O diretor do JN parece simpatizar com os islamistas

Para quem não quiser ler este naco de prosa na íntegra, aqui deixo o resumo: tal como o novo cardeal, Manuel Tavares quer as mulheres de regresso à capoeira. Parece que há falta de pintos e elas andam muito saídas (quem sabe se da casca?). Para parecer moderno e democrático, porém, sugere que o governo, inspirado nas doutas e cristãs palavras do D. Manuel Monteiro de Castro, lhes pergunte se pretendem prosseguir com a crueldade de deixar um filho na creche ou se pretendem deixar de trabalhar e ficar em casa, porque “mãe há só uma”.
Pela parte que me toca, obrigada, nunca duvidei e, no que toca aos meus filhos, que bem que souberam e sabem aproveitar a evidência!

Acontece que, até prova em contrário, pai também só há um e, no entanto, o diretor do JN não se lembra de propor que seja ele a ficar em casa, para criar condições favoráveis ao aumento da natalidade e ao reforço do núcleo da sociedade – a família.

Sugiro ao diretor do JN que, na próxima crónica, ouse ir ainda mais longe, propondo ao governo que legisle no sentido de as mulheres tirarem apenas o secundário (isto atendendo a que, apesar de tudo, terão de orientar os estudos dos filhos varões), ou, vá lá, cursos superiores levezinhos, para poupar dinheiro ao Estado e às famílias e criar condições para uma maternidade dedicada.

Está tudo doido. Pergunto-me se ainda há jornalistas mulheres neste jornal.

Para este senhor, nada como seguir o exemplo de quem sabe: de facto, jovens não faltam nos países islâmicos. Tantos que, ainda crianças, algumas “mães que há só uma” (e também pais, é certo) não se importam que atem um cinto com explosivos em volta da cintura.

46 thoughts on “O diretor do JN parece simpatizar com os islamistas”

  1. pois eu simpatizo com islamitas e acho que essa porra do cinto explosivo é uma piada de mau gosto que em nada difere da conversa do padreco e do bardina.

  2. comparação estúpida, a tua. o que o cardeal disse, e que eu assino conforme bi ou cc, é que urge priorizar a família como o pilar dos pilares. e a família é, amor, tempo e dedicação sendo as mulheres e mães – sem qualquer desprezo pelo papel do pai -, efectivamente de mão cheia de realidade, as detentoras do maior poder de unificação do que é ser uma família. a igualdade de mulheres e homens inerente a esta hermenêutica como a tua, e de tantos, não passa de um machismo da pior espécie – o de não aceitar a diferença e importância acrescida da mãe e da mulher no equlíbrio da família e, desta feita, da sociedade.

  3. com muita vontade e brio e orgulho. ou não fosse a cozinha um sítio de alquimia. e depois levar para fora de casa e lavar os tachos da alma do mundo. que delícia. :-)

  4. Pouco a pouco lá nos vamos aproximando do Portugalzinho salazarento. Podem começar a encomendar as fardetas da Mocidade Portuguesa!

  5. Bolas isto até arrepia… ainda há pouco tempo publiquei um texto que falava do Curso de Formação Feminina a propósito da «bomba» da minha Escola em VFXira.

  6. Plenamente de acordo, Penépole. Este papel que se teima em atribuir à mulher em nada ajuda ao equilíbrio da família e da sociedade. O único papel em que a mulher é insubstituível é o de gerar e parir os filhos.
    Teimar em atribuir um papel destacado à mãe na educação dos filhos pode ter ainda a perversão de levar alguma mulher a achar que se pode substituir a um pai ausente (estando ele presente no núcleo familiar). Ninguém se pode substituir a outrem.

    O cardeal continua (seria expectável outra coisa?!) a debitar o discurso de sempre sobre o papel das mulheres na família e na sociedade. A Igreja poderia ser uma “voz” privilegiada a chamar a atenção para as condições laborais dos pais de família (e não só). Perdeu essa oportunidade ao debitar o discurso rançoso que fez aos diferentes jornais.

  7. a mulher, maria, é – e só pode ser no reino do equilíbrio – a rainha do abocanhar, em desejos e afectos, a cria e o macho. de outra forma, que não esta, tenho mesmo de dizer que a penisneidice é tóxica. e isto nada tem que ver com igrejas, digo-te eu.

  8. Olinda,

    conheço bem essa pulsão. Não a renego. Mas não é bom para ninguém que ela domine – o que acontece abundantemente – exclusivamente. As Igrejas têm sido boas fomentadoras que isso aconteça. Também sei do que falo. ;)

  9. Olinda,

    Desta vez, quem sabe se por solidariedade religiosa, parece que tresleu o que o cardeal disse. Ou então estou mesmo muito enganado a seu respeito.

