O Público errou

Segundo se depreende da notícia de capa do jornal Público de hoje, José Sócrates deveria estar proibido de falar com os seus amigos sobre a situação política do país. Também deveria estar proibido de conversar com políticos “tout court”. Qualquer conversa é imediatamente interpretada como pressão ou, no caso de políticos europeus, como minagem do trabalho do actual executivo.
Ora, eu, que não contacto de forma alguma com José Sócrates, se entender, e entendo, que o próximo orçamento deve merecer o voto contra do PS, estarei, levando mais longe a linha de raciocínio da jornalista, sob a influência da “pressão” de Sócrates. O que é ridículo.
Mais: Seguro que, segundo refere a jornalista, jantou com Sócrates (nada indica que a tal tenha sido obrigado), terá violado com isso alguma lei deontológica ao não ter falado apenas da diferença de clima entre Paris e Lisboa. O mesmo vale para hipotéticas conversas telefónicas com membros do anterior governo. A conversa com Seguro, é claro, levou de imediato a jornalista a afirmar que Seguro “resiste” ao hipotético desejo de Sócrates. O Público devia evitar cair no ridículo, se não mesmo aceitar servir de veículo a pressões eventualmente “relvistas” (ou “seguristas”?), essas sim evidentes com a publicação de tal título, sobre o sentido de voto da bancada do PS.
É pena que não evite. Há no mesmo jornal, por exemplo, uma excelente reportagem sobre o trabalho de um assistente social num bairro pobre do Porto, de cuja leitura é impossível não concluir da importância da educação, da cultura e do acesso ao conhecimento na transformação para melhor das camadas mais desprovidas e iletradas da nossa sociedade. Com vantagens para todos, até do ponto de vista económico. Daqui a alguns anos se perceberá como cortar cegamente no ensino público, nomeadamente na educação de adultos, e em certas ajudas sociais se paga muito mais caro do que os milhares de euros que agora se pouparão.

16 thoughts on “O Público errou”

  1. …espantoso como se escolhe como contraponto à ‘seriedade’ um ‘ódiosinho torpe’…tudo a fingir…a infantilidade jorna…como se bater em sócrates fosse uma espécie de seguro de vida para que o ti belmiro lhes pague…puxa-se pelo féretro ‘uuuuuuuuuhhhhhh’ para um saudoso ‘faz de conta jornaleiro’…nem arte nem guerra… só estupidez pimba… por norma atrai muito blabla ao pasquim…

  2. Basta ouvir o antigo secretário de estado do desporto para perceber que o Engº Sócrates está vivo, e activo. Esta notícia tem, no entanto, a a sua graça; o feitiço virar-se-à contra o feiticeiro: Seguro terá que aprovar o OE na generalidade para romper com o passado.

    Evidentemente que a maioria dos deputados PS têm a marca JS, depois do controle apertado que o chefe fez. Aliás nota-se bem nos discursos actuais que parecem esquecer que o principal culpado do buraco em que estamos metidos foi o governo PS chefiado por JS e apoiado pelos deputados que tambem fizeram uma boa cama à direita política em Portugal. Parece que ainda não estão satisfeitos e voltam à carga. O actual lider tem um trabalho difícil e parece-me que está a ir por mau caminho. Antes demais deviam olhar para o próprio partido e fazer uma boa limpeza. Senão nunca mais se levantam. O PSD agradece, mas o país precisa de ter várias alternativas de peso e neste momento estamos desiquilibrados com uma esquerda (BE+PCP) que parece viver noutro planeta e um PS moribundo devido ao virus JS

  3. Pela minha parte sempre votei PS ou em quem o PS tinha proposto. Isto desde 25 de Abril, com uma única excepção. Nas últimas eleições presidenciais não votei em Alegre, aliás, não votei em ninguém. Pode-se confirmar e provar com os cadernos eleitorais. Lá estará o meu nome sem a descarga do voto.
    Mas, só para esclarecimento e tranquilidade do sr. Moedas que terá a sua visão do problema mas não quererá certamente que os outros pensem pela sua cabeça. Pois se o PS do Seguro votar a favor ou se abstiver no próximo orçamento o meu voto nas próximas eleições legislativas não irá para o PS.
    Jamais!

