Não, a Europa não é o Islão

Por muito que os discursos sobre o respeito pelas crenças, a convivência cultural e a tolerância religiosa predominem politicamente hoje em dia, a Europa não gira em torno da religião. A Europa gira à volta do Estado de Direito e dos direitos humanos, da investigação científica sem barreiras, do questionamento das certezas, do estudo, da liberdade de circulação e de comércio, da iniciativa privada, da igualdade e do respeito entre os sexos, da alegria, da música. Não vejo isto ser suficientemente enfatizado.

É verdade que uma coisa são os discursos políticos, que, por si sós, não devem precipitar os acontecimentos nem os radicalismos, nem instigar conflitos sociais. Mas é também verdade que outra coisa são as políticas adotadas face a um problema de verdadeiro choque civilizacional (porque os terroristas granjeiam estranha e perigosa simpatia entre os seus «irmãos» que habitam na Europa), assim como os escritos e declarações de pessoas públicas informadas, com influência na sociedade. Estas não têm obrigação de se calar quando se trata de defender valores arduamente conquistados e dos quais não queremos abdicar, nem devem ir com pezinhos de lã ao abordarem estas matérias. As «religiões do livro» sempre foram uma potencial fonte de violência e foi por isso que soubemos pôr o cristianismo a uma distância conveniente e no lugar intimista que lhe pode caber e que não hostiliza o próximo. Teremos agora de fazer o mesmo ao islamismo? Haverá paciência?

Não vale, pois, a pena propagandear grandes princípios poéticos de que a Europa é o cristianismo, é o judaísmo, é o Islão, porque a simples menção dessas crenças, sobretudo desta última, equivale a aceitar práticas arcaicas aviltantes e a deslocar, para trás, o estado civilizacional a que o Ocidente chegou e ao qual se viu, não grego, mas medieval para chegar. O que resta dessas religiões tradicionais já nem sequer era um fardo que a Europa ainda tinha que transportar, mas do qual pensava já estar bastante aliviado. O que resta do cristianismo não é já fardo algum. Tem os seus seguidores, mas sobretudo converteu-se num serviço útil ao Estado no apoio social e na contenção de eventuais mal-estares. Tornou-se também um negócio lucrativo (mas isso sempre foi). Dizer agora e neste momento que a Europa é também o Islão é não incentivar a racionalidade.

Que existam na Europa do século XXI pessoas que acreditam, por exemplo, que o mundo foi criado em seis dias, com fósseis e tudo, por uma entidade que nunca ninguém viu chamada deus ou Alá, e que quem assim não pensa é «infiel», é a todos os títulos de lamentar, terminada a gargalhada. Mas já é mais grave quando as pessoas da religião do Maomé, do Alá e do Ali, que por aqui também habitam, pensam que os infiéis devem ser mortos, ou dominados, apesar de esses infiéis lhes oferecerem condições de vida bem melhores do que as que teriam nos países islâmicos, onde se pratica a religião que professam.  E é sinal de que há um trabalho hercúleo a realizar, se preciso for com medidas drásticas, para tirar tais pessoas da letargia, de modo a que algumas delas, pelo menos, se tornem um dia enfim úteis à espécie humana, estudando direito, medicina, física, matemática, tecnologia e astronomia. Para fazer avançar a humanidade, não para a destruir mais depressa, invocando coisas «divinas», como o apocalipse. Dizer que a Europa é o Islão não ajuda.

31 thoughts on “Não, a Europa não é o Islão”

  1. A Europa não é o Islão. O essencial da Europa tem a ver com o Cristianismo, nas formas que melhor integram contemporaneidade e tradição: opção preferencial pelos mais fracos, transcendência de cada vida humana, dignidade das mulheres, aceitação do diferente, curiosidade céptica do saber como o mundo funciona, reservando a linguagem da fé para a esperança. Se a Europa perder essa referências deixa de existir.

  2. Lucas Galuxo, aonde é que já vai essa Europa ! Essa era a Europa que era, não a que é !
    A Europa de hoje é a da degradação de costumes, da corrupção, da ganância, e da indiferença ! é uma autêntica república das bananas, salvo poucas e honrosas excepções.

  3. parabéns penélope, pelo seu brilhante artigo. cá em portugal somos do benfica,porto e sporting (a ordem devia ser invertida) e a religião catolica começa a tornar-se residual.menos crentes,menos casamentos pela igreja,menos padres,menos alunos nos seminarios,e muito menos gente na missa dominical.sou agnostico,mas confesso que esta igreja católica não me incomoda.

