Quando há razão na indignação

Quando Sócrates demitiu prontamente Manuel Pinho ou quando Manuel Pinho prontamente se demitiu na sequência de um gesto irrefletido (e relativamente inofensivo e até compreensível face aos impropérios do deputado comunista) em pleno hemiciclo, estavam tão só a cortar pela raiz a possibilidade, mais do que provável, de o episódio ser aproveitado posteriormente, em circunstâncias várias, pelos adversários para denegrir o governante e descredibilizar todo o Governo. Por muito simpático, empenhado, dinâmico e criativo que fosse Manuel Pinho, a sua permanência no Governo era insustentável. Saiu.

Quando Passos mantém Relvas no Governo na sequência de várias embrulhadas, mentiras e escândalos de cursos forjados e hipotético tráfico de influências (com a Tecnoforma) esperando que as pessoas esqueçam depois de assentes as sucessivas poeiras, é ou não é de esperar chacota e protestos de cada vez que o homem se insinua? Anormal seria ninguém se indignar. Porque não cortou Passos este “mal” (já que há inúmeros outros) pela raiz? Pelo menos este!
O que está a acontecer podem ser atitudes agressivas, radicais e tudo isso da parte de jovens exaltados seja qual for o governo e com gosto pela provocação. Mas eram expectáveis. E então numa universidade? Miguel Relvas já não devia estar no Governo há muito tempo. Passos não percebeu o que Sócrates e Pinho perceberam em três segundos. E o episódio com o antigo ministro da Economia nem sequer é comparável em gravidade ao “caso” Miguel Relvas nos seus lastimáveis capítulos.

Aqui há uns dias surprendi-me com o descaramento e a tranquilidade do Governo ao mandar Miguel Relvas, depois de um período de apagamento, falar na conferência de imprensa após o último Conselho de Ministros. O homem regressava às lides como se nada fosse. Estavam convencidos da falta de memória das pessoas. Por mim, reagi ao descaramento. Por isso, lamento discordar de ti, Valupi, desta vez, mas também eu me indignaria com a presença deste ministro numa instituição de ensino superior, frequentada por estudantes que não têm outro remédio para concluir o curso se não queimar as pestanas, muitos deles com dificuldades económicas e poucas perspetivas de futuro, no encerramento de uma conferência sobre … jornalismo, tendo sido precisamente a reação do ministro Relvas ao jornalismo que o tinha, a ele, por tema uma das que mais expuseram o seu calibre.

Não é mau que o Governo seja lembrado, e não foi com violência, dos nabos que o integram.

40 thoughts on “Quando há razão na indignação”

  1. precisamente por não ser na rua mas antes em uma academia é que não era expectável. o que seria expectável: que estudantes de ensino, que não é básico nem secundário, superior já soubessem bem cruzar o saber ser com o saber estar e o saber fazer. uma atitude altamente inteligente seria encherem a sala e quando ele começasse a falar irem todos embora como evidência de indignação e protesto. perder a razão é tudo o que os portugueses lhes podem dar para continuarem a agarrar o poder do abuso com a mão.

  2. uf…Penélope, obrigada pela lucidez e pelo sentido de democracia.Uma coisa é virem aqui comentadores dizerem que o rei vai nu, outra coisa é vir uma co-autora do blogue dizê-lo.

    (agora reparo, o habitual “exactissimamente” do Val falhou aqui e no post da Isabel…prontos, foi só uma coincidência de que me apercebi)

  3. Penélope, também acho muito relevante que o episódio se tenha passado num instituto académico, facto que já comentei e que irei desenvolver em próxima publicação. Quanto ao fulcro da questão, ele não pode ser o direito à manifestação da indignação. Manter essa linha de argumentação é um sofisma que pretende evitar a tomada de consciência da consequência concreta desse exercício: um cidadão – para mais, governante – foi privado do seu direito à liberdade de expressão e acção política.

    Este conflito de interesses não admite dúvidas quanto à hierarquia de valores.

  4. “… um cidadão – para mais, governante – foi privado do seu direito à liberdade de expressão e acção política.”

    onde é que viste isso? foi-se embora e náo falou por decisão própria. no parlamento diz o que quer e oõem na rua quem interrompe.

  5. Val: Mas não é um governante qualquer, é o Miguel Relvas, que já devia ter sido afastado do Governo há que séculos. Passos assumiu o risco de manter um cadáver político esperando que o mau cheiro se dissipasse. Problema dele. Eu só posso concordar que haja quem lhe lembre o erro dessa decisão. Ainda por cima a lata de ir a uma universidade!