  4. O raciocínio que se vê na direita deste país é deveras assombroso: pensam eles que o José Socrates deve ter peçonha, e que quem com ele prive ou fale deverá obviamente ficar contaminado. Ele deixou de ser um cidadão português, ou no mínimo não deve ter quaisquer direitos de cidadania, nem sequer o de ter amigos ou falar com alguém. Isto ultrapassa tudo o que em política é aceitável, porque o que aqui está subjacente é um ódio irracional e desprovido de qualquer sentido democrático, pois revela a aceitação do principio de que o opositor deixa de o ser, para passar à situação de inimigo. E ao inimigo, não há que contradizer; o que há é que o destruir, dizimar, aniquilar, até mesmo fisicamente, o que entra no campo do delirio perfeitamente esquizofrénico. Revelador dos principios caceteiros tão tipicos da extrema direita portuguesa, Pois não era assim que fazia Salazar? Não aceitava qualquer contraditório ou oposição; quem não estivesse de acordo com ele e demonstrasse esse desacordo, tinha a sina traçada: a prisão e a morte. E para isso lá tinha os esbirros da Pide e da Legião e os sabujos dos bufos.
    A mentalidade destes senhores é exactamente a mesma. São, portanto, dignos continuadores do antigo regime, para quem não fosse pos nós, era contra nós, logo para abater.
    Triste país este, que não logrou conseguir civilizar um pouco mais os seus cidadãos. Nem com 38 anos de novo regime democrático estes ideais desapareceram. Estão todos vivos e só esperavam por momentos como este para aparecer à luz do dia. E, pelos vistos, são cultivados pelos novos senhores do poder, pois é deles que têm partido os ataques mais soezes e vergonhosos deste nosso triste viver.

  5. Isto não passa de mais uma reles manobra do Público, o reles pasquim das pressões e das intrigas, agora ao serviço do governo. Com esta notícia, fabricada bem ao estilo do saudoso Zé Manel Fernandes (o cretino que sustentou que Sócrates e o SIS faziam escutas a Belém), pretende o pasquim pressionar Seguro, condicionar o voto dos deputados socialistas e dividir a bancada do maior partido da oposição. Tiveram muito trabalhinho a fazer de Sócrates a ovelha negra da política portuguesa e o bode expiatório da crise, agora tentam rentabilizar o investimento. Citam o nome de Sócrates como quem fala do diabo, pensando que os leitores são imbecis a quem basta atirar um cagalhão impresso na primeira página para eles acreditarem piamente.

    Esta pseudo-notícia parece saída directamente das meninges do Relvas, o ministro mixordeiro da comunicação social, com o objectivo de condicionar, pressionar, intrigar, dividir os socialistas.

    Não têm qualquer credibilidade os falsos jornalistas do pasquim, criados do Relvas e do Belmiro, que acusam Sócrates precisamente daquilo que eles estão a fazer: tentar condicionar os deputados socialistas.

  6. A polémica estalou com a notícia do Público. Desenterraram o fantasma com esse intuito e nós na bloga fomos atrás. Os idiotas da Direita rejubilaram com o cheiro a sangue e alguém tem de lhes, educativamente, contrariar a estupidez.

    Muito honestamente não vejo polémica nenhuma.

    1- José Sócrates não perdeu o direito à liberdade de expressão, pode dizer o que muito bem entender.

    2- As medidas incluídas neste Orçamento de Estado são predatórias do nível de vida e dos direitos adquiridos da classe média, ainda por cima vão além do que a troika recomenda e consta do memorando de entendimento. Isto significa que por todos os motivos e mais algum o PS só tem que votar contra este OE.

    3- Os dirigentes do PS, ainda assim, são livres de tomarem a decisão que entenderem.