  4. Felizmente que quem “puxa” pela UE percebe que discutir religião é um assunto privado.Essa de usar as alegorias das diversas religiões, como argumento seja para o que for nos dias de hoje, deixa uma etiqueta bem negativa do estado mental. Percebo as razões, mas era tempo de considerar uma atentado contra as crianças obrigarem-nas a entrar numa religião antes da idade da razão (15 anos?)
    A demagogia do d.sebastião Costa em pagar um templo com dinheiros públicos é de gritos.
    Posso apostar que vai ganhar as próximas eleições; depois não se queixem.

  5. “Não vale, pois, a pena propagandear grandes princípios poéticos de que a Europa é o cristianismo, é o judaísmo, é o Islão, porque a simples menção dessas crenças, sobretudo desta última, equivale a aceitar práticas arcaicas aviltantes e a deslocar, para trás, o estado civilizacional a que o Ocidente chegou e ao qual se viu, não grego, mas medieval para chegar. ”
    .
    Portugal pertence à Civilização Católica!! o resto é paisagem…

  6. … pelo menos, se tornem um dia enfim úteis à espécie humana, estudando direito, medicina, física, matemática, tecnologia e astronomia…

    Ora a porra, e quem semeia as batatas e as couves? eu que sou cristão?

  7. Partilho inteiramente o teor do texto. Espero que exista muito mais gente a pensar o mesmo, caso contrário estamos mal… Muito mal. – E já agora que façam alguma coisa, antes de ser a demografia a fazê-lo…

  8. Mais uma parvoice,

    A boçalidade destes comentarios de bancada a apregoar uma cruzada imbecil, de uma virulência inversamente proporcional à exposição ao problema, ja enjoa.

    Quem é que defende que a Europa é o Islão, ja agora, podemos saber ?

    Ha muçulmanos na Europa, e Cristãos, e Judeus, e Budistas, e Ateus. Povavelmente alguns dizem barbaridades anacronicas. E dai ? Ha partidos politicos representativos que preconizam a instauração da Charia em Portugal, ou em França, ou na Bélgica ? Onde é que eles estão ?

    Alias, ha dados concretos que venham por em causa a dinâmica social de integração acelerada das populações oriundas de paises “muçulmanos”, com o que isto implica em termos de abandono das suas crenças religiosas tradicionais (evolução simétrica à da população “cristã”) ? Onde é que eles estão ? No lamentavel e confrangedor espectaculo das televisões em histeria ? Não me lixem ! Mais uma coisa : a (justissima) reivindicação das populações emigradas na Europa no sentido de não sofrerem discriminações (como sofrem todos os dias, infelizmente, isto, sim, esta sobejamente estudado e documentado) não sera o primeiro e o melhor sinal de aculturação/integração ?

    Se estas a procura de um “Grande Perigo” para a tua querida civilização europeia (que normalmente as pessoas com este tipo de discurso ignoram completamente, quando não a confundem com a Mac Donald’s) e se precisas de um susto para te comoveres, procura antes do lado da xenofobia e da fascização acelerada dos espiritos, de que este texto é alias um optimo exemplo.

    Felizmente para ti, vales mais do que este texto infeliz…

    Boas

  9. Foda-se,

    Este blogue transformou-se num blogue Santana Lopes. E’ isso, não é ? Vives em Portgal, onde as velhinhas continuam a usar lenço preto à volta da cabeça, mas incomoda-te o véu islâmico, tanto que ja nem consegues deliciar-te com os concertos para violino de Chopin ?!?

    Tenham juizo. Querem preservar a cultura e a civilização europeia. Ora tratem antes de levantar o cu do sofa e saiam da frente da televisão.

    Para começar.

    Boas

  10. João Viegas: Disse-o o Daniel Oliveira, nomeadamente no título de um escrito no Facebook (link https://www.facebook.com/danieloliveira.lx). A comissária europeia a que ele se refere, Federica Mogherini, disse que temos necessidade do islão para combater o terrorismo na Europa (“Nous avons besoin de l’Islam, pour qu’il fasse partie de notre lutte contre le terrorisme, et nous avons besoin d’entendre plus souvent la voix des communautés musulmanes en Europe, face au terrorisme.)”. Embora seja difícil discordar do que ela diz na segunda parte da sua declaração, não me agrada a ênfase dada à religião e o apagamento dos valores racionais da Europa. Não temos necessidade do islão. Podemos é ter necessidade dos líderes religiosos muçulmanos que «endoutrinam» os seus clientes e, portanto, as comunidades em que se recrutam os terroristas.