  6. Penélope, mas há outros pontos de vista sobre o mesmo assunto. Por exemplo, a responsabilidade maior pela presença de Relvas no Governo não é dele mas do primeiro-ministro. Ora, onde é que está a pressão sobre Passos para demitir Relvas? Outro exemplo: não seria de começar por louvar a disponibilidade de Relvas para se expor num ambiente estudantil e, logo depois, reflectir sobre o que os universitários fizeram com essa oportunidade para questionar, denunciar e vencer na argumentação o ministro?…

  7. oh val! deves ter escrito qualquer coisa sobre o assumpto quando era a democracia a manifestar-se contra o socras, lembras-te de algum ou tenho que ir procurar.

  8. Que impropérios é que disse o Bernardino, OH provocadora?

    O Pinho o “socialista” do BES é que ja andava com a cabeça desmiolada e desatou naquele espectáculo

  9. bom, se o relvas tem de ser considerado um herói por se expôr, enquanto governante, ao contacto com os governados, volto à carga: o macedo é um super-herói, porque não só se expôs, como não se considerou calado e falou. Portanto , um cidadão – para mais governante (atenção: há cidadãos com mais direitos que outros) que não se considerou impedido do discurso e da acção política demonstra alguma coisa face a outro cidadão governante que não o soube ser. A demonstração da legalidade democrática das manifestações e do dever político de saber lidar com elas partiu de um elemento do governo, porra. E o Relvas vale o quê perante isto? Vale lixo. Mas em democracia também se pode defender o lixo e ignorar as atitudes verdadeiramente democráticas. Para mais de governantes. Opções.

  10. “ignatz, ganhas ao comentário ou é mesmo falta de ocupação?”

    caso não tenhas notado, estás a repetir-te. bota aí uma ligação para qualquer coisa que tenhas escrito quando o socras era assediado pela comunada da voilá, do nogueira ou daqueles cromos jelatinosos que o balsemão pagava para fazerem chinfrim à porta das cerimónias oficiais.

  11. “Louvar a disponibilidade de Relvas para se expor num ambiente estudantil”…!!! Por esta e outras que deixaste por aí espalhadas, merecias a medalha da “santa ingenuidade”. Mais uma comenda da palermice. E podia ser o Santos Silva a pedurar-tas ao pescoço, por deferência do presidente Cavaco.

  12. Gostei de ouvir o Libertário Assis a defender uma aliança com o PSD ou com o CDS depois das eleicoes

    E o elogio ao Paulo Portas foi comovente.

    Este Ps está estragado por muitos anos.

  13. Penélope, Porfírio, Ferreira Fernandes e também A.R. no Direitos Outros. Ou então Santos Silva, Assis e Valupi. Isto merece (mais) ponderação, desta vossa, da boa. No meu totobola ainda estou pelos primeiros.

    …mas confesso que me chateia ver tanta boa gente a discutir com elevação esta cena que, sabemos bem, se do outro lado se tratasse, seria explorada até ao tutano da terra queimada democrática que lhe ficasse pelo caminho. Prontos, ok, eu sei, nós não somos como eles. Tocamos abnegadamente enquanto o navio se afunda, com ou sem “Grândola Vila Morena”.

  14. “Gostei de ouvir o Libertário Assis a defender uma aliança com o PSD ou com o CDS depois das eleicoes”

    já as minhas preferências vão para a santa aliança pcp com a direita sobre a limitação de tachos autárquicos.

  15. Estou contigo, Penélope. Dizer que o equivalente Relvas foi violado (cruzes, canhoto!) na sua liberdade de expressão, quando o parvalhão até optou por cantar, em vez de falar, raia o surrealista. Alguém lhe tapou a boca? Pensasse ele que tinha realmente alguma coisa de interessante a dizer e tinha feito como o Macedo, que afinal de contas parece ter os tomatitos que a ele, equivalente a zero, faltam. Era só esperar que os manifestantes se cansassem, para então falar. Mas não, preferiu cantar, mais desafinado que o cão da minha vizinha a ladrar a tudo quanto mexe na rua. Além de que o gajo não foi ali para dizer nada, não foi ali para falar, mas apenas para somar mais uma aparição a uma de muitas, que ultimamente se têm intensificado em progressão geométrica. Pensa o idiota chico-esperto que, aparecendo muito, convence subliminarmente o maralhal de que dobrou com êxito o cabo das Tormentas das equivalências e restantes confusões, que mostraram à galáxia inteira a “coisa” completamente desclassificada que é. É isso que alguns baralhados zelotas da “liberdade de expressão” parece esquecerem: o “coiso” não foi ali “expressar” fosse o que fosse, mas sim apenas esfregar-nos no focinho o seu merdoso coirão, o que é, só por si, um insulto. E quem não se sente não é filho de boa gente.