    4- Quer o PS vote a favor, contra, ou se abstenha o Orçamento será sempre aprovado pela maioria de Direita.

    Onde está a polémica?
    Não seria melhor gastar-se o tempo a pensar em formas de colocar a economia a crescer?

    Poupem-me.

  7. Dedézinho meu lindo bébé de cueiros e fraldas descartáveis. Vou-te dar leitinho para ires já para a caminha fazer óó enquanto a puta da tua mãe vai atende uns fregueses que estão na sala em fila de espera, perdão na sala de espera em fila. Tu não entendes isto porque muito fedelho mas com 3 palmadas no rabinho talvez lá vás. Se não enfia-se um talinho de couve ou um mangalho para adormeceres melhor.

  8. Amigo Dédé, tens toda a razão, também já lá fui confirmar. Aliás nenhum anónimo votou, os anónimos só fazem chapeladas, não votam.

  9. Oh muleta negra também és burro. Mas eu vou explicar-te como se fosses inteligente.
    Se fosses inteligente, medianamente inteligente ou melhor com 2 dedos de testa saberias que eu tenho nome, tenho bi, tenho número de contribuinte embora esteja aqui a escrever como anónimo. Podia escrever com nome como vocês, seus burros , déde e qualquer coisa negra que vinha a dar na mesma.
    Se alguém duvidar de que eu não votei, como tenho nome, bi, cartão de eleitor eu tiro as dúvidas a essa besta. Apostamos porque eu não trabalho de borla especialmente para caluniadores e vamos ver os cadernos eleitorais. Lá constará o meu nome e a abstenção.
    Isto custa muito a perceber suas bestas!
    Querem apostar?

  10. Já cá faltava a caça ao homem: o homem fez uns telefonemas, e pimba!, está a fazer pressões… E a propósito, que mal têm as “pressões”? Coitadinhos dos deputados que não aguentam as “pressões”… tudo isto é ridículo, digno de dó… São pessoas que não fizeram outra coisa na vida senão pressionar os outros, gente rasca que subiu à custa de uma carreira política que nem devia existir… E agora receberam um telefonema, numa altura em que estão representados por um idiota chapado que de seguro só tem mesmo o apelido, e ainda se queixam de quem quer ajudar o partido… Está na altura da Isabel Moreira e outros socratistas votarem contra, colocarem Francisco de Assis na direção, e filiarem-se à esquerda que tanto gostam de apregoar… Não há outra saída: se se anexarem ao centro-direita, Passos mantém poder nas próximas eleições, por escusa de alternativa…

  11. Mas o que é isto?
    O secretário geral do maior partido da oposição desloca-se a Paris para ir jantar com o ex-primeiro-ministro que ajudou a derrubar!
    Isto é, de facto, notícia.
    Não deve ter sido o apunhalado a chamar o traidor, mas quem sabe, talvez o Seguro agora seja apenas a marioneta de Sócrates! Alguém acredita?
    Tudo o resto será fabulação de um jornalista ou uma quantidade deles que quer mostrar serviço.
    Os direitinhas arreganham os dentes e salivam na antecipação do banquete que lhes tem andado a ser negado por mais pressões que se tenham feito, pelas polícias, por magistrados, por políticos ditos honestos, por jornalistas ditos exemplares, por correligonários que se viram privados dos seus lugares ao Sol, etc., etc., etc..
    Sempre que há borrasca com personagens laranjas há sempre um Sócrates algures para desviar as atenções e alimentar polémicas.
    Afinal, nem é de estranhar, pois é a prática de há alguns anos a esta parte.
    Assim sendo, acho que já estou a perder tempo demais com este assunto.
    Prefiro deliciar-me a ouvir que o governo atual anda a tentar vender Magalhães na América do Sul, e esta, hein?!

  12. pois é , João lisboa , je je…o público é mas é burro que nem uma porta e não percebe quando o querem por a dizer coisas e a ressuscitar defuntos.

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