    «Partidos representativos», como dizes, não há. Mas há bombas. Potentes.

    As populações muçulmanas sofrem discriminações, como afirmas saber de fonte segura, mas não são as únicas. Os restantes imigrantes, como os portugueses e os espanhóis, também sofrem. Acontece é que não cometem suicídios acompanhados de homicídios em massa e, de facto, integram-se muito mais facilmente. Além disso, é bastante óbvio que o grosso das ditas populações muçulmanas também se auto-discrimina, ou seja, não tem interesse em integrar-se nem em compreender (para já não falar em adotar) os valores do país de acolhimento. E quantos mais forem, pior será. Não concordas? A base para a auto-discriminação entre as populações imigrantes não muçulmanas é incomparavelmente menor, pois há valores comuns.

    Folgo em saber que estás de portas abertas. No entanto, deve e pode a Europa aceitar receber, sem condições e sem cautelas redobradas e dispendiosas, toda a população síria e iraquiana que deseje vir?

    Já agora, também folgo em saber que ninguém da tua família ou relações pessoais morreu ou ficou ferido nos atentados de Bruxelas e Paris.

  11. Mais parvoices indignas de ti, tenho pena,

    Lê o que diz o Daniel Oliveira, e ouve o que diz a Comissaria, e vais verificar que não tem rigorosamente nada a ver com o teu titulo. O Islão é parte da Europa. Claro que é, e não é de hoje, que eu saiba.

    Duvidas que haja discriminações contra os trabalhadores emigrantes oriundos de paises muçulmanos ? Estas a brincar, não estas ? Ha milhares de estudos que o demonstram. Queres um recente ? Lê este http://teo.site.ined.fr/

    Ha terrorismo ? Ha. Não é de hoje. Nem é essencialmente muçulmano, ou religioso. Olha, por exemplo o Brevick matou perto de uma centena de jovens. Era em nome da civilização ocidental europeia. Isto faz dos apologetas da civilização europeia uns terroristas ? Não creio.

    Mas o que esta por detras do teu discurso é a fantasia do combate da razão contra as trevas. Nada mais fanatico, nada mais estupido, nada mais contraditorio do que esta razão que precisa de se apoiar numa bandeira e numa G3 para ser alguém. Este racionalismo de meia tigela é uma refinada aldrabice. Tal como a angélica invocação da igualdade dos sexos para explicar às mulheres muçulmanas em que sentido é que elas devem exercer a sua liberdade.

    Mas, esta bem. Vamos fingir dois segundos que aderimos a esta lenda idiota do combate da razão que pertimitiu triunfar da religião obscurantista catolica, apostolica e romana. Conta-nos la como é que ela conseguiu isto ? Proibindo a expressão de crenças religiosas ?

    Olha, lê este texto, a sério, vai fazer-te bem : http://viasfacto.blogspot.fr/2016/01/a-questao-do-relativismo-moral.html

    Boas

  12. Pronto, agora é o medo dos atentados. Queres maior retribuição aos atrasados mentais que os organizam do que este medo pânico que nos leva agora a estar em sentido e a deixar de respirar na ânsia da proxima bomba ? Aprendam com os Ingleses. O que fizeram eles no dia dos atentados de Londres ? Sairam para a rua e disseram : a unica responsta a isto é continuar a viver como se nada fosse. Porque na realidade, nada é. Tragédias tens tu todos os dias. Vamos agora aceitar o que estes imbecis querem, que é precisamente instaurar um clima de medo e um mecanismo idiota de segregação (que por sua vez vai aumentar os candidatos a martires).

    Esta tudo doido, ou quê ?

    A vossa unica desculpa é estarem a assistir a isto pela televisão. Ja pensaram em apaga-la ?

    Boas

  13. João Viegas: Se não consegues ver a diferença entre um chanfrado isolado, como o norueguês, equivalente a um meteoro desorbitado, e milhares de chanfrados organizados em rede, ligados a uma organização assassina com simpatias e potenciais apoiantes um pouco por toda a Europa, e que já conseguiram matar centenas de pessoas no continente europeu e milhares de outras no Médio Oriente, não sou eu que te vou explicar. Também não te vou explicar os milhões que devem ser gastos em segurança para os ingleses, e nós, podermos andar na rua orgulhosos do que somos. Se, para ti, não há qualquer problema debaixo do sol, quem sou eu para colocar um bemol nesse teu otimismo?

  14. estando de acordo com muito do que diz, dois reparos:
    ”continuar a viver como se nada fosse” é a resposta mais boçal que se pode dar, porque na realidade alguma foi, ou se foi. mas claro, a longo prazo tudo deixa de ser.
    por fim, apagar a televisão é um bom conselho para deixar de ver televisão.