    E que dizer da alarvidade obscena do sorriso amarelo com que ele ganiu o “Grândola”, com aqueles dentinhos de Ratus norvegicus a fulminar-nos a retina? E a desafinação? E a letra fornicada? Foda-se, só esse autêntico insulto ao Zeca Afonso e a todos nós justificava que lhe despejassem um balde de merda pela cabeça abaixo!

    E só um idiota não percebe que ele se pirou não por ter sido violado (again: cruzes, canhoto!) na sua liberdade de expressão mas porque estava borradinho de medo e não descansou enquanto os gorilas que o acompanhavam o não tiraram dali para fora.

  16. Val: Certo, há diferentes pontos de vista e eu expus o meu.
    Não podes dizer que não houve pressões para que Passos demitisse o Relvas. Houve e as mais importantes até vieram do PSD. Entretanto abrandaram porque o homem foi posto em recato. Mas voltou, convencido de que o tempo tinha limpado a folha. Ora é bom que lhe lembrem que há limites para o descaramento. Ele também se pode demitir e não se demite, não é?
    Depois, não te iludas. Não há argumentação possível quando o homem tem escrito na testa “equivalências a 30 cadeiras”. Ele não foi àquela faculdade para discutir coisa nenhuma com os estudantes. Foi arriscar um ato de normalidade. Foi testar o bem fundado do seu descaramento. Com a situação económica a degradar-se e estando ele ainda no governo, estavam reunidas as condições para o conflito.

  17. Exactissimamente Penélope!!!! Só me falta ver aqui alguém na Pharmácia invocar o aparecimento de um qualquer neto do Capitão Maltez, de má memória, para a reposição da ordem democrática. Entretanto até lá, reverenciemos, democraticamente, trafulhas e intrujas como o Relvas, Gaspar, Montenegro e quejandos. É a vida…

  18. Penélope, quando o maior partido da oposição não pede a demissão de Relvas, então não há qualquer pressão. Os comentários do Marcelo e quejandos não podem receber o mesmo estatuto do que se passa no Parlamento. É também essa dissonância cognitiva que perverte a avaliação do que é e vale Relvas e de quais são as responsabilidades de Passos.

    Quanto às razões e intenções que tinha ao ir ao evento para que foi convidado, isso é tudo irrelevante para a nossa discussão. O que importa nem sequer é a ocorrência do protesto e a forma que assumiu. O que interessa é o modo como nos relacionamos com ele. Quem o justificar estará a promover a violência. A violência que retira ao outro o poder de usar a palavra.

    E a democracia, numa sua parte essencial, é só isso.

  19. Ó Penélope, mas acredita que alguém do governo manda o Relvas fazer seja o que for que ele não esteja interessado em fazer?!
    O Relvas já sabia ao que ía, pois se até os jornalistas sabem onde é que são marcadas as “manifs” com bastante antecedência porque é que o elvas, geralmente melhor informado não o saberá também?
    Eu até posso aceitar que vaiem o Relvas, mas gostaria de ver a academia a sair da vulgaridade e a saber expressar a sua indignação de modo bem mais espetacular ou será que a imaginação já não dá para mais?
    Não sei se impediram o Relvas de falar ou não, pois não estive lá, mas quem se manifestou devia ter pensado na possibilidade de isso acontecer ou será que era essa a intenção?
    Será que impedir que o governo fale, é a medida mais acertada e/ou suficiente para parar este drama que se instalou no nosso pobre país?
    Não creio.
    A continuar com o modelo, não sei quem é que serão os nabos, se os ministros, se os operantes.

  20. “A violência que retira ao outro o poder de usar a palavra.”

    tás a melhorar, já vamos a caminho da violência verbal, decibel autorizado, respeito à autoridade, boa educação, moral publica, usos e costumes e outras merdas que os ciganos desconhecem. no tempo de socras eram os direitos ao protesto e livre expressão a funcionarem, agora é violência sobre governantes.

