida a tentar lavar as mãos sujas pelas
    suas acções e omissões no que respeita ao bem do País!
    Estamos a ser desgovernados por rapazolas sem um mínimo de preparação que, se limitam
    a ser meros serventuários dos donos do capital, parece terem abdicado da nossa soberania
    com a falácia, de que esta está hipotecada, um comportamento de gente sem espínha que
    tudo faz contra os mais pobres talvez, pensando nas prebendas de que no futuro irão
    usufruir! Recentemente, foram divulgados estudos que demonstram que as políticas se-
    guidas só favorecem os mais ricos e, contribuem para liquidar a classe média, tida como o
    sustentáculo da democracia em que, é suposto vivermos!
    Quanto às autárquicas a estratégia é a mais elementar e vem do antigamente, trata-se
    do nosso conhecido caciquísmo em toda a sua pureza, veja-se o que se passou numa
    peregrinação a Fátima organizada por uma Junta de Freguesia de Gaia, envolvendo 800
    “velhinhos” incluindo almoço e viagem tudo por 5 (cinco) euros!
    Pelo andar das sondagens, os tiros nos pés do Tózé Seguro, é natural que o 29 de
    Setembro até dê um certo alento à maioria do nosso descontentamento!!!

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