  15. Ninguém diz que não ha problema, nem que não se deve lutar contra o terrorismo. O que digo é que lutar contra o terrorismo faz-se com discernimento e que o discernimento começa por não ceder ao pânico e aos amalgamas tipo” Islão = terrorismo”, ou ainda “estamos numa guerra de civilização”. Reagir assimilando a reivindicação de igualdade, ou a exigência de um espaço para os cidadãos muçulmanos que vivem nas nossas sociedade, com uma agressão ou como a semente do terrorismo, eis o que é uma total falta de discernimento. E’ disso que falam o Daniel Oliveira e a Comissaria…

    Quanto às legiões de terroristas de que fala a Penélope tenho pena mas, tanto quanto se sabe, muitos têm um perfil à la Breivik (jovens que não têm onde cair mortos fanatisados em pequenos grupos paranoicos com a ajuda da Internet). A unica diferença é que recebem apoio logistico de organizações de bandidos que prosperam nos sitios onde se instalou o caos, em grande parte por causa das hesitações e das contradições da politica externa dos paises ocidentais, que não podem lavar dai as mãos como se não fosse com eles.

    E também não é “vamos viver como se nada fosse”. A primeira e a mais eficaz forma de lutar contra o terrorismo, é não ceder ao terror. A segunda é tratar das causas… Mas, neste particular, o vosso famoso “racionalismo” dos valores ocidentais da civilização das luzes, desaparece como por encanto. Deve estar demasiado ocupado a preparar cruzadas pseudo-laicas ou com outros exorcismos idiotas.

    Eu gostava mesmo que o Voltaire e outros iluministas voltassem à terra para ouvir as baboseiras que se dizem em seu nome. Supeito que haveria uma valente distribuição de pontapés no cu…

    Boas

  16. Lucas Galuxo,

    Continua a ir ao cinema. Queres saber de um partido anti-democratico que, em França, alcança votações superiores a 20 % ? Queres mesmo ? Tens a mais pequena ideia do que significa, em termos de peso eleitoral e politico, os cretinoides de que falam os teus videos ?

    Ha um mundo para além da Youtube, caro Lucas Galuxo… Esta talvez na altura de abrires os olhos. Repara que os idiotas que acabam aos tiros começam exactamente como tu : confundem o mundo com a pequena parte que lhes entra dentro de casa atravês do seu ecrã.

    Mas diz-me la. Eu moro em França onde dizes que o perigo é grande e iminente. Vou ja buscar a caçadeira e vou ao proximo comicio do partido que milita em favor da islamização da sociedade francesa. Onde é o comicio ? Como é que se chama o partido ?

    Boas

  17. o terror é algo profundamente racional para aquele que o pratica e provoca sempre uma reacção invariavelmente irracional naqueles que são vítimas dele: talvez por isso não ceder ao terror seja tão difícil. tem sido assim desde os iluministas, que racionalmente inauguraram este capitulo, e assim tem continuado.

    mas de facto a europa não é o quadro pintado neste post da sra. penélope. não encontro grande diferença entre pessoas que acreditam que o mundo foi criado em 6 seis dias ou que foi o resultado de uma explosão (ainda não se sabe se suicida ou não…): nos dois casos trata-se de acreditar.

    a resposta está de facto em Voltaire: tolerância. mas aí surgem outros nós de difícil desembaraço, e caminhos que se bifurcam…

  18. ó viegas, conta aí o que é “não ceder ao terror” e depois, se não for muita maçada, explica como é que se tratam as causas. se vires por aí o françois marie, dá-lhe cumprimentos da malta aqui em baixo.

  19. “Não ceder ao terror” : não suspender as liberdades varios meses a pretexto de combate ao terrorismo (em França, estamos em estado de sitio vai para seis meses, podemos saber porquê ?). Desencorajar reacções como a deste post, e tantas outras, de estigmatização sistematica do Islão e das populações geralmente associadas com ele.

    “Tratar das causas” : quanto às longinquas trabalhar de forma concertada e realista para acabar com a situação de caos criada no Iraque, e por extensão na Siria, em consequência de uma reacção mal calculada e precipitada a outro atentado espectacular (como sabemos), quanto às proximas, que são mais simples, pugnar sériamente e de forma consequente pelos valores que gostamos de apregoar, tais como a igualdade, em vez de excluir sistematicamente populações inteiras, ao mesmo tempo que contamos com elas para trabalhar em nosso beneficio.