    O homem saiu da lá sua aldeia minhota há mais de 50 anos, mas a aldeia minhota parece que nunca saiu dele.

  10. solidariedade de opinião, apenas, JN. e um homem com uma aldeia minhota por dentro pode ser um mundo – o que poderá não ser o caso, porque não conheço nem me apetece conhecer, visto que estou apenas a comentar e interpretar que “O trabalho da mulher a tempo completo, creio que não é útil ao país. Trabalhar em casa sim, mas que tenham de trabalhar de manhã até à noite, creio que para um país é negativo. A melhor formadora é a mãe, e se a mãe não tem tempo para respirar como vai ter tempo para formar”. como pode um elogio destes ser tido como insulto é que não percebo. mas pronto, a perversidade é bastante maleável.

  11. obimba tens razão, uma gaja como tu não deveria sair à rua nem pra comprar alpista, não é que seja contagiante mas é confrangedor esse sopeirismo militante.

  12. confrangedor é ter de viver numa sociedade que exalta o trabalho ao invés daquilo que é a essência da vida: o dar e receber afectos. só uma pequena parte do trabalho, e muitas vezes nenhuma, dá prazer – ou seja, trabalha-se porque tem de ser. logo, aqui, há uma valente dissonância – de que se queixam as mulheres e os homens por uma eventual redução do dia laboral se também a produtividade muitas vezes não significa trabalhar mais horas? as mulheres querem usar pilas e só são mães, não para se cumprirem e por quererem fazer crescer o que é uma família, para cumprirem o papel que a modernidade lhes talhou como emancipação. tudo tretas de quem carrega culpa de incompetência feminina. não é o trabaho que dignifica as pessoas – são as pessoas que dignificam o trabalho. e o trabalho não passa de uma coisa: o real retorno, aquele que importa, nasce na afectividade das relações porque as coisas não sabem amar. e quanto mais e mais fortes forem em casa, melhor se produz no trabalho. está tudo ligado. só a ignorância, a que usa lentes de contacto, olhos de vidro, da modernidade não vê.

    (como se o ser sopeira ofendesse alguém que não usa preconceitos. hum.)

  13. Olinda, parabéns pelo teu último comentário! E parabéns pelo descomplexo de passares por reaça, retrógrada, ou sei-lá-que-mais, mostra que não és complexada mesmo, e ainda bem, para ti e para todos nós. Haja muitas pessoas como tu, que digam o que sentem fora dos paradigmas dominantes para usar esse calão estafado. E sim o Kuhn foi buscar ‘paradigma’ à linguística, e significa originalmente exemplo padronizado.

    Infelizmente toma cuidado com estes tempos, há muita raiva no ar, e todos os cobardes gostam de alinhar com as maiorias sólidas, logo, logo.

  14. Olinda,

    mas isso já uma interpretação das palavras do cardeal. Sobre os afectos e o trabalho ser feito para o “homem” e não o “homem” para o trabalho não restam dúvidas. Para mim, não. Não quer dizer que isso seja tido em conta no mundo laboral, nem nas políticas sobre o trabalho. Mas em Portugal sobre o tema de que estamos a tratar a lei até não é má de todo. A sua efectiva aplicação é que não acontece.
    O cardeal errou foi ao dizer entre outras coisas que a mãe é a principal formadora. Ou ainda esta pérola ao Jornal de Notícias:” a mulher chega a casa cansada…o marido quer conversar e não tem com quem…”

  15. mas é a verdade! são muito menos do que as mães os pais a quem os filhos perguntam porquê que os pássaros voam ou pedem para limpar o rabinho quando fazem caca. e o que acontece é que muitas vezes a questão fica por responder e o rabinho é limpo por qualquer outra pessoa que não o faz por amor nem com água para não assar. assim como é verdade que quando chegam a casa estão sem pachorra para o que é de facto importante – assim como se o tempo for afecto no sentido inverso, o que na generalidade não acontece, ao pai, é igual. família de pais e mães light só podem formar filhos light – e é daí que nasce a miséria humana que se repercute em tudo. em tudo.

  16. :-) é um elogio. e também há muitas formas de ser mãe: mãe dos homens de alma e pele, dos irmãos, dos amigos, e até do pai e da mãe. ser mãe é ser amor.

  17. a violência doméstica a que um gajo se sujeita por cama, mesa, roupa lavada e infantário de borla

  18. Olinda,

    claro que reconheço na realidade que vivemos, muito daquilo que dizes…não estamos em total desacordo…mas tens uma visão um bocadinho romântica das coisas.

    mãe é amor, mas também é em muitos casos possessão, com graves consequências no casal e nos filhos objecto desse amor obsessivo. Eu nem lhe chamo amor. amor será outra coisa. Muitos dos homens retardados emocionalmente que aí andam são filhos de mulheres dessas.