  21. Val: A questão é a seguinte – será saudável, para uma democracia decente, não reagir ao descaramento deste indivíduo? Não me parece. Não me parece mesmo nada. Sabemos as razões por que Passos não o demitiu (e não existiu apenas o caso da Lusófona) e sabemos as razões por que o próprio não se demite. E isso já de si revela a podridão destes “democratas” que se apregoavam no passado recente de moralistas. Não é só no Parlamento que se vive a democracia. E o protesto pode ter boas razões, por muito que não gostemos dos organizadores. Quando por aqui se diz que anda tudo adormecido, como que anestesiado e aparvalhado, é porque é verdade e achamos isso incompreensível perante as trafulhices, mentiras, incompetência e negociatas a que assistimos. Quando alguém reage, e ainda por cima de uma maneira já clássica e fácil de ultrapassar por um governante, ai Jesus que não se respeitam as regras do jogo democrático e se está a impedir um ministro de falar? Pois está, Val. E com razão. E ali naquele sítio e sobre o tema da conferência ainda com mais razão.

    Teofilo M: Pois aí é que está, o descaramento do indivíduo. Não havia como não lho lembrar.

  22. Penélope, repara como estás a colocar a questão: ou se impedia Relvas de usar da palavra (porque existe o direito ao protesto/porque ele estava ali para falar daquilo/porque ele não presta/porque… [preencher a gosto]), ou se teria de ficar passivamente a assistir à presença de Relvas naquele evento. Isto é um simplismo maniqueísta. Ora, aqui entre nós que ninguém nos lê, confessa lá: a única forma possível de protesto é aquela que impede um qualquer alvo desse protesto de intervir numa acção política democrática?

    A questão não é a do direito ao protesto. A questão não é a da avaliação que se faça acerca do alvo do protesto. A questão é única e exclusivamente a respeito da democracia. A democracia foi inventada para que todos os cidadãos pudessem decidir o seu destino comum sem violência.

    Ajuda-me a validar este raciocínio: se achamos legítimo que alguém perca o direito à sua palavra porque estamos contra as ideias políticas desse indivíduo, então, por inerência, achamos legítimo perder o direito à palavra quando calhar alguém estar contra as nossas ideias políticas. É assim que vamos querer viver uns com os outros?

  23. a receita da olinda, era uma atitude brilhante se tivesse acontecido.que ele é descarado e vigarista,já todos sabemos.alem de querer melhorar o corricula, o objectivo é distrair a malta,para os colegas de governo continuarem a levar a cabo a sua agenda ideologica.sabiam que houve 3 milhoes de urgencias a menos e 2 de milhoes de consultas nos postos de saude? confesso que não esperava estes numeros.

  24. a cidade, além de muitos outros, tem este grande senão: os olhos pegam nos estupores e sobrepõem-nos aos valores. mas ainda há quem lhes dê primazia – e são esses os verdadeiros cidadãos.

  25. Val: Relvas podia ter falado (inanidades, pela certa) se tivesse sabido ou querido lidar com a situação. Há maneiras de os políticos contornarem acontecimentos destes, que, repito, não são inéditos e eram mais do que previsíveis. Esta criatura ir a uma universidade falar de jornalismo é provocação pura e dura. Não podia estar à espera de ninguém reagir e à maneira igualmente provocatória da estudantada. Não tem de que se queixar. Devia, pelo menos, ter um plano B e de qualidade. Não tinha. Aliás, devo dizer que o ar de parvo com que entoou a Grândola no dia anterior não me suscitou a mínima compaixão. Ninguém o obrigou a cantar. Fez figura de parvo, porque, confirma-se, é parvo. Se tivesse ficado calado teria sido menos parvo.

    Dito isto, compreendo, no entanto, que da parte dos políticos que possam vir a ser governantes e de jornalistas com influência haja o cuidado de não incentivar este tipo de comportamentos dizendo as coisas que eu, por exemplo, digo. O que não quer dizer que não pensem que o Relvas já devia ter sido corrido da vida política há muito tempo e que o facto de não o ter sido é uma das razões para as suas alegadas humilhações. E também respeito inteiramente, como sempre, o teu ponto de vista. Apoio-te na tua luta pela decência e o debate sério na cidade. Mas, se a sociedade fosse como a idealizas, esta tropa fandanga não estaria sequer no poder. E claro que haveria outras maneiras de confrontar Relvas com o seu descaramento. Mas sabes tão bem quanto eu que, à primeira pergunta venenosa, se é que estava previsto um período de perguntas, o que não é certo, o ar algo burro e humilhado apareceria com certeza e a sessão acabava logo ali e logo haveria quem dissesse que o homem não merecia, que as perguntas foram provocatórias, etc.

  26. Penélope, é óbvio que Relvas poderia ter reagido de outra forma, e é evidente que nesta polémica o que menos ou nada importa é o que ele sentiu ou deixou de sentir na ocorrência. Pura e simplesmente, e percebo que isso seja contra-intuitivo, não está em causa a pessoa, mas o significado do que lhe fizeram.

