A arte da guerra

Uma das coisas mais espantosas sobre este desastroso OE é o facto de, na sua discussão e aprovação, estar a ser jogado o futuro político de António José Seguro. Portanto, ou vota a favor e se co-responsabiliza com Passos, ou vota contra e vai a reboque de Cavaco, visto agora como o “defensor dos cidadãos” e o verdadeiro líder da oposição, ou abstém-se e é visto como oportunista político incapaz de tomar uma posição perante o mais gravoso orçamento que há memória.

Bem jogado, Einstein.

PS – Estou muito curioso sobre o que o Presidente lhe terá dito nos seus encontros. Deixa-me adivinhar: exigiu “sentido de responsabilidade” (i.e. a aprovação do OE) antes dele próprio se demarcar claramente, não foi?

6 thoughts on “A arte da guerra”

  1. …ou então vota contra, explica claramente porquê e demarca-se do PR, denunciando a hipocrisia do dito. Era o que eu preferia.

  2. Na minha opinião, deveria na votação geral abster-se e, na especialidade, apresentar as propostas de alteração de acordo com os seus principios e valores, nomeadamente quanto às tentativas de destruição do estado social que estão subjacentes a todo o orçamento, e sem ter havido alterações à constituição, o que é mais assombroso.
    Logo, considerando que o Governo não iria deixar cair as suas propostas de destruição do estado social, que estão subjacentes ao orçamento e que são o corolário de toda a sua ideologia, teria, então aí, a oportunidade para marcar toda a diferença e votar, AÍ SIM, contra o orçamento na votação final.

  3. Mas que análise mais marada, amigo Vega. Desde que o Valupi se baldou daqui, é só disparates. A propósito: ké feito dele?

  4. Ache-se o que se achar sobre as opções do Governo, e muitas das propostas são discutíveis, o caminho do Governo é notório, claro e evidente. O do PS ninguém sabe. Os socialistas não apresentam alternativas, não têm discurso, nem rumo, nem liderança. É um vazio total e absoluto. Conseguem cair no mais absoluto ridículo quando numa altura destas falam de pacotes contra a corrupção e propostas de tectos salariais para gestores públicos. Em suma: não sabem, porque sabem a merda que fizeram e não tem capacidade e vassoura para a limpar, porque realmente só sabem apresentar receitas cheias de ilusão balofa e cangalhada ideológica moribunda.

  5. O VEGA é do melhor que aqui anda. Não suporto o VALUPI que, aos comentários que considera mais insinuantes, responde invariavelmente com o pseudo-popularucho e bem chuchialista “…, larga o vinho”. Porque é que os socialistas gostam de ser pseudo-popularuchos, e porque é que os sociais-democratas gostam de fazer de conta que são gente fina? Nunca percebi tanta podridão. O meu desejo, sincero, para os políticos, é que acabem todos mortos, com violência, às mãos do povo, e que todos estes postadores aqui do AspirinaB tremam com a ideia de sair de casa durante uma década. Pode parecer um sonho, mas até hoje, todos os meus sonhos se tornaram realidade. E nada me faz dormir melhor, do que imaginar a cabeça do Cavaco ou do Passos espetada numa lança ridícula, no meio do Martim Moniz ensanguentado…

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