  19. com toda a certeza estarás a referir-te a mulheres que querem filhos para encherem a sua própria vida, egoísmo e frustração, e não a dos filhos que querem. nesse caso trata-se de amor, sim, mas apenas próprio. cai tudo no mesmo saco por a tal dedicação e tempo recair em auto-ajuda e o progenitor ser mero acessório – em carne ou em proveta.

  20. oh cromo! violência doméstica é ter de aturar um traste descomplexado como tu que só argumenta peidos, pilas & fodas em nome do amor. já agora explica quem é que paga nessa concepção cromagnosa de família.

  21. esta sociedade em estricção em que vivemos é o resultado das duas palavras de ordem feitas valores que mais andaram aí nas últimas décadas: produtividade & competitividade. E são elas que suportam ideologicamente a neoescravidão que anda aí, seja na China ou, cada vez mais, na Europa.

    Isto é positivismo puro, demonstra-se sem dificuldade por frequência de ocorrências, etc.

    Agora não sei como é, mas noutros tempos, na Suiça, as mães tinham subsídio compensatório se quiséssem ficar em casa a tomar conta dos filhos e suspender os empregos. Seria uma opção. Se há país que me convenceu que a inteligência produz valor acrescentado mensurável é a Suiça, conseguiram transportar os resultados teóricos de Euler e Bernoulli(s) para os instrumentos de precisão, entre tanta outra coisa, incluindo as perversidades de inventarem uma gripe das galinhas para facturarem balúrdios com as reservas de vacinas que os Estados foram obrigados a comprar para não serem acusados de incúria e compensarem os buracos do sistema financeiro. Mas nunca foram derrotados, nem por Anibal nem por Carlos o Temerário, só para dar dois exemplos espaçados de mil anos, e têm a democracia participativa continuada mais antiga do mundo. Mas nem era preciso invocar a Suiça de que fazer o elogio aliás me incomoda algo.

    Olinda, como já deves ter reparado hoje em dia comento muito pouco, não tenho pachorra, mas estou contigo, e qualquer sociedade mentalmente sã devia no mínimo achar interessante que alguém tivesse uma posição fora da mainstream, mas parece que não.

  22. tenho algumas reservas em relação à Suiça, mas neste caso sim, é uma opção e uma opção tem valor, até se chama valor de opção em economia. E sim, valor vem de valente, mas já não me lembro como se chama quando se faz a inversão das letras, lembro-me que a Yourcenar era Crayencour, e agora lembrei-me que queria reler as memórias de Adriano que já não tenho…

    No Brasil por exemplo também aquela coisa da ‘bolsa família’ está bem pensada, – porque é claro não te esqueças que a expressão é ‘ter filhos’, como se tem casa ou carro, possuir no sentido material do termo, e o ter filhos nas sociedades patriarcais sempre foi sobretudo visto como um investimento de capital, tem-se filhos à cabeça, mão de obra, bens de troca, etc, essa história do amor não existia ou era completamente secundária face à luta pela sobrevivência – mas dizia eu que só tem acesso à bolsa família quem provar que tem os miúdos a estudar e que são assíduos à escola, todos os meses têm de fazer prova de assiduidade. Ora isso terá libertado muitos miúdos da escravidão infantil inclusivé sexual e obrigou muitos pais à atitude de quererem que os filhos vão à escola.

    Já acabei aquele texto que estava a escrever e já mandei quando sair eu mando-te, tem lá um relato de como eram as coisas numa tribo dos bijagós da Guiné no final do século XIX, terrível, mas para nós gajos era um descanso que não te digo nada :)

  23. oh bécula! vai ler o folhetim e não digas asneiras. é preciso paciência para aturar tanta cretinice. já agora compara as taxas de natalidade europeias com os incentivos estatais e depois não venhas com tretas d’amor subsídiado.

  24. cretinice é acharem que o amor, que não é raquítico, tem de lutar por adeptos para andar. p’ra bem era. o amor só não é em almas de plástico – como a tua e dos outros que a têm em moldes.

  25. reclamas políticas de amor subsídiado e o plástico sou eu. quando é que dizes alguma coisa que faça sentido? entretanto o brazuca que te ature a conversa mole.

  26. Lembro à Olinda e ao §, para os devidos efeitos, que, na Suíça, as mulheres apenas puderam votar em 1971.
    Essa possibilidade de as mulheres ficarem em casa com as crianças podendo mais tarde retomar o emprego que tinham também existe na Alemanha, ou, pelo menos, a última vez que fui ver, há oito anos, existia. Tudo isso é muito bonito, mas não me convence. Tirando o facto de, na Alemanha, praticamente não haver creches, penso que do ponto de vista da realização profissional e, consequentemente, pessoal das mulheres, que, segundo os dados oficiais, superam os homens em número de licenciaturas universitárias, é lamentável e um desperdício. Além de que está completamente por provar que os filhos de mulheres que ficam em casa a tomar conta deles abdicando de uma vida profissional ou interrompendo-a durante alguns anos sejam mais saudáveis, equilibrados, cultos ou inteligentes do que os outros. Lembro-me de, na idade parva da adolescência, acusar a minha mãe de nada saber do mundo e da vida por estar sempre em casa (começou a trabalhar aos 45 anos, mas por ela, não por mim, claro).
    Isto para já não falar do atestado de menoridade e incompetência que vossas excelências passam aos pais ao nunca os considerarem educadores igualmente capazes de ficar em casa com as crianças.