    Muito boa gente, altamente qualificada no plano cognitivo, cultural e intelectual como tu, tanto personalidades públicas como amigos meus, está a reproduzir a mesma falácia: porque não se gosta do Relvas, o que lhe aconteceu é justo. Ora, figuras como Augusto Santos Silva, Maria de Lurdes Rodrigues, Paulo Pedroso, Sérgio Sousa Pinto ou Francisco Assis não podem ser acusadas de qualquer tipo de favorecimento a Relvas por ele ser o Relvas. Precisamente ao contrário, estes alvos da chicana, conspirações e golpadas do Relvas detestam-no tanto ou mais do que tu e outros que aprovam a censura que lhe fizeram no ISCTE. É por isso, por estas figuras socialistas serem à prova de ambiguidades quanto às suas convicções e praxis, que convém parar para pensar no seguinte: afinal, sempre vale tudo em política?…

    Finalmente, tenho todo o gosto – e honra – em estar em discussão contigo, e só espero que sejas tão implacável com os disparates que eu produza na conversa como sempre és quando escavacas os trastes que nos arrastaram para esta miséria.

  27. ainda não percebeste que a arte da política é o cínisno e não imaginas o que o santos silva e a lurdes rodrigues devem estar rir à custa desta barraca, os outros são lateiros e chutam para onde manda o chefe.

  28. E convém não esquecer, entre outros atentados às liberdades, aqueles pirralhos antidemocráticos da António Arroio, que há tempos se preparavam para impedir o exercício da santa liberdade de expressão de Sua Excelência o Senhor Presidente da Junta de Boliqueime. Tão horroroso atentado à sã convivência democrática, lembremos, só não se concretizou porque Sua Excremência… perdão, Sua Excelência, possuidor de apurado faro para antidemocratices e outras ordinarices, cheirou a coisa a quilómetros de distância e, génio em estratégia invejado por Clausewitz, Sun Tzu e Nguyen Giap, inventou a manobra genial da retirada antes da avançada e frustrou a intenção infantilóide e antidemocrática dos pirralhos, mafarricos dum raio. Que Nosso Senhor os fulmine, mais os paizinhos deles, e os irmãos, e os tios, e os cães, gatos, canários e periquitos que abrigam nos seus tugúrios infectos. E que os registos da sua passagem por este paraíso dos amigos do pote, que se preparavam para conspurcar, sejam eliminados das conservatórias do registo civil e, depois de convenientemente empilhados, a sua purificadora combustão permita aquecer as enregeladas peles da nata de pobres sem-abrigo potenciais da ulríchica geração que nos insemina o coirão.

    Isto é gente fina que deve ser tratada com luvas de pelica, como podemos relembrar nesta finíssima amostra do chefe da quadrilha:

    http://www.youtube.com/watch?v=hDcU-5l-N2s&feature=related

  29. Joaquim Camacho

    O “Presidente da República” é uma instituição, não é um homem. Se achas que a sua imagem deve cair na lama, então nao passas de um bandalho.
    Pode-se nao gostar do homem que desempenha, naquele momento, a função de presidente da republica e criticar, mas tem de se respeitar a função, a sua imagem e o que representa.

  30. Val

    Não te preocupes muito com o Dr. Relvas porque ele é a prova de bala! O Dr Relvas é um homem do combate politico da primeira linha. Aguenta isto e muito mais. Enquanto tu perdeste o sono e continuas a falar do que lhe aconteceu, o Dr Relvas continuou a perder o sono, mas por causa dos milhares de jovens desempregados.
    Já viste que o Dr Relvas tem o futuro garantido. Quando deixar de ser ministro, ira ter um programa na televisao, pois por aquilo que se tem visto, audiencia nao lhe falta.

  31. oh xico de esperto! vai esperneando que o estrebucho está suspenso no pensionista de belém e quando a coisa der para o torto, quer dizer umas viaturas amolgadas, uns rsu(s) a arder e umas vitrines vuitton partidas, o gajo corta o cordel e diz que já tinha dito.

  32. francisco rodrigues: «O “Presidente da República” é uma instituição, não é um homem.»

    Tás enganado, meu, o bandalho de Boliqueime não é um homem. Além de bandalho, cagarola e cagão, é a vergonha da instituição que em má hora, ainda que democrática, passou a representar. Quero que ele se foda e refoda, e tu com ele, cipaio de merda.

    Há uns dias que não ligava o garrafão electrónico, se soubesse que estavas aqui à minha espera tinha continuado em abstinência, bandalho badalhoco. Vai chupar a bisnaga do jagunço Relvas, que tu andas mas é desidratado. E evita, se puderes, falar comigo, que eu não estou interessado.

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