    Nem é assim tão dificil…

    Boas

  20. então, se deixarmos de estigmatizar deixa de haver bombistas e bombas e atentados, logo, deixa de ser necessário pugnar.
    tratar da questão do médio oriente parece-me mais difícil do que encontrar uma agulha num palheiro.

    assim também não vamos lá. uns querem parar o vento, os outros andam à procura de padrões nas nuvens.

  21. “Tens a mais pequena ideia do que significa, em termos de peso eleitoral e politico, os cretinoides de que falam os teus videos ?”

    Hoje têm mais peso do que tiveram ontem e menos do que vão ter amanhã. O seu peso aumenta na proporção da influência que os Joões Viegas têm na sociedade europeia. E de cabeça cortada ou com o corpo estraçalhado por balas, vidros ou pregos ninguém quer saber da democracia para nada. Se o discernimento dos nossos democratas os levou a espalhar a democracia à bomba pelo Iraque, Líbia e Síria, adubando os viveiros de fundamentalismo e terror que agora ameaçam os seus países, pois que venham os anti-democratas.

  22. “que venham os anti-democratas”. Junta-te a eles que estas no bom caminho. Queres que te arranje a morada de mesquitas radicalzadas ? Olha que eles estão mais avançados no Djiad. E também não são democratas. Vais entender-te muito bem com eles…

    Boas

  23. Ninguém diz que tratar da questão do médio oriente é facil nem pretendo ter uma solução milagrosa a este respeito (mas também não podemos viver na ideia de que é impossivel, ou que não nos diz respeito). Ja no que toca à aplicação efectiva e coherente dos principios da tolerância e da igualdade nas nossas sociedades, tenho algumas ideias…

    Boas

  24. Penélope:
    A Europa foi tudo isso, um farol no negrume. Hoje, talvez circunstancialmente, não é. O que ela é hoje é uma tocha apagada, na mão de elites ao serviço da Nato imperialista, e da América dona dela. (A propósito: quem é que, De Facto, esteve por detrás da implosão das Torres Gémeas? O Bin Laden e meia dúzia de malucos suicidas? Não me lixem!
    Quem é que, De Facto, esteve por trás da destruição da Líbia, e do Egipto, e do Iraque, e do Afeganistão, e da Palestina, e só não o foi da Síria porque o Putin disse NÃO, nem do Irão porque era o último da lista, nem o foi da Saudi Arábia quando devia tê-lo sido porque ela é o grande aliado da América da Nato no Oriente Médio).
    A Europa vai voltar a ser o que já foi? Talvez volte, teria que voltar. Porque não há ninguém no planeta que a possa substituir no seu lugar.
    Mas porém… a exaustão de recursos, a sobre-população em crescimento exponencial, o “crescimento” que é indispensável mas não vem nem pode vir, as alterações climáticas, a escassez de água e de solos, a desregulação ambiental, a entropia das sociedades cada vez mais complexas e dispendiosas, tudo isso traz novos dados à questão. E o caminho vai para onde?
    (Por razões várias, já houve migrações de massas na história da humanidade. Foram sempre imparáveis, uma vez desencadeadas. E ainda hoje são, isso é da Física.)

  25. Curiosamente, o olhar mais cristão sobre a questão é do “Baba” Viegas. E é esse o caminho, o menos percorrido até agora. Fara toda a diferença.

  26. O Islão não é uma raça nem sequer uma religião. Os Europeus caem na armadilha de o tratar como tal.
    É uma idiologia pseudo-fascista voltada para a conquista e supressão de tudo que é diferente.
    O muçulmano típico é arrogante, porque vive na noção que os seus ideais são perfeitos e tudo mais é lixo ao qual o Islão e por extensão a Sharia, se sobreponhem. A atitude é chegar à Europa, exigir, continuar a exigir e não se adaptar a nada. Por a podridão histórica que o cristianismo tem, vamos abraçar uma alternativa que parou de evoluir no século 7?
    É doentio ver feministas da treta suecas admitirem que preferem ser violadas por refugiados (o quer que seja que eles realmente são), do que rejeitarem a invasão muçulmana. Num pais que neste momento é o #2 mundial em violações per capita, que corre o risco serio de guerra civil nos próximos 10 anos e economia terceiro mundista nos próximos 20-30.
    É esta a Eurabia que a esquerda liberal europeia está a cozinhar?
    E isto é apenas a ponta do iceberg. A internet é fertil em noticias que os mass media não tem coragem para noticiar, por proibição/manipulação da Fuhrer Merkel e lacaios de serviço.

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