  27. isto vai de mal a pior, Penélope. primeiro, não me leste em lado algum dizer que os pais são incapazes mas, antes, que na realidade e generalidade são as mães que – mesmo trabalhando fora – estão mais tempo com os filhos. e o que digo é que esse tempo são migalhas naquilo que considero essencial. e depois, dizseres que estar em casa é sinónimo de ignorância é do mais ignorante que há. quanto a carreiras e impérios profissionais, é uma opção – e se for a prioridade na vida de uma mulher, que não andem a ter filhos apenas para manterem o status de super-mulheres porque não o são ao descurarem a casa e o marido e o filho por palmadas nas costas. em casa podes aprender tudo o que aprendes fora, basta quereres, com ou sem licenciaturas. e apoio e admiro os homens que abdicam do ego para se dedicarem mais áquilo que decidiram ser: pais. ser pai e ser mãe não é um estado de espírito em part-time. ninguém obriga ninguém a ter filhos e é bom que comece a cair a ficha a quem os tem só para completar aquilo a que chama aspirações depois de escrever um livro e plantar uma árvore e quer chegar ao topo da carreira. egoístas que querem bonequinhos para dormir em casa – comprem nenukos.

  28. O neo-cardeal dirá o que entender, mas eu, se fosse católico, acho que preferia ouvi-lo apelar aos homens portugueses, aos pais de família, para se ocuparem também dos filhos, libertando as mães trabalhadoras da tradicional exclusividade dessa tarefa. Sempre entendi, como pai, que deveria partilhar equitativamente com a mãe (trabalhadora) essa labuta de cuidar e educar, e fi-lo diariamente. O mesmo em relação aos trabalhos domésticos: cozinhar, servir o jantar, limpar a casa, etc, etc. O cardeal diz que a mulher que trabalha fora de casa não tem tempo para cuidar dos filhos e tratar da casa. Não terá, pois não, sobretudo se o seu homem (no caso de o ter) não se organizar para partilhar com ela as tarefas todas, filhos e casa. Em relação a isso, o que diz o cardeal? Zero! Ele, que suponho não terá filhos, não terá uma freira governanta? Muitos têm.

    Mãe há só uma. Slogan parvo. Pai também só há um.

    O cardeal chora lágrimas de crocodilo: parece que só pensa é em “libertar” a mãe do trabalho fora de casa, “libertá-la” da sua ambição pessoal e profissional, “libertá-la” da sua independência. Foi neste conservadorismo, neste tradicionalismo patriarcal que a Igreja católica se especializou e, aparentemente, não há nada a fazer. A Igreja portuguesa é assim, ou quase assim. Sempre quis que o mundo andasse para trás. Muitos pais e mães também preferem esse modelo: pai a fazer pela vida, mãe em casa, filhos debaixo das saias da mãe até à escola. Por mim, óptimo. Quem sou eu para lhes dizer como devem viver e criar os seus rebentos? Mas o cardeal sabe muito bem, ou deveria saber, que o mundo não se reduz a essas famílias que a Igreja considera “modelares”. Aliás, a Igreja explora com grande proficiência o negócio dos infantários… E muitas famílias católicas e conservadoras, tendo dinheiro, metem empregadas para libertar o tempinho precioso das patroas “domésticas” que têm mais que fazer na vida.

  29. Bem eu por mim só quero insistir que a perspectiva da Olinda é lícita – para quem achar lícita -, e portanto devia haver essa opção, que não há. Não quero impor nada a ninguém, era o que faltava, o que se passa hoje é que por condicionalismos materiais e ideológicos não há essa opção, logo anulou-se o valor de opção, excepto para os abastados obviamente, os mais ‘aptos’, leia-se: os mais safados, na maioria das vezes.

    Quanto ao resto claro que há de tudo: pais excelentes, que aliás também deviam poder ter a opção equivalente às das mães de se retirarem temporariamente dos empregos para poder dar apoio aos filhos, e etc. Claro que também há mães que têm filhos sobretudo para por no cv, eu conheço.

    Mas óbvio que isto tudo são idealismos nos tempos que correm, ainda assim podem -se ir abrindo janelas de futuro que a crise não dura para sempre.

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